quinta-feira, 8 de julho de 2010

Judeu e gentio - 08/07/2010 a 10/07/2010

Quinta, 8 de julho

Aplicação
Conhecendo o jeito certo


O mundo de hoje é muito rápido. O excesso de informações também nos sufoca. Como é possível manter-nos focados em Deus e nossa salvação? Como é possível conhecer a verdade sobre a maneira de sermos salvos? Eis aqui alguns passos:

Use um mapa e uma bússola. Quando você viaja para um lugar onde nunca esteve, é melhor levar um mapa e uma bússola. Em nossa viagem para o Céu, nosso mapa é a Bíblia. Ela contém as instruções de que precisamos para chegar ao Céu. A bússola que nos ajuda a compreender melhor as instruções do mapa são os escritos de Ellen White, que não substituem a Bíblia ou estão no mesmo nível dela, mas que nos levam à Palavra.

Siga o guia. Você não é o único a viajar para o Céu. Portanto, não coloque sua confiança somente naqueles que estão viajando com você. Olhe para Jesus. Coloque toda a sua fé nEle. Lembre-se de que Jesus disse a respeito de Si mesmo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim” (Jo 14:6).

Tome cuidado com falsas instruções e com atalhos. Ao longo do caminho, podemos encontrar muitos sinais e instruções, mas tome cuidado! Nem todas as instruções são certas. Nem todas as placas são corretas. “Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte” (Pv 14:12). Siga apenas as instruções declaradas no mapa. Essas instruções são resumidas em João 14:15, onde Jesus disse: “Se vocês Me amam, obedecerão aos Meus mandamentos” (Jo 14:15).

Mantenha as mãos no volante; conserve os olhos na estrada. Quando a viagem se torna difícil, podemos ser tentados a desistir, a tirar nossos olhos da estrada. Durante essas ocasiões, precisamos nos lembrar do seguinte conselho: “Se tão somente conservarmos o olhar fixo no Salvador, confiando em Seu poder, seremos cheios de uma sensação de segurança; pois a justiça de Cristo se tornará a nossa justiça” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 107).

Mãos à Bíblia


7. Que importância Paulo deu ao assunto que enfrentou na Galácia? O que isso deve nos dizer sobre a sua aplicação hoje? Gl 1:1-12

Paulo sempre enfatizou que a salvação era pela fé somente, e não pela guarda da lei, mesmo a moral. Porém, isso não significa que a lei moral não deva ser guardada. A questão é que só Jesus salva. Os mandamentos apenas nos mostram onde erramos e nos orientam sobre como viver no mundo.

Jed Alden G. Magbanua – Bacolod, Filipinas

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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Experimentando a Palavra da Vida - 08/07/2009 a 11/07/2009

Quarta, 8 de julho

Testemunho

Do livro para o seu coração


Como experimentamos a Palavra da vida em nossa vida hoje? Tomar a Palavra da vida e aplicá-la à nossa vida – é aqui que a fé se encontra com a prática. A menos que descubramos maneiras de levar os conceitos a serem aplicados, o que estamos realmente fazendo? Embora seja verdade que há facetas em nossa fé e na Bíblia que nossa mente humana não pode compreender plenamente, talvez o momento-chave que aclara a confusão seja quando vamos a nosso Salvador pedindo que nos ajude a fazer as conexões entre um conceito e outro. Ele nunca deixa de socorrer uma pessoa que esteja lutando para encontrá-Lo, e Sua Palavra delineia apropriadamente o caminho a tomar.

“A Bíblia revela a verdade de maneira tão simples, e com tão perfeita adaptação às necessidades e anseios do coração humano, que tem inspirado admiração e encanto aos espíritos mais cultos, ao mesmo tempo que habilita o humilde e ignorante a discernir o caminho da salvação. Não obstante, essas verdades singelamente declaradas se prendem a assuntos tão elevados, de tão vasto alcance, tão infinitamente além da capacidade de compreensão humana, que não as podemos aceitar senão por haverem sido declaradas por Deus. Assim se nos expõe o plano da salvação, de maneira que toda pessoa possa ver os passos que lhe cumpre dar em arrependimento para com Deus e fé para com nosso Senhor Jesus Cristo, a fim de salvar-se pela maneira indicada por Deus” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 107).

“O grande celeiro da verdade é a Palavra de Deus – a Palavra escrita, o livro da natureza e o livro da experiência no trato de Deus para com a vida humana. Eis os tesouros, de que os coobreiros de Cristo devem prover-se. Na pesquisa da verdade devem confiar em Deus e não na inteligência dos grandes homens, cuja sabedoria é loucura para Deus. O Senhor comunicará ao inquiridor o conhecimento de Si mesmo, pelos canais por Ele prescritos.

“Se o seguidor de Cristo crer em Sua Palavra e praticá-la, não haverá Ciência no mundo natural, que não possa compreender nem apreciar. Nada há que não lhe forneça meio de partilhar a verdade com outros. A história natural é um tesouro de conhecimentos em que todo estudante na escola de Cristo pode obter” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 125).

Mãos à Bíblia

Os apóstolos foram testemunhas oculares da vida, morte e ressurreição de Cristo. Sua vida os influenciou de tal maneira que eles não conseguiam deixar de comunicá-la aos outros. O mesmo aconteceu com João. Em 1 João 1:1-4, ele afirma ter sido testemunha ocular da vida de Jesus. Ele diz que não só viu Jesus, mas também O tocou e O ouviu.

8. João não é o único escritor bíblico a fazer poderosas afirmações sobre eventos de que foi testemunha ocular. Que outras testemunhas afirmaram ter visto coisas maravilhosas? Dt 4:1-9; At 4:20; 1Co 15:4-8

Hoje podemos ser testemunhas de Cristo. Em um mundo pós-moderno, nosso próprio depoimento como “testemunhas oculares” pode ser um testemunho mais poderoso sobre a realidade e bondade de Deus do que os eventos históricos descritos na Bíblia.

Wilona Karimabadi | Ellicott City, EUA

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terça-feira, 8 de julho de 2008

"Tudo para com Todos": Paulo Prega ao Mundo - 08/07/2008 a 11/08/2008

Terça, 8 de julho

Exposição
Paulo prega ao mundo

Uma das experiências missionárias mais famosas de Paulo aconteceu em Atenas, onde viveram alguns dos maiores filósofos do mundo antigo, como Sócrates, Platão e Aristóteles. Mas veja que interessante: mesmo com toda a filosofia e todos os seus apelos à razão e à lógica, a cidade ainda “estava cheia de ídolos” (At 17:16, NVI). Que evidência de que, no seu âmago, a filosofia não pode responder às necessidades humanas básicas!

5. Na tentativa de alcançar aquelas pessoas, que abordagem Paulo adotou? Qual foi o resultado de seus esforços? At 17:18-34

Os epicureus ensinavam que a felicidade provém de uma boa vida com prazeres modestos. Os estóicos, por outro lado, insistiam com as pessoas que se contentassem com o que tinham. Juntos, filósofos estóicos e epicureus ouviram Paulo na praça e começaram a discutir com ele, chamando-o de “tagarela” (At 17:18).

“Eu me torno tudo” (1Co 9:22). Muitas pessoas fazem significativas mudanças na vida num momento ou noutro. Mas poucas chegam a fazer a mudança que Paulo fez. Ele era um destacado fariseu já no início da vida adulta. Então, mudou drasticamente, tornando-se cristão e unindo-se às pessoas que tinha perseguido e matado quando era fariseu.

Paulo era fabricante de tendas por profissão, teólogo por paixão, e pregador por necessidade. Sofreu naufrágios, foi aprisionado, espancado e apedrejado. Esteve em perigos relacionados a rios, bandidos, tempestades e pessoas de numerosos países e religiões – inclusive o seu próprio. Paulo sabia o que é ser exaltado e humilhado, amado e odiado, ouvido e ignorado. Paulo era um homem de extremos.

“Para todos” (1Co 9:22). Devido a suas origens e devoções, Paulo também tinha a facilidade de se misturar com muitos grupos de pessoas. Era um verdadeiro israelita e um cidadão romano. Fluente em ambas as línguas, também era capaz de se apresentar como ambas as coisas. Estudou a lei hebraica aos pés de Gamaliel, um famoso rabi, e foi trazido à fé cristã por uma visão do Cristo ressurreto. Paulo tinha ligações – romanas, judaicas e cristãs – e usava essas ligações com competência.

Paulo administrava bem sua familiaridade com as pessoas. Viajava extensamente, participava dos costumes locais, e falava inteligentemente sobre a religião, a política e o comércio local. Paulo tinha o costume de usar suas semelhanças com outros para transpor a distância entre eles. Fez três viagens missionárias e falou mais extensamente do que qualquer outro fundador da igreja cristã primitiva.

“A fim de poder, de qualquer maneira possível” (1Co 9:22). Quando o evangelho era suficiente, Paulo o proclamava. Contudo, quando ele podia ver que as pessoas do local precisavam de um estímulo filosófico, conectava-se a elas de maneiras com as quais até mesmo os cristãos de hoje se assustariam. Falando aos homens de Atenas, Paulo tomou o verso “também somos descendência dele” (At 17:28, NVI), da introdução da obra Phaenomena de Aratus – uma importante obra de um antigo poeta grego (de cerca do ano 315 a.C.) – e o aplicou a Jesus.

Como você acha que os líderes da igreja de hoje reagiriam a essa “citação errônea” no evangelismo? Você pode ter certeza de que Paulo foi atacado de todos os lados. Assim, sua autodefesa – de que ele estava disposto a usar “qualquer maneira possível” para cumprir a comissão do evangelho – era bem fundamentada.

“Salvar alguns” (1Co 9:22). Embora Paulo passasse muito tempo em proclamação pública, grande parte de seu sucesso como ganhador de pessoas se encontrava em relacionamentos pessoais. Ele nunca teria sido aceito nas fileiras dos apóstolos se não fosse por Barnabé, que o defendeu diante dos temerosos apóstolos e proclamou as obras, os sermões e a dedicação de Paulo como seguidor de Jesus. Se Barnabé não tivesse estado disposto a arriscar sua reputação e influência em favor de Saulo, “o matador de cristãos”, talvez Paulo, “o apóstolo”, nunca tivesse surgido.

Devido a Barnabé, Paulo foi aceito pelos líderes cristãos e se tornou seu defensor da fé. Ele conseguia falar com pessoas de todas as crenças. Usava sua influência e intelecto para enfrentar as maiores mentes de cada comunidade em que entrava, e ganhar-lhes o coração. Muitas vezes, Paulo permanecia numa localidade cerca de dois anos, desenvolvendo relacionamentos profundos com líderes locais e levando-os a Cristo e Sua igreja. Muitas das cartas de Paulo refletem esses relacionamentos, quando ele envia lembranças, por nome, a numerosas pessoas e lares.

“Tudo faço por causa do evangelho” (1Co 9:23). Paulo tinha um forte senso com relação a si mesmo. Ele se mantinha por conta própria enquanto ministrava, escrevia cartas com forte convicção (13 das quais estão incluídas no Novo Testamento), e obstinadamente proclamava sua posição como apóstolo. Contudo, quando estava presente entre as pessoas, pedia bem pouco para si mesmo e falava meigamente.

Ele possuía um senso ainda mais forte com relação ao evangelho – chegando por fim a ser morto em defesa de Cristo. Compreendia que todo o seu saber, liderança e sofrimento seriam inúteis se Jesus Cristo não fosse proclamado em toda mensagem, carta, apelo e ato. Paulo sabia o que devia fazer – o que desejava muito fazer – contudo, era interrompido em sua obediência por numerosas influências que o desviavam do alvo. O exemplo de Paulo nos permite ver o poder que o evangelho tem para nossa primeira conversão a Jesus e depois para nossa reconversão diária, ao colocarmos novamente nosso coração nas mãos do Salvador.

“A fim de tomar parte nas Suas bênçãos” (1Co 9:23). Paulo tirava sua força do exemplo de Cristo. Ele viu Jesus, “O qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz”, e viveu imitando-O. Os olhos de Paulo estavam sempre fixos no “Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12:2). Paulo sabia que um dia tomaria parte nas bênçãos do reino de Cristo.

David Edgren | Lilydale, Austrália

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