terça-feira, 1 de março de 2011

Ciúme e inveja - 01/03/2011 a 05/02/2011

Terça, 1º de março

Exposição
Câncer mental

Os efeitos modernos do ciúme (Tg 3:16, 17). Lucas e Roxanne estavam casados há cinco anos. Ele era carismático e confiante; mas Roxanne era muito insegura, porque trazia uma bagagem de um relacionamento prévio. Em várias ocasiões, ela derramou o coração para Lucas, pedindo-lhe que fosse mais sensível a sua situação enquanto ela tentava superá-la. Contudo, toda vez que Roxanne o interrogava sobre qualquer mulher que estivesse prestando atenção nele, ele sentia que ela estava questionando sua lealdade ao casamento.

O ressentimento e a ira foram crescendo, e o casamento acabou terminando em divórcio. Roxanne decidiu viver como solteira, porque não tinha certeza de que jamais seria capaz de confiar novamente num homem. Embora Lucas sempre tivesse sido fiel a Roxanne, ela sentia muito desprezo por ele.

O ciúme comparado a uma sepultura (Pv 6:34; Ct 8:6). O ciúme é para a mente o que o câncer é para o corpo. É degenerativo e doloroso. Aos poucos, ele mina sua vida, energia e dedicação. Aprisiona a pessoa e faz com que ela se sinta como se estivesse perdendo o controle. Sentir ciúmes por um período longo resulta em profunda dor emocional, deixando a pessoa a crer que não há saída.

O sábio Salomão, em Cantares 8:6, compara o ciúme à sepultura. Conquanto a palavra ciúme neste verso seja melhor traduzida como “amor zeloso” ou “paixão”,1 comparar o ciúme à sepultura traz à mente algumas conclusões interessantes. A sepultura representa a violenta separação de nossos queridos. Justamente quando você pensa que tudo estava indo como você queria, um ente querido morre e você se sente como se seu mundo tivesse desmoronado. O ciúme pode criar o mesmo senso de desespero.

Outra comparação entre o ciúme e a sepultura é que a pessoa que faleceu nunca saberá da dor que você teve de passar como resultado da morte dela. Da mesma forma, quando estamos lidando com o ciúme, pode parecer que as pessoas ao nosso redor não sabem nada de nossos sentimentos e opiniões.

Talvez a maior comparação de todas entre o ciúme e a sepultura é que esta representa a morte e o ciúme tem o poder de drenar a vida de quem o alimenta. Se não lidarmos corretamente com ele, o ciúme pode fazer com que fiquemos perdidos, que nos transformemos em outra pessoa. Provérbios 6:34 nos diz que o ciúme pode causar grande ira. Ele pode consumir de tal forma a mente que dite o comportamento e atrapalhe a capacidade de julgamento de uma pessoa que comumente não desejaria causar mal a ninguém. E, antes que se passe muito tempo, a pessoa cuja mente está sendo consumida pelo ciúme deixa de ser amável.

Fazendo o cálculo (Gênesis 37). Os irmãos de José o invejavam por causa do favoritismo do pai em relação a ele, embora não haja desculpas para isso. Jacó favorecia José “porque lhe havia nascido em sua velhice” (Gn 37:3). Esse favoritismo o levou a dar a José uma roupa especial e fez com que seus irmãos sentissem ainda mais ciúmes. Quando José teve sonhos que indicavam que ele se tornaria um governante sobre seus irmãos, isso foi o suficiente para fazer com que eles desejassem matá-lo.

“Será que o ciúme poderia alguma vez fazer você sentir vontade de matar alguém? Antes de dizer: ‘É claro que não’, olhe o que aconteceu nesta história. Dez homens estavam dispostos a matar seu irmão mais novo por causa de uma túnica e alguns sonhos que ele contou. Seu profundo ciúme havia se transformado numa horrível fúria que os cegou completamente para o que era certo. O ciúme pode ser difícil de ser reconhecido, porque nossas razões para nutri-lo parecem fazer sentido. Mas, se não for refreado, o ciúme cresce rapidamente e leva a sérios pecados. Quanto mais você cultiva sentimentos de ciúme, mais difícil é se libertar deles. O momento de lidar com o ciúme é quando você nota que está fazendo o cálculo do que outras pessoas têm.”2

Ciúme real (1 Samuel 18)
Uma vez mais lemos na Bíblia como o ciúme pode ter sérias consequências. Saul sentiu tanto ciúme do sucesso e popularidade de Davi que teve um acesso de raiva, pegou uma lança e a atirou nele, esperando cravá-lo na parede (versos 8 a 11). Durante o resto de sua vida, Saul continuou a ameaçar a vida de Davi. Contudo, apesar disso, Davi poupou a vida de Saul duas vezes, quando poderia tê-lo matado. Isso apresenta outro lado do ciúme. Se você conhece alguém que tem ciúme de você, é capaz de agir como Davi? Você seria capaz de ser bondoso com essa pessoa, em vez de revidar seus ataques?

1. The Interpreter’s Bible, v. 5, p. 143.
2. Life Application Study Bible (Wheaton, Ill.: Tyndale House, 1991), p. 77.

Mãos à Bíblia

4. Qual foi a atitude inicial de Saul em relação a Davi? 1Sm 18:1-5

As ações de Saul mostram que ele teve uma atitude muito positiva em relação a Davi, a quem deu uma posição elevada no exército. Considerando também a atitude de seu próprio filho, está claro que Davi teve o favor do rei.

5. O que mudou a atitude de Saul? Por que essa é uma resposta humana tão comum? 1Sm 18:6-9

O restante do capítulo 18 de 1 Samuel mostra quão prejudicial se tornou a inveja de Saul sobre Davi. Esse sentimento o levou a toda sorte de desvios e estratégias, mas nenhuma delas funcionou. As próprias coisas que ele temia em Davi se tornaram cada vez mais evidentes.

Ricardo Kerr – St. Catherine, Jamaica

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Domínio Próprio - 01/03/2010 a 06/03/2010

Segunda, 1º de março

Evidência
Autocontrole e autodestruição

Os detalhes que envolvem a morte de Alexandre o Grande são discutíveis. Um relato declara que, enquanto estava ocupado com planos para melhorar a irrigação do Eufrates e acalmar a costa arábica do Golfo Pérsico, Alexandre ficou muito doente durante uma cerimônia em honra da partida de Nearco para a Arábia. Essa mesma cerimônia também estava comemorando a morte de Héracles. Nesse evento, Alexandre encheu uma imensa taça de vinho e a tomou rapidamente. Isso lhe causou grande dor e angústia. Contudo, ninguém conseguiu ajudá-lo, e ficou evidente que ele iria morrer. Seus amigos lhe perguntaram: “Para quem você deixa o reino?” Ele respondeu: “Para o melhor [o mais forte].” Essas foram as últimas palavras dele. Ele foi chamado o Grande, mas não foi “o grande” no exercício do domínio próprio. Ele conquistou o mundo, mas não conseguiu conquistar seus desejos. Ele literalmente morreu de beber.

Segundo uma convergência de evidências científicas e crenças espirituais, o bem-estar consistente depende mais da capacidade da pessoa de controlar experiências internas do que de controlar eventos e circunstâncias externas. Isso de maneira alguma é um conceito novo. É uma ideia encontrada em muitas culturas e religiões. O controle de desejos internos determina o resultado das experiências externas.

Na primeira parte de 2 Samuel 11, Davi intencionalmente observa Bate-Seba se banhando e ordena que ela lhe seja trazida. Como resultado dessa falta de autocontrole, Bate-Seba fica grávida, e Davi manda matar o marido dela para poder se casar com a moça. Esse assassinato em si exibe mais falta de autocontrole ainda. José, contudo, exerceu domínio próprio quando a esposa de Potifar se ofereceu para ele.

Embora a mentira dela sobre o que aconteceu tenha feito com que José fosse parar na prisão, o resultado final de sua recusa em sucumbir à proposta dela foi que uma nação foi salva da morte pela fome.

Mãos à Bíblia

Traído por sua própria família, vendido como escravo, José tinha bons motivos para duvidar do amor e cuidado (e até da existência) do Deus sobre quem ele havia sido ensinado desde a infância. Mas não foi isso o que ele fez.

3. Qual foi o segredo da vitória de José? Gn 39:7-20

4. Como José foi “recompensado” pela recusa em se submeter à tentação? Gn 39:20. Ele foi acusado falsamente e lançado na prisão. É isso o que se consegue por ser fiel?

5. Qual é a verdadeira recompensa por vivermos de acordo com a vontade de Deus? Gl 6:8

Sipiwe Nelani Cidade do Cabo, África do Sul

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domingo, 1 de março de 2009

A Mensagem dos Profetas - 01/03/2009 a 07/03/2009

A MENSAGEM DOS PROFETAS

A MENSAGEM DOS PROFETAS
Verso para memorizar: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres;porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes" (1 Timóteo 4:16).

Leituras da semana: Êx 20:1-17; Lv 16; Mt 24:24-31; Rm 3:21-28; Hb 8:1, 2; 9:23

A estrutura doutrinária da Igreja Adventista do Sétimo Dia foi criada em sua maioria por um pequeno e dedicado grupo de pioneiros adventistas. Suas reuniões foram caracterizadas por intenso estudo da Bíblia e oração. Escrevendo em 1904, mais de meio século depois dos eventos, Ellen G. White ainda ti­nha vívidas lembranças dessas reunião. "Muitas vezes, ficávamos reunidos até alta noite, e às vezes a noite toda, pedindo luz e estudando a Palavra” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 206). As vezes, quando não podiam ir além, Ellen White trazia respostas que lhe eram dadas em visão, embora ela nunca houvesse desencadeado nenhuma formulação doutrinária. As visões não eram dadas para tomar o lugar da fé, iniciativa, trabalho árduo ou estudo da Bíblia. O ponto importante a lembrar é que as doutrinas de nossa igreja são baseadas somente nas Escrituras.

Prévia da semana: Por que precisamos guardar os mandamentos quando somos salvos pela graça? O que é a purificação do santuário celestial? Em que sentido o mandamentos do sábado é diferente dos outros mandamentos? O que acontece na morte, e por que é importante o conhecimento do estado dos mor­tos? O que a Bíblia ensina sobre a maneira da segunda vinda de Cristo?

Domingo, 1º de março

Justiça pela fé

1. Qual é a sorte comum de todos os homens, e por quê? Qual é a única solu­ção para a situação em que nos achamos? 1 Rs 8:46; Rm 3:21-28; 5:12

O pecado é o maior problema que enfrentamos. Os egípcios pensavam que a morte era o maior problema da humanidade e, consequentemente, desenvolveram a arte da mumificação e construíram pirâmides enormes para preservar as múmias. Os filósofos gregos pensavam que a ignorância era o maior inimigo da verdadeira felicidade, e então, enfatizaram a educação. Mas o maior problema da humanidade é o pecado. Este destrói a felicidade e a paz mental. O pecado mata, e nenhum medicamento moderno pode curá-lo. Desde o momento em que nascemos, começamos a morrer. O único meio de cura é Jesus Cristo e a cruz. "Não há.um ponto que necessite ser realçado com mais diligência, repetido com mais frequência ou estabelecido com mais firmeza na mente de todos, do que a impossibilidade de o homem caído merecer alguma coisa por suas próprias e melhores boas obras. A salvação é unicamente pela fé em Jesus Cristo" (Ellen G. White, Fé e Obras, p. 19).

De acordo com o poeta grego Homero, os navios que passavam pelo estreito de Messina corriam o perigo de chocar-se contra o rochedo Cila, de um lado, ou cair no redemoinho Caribdis, do outro. Os cristãos estão sempre em perigo de chocar-se contra o legalismo ou contra a graça barata. Os que temem que falar da certeza da salvação em Cristo leve à graça barata e à tolerância do comportamen­to pecaminoso destacam a importância da obediência. Os que temem que falar de obediência e vida cristã vitoriosa afaste a atenção de Cristo e leve ao legalismo enfatizam a parte de Deus na salvação.

O cristão equilibrado terá a certeza da salvação em Jesus e terá uma vida cristã vitoriosa ao mesmo tempo. As duas vão juntas, como os dois lados de uma moe­da. Aqueles que Deus justifica, Ele também santifica. Não podemos ter uma coisa sem a outra. Somos salvos somente pela fé, mas a fé que salva não está só; as boas obras a seguem, embora essas boas obras, mesmo feitas sob a unção do Espírito Santo, nunca nos possam justificar diante de Deus. Nossa salvação está arraigada unicamente no que Jesus fez por nós.

Sua vida com Deus está desanimada. Não consegue as vitórias que desejaria ter? Que grande esperança você pode encontrar no fato de que é aceito somente pelo que Jesus fez por você e não por suas vitórias ou fracassos? Por que a esperança deve ajudá-lo a nunca desistir nas lu­tas contra o pecado e o eu?

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