terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Esperança contra a depressão - 08/02/2011 a 12/02/2011

Terça, 8 de fevereiro

Testemunho

Na última hora


Meu estágio evangelístico do curso de Teologia foi em Lubao, Pampanga, uma província da maior ilha das Filipinas, Luzon. Eu estava em dupla com meu amigo Bryan, e era julho. A estação dos tufões nas Filipinas havia começado, o que significava que fomos recebidos com pesadas chuvas e enchentes. Ficamos hospedados com a única família adventista na cidade. Embora eles fossem amáveis e hospitaleiros, não sabíamos o que fazer a seguir, porque não tínhamos nenhum outro membro da igreja para visitar, exceto eles.

Por causa da estação chuvosa, tínhamos de esperar quase três meses para começar nosso trabalho de campo. Portanto, basicamente não tínhamos nada para fazer até então. Bryan e eu andávamos por ali com um punhado de folhetos para distribuir; mas não havia interesse, e ficamos deprimidos. A frustração começou a cobrar o seu preço – já se havia passado um terço do ano que tínhamos para cumprir nossa tarefa e não havíamos realizado nada!

Eu tinha grandes planos de converter todo mundo à nossa fé, mas depois de um ano havíamos batizado apenas quatro pessoas. Perguntei a Deus se eu estava no lugar certo, ou mesmo se devia ser um pastor.

Sentia-me um fracasso total. Meu coração estava desolado. Foi horrível. Comecei a pensar em estudar outra coisa ou arrumar outro emprego. Lutei em oração. Aqueles momentos de oração num jardim de alguém que eu chamava de Apong Eliong foram preciosos para mim. Eram momentos silenciosos de comunhão com meu Deus. Decidi colocar o assunto em Suas mãos. E, novamente, Ele fez o que sabe fazer melhor: realizou um milagre! Os meses seguintes foram os mais gratificantes. Nossos esforços evangelísticos produziram frutos. Uma irmã de Natividad doou dinheiro para um terreno e um edifício de igreja. Deus transformou nosso pranto em alegria!

Mãos à Bíblia

3. O que aconteceu quando Davi permaneceu em silêncio? Qual foi o resultado de se expressar em voz alta? Sl 39:2-7

Como na maioria das doenças emocionais, o paciente de depressão necessita falar sobre suas dificuldades. Aproximar-se do Senhor em oração fervente e sincera é um caminho seguro para liberar o estresse e a dor psicológica. Frequentemente, precisa haver mais tratamento, mas pode ser um bom começo.

4. Que promessa existe no Salmo 55:17? Por que essa promessa deve significar tanto para nós?

Isagani Valencia | Manila, Filipinas

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Bondade - 08/02/2010 a 13/10/2010

Segunda, 8 de fevereiro

Exposição
Coração em forma de fruta

Problemas de coração (Sl 51:10, 11). Quando Davi se sentiu “exposto” pelo profeta Natã por seu caso de adultério com Bate-Seba, fez algo que seria muito incomum para qualquer oficial de governo apanhado em circunstâncias semelhantes hoje: admitiu o pecado. Imagino que ele tenha feito o equivalente a olhar para as câmeras e confessar todo o incidente sórdido.

Quando Davi foi confrontado com seu pecado, admitiu o que havia feito, em vez de tentar desculpar aquilo como um equívoco ou um lapso de julgamento. Ele nem mesmo se internou numa clínica de reabilitação para vencer alguma substância que lhe houvesse anuviado a mente. Aqui se encontra uma clara manifestação da obra do Espírito Santo. Quando o fruto do amor redentor de Deus começa a brotar em nós, somos capacitados a ver claramente o que somos, e, então, somos capazes de confessar sem medo. Além do mais, somos capazes de reconhecer que nossos pecados são mais do que ofensas cometidas contra outros. Em última análise, são pecados contra o próprio Deus.

O fato de ter Davi reconhecido isso é evidenciado por sua confissão: “Contra Ti, só contra Ti, pequei e fiz o que Tu reprovas” (Sl 51:4, NVI). Ele não confessou que havia pecado contra Bate-Seba, a quem havia seduzido e engravidado, ou contra o marido dela, Urias, a quem havia enviado para ser morto em batalha. Clamou a Deus e pediu Seu perdão.

Quando Davi pediu um novo coração, usou a palavra hebraica bara, que significa “criar” (Sl 51:10). É a mesma palavra usada na narrativa da Criação, em Gênesis 1. Em certo sentido, então, Davi estava pedindo a Deus que criasse, do nada, algo totalmente novo, assim como Ele criou o mundo. Não estava pedindo a Deus que simplesmente tirasse a corrupção que estava lá e o consertasse. Desejava um novo coração que seguisse a Deus.

Quando confrontados com a realidade de nosso coração pecaminoso, não precisamos correr e nos esconder envergonhados. Podemos confessar livremente nossos pecados sem lamentar: “O que será que Deus vai fazer comigo?” Podemos livremente permitir que o Espírito Santo nos transforme e crie um novo coração em nós que se pareça com o coração de Cristo.

Vendo o Pai, vendo a nós mesmos (Jo 14:9). Em certa ocasião, o discípulo Filipe pediu a Jesus que mostrasse a ele e aos outros discípulos o Pai. Leia a resposta de Jesus em João 14:9. Esse ponto é mais tarde enfatizado pelo escritor de Hebreus, que descreveu Jesus como representação exata de Deus e o sustentador de todas as coisas. Veja Hebreus 1:1-3.

Precisamos compreender que, a fim de conhecermos Jesus, e, dessa forma, conhecermos o Pai, o Espírito Santo precisa estar trabalhando dentro de nós. O Espírito desempenha papel indispensável em nos revelar o modo de ser de Deus e, portanto, o caráter de Deus (Jo 16:5-15).

Todos nós estamos em apuros (Rm 3:12-20; 7:7-12). Se tão-somente pudéssemos aceitar o fato de que todos somos pecadores, seria mais fácil desenvolver um espírito de misericórdia uns para com os outros. A maioria dos cristãos prontamente reconhece que é pecadora. O problema é que demasiadas vezes olhamos com grande repugnância e desprezo para os outros porque temos a ideia de que o pecado deles é pior que o nosso (Mt 7:1-6).

Desculpamos a nós mesmos e imaginamos que aquilo em que fomos apanhados não é tão repreensível como a situação da outra pessoa. A Bíblia, contudo, nega categoricamente essa falácia (Rm 3:12). Reagimos naturalmente dessa forma quando enfrentamos nossos pecados. Adão e Eva foram rápidos para colocar a culpa no outro quando Deus os confrontou. Desde então, todas as pessoas têm feito o mesmo. Mas o Espírito é capaz de quebrar esse círculo e dar-nos a plenitude de vida que Jesus prometeu.

Considere o fruto da bondade, e pense sobre quão melhor sua vida seria se a bondade de Deus transformasse seu coração. Não saia do caminho como alguns fazem quando acham que são tão maus que Deus não pode fazer nada com eles. Quando aceitamos que somos salvos pela graça de Deus, demonstrada por Cristo e atuante em nossa vida por meio do Espírito Santo, podemos começar a experimentar a paz de Cristo prometida em Mateus 11:29 e 30.

Mãos à Bíblia

3. Leia Romanos 3:12-20. Como vemos a realidade dessas palavras ao nosso redor? Como você vê manifesta em sua própria vida?

Um dos fatos tristes da vida é que pode haver pessoas muito talentosas e bem dotadas, encantadoras, carismáticas, pessoas de grande habilidade e inteligência que frequentemente rotulamos como “boas” quando, de fato, são corruptas até o cerne. Quando temos diante de nós a ideia da bondade de Deus, podemos entender muito melhor qual é, realmente, a bondade humana. Com frequência, ouvimos as pessoas não cristãs dizerem que não entendem o que os cristãos querem dizer ao afirmar que o ser humano é naturalmente pecaminoso. Afinal, não existem pessoas que fazem coisas boas, que expressam generosidade, abnegação e amor incondicional? Já não vimos pessoas assim? Como você responderia a esse tipo de argumento?

Paul Kevin Wells | Grand Prairie, EUA

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

O Trabalho dos Profetas - 08/02/2009 a 14/02/2009

O TRABALHO DOS PROFETAS

O Trabalho dos profetas
“O Senhor usou um profeta para tirar Israel do Egito, e por meio de um profeta cuidou dele” (Os 12:13, NVI).

Prévia da semana: Os profetas cumpriam várias funções, inclusive a de proclamar o evangelho, dar direção divina, corrigir o pecado e predizer o futuro, de forma que o povo de Deus entenda e aceite Seu plano de redenção para a raça humana.

Domingo, 8 de fevereiro

Introdução Onde há visão

1. No Antigo Testamento, onde encontramos o evangelho da salvação? Gn 22:1-14; Lv 4:27-31; Is 53

2. A pregação do evangelho no Novo Testamento é diferente da proclamação da salvação no Antigo Testamento? Jo 1:29; Rm 3:21-26
Enquanto o povo do Antigo Testamento esperava pela fé o Messias que ainda viria, o Novo Testamento olha para o passado, a salvação realizada através de Jesus Cristo. O mesmo se dá com os escritos de Ellen White, em que encontramos mais de oito mil referências ao evangelho e cerca de seis mil referências específicas a Jesus Cristo e Seu sacrifício na cruz.

Imagine um tempo num passado muito distante, no século oito a.C., em que Judá estava no meio de um fogo cruzado entre a imoralidade religiosa e a esperança de uma nova vida. A área, que era grandemente povoada e cheia de recursos e de vida, podia ser comparada a uma das melhores cidades do mundo hoje. Com suas esplêndidas inovações tecnológicas, a vida melhorou muito. Contudo, a apostasia estava profundamente entrincheirada, e sob o guarda-chuva da adoração, as pessoas estavam satisfazendo suas necessidades pessoais. Nesse estado de desobediência a Deus e falta de confiança nEle, as pessoas eram esmagadas em exílio e desespero e, à medida que a economia se tornava cada vez mais distorcida, o abismo entre os ricos e os pobres começava a se alargar.

Deus, contudo, olhou com piedade para Seus filhos. Revelou-lhes Sua vontade. Foi elaborado um plano que afirmasse a justiça e a observância do sábado. A oração e a fidelidade transformariam a vida dos sofredores habitantes de Judá. Esse plano era uma luz que ia além da hora mais escura para as vítimas da opressão.

Como Deus deu a mensagem de boa vontade ao povo sofredor de Judá? Ele escolheu Isaías para dar a mensagem de esperança e nova vida. A princípio, parecia uma tarefa completamente impossível para o profeta. Como se pode dizer às pessoas, olhando-as de frente, que elas precisam abandonar seus pecados para que a vida mude para melhor? Mas Deus ungiu Isaías para essa tarefa específica muito tempo antes. Em meio a grandes desvantagens, Isaías perseverou em cumprir seu compromisso com o Senhor. E, como no caso de muitos de seus colegas profetas, sua vida nunca foi fácil. Ele suportou muitos assaltos que Satanás sempre inflige ao povo escolhido. Mas, de maneira geral, o livramento do povo de Judá ocorreu como resultado da intervenção de Deus por meio de uma pessoa escolhida.

Nesta semana, estamos examinando a vida de Ellen White como mensageira de Deus, e como sua obra foi paralela à dos profetas bíblicos como, por exemplo, Isaías.

Florence Kurema | Ndhiwa, Quênia

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