domingo, 3 de outubro de 2010

Calebe - 03/10/2010 a 09/10/2010

CALEBE


“Espero pelo Senhor mais do que as sentinelas pela manhã; sim, mais do que as sentinelas esperam pela manhã! Ponha a sua esperança no Senhor, ó Israel, pois no Senhor há amor leal e plena redenção. Ele próprio redimirá Israel de todas as suas culpas.” (Sl 130:6, 7).

Prévia da semana:
Calebe resistiu à pressão do grupo e demonstrou persistência, coragem e plena confiança em Deus. Em tempos de uma religiosidade de isopor, precisamos viver aprender desse exemplo.

Leitura adicional: Patriarcas e Profetas, p. 388–392, 511–513, 664, 697.

Domingo, 3 de outubro

Introdução
Coragem


O que torna alguém corajoso? É o poder, as posses ou a popularidade? “Se o poder pudesse ter feito isso, Joseph Stalin não teria tido medo de ir dormir à noite, ou não teria ficado tão paranoico a ponto de nomear um soldado para guardar até seus saquinhos de chá! Se as posses pudessem ter feito isso, o medo não teria feito com que o falecido bilionário, Howard Hughes, vivesse como um eremita e morresse sozinho. Se a popularidade pudesse ter feito isso, os biógrafos de John Lennon não o teriam descrito como um homem medroso que dormia com as luzes acesas e era aterrorizado com germes”.1

A verdadeira coragem vem de uma confiança permanentemente profunda em Deus, que nos dá poder sobre o inimigo (Lc 10:19) e que sempre cumpre Sua palavra. Calebe conhecia a Deus. Essa era a fonte de sua coragem. Quando a esmagadora maioria estava indo numa direção, Calebe persistiu em suas convicções e foi noutra direção. Ele estava ciente de que Deus – mais qualquer número, mesmo que seja um – é a maioria; assim, a despeito dos relatórios negativos dados por dez espias, ele permaneceu firme.

Calebe estava com a multidão na passagem pelo Mar Vermelho. Testemunhou o afogamento do exército de Faraó. Viu água jorrar da rocha e bebeu dela. Comeu do maná que desceu do Céu. Tendo vivido tudo isso, ele comparou os gigantes com Deus, e viu que não eram páreo para Ele! Na verdade, eram meros gafanhotos.

Calebe estava preparado para fazer o que se supõe que os líderes façam – liderar. Sua resposta foi: “Subamos e tomemos posse da terra. É certo que venceremos!” (Nm 13:30). O povo, contudo, foi intimidado por essa gigantesca aventura. Seu medo se degenerou em pânico, e eles quiseram apedrejar esse líder que os estava encorajando a avançar em fé. Contudo, Calebe escolheu seguir em frente com otimismo, fé e coragem.

Ao nos concentrarmos em Calebe nesta semana, consideremos de que forma, como jovens, podemos demonstrar bravura, coragem e fé ao enfrentarmos as montanhas e os gigantes em nosso caminho.

*Bob e Debby Gass, “The Word for You Today”, fevereiro-abril de 2004, Reconciliation Ministries, p. 56.

Mãos à Bíblia

1. Que lição podemos aprender a respeito de viver pela fé e não pelo que vemos? Nm 13:26–14:2

Embora os doze espias tivessem vivenciado os mesmos fatos, eles chegaram a conclusões muito diferentes. Dez viram a impossibilidade. Como é fácil para todos nós fazer a mesma coisa! Porém, se enfrentamos os fatos com Deus, isso nos levará ao amadurecimento da fé e confiança nEle.

Shirley Roberts – St. Patrick, Granada, Índias Ocidentais

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sábado, 3 de outubro de 2009

Uma Nova Ordem - Resumo Semanal - 03/10/09 a 03/10/09

Uma nova ordem
Resumo Semanal - 27/09/09 a 03/10/09


Ozeas Caldas Moura – ThD
Doutor em Teologia Bíblica
PUC do Rio de Janeiro

O Dr. Ozeas foi pastor por doze anos em várias igrejas do Brasil, além de ter lecionado Teologia por treze anos nos SALTs IAENE e UNASP II. Desde 2007, trabalha como editor associado na Casa Publicadora Brasileira.

É nosso desejo que seus comentários a estas duas primeiras lições (bem como os comentários dos outros comentaristas da lição deste trimestre) contribuam para um melhor entendimento deste livro de Moisés e levem a uma real apreciação da mensagem divina nele contida.

Parte introdutória às 13 Lições


Muitos se perguntam por que o livro de Números pertence ao cânon bíblico e que lições espirituais se poderiam tirar dos relatos da longa caminhada pelo deserto (o título do livro em hebraico é bemidbar, literalmente, “no deserto”), das ordens divinas para se contar o povo, de como este devia se acampar, dos deveres e ofícios dos levitas, etc. A resposta é encontrada em Romanos 15:4: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança”, e em 1 Coríntios 10:11: “Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.”

Na verdade este livro do Pentateuco encerra preciosas lições. Só para citar algumas: Deus aprecia a ordem e a organização; Ele separa pessoas para o ministério (caso dos levitas e todo o ritual do santuário), deseja habitar com Seu povo (fato exemplificado pela coluna de nuvem, de dia, e de fogo, durante a noite), espera que os líderes não façam tudo sozinhos, mas que deleguem tarefas a outros (como quando Deus designou 70 anciãos para ajudarem Moisés), repudia o preconceito (ao punir com lepra Miriã, por falar mal da esposa de Moisés), permite que o pecador colha os resultados de sua conduta incrédula (como aconteceu à geração daqueles que saíram do Egito, que não entrou em Canaã), etc.

Com essas considerações em mente, tomemos tempo, cada dia, para meditar nas mensagens divinas contidas em Números, tão atuais quanto o foram para os israelitas em sua caminhada rumo à Canaã terrestre – símbolo de nossa caminhada rumo à Canaã celestial.

Desígnio e ordem no mundo natural são reais e representam a mão de nosso Criador. Mas a ordem de Deus não é demonstrada apenas pela natureza. Também pode ser vista no trato com Seu povo da aliança, os israelitas, mesmo enquanto vagavam pelo deserto.

Nesta semana, vamos estudar melhor como Deus organizou Seu povo para seu sagrado chamado e vamos tirar algumas lições para nós em nossos dias.

I.Organizando o exército


Pode parecer estranho a nós hoje que o livro de Números comece com a ordem divina para que Moisés fizesse o censo de todos os homens, de vinte anos para cima, “capazes de sair à guerra” (Nm 1:3). Mas, sendo Deus amor (1Jo 4:8), por que essa Sua ordem para organizar um exército? Devemos nos lembrar de que Israel era uma teocracia, ou seja, nação dirigida por Deus para o cumprimento de Seus planos.

De fato, Deus havia suportado longamente os cananeus em sua impiedade cada vez mais crescente. Havia enviado a luz da verdade a eles, através dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. Além disso, concedeu-lhes alguns séculos a mais de graça, enquanto os israelitas moravam no Egito. Mas nada disso adiantou. Cada geração procedia pior do que a anterior. Sendo assim, uma vez que a misericórdia divina fora sistematicamente rejeitada, deveria entrar em ação Sua justiça, ministrada a esses ímpios através do exército israelita. Mas, como Deus não usa de dois pesos e duas medidas, ao longo da história de Israel, Ele usou exércitos estrangeiros (como os da Assíria e Babilônia) para castigar Seu povo.

II.A presença do Senhor


Deus havia dito a Moisés que era Seu desejo “habitar no meio” de Seu povo (Êx 25:8). E como representação visível dessa presença, ordenou a construção do Santuário.

Cada vez que um israelita avistava o Santuário, lembrava-se de que Deus estava com eles. Isso lhe dava segurança e a certeza de que, com Deus habitando com Seu povo, ninguém o poderia vencer. Mas era também lembrado que devia proceder retamente, visto que o Deus Santo não tolera o pecado.

Mas, para que não perdessem de vista a santidade de Deus e se esquecessem de sua pecaminosidade e carência, foi-lhes dito que acampassem a certa distância do Santuário. Somente os levitas poderiam chegar perto, ministrar no Santuário, armá-lo, desarmá-lo e transportá-lo. Aqui está uma lição valiosa: Deus é tanto imanente (proximidade), quanto transcendente (distância). Ele está bem perto do “contrito e abatido de espírito”, mas também é “o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo” (Is 57:15). Isso indica que podemos nos achegar “confiadamente” junto ao Seu trono de graça (Hb 4:16), mas com o devido respeito que Ele merece de Suas finitas criaturas (Ap 14:7).

III.Debaixo dos estandartes


O acampamento hebreu era separado em quatro grandes divisões, cada qual com sua posição designada no acampamento, com base nas famílias e nos laços tribais. Tendo como ponto de referência o Santuário, a leste (“puxando a fila”) se acampava e marchava o arraial de Judá (tribos de Judá, Issacar e Zebulom), ao sul, o arraial de Rúben (Rúben, Simeão e Gade), a oeste, o arraial de Efraim (Efraim, Manasses e Benjamim), e por último o arraial de Dã (Dã, Aser e Naftali).

O primeiro arraial a marchar era o de Judá, com o exército mais numeroso (186.400 guerreiros) e o último, como retaguarda, era o de Dã (o segundo exército mais numeroso, com 157.600 guerreiros). Os arraiais com menor número de guerreiros (o de Rúben, com 151.450 guerreiros, e o de Efraim, com 108.100) marchavam em segundo e terceiro lugar, respectivamente, ou seja, entre o arraial de Judá e o de Dã. Já os levitas, transportando o Santuário, marchavam bem no meio de todos esses arraiais. Ou seja, depois que os arraiais de Judá e o de Rúben partiam, e antes da partida dos arraiais de Efraim e de Dã.

O que aprendemos desse sistema tão bem organizado? É que em nossa vida pessoal, bem como na igreja, tudo deve ser feito “com decência e ordem”. Diz-nos Ellen G. White: “É perfeita a ordem no Céu, assim como a obediência, a paz e a harmonia. Os que não têm tido nenhum respeito pela ordem e a disciplina nesta vida não respeitarão a ordem observada no Céu. Não poderão ser ali admitidos; pois todos quantos houverem de ter entrada no Céu amarão a ordem e respeitarão a disciplina” (Conselhos Sobre Educação, p. 43).

IV.Chamado para o ministério


Em memória da libertação da escravidão egípcia, a morte dos primogênitos egípcios e da libertação dos seus próprios filhos sob o sinal do sangue, Deus pediu que os primogênitos de Israel fossem dedicados a Ele (Êx 13:2, 12-15). Mais tarde, no monte Sinai, o Senhor fez uma permuta com os primogênitos de todos os israelitas. Em lugar deles, Ele tomaria os levitas (Nm 3:12, 13). O Senhor dedicou os levitas da família de Arão para serem sacerdotes; os levitas das outras famílias deveriam ajudar na adoração de Deus e no cuidado do tabernáculo. De certo modo, eles foram chamados para o ministério da igreja no deserto.

Ao chegarem à Terra Prometida, os levitas continuaram ligados ao santuário em diversas tarefas (1Cr 23:27-32). Espalhados por todas as tribos, alguns se tornaram levitas instrutores (2Cr 17:7–9); outros se tornaram juízes (2Cr 19:8-11), instruindo o povo nos caminhos de Deus.

Essa escolha divina dos levitas nos deixa maravilhados com a transformação que Deus pode operar na vida das pessoas. Lembre-se de que, junto com seu irmão Simeão, Levi massacrou todos os homens (recém circuncidados) de Siquém, pelo estupro sofrido por sua irmã Diná (cap. 34 de Gênesis). Se Deus pôde transformar Levi e usá-lo em Sua causa, há esperança para cada um de nós, quanto aos nossos defeitos de caráter.

V.Protegendo o que é sagrado

Dentre os levitas, Deus escolheu a família de Arão para atuar como sacerdotes. Assim, Moisés consagrou Arão como sumo sacerdote e seus quatro filhos – Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar – como sacerdotes assistentes. Eles, juntamente com as outras famílias levíticas, deviam trabalhar para preservar e proteger a santidade do sistema de adoração em Israel.

Os sacerdotes eram os mediadores entre um Deus santo e o povo caído. Evidentemente, em seus papéis, eles também eram símbolos de Jesus, nosso verdadeiro Sumo Sacerdote no santuário celestial (Hb 8).

Mas algo estranho aconteceu. Dois sacerdotes, Nadabe e Abiú, filhos de Arão, “morreram perante o Senhor, quando ofereciam fogo estranho” (Nm 3:4). Ou seja, queimaram o incenso com fogo comum, trazido de casa. O que havia dado errado? O fogo que trouxeram de casa não era fogo do mesmo jeito? Por que Deus agiu com tanta severidade?

O fato é que Deus havia dado orientações precisas no sentido de que o incenso fosse queimado com fogo sagrado, ateado pelo próprio Deus quando os serviços do Santuário tiveram início. E Nadabe e Abiú conheciam bem essas orientações. Mas, então, por que a transgrediram? A resposta é inferida da ordem de Deus a Arão: “Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais... para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo” (Lv 10:8-10). O fato é que eles haviam ingerido bebidas alcoólicas antes de oficiarem no Santuário.

Esse terrível incidente nos ensina que Deus não tolerará a transgressão aberta de Suas ordens, as quais têm de ser levadas a sério. Qualquer desvio da vontade de Deus é oferecer “fogo estranho” – seja nas áreas da música, do traje, do tipo de leitura, em relação aos programas a que assistimos na TV, os filmes que vemos, ou em qualquer outra. A pergunta que cada um deve fazer é: Estou oferecendo a Deus algum tipo de “fogo estranho”?

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A Expiação e a Cruz de Cristo - 03/10/2008 a 04/10/2008

Sexta

Opinião

Amor profundo


Já tive experiências tanto positivas quanto negativas com o amor, e aprendi, ao longo do caminho, que o amor pode ser condicional ou ter limitações. A Bíblia define Deus como sendo o próprio amor (1Jo 4:8). A profundidade de Seu amor revelou-se num ato expiatório que mudou para sempre o curso da humanidade.

Deus criou Adão e Eva à Sua própria imagem e os chamou de Seus filhos. Deu-lhes o mundo e pediu apenas que permanecessem fiéis a Ele. Mas não demorou muito para que eles desobedecessem a seu Pai. Essa desobediência impactou sua íntima relação com Deus e lhes mudou o curso da vida. Em Sua sabedoria, Deus conhecia o futuro iminente mesmo antes de lhes dar vida. Mas, movido pelo amor e compaixão, já havia elaborado um plano para salvar Seus filhos da destruição do pecado e de sua penalidade final, a morte (1Co 2:7; Rm 6:23). Esse plano revela a medida do amor de Deus pela humanidade e Seu intenso desejo de Se reconciliar com os filhos alienados.
Romanos 5:8 nos diz que Deus mostrou Seu grande amor por nós ao enviar Cristo para morrer enquanto ainda éramos pecadores. Esse Cristo é Seu único Filho. Ele deixou Seu lar celestial e desceu à Terra em forma humana para tomar sobre Seus ombros o pecado da humanidade. Esse ato voluntário Lhe custou a vida, demonstrando de maneira prática as conseqüências do pecado e a compassiva disposição de Deus para perdoar. Revelou o grau do amor de Deus pela humanidade. Quando aceitamos a morte de Jesus em nosso favor, somos reconectados a Deus.

Depois de viver como cristã superficial por muitos anos, vim a conhecer a Deus intimamente ao experimentar Sua graça. Antes de eu vir à existência, Deus sabia que eu precisaria de um Salvador. Ele me ama tanto que deu Seu único Filho por mim para que eu pudesse ter a vida abundante (Gl 2:20; Hb 2:9; Jo 10:10). Em Sua morte, cheguei à compreensão do preço que foi pago por esse privilégio. Tudo o que se espera de mim é que eu creia nEle. Isso é que é amor!

Dicas

1. Escolha uma pessoa a quem você possa oferecer algo que exprima bondade, como ajudar com uma tarefa ou atividade, partilhar algo ou dar um presente inesperado.
2. Procure um lugar tranqüilo para meditar em Judas 24. Escreva diferentes versões desse verso num diário e leve-o com você. Escreva suas reflexões sobre o que esse verso significa para você.
3. Tire tempo para observar uma criança pequena com seu pai ou sua mãe. Num caderno de anotações, documente a dinâmica do relacionamento paterno-infantil. Compare esse relacionamento com o que há entre nosso Pai celestial e o crente.

Arianna Kane | Auckland, Nova Zelândia

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