sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Histórias e história - 01/10/2010 a 02/10/2010

Sexta, 1º de outubro

Opinião
Quem precisa dessas histórias?


Há um valor educacional intrínseco a ser obtido quando recapitulamos a História. A pessoa fica sabendo o que as civilizações conseguiram alcançar, quem foram os poderosos e influentes e que erros evitar. Creio que, assim como a História secular coloca diante de nós um precedente, o mesmo ocorre com as histórias da Bíblia. Por meio do testemunho de vários personagens bíblicos, ficamos sabendo sobre suas grandes batalhas contra o pecado, de suas vitórias, quedas e, o mais importante, como a graça é eficaz em curar a escória da humanidade.

Para nós, hoje, a verdade é que, historicamente, a essência das histórias de vida da humanidade não mudou. Na verdade, nossa existência (antiga e nova) parece estar presa a uma estranha repetitividade. Na controvérsia geral da guerra espiritual, não há nada de novo debaixo do sol. Portanto, que relevância essas histórias têm para nós, hoje? Acima de tudo o mais, creio que o propósito de Deus em inspirar homens a escrever Sua história através das realizações verdadeiras de indivíduos foi expor Seu intenso interesse nos assuntos diários de cada um de nós (naquele tempo e hoje).

Como podemos saber que podemos confiar nessas histórias? O que é digno de confiança nelas? “O Senhor nunca exige que creiamos em alguma coisa sem nos dar suficientes provas sobre que fundamentemos nossa fé. Sua existência, Seu caráter, a veracidade de Sua Palavra, baseiam-se todos em testemunhos que falam à nossa razão, e esses testemunhos são abundantes. Todavia, Deus não afasta a possibilidade da dúvida. Nossa fé deve repousar sobre evidências, não em demonstrações. Os que quiserem duvidar, hão de encontrar oportunidade; ao passo que os que desejam realmente conhecer a verdade, encontrarão abundantes provas em que basear sua fé” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 105).

As perguntas que faço hoje são estas: que história você está escrevendo? E quem precisa dela, de qualquer forma? Embora não vá ser escrita outra Bíblia, estão sendo feitos no Céu, agora, registros detalhados de nossa vida. Um dia, no juízo, cada uma de nossas histórias se tornará ainda mais importante do que é agora. Quem precisa dessas histórias? Deus precisa, a fim de dizer: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mt 25:21).

Mãos à obra

1. Converse com um amigo sobre as vezes em que você respondeu positivamente a uma situação por escolha própria, em vez de simplesmente reagir a ela.

2. Recorde uma ocasião quando sua vida foi afetada pelo fato de alguém ter escolhido ajudar você num momento de necessidade.

3. Compare os desafios de viver a vida cristã nos tempos bíblicos com fazer o mesmo nos nossos dias.

Samuel Bowen | St. Lucy, Barbados

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Uma Nova Ordem - 01/10/09 a 03/10/09

Quinta, 1º de outubro

Aplicação
Vendo sentido na vida

No centro da ordem que Deus trouxe ao acampamento de Israel estava Seu desejo de estar com Seu povo, de protegê-lo e guiá-lo como um amoroso Pai. O símbolo desse desejo era o santuário, ou a Tenda do Encontro (Êx 39:32, NVI). Dentro de algum tempo, Jesus, o Filho de Deus, veio morar entre eles, como o verdadeiro templo de Deus, trazendo amor e ordem à vida daqueles a quem tocou. E agora, por meio do Espírito Santo, temos a mesma oportunidade de abrir um espaço no centro de nossa vida no qual Jesus possa habitar. Nesse lugar, Ele promete amar-nos, cuidar de nós e trazer significado, propósito e ordem a nossa vida (Jo 14:23; Ap 3:20). Como abrimos um espaço para Jesus morar em nós? Eis aqui algumas dicas:

Você é templo dEle. Quando cremos em Jesus e decidimos segui-Lo, nosso próprio corpo se torna um templo no qual o Espírito Santo habita (1Co 6:19).

Deixe a Palavra de Deus ser real para você. Durante a Criação, Deus falou e o mundo veio à existência (Gn 1:3). Jesus falou, e as pessoas foram curadas (Lc 7:1-10). A Palavra de Deus nunca falha. E assim como os israelitas colocaram o templo no centro de seu acampamento, também devemos tornar a Palavra de Deus central para nossa vida. Eis aqui algumas formas como podemos fazê-lo:

A. Tente compreender o quadro mais amplo. Sempre se lembre da mensagem central da Bíblia. Deus ama tanto você que Se dispôs a enviar Seu Filho para morrer a fim de que você pudesse viver com Ele para sempre. Deus é amor, e Seus planos para você são todos bons! (Jo 3:16; 1Jo 4:8; Jr 29:11).

B. Não deixe que seus sentimentos ou circunstâncias ditem a maneira como você vê a si mesmo ou aquilo que faz na vida. Sentimentos nem sempre são confiáveis. Contudo, a Palavra de Deus é. As circunstâncias mudam o tempo todo, mas Sua Palavra nunca muda. Discipline a mente e você estará se familiarizando com todas as promessas de Deus (Is 40:8; 55:8-11; Mt 24:35).

Lembre-se de que Deus nunca vai desistir de você! Simplesmente não faz parte da natureza dEle fazer isso. O desejo dEle é chegar ao centro de seu ser e, dali, amar você, cuidar de você, trazer ordem à sua vida e transformá-lo(a) de forma que você possa refletir o caráter dEle.

Mãos à Bíblia

9. Que acontecimento estranho ocorreu no santuário? Lv 10:1-11. O que aconteceu, e que lições existem para nós?

Por mais duro e severo que nos pareça o castigo de Nadabe e Abiú, ele só destaca a realidade de quão sagrada foi a responsabilidade que lhes foi dada. Sem dúvida, outros entenderam a mensagem de quão seriamente o Senhor esperava que fossem cumpridos Seus mandamentos a respeito do santuário.

Jeremy Tramier

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A Expiação e a Cruz de Cristo - 01/10/2008 a 04/10/2008

Quarta

Evidência

O paradoxo do amor


6. Qual é a mais destacada característica de Deus? Is 40:25; 57:15

7. Apesar de Sua santidade, que fato aparentemente contraditório é declarado em 2 Coríntios 5:21?

A santidade de Deus não tolera o pecado, mas reage ativamente contra ele (Is 5:24; Os 9:15; Rm 1:18). “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar (Hc 1:13). O ódio natural de Deus pelo pecado tornou necessário o papel de um mediador. Isso foi possível por Cristo, em quem foram misteriosamente unidas a expiação e a santidade.

O mistério da expiação de Deus se encontra em Seu amor por nós. Uma passagem clássica que revela Seu amor está em Efésios 3:14-20.* Leia esses versos agora para compreender o estudo de hoje.

A oração de Paulo pelos crentes efésios começa com o reconhecimento de que o amor é o fundamento da experiência cristã. A idéia usada aqui é “arraigados” no solo do amor. Uma semente que está germinando lança raízes muito antes de o primeiro broto verde aparecer acima do solo. Da mesma forma, nunca podemos estar seguros de como o amor de Deus está trabalhando numa pessoa no íntimo de seu coração.

Paulo, então, prossegue descrevendo como os cristãos efésios estavam “alicerçados em amor”. Como cristãos, não podemos ser canais do amor de Deus para um mundo que não sabe amar e não é amável, a menos que estejamos conectados à Fonte do amor.

No verso 18, Paulo começa a parecer paradoxal. Ele orou para que os efésios pudessem “compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade” do amor de Cristo. Parece tentativa de compreender o incompreensível! Mas Paulo está realmente dizendo o quanto é cosmicamente imenso o amor de Deus. Poderíamos acrescentar a dimensão do tempo e proclamar que o amor de Deus vai da infinidade à eternidade.

Paulo reforçou o paradoxo no verso 19, quando orou para que os crentes efésios pudessem “conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento”. Talvez com “conhecer”, Paulo não queira dizer “compreender intelectualmente”. Em vez disso, ele pode estar se referindo a uma experiência íntima – da mesma forma que conhecer uma pessoa é diferente de conhecer trigonometria.

E qual é o resultado de conhecer o amor de Deus? “Para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus.” Isso é realmente plenitude.

Às vezes, obtemos um quadro distorcido de um Deus relutante que concede migalhas de misericórdia aos que merecem. Mas não é isso que vemos nesses versos. O que você pode fazer para imergir hoje no incompreensível, incognoscível e imensurável amor de Deus?

*Neste artigo é feita menção de palavras e frases específicas da NVI.
A. Kent Kingston | Cooranbong, Austrália

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