domingo, 7 de novembro de 2010

Abiatar - 07/11/2010 a 13/11/2010

ABIATAR


“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).

Prévia da semana: Abiatar tem dois momentos marcantes em sua vida, um positivo e outro negativo. Sua vida revela que Deus enxerga a vida toda e não nos rejeita, considerando atos isolados. Por outro lado, uma vida de dedicação pode ser destruída por atos impensados.

Leitura adicional: Patriarcas e Profetas, p. 746–755; Educação, p. 51–70.

Domingo, 7 de novembro

Introdução

Para que não nos esqueçamos


Ogan chamou a atenção do Grande Clã pela primeira vez com a idade de 15 anos. Ele havia vivido em pobreza com sua família em uma das mais remotas partes do país. Mas era incrivelmente brilhante. Seu pai, analfabeto, observava sua menta arguta, como ele era capaz de recordar os nomes de todas as plantas em sua aldeia e todas as histórias que lhe haviam sido contadas. Seu pai esperava que um dia um membro do Grande Clã viria até a aldeia deles e reconheceria o potencial de Ogan. E foi exatamente isso que aconteceu.

Agora, Ogan era o Grande Mestre do Grande Clã. Ele respondia às perguntas de todos sobre ciência, filosofia, literatura e direito. Contudo, o líder do Grande Clã estava ficando agitado. Ele não via Ogan se preparar para voltar a sua aldeia a fim de procurar um sucessor. E não podia sugerir a Ogan que estava mais ou menos na época de fazer isso. Se o fizesse, estaria comprometendo o juramento que fizera ao assumir seu cargo, e a morte seria inevitável.

Ogan, semelhante em alguns aspectos ao Sacerdote Abiatar, não apenas tinha uma responsabilidade para consigo mesmo, mas para com o cargo ao qual havia sido chamado. Abiatar “escapou e fugiu para juntar-se a Davi”. Davi lhe assegurou: “Fique comigo, não tenha medo. ... Você estará a salvo comigo" (1Sm 22:23). A presença de Abiatar foi de grande importância para Davi. Ele consultou ao Senhor através do sacerdote. O Senhor disse a Davi um grande “sim” e, com isso, Davi recuperou tudo o que havia sido tomado pelo inimigo. Abiatar tinha uma experiência real com Deus. Das centenas de sacerdotes mortos por Saul, só ele escapou.

Esta semana, aprenderemos com Abiatar que “Deus requer nosso serviço. Há responsabilidades para cada um; e só podemos cumprir a grande missão da vida quando essas responsabilidades forem amplamente aceitas, e fiel e conscienciosamente desempenhadas” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 37). Enquanto estuda, pergunte a si mesmo: Como cristão, quais são minhas funções sacerdotais? Deus pode contar comigo para esse fim?

Mãos à Bíblia


1. Leia 1 Samuel 21:1-9 e 22:6-23 e responda às perguntas seguintes:

(a) Que mentira Davi contou a Aimeleque?

(b) O que aconteceu com Aimeleque em resultado de sua confiança em Davi?

(c) Como Saul procurou dirigir seus homens contra Davi?

(d) Como Aimeleque respondeu a Saul quanto ao caráter e fidelidade de Davi?

(e) O que essa história nos diz sobre o caráter vingativo e degenerado do rei Saul?

(f) Por que Doegue, um estrangeiro, fez o que os servos de Saul se recusaram a fazer?

(g) Como Davi reagiu à notícia do massacre? A resposta foi correta?

(h) Que promessa Davi fez ao filho de Aimeleque que conseguiu escapar?

Luan Debbie Hamilton-Bogues | Londres, Inglaterra

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sábado, 7 de novembro de 2009

Planejando de Antemão- Resumo Semanal - 07/11/09 a 07/11/09

PLANEJANDO DE ANTEMÃO
Resumo Semanal - 01/11/09 a 07/11/09


Douglas Reis
Bacharel em Teologia
Capelão do Colégio Adventista de Joinville

Introdução

Há alguns anos, estatísticas indicavam que, entre os livros bíblicos, Levítico era o menos lido pelos cristãos. Suponho que a realidade não seja muito diferente em relação a Números. Há várias explicações para o desinteresse pelos livros do Pentateuco. Mencionamos alguns elementos literários que não são bem vistos pelos leitores modernos: enumerações detalhadas (de tribos, territórios ou partes do santuário), extensas listas genealógicas, apresentação de leis estranhas à mentalidade moderna, sem contar sua suposta barbárie (razão pela qual muitos críticos da Bíblia a hostilizam).

Por outro lado, nenhum fator serve de pretexto para que o cristão abandone a leitura bíblica. Basta empenho para se entender a mensagem do Pentateuco, a qual teve origem dentro de determinado ambiente cultural, mas permanece como a vontade divina. Ao analisarmos em Números 15 algumas instruções específicas dadas aos israelitas, veremos que, apesar das circunstâncias particulares, o mesmo Deus de amor do Novo Testamento Se faz presente nas páginas escritas por Moisés.

Para entendermos melhor a questão, tenhamos em mente que o objetivo era levar Israel a um relacionamento adequado com Deus, no contexto da aliança. No capítulo anterior está o relato da incredulidade dos israelitas em relação às promessas de Deus, no episódio dos doze espias. Ainda assim, a possessão de Canaã estava assegurada (Nm 15: 2, 18), desde que o povo não abrisse mão do compromisso feito com Jeová.

Gratidão

Uma vez que Israel era uma população nômade, dependente da agricultura e da pecuária, não causa espanto que as ofertas requeridas pelo Senhor fossem constituídas de produtos agrícolas, bem como de animais. As ofertas expressavam a gratidão por bênçãos recebidas e o reconhecimento de dons concedidos por Deus. Séculos mais tarde, Davi reconheceu que não podemos doar nada a Deus que já não pertencesse a Ele (1Cr 29:14).

Alguns comentaristas sugerem que cada aspecto da vida e do trabalho estivesse simbolizado nos produtos contidos nas ofertas. Seja como for, o oferecimento de vegetais, farinha e produtos, como óleo e vinho, era proporcional ao tamanho do animal sacrificado.

A complexidade daquele sacrifício nos leva a considerar o que temos sacrificado a Deus: Pedro nos fala dos “sacrifícios espirituais”, os quais somos chamados a oferecer (1Pe 2:5). Para Paulo, o culto racional (ou seja, uma atitude de dedicação integral a Deus) é o sacrifício que Deus requer de cada cristão, experiência que deve ser diária, a começar pela “renovação” da mente (v. 2). Ao nos oferecemos a Deus em sacrifício, teremos cada vez mais motivos para Lhe agradecer.

Outro ponto importante quando consideramos o ritual do santuário é o sacrifício de animais e decorrente derramamento de sangue. O fato nos remete ao papel de Jesus Cristo, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Seu sacrifício valida o louvor que oferecemos a Deus, e também nosso sacrifício em prol de outros (Hb 13:15, 16).

Por meio das ofertas, Deus incentivava Seu povo a cultivar uma atitude grata para com o favor que Ele demonstrava. Igualmente, olhando para o que Deus fez por nós em Cristo e para a oportunidade que nos dá de O servirmos, temos maiores motivos para apresentar um coração grato no altar do Salvador!

O estrangeiro em sua terra


Diversas vezes, faz-se menção ao estrangeiro na Bíblia. Em geral, os povos antigos dividiam a sociedade em classes, que variavam em importância. Desse modo, a vida de um escravo não se comparava à de um cidadão livre, que, por seu turno, era inferior à de alguém pertencente à nobreza.

Desde o Êxodo, Deus incutiu na mente do povo o valor do estrangeiro (Êx 22:21; 23:9; Dt 10:19). Para os estrangeiros que viviam no meio de Israel, valiam as mesmas leis (Lv 17:8-15; Nm 15:16). Na ética do Pentateuco, surgiu o conceito de “próximo” (Lv 19:18), que posteriormente foi expandido por Jesus (Lc 10:25-37). As implicações dessa valorização da pessoa humana tiveram forte impacto sobre a construção da mentalidade ocidental: cristãos fundaram hospitais, lutaram contra a escravidão, fundaram governos democráticos e estabeleceram os direitos humanos. Porém, se aplicarmos o conceito apenas à esfera da comunidade cristã em si, teremos valores como respeito, transparência, afetuosidade e aceitação. Os cristãos precisam ser receptivos.

Fala-se muito hoje do ministério da recepção; muitas vezes até se dá ao assunto um enfoque empresarial, mas as pessoas sabem a diferença de serem recebidas por profissionais (como acontece em hospitais, empresas e hotéis) e se encontrarem com quem revele genuíno interesse e simpatia natural. Uma comunidade acolhedora pode fazer muito para romper barreiras e integrar interessados na família de Deus.

Pecados de ignorância


A ignorância a respeito de uma lei não abona alguém que a transgrida. Para mencionar um exemplo: caso um policial me veja entrar com o carro na contramão de uma rua, ainda que eu alegue não conhecer a rua, ou estar perdido, será difícil escapar da multa!

Quando se trata de Deus, a Bíblia faz distinção entre pecados intencionais e outros cometidos por ignorância – embora ambos sejam ofensivos a Deus. Em Números 15 e em Levítico 4, são apresentados os rituais de expiação em prol daqueles que pecavam por ignorância. Tecnicamente, faz-se distinção entre o sacrifício expiatório realizado pelo povo e o realizado por indivíduos. Dois animais eram oferecidos na expiação coletiva, um novilho e um bode (Nm 15:25-26); por indivíduos, apenas um cordeiro de um ano se ofertava (v. 27-29).

Para Deus, as boas ações não contam, se estiverem divorciadas de bons motivos. Pare e pense: distribuir cestas básicas é uma ação louvável? Você diria “sim”, não é? Mas, e se eu fosse um candidato a prefeito e me deixasse fotografar distribuindo alimentos, ainda seria uma boa ação? É claro que as intenções são determinantes para qualificar as ações. Deus considera que até as melhores realizações humanas, desprovidas de fé, estão contaminadas pelo pecado (Rm 14:23).

Todavia, muitas vezes é impossível determinar a real intenção de alguém. Apenas o Senhor vê com absoluta objetividade o porquê de nossa conduta; afinal, conhecendo profundamente nosso coração (1Sm 16:7; Jo 2:24, 25), Ele é capaz de aquilatar cada motivação humana. Só nos resta reexaminar constantemente os nossos caminhos (Lm 3:40) e pedir a Deus que nos dê um coração íntegro (Sl 51:10).

Pecados de desafio


Escritores como Sam Harris e Christopher Hitchens têm criticado duramente a religião. Para esses e outros autores, toda e qualquer crença é arbitrária, irracional e primitiva. Estariam eles corretos? No momento em que se deparam com textos da Bíblia que aplicam a pena capital a delitos aparentemente banais, mesmo cristãos modernos se veem cercados por questionamentos. Por que Deus Se mostrava tão rigoroso?
No capítulo estudado, encontra-se um exemplo desse rigor: o relato de alguém punido até a morte por apedrejamento. O crime? Ter ajuntado lenha no sábado, revelando claramente a intenção de acender fogo no dia santo (Êx 35:3). O flagrante levou o cidadão a ser detido. Após consultar a Deus, o povo agiu, cumprindo a sentença divina (Nm 15:32-36).

Seria isso um abuso da religião? Após o 11 de Setembro, boa parte dos críticos insiste que a religião (seja qual for) leva ao extremismo. O episódio do apedrejamento entraria nessa categoria?

A título de esclarecimento, consideremos a situação de Israel: (1) Para um povo recém-saído do Egito, acostumado à linguagem dura da escravidão, Deus tinha que agir com firmeza, principalmente quando revoltas do próprio povo surgiam com frequência. A disciplina se apresentava sempre necessária; (2) Não nos deve impressionar o uso da pena capital, como se Deus fosse menos exigente hoje. Embora os fiéis não sejam usados atualmente como instrumentos de punição para os pecadores, Deus realizará pessoalmente um juízo, o qual resultará no extermínio perpétuo dos pecadores (Ap 6:15-17; 20:7-10); (3) Havia um efeito moral restritivo na punição; o propósito era impressionar a comunidade no deserto com a santidade da lei divina. Ao mesmo tempo, a pena causava reflexão sobre o tipo de resposta que se deveria dar às exigências de um Deus Santo – o que, por si só, ajudaria a desenvolver nova compreensão, tanto das leis, quanto da graça divina.

Levando em consideração o que foi dito acima, não deve nos escandalizar a firmeza do julgamento do transgressor do sábado. Alguns versículos anteriores já tratam de situações semelhantes: “Mas a pessoa que fizer alguma coisa atrevidamente, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injuria ao Senhor; tal pessoa será eliminada do meio do seu povo, pois desprezou a palavra do Senhor e violou o Seu mandamento; será eliminada essa pessoa, e a sua iniquidade será sobre ela” (Nm 15:30, 31). Com palavras igualmente solenes, o apóstolo Paulo nos adverte a jamais tratar levianamente as obrigações espirituais, porque viver deliberadamente em pecado nos exclui da provisão feita pelo sacrifício de Cristo – e “horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10:26, 31).

Borlas azuis


Uma vez que seguir nosso próprio coração e nossos olhos leva à infidelidade (Nm 15:39), o coração deveria ser circuncidado (Dt 10:16), para guardar a lei de Deus, a própria essência de Sua aliança com o povo salvo (Dt 4: 13 e 23). Vindos de uma cultura idólatra e cercados por pagãos, os israelitas certamente enfrentaram dificuldades em manter seus votos. A fim de prevenir a apostasia, o amoroso Pai decretou que cada israelita adotaria determinados instrumentos para se lembrar do compromisso firmado com Ele. Adotaram-se pequenas caixas com versículos bíblicos amarradas nos umbrais da porta, faixas amarradas no pulso e as borlas azuis (Dt 6:6-9).

A cor azul se associava a Deus. Assim, a arca era envolta em um pano dessa cor; cortinas azuis circundavam o tabernáculo; na roupa do sumo sacerdote havia uma parte azul, etc. O uso da borla azul servia para que cada filho de Abraão estivesse consciente da presença divina (Nm 15:37-41). Também ajudava a distinguir os judeus em ambientes pagãos, estimulando-os a não se conformarem com os costumes contrários à vontade do Senhor.

Como cristãos, temos de fixar-nos atentamente em Jesus, recapitulando Sua trajetória para salvar a humanidade, e, por meio de Seu exemplo, encontrar forças espirituais para prosseguir (Hb 12:2-3). Sua cruz – não o objeto em si, adotado por alguns cristãos – nos lembra constantemente a nossa identidade, porque simboliza o sacrifício e aponta para a reconciliação que Ele trouxe. Sejamos fiéis em nosso trajeto particular e coletivo rumo ao lar prometido.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A Expiação em Símbolos (Parte 1) - 07/11/2008 a 08/11/2008

Sexta, 7 de novembro

Opinião
A transfusão perfeita

“Doe vida” é uma frase que sempre ouvimos nas propagandas sobre doação de sangue, embora isso não esteja ligado ao sistema sacrifical do Antigo Testamento. Há diferenças-chave entre uma coisa e outra, é claro, como o fato de que o “doador sacrifical” permanece vivo após doar o sangue. Mas a idéia de doar nosso sangue para um banco de sangue é, mesmo sendo fraca e humana, um símbolo tanto do sistema sacrifical quanto do sacrifício de Cristo. Embora nossas próprias transfusões sejam imperfeitas, ainda podem ajudar a salvar vidas.

Os bancos de sangue estão sempre procurando sangue compatível. Por exemplo, eles não aceitarão meu sangue. Tenho uma pequena desordem que torna a taxa de ferro em minha hemoglobina consistentemente baixa. Tentei doar muitas vezes.

Há outra preocupação com o sangue além da incompatibilidade. Ele também pode carregar toxinas. Note o medo de agulhas sujas, por exemplo. A pior coisa que pode acontecer quando alguém é picado por uma agulha infectada é que as toxinas penetrem na corrente sangüínea.

No sistema sacrifical do Antigo Testamento havia um duplo significado no sacrifício. Os suplicantes reconheciam que eram pecaminosos e mereciam morrer. Seus sacrifícios também mostravam sua fé na capacidade de Deus para salvá-los. Da mesma forma, o sangue que corre em nossas veias é o veículo que nos declara mortais e leva a vida que Cristo nos comprou com Seu sangue.

O sangue de Cristo é perfeitamente compatível com o de todos nós. Não temos que nos preocupar com o fato de recebermos sangue errado. Ele é compatível conosco de diferentes maneiras, segundo cada uma de nossas necessidades. Ele pode vir ao nosso encontro exatamente onde estamos. Ele é a transfusão perfeita. E sabemos que Ele não está infectado com o pecado, como nós. Ele é perfeito.

Dicas

1. Desenhe, pinte ou fotografe qualquer coisa material que você valorize muito. Imagine que você tenha que renunciar a esse bem. Talvez você possa destruir a representação para acrescentar realismo à experiência. Como isso faz você se sentir?
2. Monitore seus pensamentos e atos. Você pode ser dado à ira, por exemplo. Quantas vezes em um dado período você tem pensamentos irados, vingativos ou rudes? Quantas vezes esses pensamentos levam você a agir ou a falar o que não devia? Deus deseja ajudá-lo(a) a vencer seus pontos fracos.
3. Imagine-se como Adão ou Eva após a queda. O que você nota sobre as conseqüências de seus atos? Escreva suas impressões num parágrafo ou dois.
4. Prepare uma refeição para alguém que esteja precisando de ajuda. Use os melhores ingredientes. Sacrificar significa dar a Deus nosso melhor, e, às vezes, dar a Deus significa dar a outras pessoas.
5. Dê o primeiro passo para se reconciliar com alguém com quem você tenha um conflito. Coloque seu orgulho no altar.

Kassy Skoretz | Colton, EUA

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