sábado, 7 de agosto de 2010

Panorama da salvação - Resumo Semanal - 07/08/2010 a 07/08/2010

EXPONDO A FÉ
Resumo Semanal - 01/08/2010 a 07/08/2010

José Carlos Ramos

Romanos 5, que estudaremos nesta semana, é dividido em duas partes principais: versos 1-11, em que são expostos os privilégios que emanam da justificação pela fé; e versos 12-21, em que é feito um contraste entre Adão e Cristo (respectivamente o primeiro e o último Adão (à luz de 1Co 15:45), como cabeças de humanidade. Receber a punição do pecado ou o galardão da justiça depende de estarmos ligados ao primeiro ou ao Segundo.

Na primeira parte, sente-se uma nota de exultação e segurança: paz (v. 1), esperança e glória (v. 2), não confusão, amor de Deus e Espírito Santo (v. 5), salvação e reconciliação (v. 9-11).

Na segunda parte, o apóstolo considera que toda a miséria que se abateu sobre a humanidade, miséria em termos de pecado condenação e morte, tem sua origem no ato de desobediência do primeiro homem. A queda original colocou tudo a perder. Nessa parte, o tom alvissareiro é que, com Jesus, com Sua vida e sacrifício, há uma reversão total das perdas trazidas pela desobediência; e sabemos que tudo será, finalmente, em seu devido tempo, restaurado à perfeição inicial. Esta restauração, todavia, em sua dimensão espiritual, pode ser desfrutada aqui e agora, na medida em que deixamos de estar “em Adão” para estarmos “em Cristo”. Realmente, como Paulo afirmou em outra oportunidade e circunstância, “...se alguém está em Cristo, é nova criatura (“é nova criação”, registra a Nova Versão Internacional); as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5:17).

I. Justificados, pois...

O resultado de termos sido justificados pela fé em Jesus se efetiva ao desfrutarmos os privilégios que Paulo alista nos primeiros 11 versos de Romanos 5, emanantes, como afirmado, da experiência da justificação.

“Paz” no verso 1, não é meramente aquele sentimento de bem-estar e tranquilidade que gozamos quando tudo vai bem. Não tem que ver com estado de espírito, ou de consciência; é “paz com Deus” e se liga à dulcíssima experiência de reconciliação referida por Paulo mais adiante (v. 10, 11“Paz com Deus” significa um relacionamento amistoso com Ele: de inimigos passamos a reconciliados.

Este grande privilégio é auferido “por meio de Cristo”, isto é, não apenas pelo que Ele fez por nós no passado, morrendo na cruz, mas também por Sua presente intermediação em nosso favor. Todas as bênçãos espirituais estão em Cristo e são desfrutadas através dEle. “Por meio de” (v. 1) e “por intermédio de” (v. 2) se equivalem. É a maneira de Paulo enfatizar o ato de Jesus para nos garantir o benefício do “acesso a esta graça.”

Ele fala também que “nos gloriamos” (v. 3), inclusive “nas tribulações”. Gloriar tem sentido positivo, e significa aquela segurança, aquela exultação que é sentida na perspectiva da glória que nos aguarda no futuro. O apóstolo já havia se referido à “esperança da glória” (v. 2), e agora ele vê a sublimação das “tribulações” como uma espécie de glorificação. É que a perspectiva da glória futura transforma as presentes “tribulações” em degraus que ajudam a esperança a avançar para o alto, a crescer. Há, portanto, uma ideia presente e futura da glória, e entre uma e outra se posiciona a esperança como ligação. Em outros termos, a glória futura é trazida para a dimensão presente pela esperança.

Devemos exultar nas tribulações por causa do ministério que elas cumprem em nosso favor. Paulo se refere a elas em termos de perseverança, experiência e esperança (v. 4), cada lance abrindo espaço para o seguinte. Perseverança, ou constância, seria equivalente à paciência, vista não meramente como uma qualidade passiva, mas essencialmente dinâmica, pois leva seu possuidor a suportar com ânimo as tribulações. Experiência, aqui, significa amadurecimento. Aquele que suporta com fé as tribulações cresce na fé, até atingir plena maturidade espiritual, quando o caráter se vê formado.

Finalmente, a esperança fecha o círculo, e a progressão do ministério das tribulações se completa: nós nos gloriamos na esperança e nas tribulações, que produzem perseverança, a qual produz experiência, que produz esperança na certeza da glória futura. O processo tem início com a esperança voltada para o presente, e conclui com a esperança voltada para o futuro. Toda a senda cristã está aqui delineada, desde o momento da justificação até o momento da glorificação.

Então, Paulo afirma que a esperança “não confunde” (v. 5), isto é, não leva à vergonha, precisamente o que Adão e Eva sentiram quando pecaram. Da mesma forma, o legalismo da justificação pelas obras, tanto quanto a vida degenerada e perversa do liberalismo, levam à vergonha (veja a parábola das bodas em Mt 22:1-14; cf. Dn 12:2). Não estar trajado com as vestes da justiça de Cristo resultará em vergonha (Ap 3:18; 16:15). A justificação pela fé é a certeza da glória porque é sustentada no amor de Deus.

II. Deus em busca do homem


Paulo abre o verso 6 empregando a conjunção “porque” para enfatizar a profusão do amor divino, revelada no ato de ter Deus amado o ímpio, como deixam transparecer as expressões “quando nós éramos fracos” e “sendo nós pecadores” (v. 8). A cruz é o clímax do amor de Deus, porque nela é revelado o amor pelos pecadores, não pelos justos (v. 7, 8). Fosse amor pelos justos, o único a ser poupado teria sido Jesus.

As implicações deste glorioso fato são as seguintes:

- O amor de Deus não é motivado pelas qualidades recomendáveis do ser amado, nem mesmo pelas qualidades que ele um dia revelará pelo poder da graça;

- É amor precedente, porque é o amor pressuposto na morte de Cristo pelo ser amado, enquanto este se encontrava ainda na miséria e no pecado;

- Não se trata do amor de complacência, mas do amor que acha sua oportunidade e incentivo no caráter de Deus (ver Is 43:25);

- É amor dinâmico, eficaz para salvar, porque a morte de Cristo, provida por este amor, foi em favor do ímpio para o transformar em justo e lhe assegurar o exaltado destino que lhe é proposto: o destino que o contexto desta passagem tem em vista;

- É amor manifestado na hora certa, “a seu tempo”, como diz Paulo. Quando mais carecíamos, Deus nos acudiu. O tempo da consumação (Hb 9:26) é aquele para o qual todos os tempos convergem, no qual o propósito de Deus em todos os tempos alcançou pleno cumprimento.

Os versos 7 e 8 desdobram o anterior. O texto fala em “justo” e “bom”. Imaginamos que é mais fácil alguém morrer por um “bom” do que por um “justo”, porque o “bom” desperta mais simpatia, afeição. Uma pessoa extremamente justa pode incorrer na antipatia de terceiros. Devemos, entretanto, lembrar que “bom” e “justo” neste contexto, são sinônimos. O pensamento é que, se é difícil alguém morrer por um bom, muitíssimo mais o será por um ímpio. “Sendo nós ainda pecadores” (v. 8) é paralelo a “quando éramos fracos” (v. 6). Não quer dizer que agora o crente não mais seja pecador (cf. 1Tm 1:15), mas indica, neste contexto, que Cristo morreu não constrangido por alguma boa qualidade nossa. Quando vivíamos em rebelião contra Deus, merecendo apenas a Sua ira, e não Seu amor, precisamente aí Ele nos amou.

“Muito mais agora” (v. 9) não indica que agora possuímos algum merecimento do amor divino. Uma vez que fomos justificados, reconciliados pela cruz, podemos ter muito mais certeza de que seremos salvos da ira vindoura. Se Deus nos amou quando nada de bom possuíamos, e fez tudo o que fez, desviando Sua ira de nós para a cabeça de um Inocente, como não nos amará agora que possuímos a justiça pela fé, e não nos livrará da ira vindoura?

Nos versos 10 e 11, Paulo vai desdobrando as razões por que nos regozijamos como justificados por Deus. Ele afirma que “éramos inimigos” quando fomos reconciliados. A reconciliação ocorreu quando estávamos alienados de Deus e sob Sua ira. Agora, reconciliados como estamos, “seremos salvos por Sua vida”. Não se tem em mente aqui os 33 anos que Jesus viveu entre nós, mas Sua vida presente, a vida a partir de Sua ressurreição. Está implícita a ideia do ministério celestial de Jesus em favor dos que creem (ver Hb 7:25).
Finalmente, no verso 11, Paulo declara que “nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo”. Notemos a progressão: gloriamo-nos na esperança; gloriamos-nos nas tribulações; e finalmente nos “gloriamos em Deus”. É a resposta do evangelho àqueles que preferem se gloriar em suas próprias consecuções e méritos e estão fadados à vergonha e confusão.

III. A morte tragada

Nos restantes dez versos de Romanos 5, Paulo tece um impressivo contraste entre Adão, aquele de cujo ato procedem o pecado e a morte, e Jesus, de cuja vida e morte procedem a justiça e vida eterna. Tanto a morte de Adão como a de Cristo trouxeram consequências para toda a humanidade. Nos versos 12-14, ele desenvolve um tipo de prólogo à elaboração do contraste que segue a partir do verso 15. Paulo conclui o prólogo afirmando que Adão “prefigurava Aquele que haveria de vir”. Adão é um tipo de Cristo porque ambos são cabeça de humanidade: de Adão procedem os perdidos, e de Cristo, os salvos.

Mesmo assim, o prólogo é sombrio, porque nele o escritor se limita a falar da consequência do pecado de Adão. A morte impôs seu domínio no mundo; ela “reinou” (v. 14), porque “havia pecado no mundo” (v. 13). Então, a luz brilha e expulsa as sombras a partir do v. 15. Como diz a lição, nos versos 12-14 “Paulo tenta levar os leitores a perceber quão mau é o pecado e o que ele trouxe ao mundo por meio de Adão. Então, mostra [a partir do v. 15] o que ­Deus nos oferece em J­esus como único remédio para a tragédia trazida sobre nosso mundo pelo pecado de Adão.”

A pergunta 5 requer como resposta o resultado mais funesto do pecado. Eu diria que essencialmente não é a morte; esta é consequência secundária, derivada daquela mais funesta: a separação de Deus. Ou, talvez, uma coisa e outra se equivalham, pois Deus não é só a fonte de vida: Ele é a própria vida (Jo 14:6). Uma vez dEle separada, a criatura está separada da vida e fadada ao desaparecimento. O pecado de Adão alienou a humanidade da comunhão com Deus e o resultado foi a morte para todos; “...a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (v. 12). A universalidade do pecado é atestada pelo fato de que todos morrem.
A lição também afirma que “a morte foi tragada pela vida.” Isso é verdade num aspecto, mas em outro, também é verdade que a morte foi tragada pela morte (ver Hb 1:14). De fato, a morte de Jesus na cruz foi a morte da própria morte. Deus confrontou a morte gerada pelo pecado com a morte que gera vida.

IV. A lei desperta necessidade


O estudo de hoje se fundamenta em Romanos 5:13, 14. O texto é adequadamente explicado na lição, principalmente no que concerne à instituição do “regime da lei” e ao tempo transcorrido entre Adão e Moisés, por quem a lei foi dada (Jo 1:17).

No verso 13, Paulo afirma que “o pecado não é levado em conta [ou não é imputado] quando não há lei”, especificamente o pecado na forma de transgressão, ou desvio de uma lei formalmente declarada. Não significa que, antes do Sinai, a lei de Deus não existisse, pois houve, naquele período da história, ocasiões em que Deus imputou aos pecadores o seu pecado. Senão, pergunto: o que foi exatamente que Deus fez com Caim, e com os antediluvianos, e com os habitantes de Sodoma e Gomorra, senão imputar-lhes o pecado? (isso, pelo menos em parte, responde a pergunta 6). A lei sempre existiu em seus princípios, os quais são tão eternos quanto o próprio Deus, pois são uma expressão do Seu caráter. Mas na forma escrita, a lei passou a existir a partir de Moisés. “Lei”, nesta segunda parte do verso 13, tem o sentido de um código escrito, formalizado, tal como os Dez Mandamentos.

Aqui uma lista dos princípios expostos nos Dez Mandamentos:

1º Mandamento – Lealdade

6º Mandamento – Respeito à Vida

2º Mandamento – Adoração correta

7º Mandamento – Fidelidade

3º Mandamento – Respeito a Deus

8º Mandamento – Honestidade

4º Mandamento – Santidade

9º Mandamento – Veracidade

5º Mandamento – Respeito à autoridade

10º Mandamento – Contentamento


Os princípios do Decálogo são normativos para a humanidade e estão em vigor no transcurso de toda a história. Violentar qualquer um destes princípios é pecado, e o pecado requer a intervenção de um Salvador. Em qualquer época, portanto, a lei despertou necessidade, como estabelece o título da lição de hoje. A salvação é pela graça desde que foi dada a promessa de Gênesis 3:15.
A pergunta 7 nos leva de volta ao conceito de que a lei incrementou a seriedade do pecado, como já comentei em lição anterior.

Reitero o que foi dito antes, com o seguinte:

A entrega da lei no Sinai propiciou que o pecado se manifestasse na forma de transgressão (Rm. 4:15; Gl 3:19); o pecado de Adão foi exatamente isto: a transgressão de um mandamento expressamente promulgado (Gn 2:16, 17). A partir do Sinai, portanto, o pecado se torna mais efetivamente definido como ato pecaminoso, (embora sem deixar de ser também um princípio que determine uma condição), como transgressão, à semelhança do pecado de Adão.

Há uma multiplicação deste tipo de pecado, pois agora não será apenas um que agirá como transgressor, mas todos os que se aperceberem da lei e de seus reclamos. Pelo pensamento paulino, podemos inferir que, quanto maior é o conhecimento da lei maior é a multiplicação da transgressão, isto é, quanto mais a lei se deixa revelar, mais ela se vê violada. Este é, sem dúvida, um dos mais fortes argumentos paulinos contra qualquer tentativa de salvação pela lei. Para Paulo, o papel da lei no processo da salvação humana é exatamente este: realçar o pecado como fator de perdição e incrementar a necessidade de um Salvador.

V. O segundo Adão

As perguntas 8 e 9 da lição tratam do contraste entre Adão e Cristo e seus respectivos atos. O paralelo entre ambos realça, por meio de contraste, o valor do plano de Deus. O contraste é entre o pecado do primeiro e a justiça do Segundo, e suas opostas consequências para a raça humana: morte e vida. Tanto o pecado de Adão como a justiça de Cristo são vistos como atos históricos que resultam em dois poderosos princípios que atuam no homem: o pecado e a graça. Adão e Cristo emergem como cabeças de duas completas e distintas humanidades: a perdida, vinculada a Adão pela ascendência biológica (todos descendem dele), e a restaurada, vinculada a Cristo pela fé.

O contraste é assim desenvolvido:

V.

Adão

Cristo

15

Ofensa

dom gratuito

15

morreram muitos

dom abundante sobre muitos

16

Julgamento

Graça

16

uma só ofensa

muitas ofensas

16

Condenação

Justificação

17

reinou a morte

reinarão em vida

18

uma só ofensa

Um só ato de justiça

18

juízo sobre todos

graça sobre todos

18

para condenação

para a justificação que dá vida

19

desobediência

obediência

19

muitos se tornaram pecadores

muitos se tornarão justos

20

a lei entra para avultar a ofensa e abundar o pecado

a graça se mostra superabundante

21

o pecado reinou pela morte

a graça reinou pela justiça para a vida eterna


O que toca a cada um de nós do paralelo entre Adão e Cristo com estes contrastes de pecado (ou ofensa) e de justiça; de julgamento e de graça; e de vida e morte? Tudo, pois de cada um de nós é requerida a decisão de estarmos ou em Adão ou em Cristo. Não há uma terceira opção, como se alguém pudesse dizer: “não quero estar vinculado nem a um nem a Outro”. A neutralidade é impossível. A vinculação a Adão é biológica, e a Cristo é por fé. Mas, um vez optando por Cristo, a fé suplanta as forças orgânicas naturais.

No entanto, observemos bem o que cabe a cada um deles, Adão e Cristo. É o que também caberá a nós inevitavelmente, pois também é impossível que estejamos em um e recebamos o que cabe ao outro; se estamos em Adão não receberemos o que cabe a Cristo, e vice-versa. Então, temos que ser sábios na escolha e pedir a Deus forças para escolher quem deve ser escolhido. Como diz a lição, “Paulo enfatiza que a justificação não é comprada: ela vem como um presente. É algo que não merecemos, de que não somos dignos. Como todos os presentes, temos que aceitá-la e, no caso desse dom, nós o buscamos pela fé.”

Pastor e professor do SALT ora jubilado. Engenheiro Coelho, SP

Marcadores: , , , ,

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Andando na Luz: Rejeitando os Anticristos - 07/08/2009 a 08/08/2009

Sexta, 7 de agosto

Opinião
Vivendo na luz


Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim” (Jo 14:6, NVI). A verdade é que alguns adventistas do sétimo dia têm se desviado dessa luz, em vez de serem refletores dela. Jesus nos chama a ser portadores de luz a fim de iluminar um mundo escuro e pecaminoso. Contudo, como podemos irradiar Sua luz quando negligenciamos nossa fonte primária dessa luz – a Palavra de Deus? Podemos exclamar com o salmista: “A Tua Palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (Sl 119:105, NVI)?

Uma crescente preocupação em nossas igrejas é a negligência de tempo de qualidade passado em devoção pessoal. Pouquíssimo tempo é devotado à oração e ao estudo da Bíblia. Jesus nos lembra de que devemos ser a “luz do mundo”. Isso significa que devemos transmitir o amor de nosso Salvador a todos com quem encontrarmos. Para que andemos na luz e reconheçamos os anticristos, precisamos estar ligados à Fonte de Luz. Assim como confiamos em nosso alimento diário para nos dar forças físicas, devemos participar diariamente do alimento espiritual que Deus preparou para nós em de Sua Palavra.

Como o apóstolo Paulo admoestou o jovem Timóteo: “Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a Palavra da verdade” (2Tm 2:15, NVI). Grande é nosso chamado à diligência em desenvolver uma atitude positiva em relação à nossa devoção pessoal. “O tempo dedicado ao estudo da Palavra de Deus e à oração dará em paga o cêntuplo” (Ellen G. White, Exaltai-O [MM 1992], p. 112).

Nos dias finais da história deste mundo, precisaremos ter a mente fortalecida para poder resistir a todos os ataques de Satanás. “Estudemos nossa Bíblia mais do que o temos feito. Leiamos a Palavra de Deus com o desejo fervoroso de compreender o significado da revelação de Deus. Vivamos em constante oração” (Ellen G. White, Manuscript Releases, v. 8, p. 180).

Ao andarmos na Luz, nosso propósito, convicção e esperança serão fortalecidos para que sejamos portadores de luz, refletindo a glória de Jesus Cristo.

Mãos à obra

1. Faça uma lista de coisas ou pessoas em sua vida que podem ser uma forma de anticristo – coisas ou pessoas que talvez sejam mais importantes para você do que passar tempo com Deus. Ore para que Deus ajude você a reajustar suas prioridades.
2. Avalie o tempo que você passa com Deus. Quais são algumas das maneiras pelas quais você poderia tornar mais significativo seu tempo com Ele?
3. Pense, junto com um pequeno grupo, como vocês podem aprender a confiar mais em Deus e permitir que Ele dirija mais completamente sua vida.
4. Avalie a declaração de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim” (Jo 14:6, NVI).
5. Adquira um diário de oração, se você ainda não tem um. Decore-o com figuras que você acha que representam seu relacionamento com Deus.

Wayne A. Harrison | St. Catherine, Jamaica

Marcadores: , , ,

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O Compassivo Salvador - 07/08/2008 a 09/08/2008

Quinta, 7 de agosto

Aplicação
ABC do ministério de Cristo

Jesus sabia como Se comunicar com as pessoas. Sua mensagem era dirigida ao nível delas. Ele ilustrava Seus ensinos com objetos da natureza e artigos domésticos comuns. Mencionava moedas (Lc 15:8-10); agricultores semeando (Mc 4:26-29); fermento e farinha (Mt 13:33); ovelhas (Mt 18:12-14); figueiras (Mc 13:28-32) – e numerosos outros artigos com que as pessoas pudessem se relacionar.

6. Como esse fato nos ajuda a entender por que, talvez, Jesus usou essas imagens específicas?

Que ingrediente do caráter de Cristo garantiram-Lhe um ministério tão excelente? E o que podemos aprender de Seu caráter que pode ajudar-nos a ser bem-sucedidos?

1. Serviço sem fronteiras (Mt 28:19). A obra de Cristo não era limitada por fronteiras. Ele navegava pelas águas e andava por terra para realizar a obra que viera fazer. De Los Angeles a Manila, da África do Sul à Dinamarca, o evangelho precisa ser pregado em todo o planeta.

2. Simpatia e compaixão (Mt 9:36). Jesus tinha grande compaixão e simpatia por todas as pessoas. Ele era tocado profundamente pelas necessidades que elas sentiam. Fazia provisão para suas reais necessidades. Nós também precisamos de simpatia e compaixão para ajudar-nos a ministrar às pessoas da maneira como Cristo fazia. Não podemos verdadeiramente ganhar o interesse de uma pessoa até que tenhamos compartilhado de suas alegrias, tristezas, necessidades e desejos. As mesmas multidões aflitas e desamparadas ainda estão conosco em prisões, hospitais, regiões assoladas pela guerra e desastres naturais. Elas se encontram em todas as nossas cidades e vizinhanças. Será que elas vêem Cristo em nós?

3. Bondade social (Gl 3:28). Não podemos pregar o evangelho se desejamos escolher aqueles com quem iremos partilhá-lo. Os líderes religiosos do tempo de Cristo muitas vezes O acusaram de Se associar com “o tipo errado de pessoas”. Como Ele, precisamos estar dispostos a comunicar o evangelho a todos, a despeito de sua raça, cor ou credo.

4. Dependência de Deus e Sua Palavra (Hb 4:12). A fonte do poder de Cristo sempre proveio do Pai e Sua Palavra. Somente por meio dessa dependência Cristo pôde resistir ao poder da tentação. Portanto, “quando assaltados pela tentação, não olheis às circunstâncias, ou à fraqueza do próprio eu, mas ao poder da Palavra. Pertence-vos toda a sua força. ... Jesus repousava na sabedoria e força de Seu Pai celeste” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 123).

5. Disposição para assumir riscos (Lc 2:1-20). Num mundo dominado por Satanás, Cristo concordou em ser “Deus conosco” (Is 9:6, 7). Ele arriscou a vida por nossa causa, para que pudéssemos ter vida eterna. Em nosso ministério, precisamos estar dispostos a arriscar as coisas mais caras que possuímos por amor a Ele. Afinal de contas, Jesus diz: “Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por Minha causa a encontrará” (Mt 10:39, NVI).

Kepha Ayoma | Nairóbi, Quênia

Marcadores: , , ,