sábado, 30 de outubro de 2010

Abigail - Resumo Semanal - 30/10/2010 a 30/10/2010

ABIGAIL, SENHORA DAS CIRCUNSTÂNCIAS
Resumo Semanal - 24/10/2010 a 30/10/2010

Ivanaudo Barbosa

Objetivo deste estudo: Mostrar que uma pessoa sábia, prudente, humilde e corajosa, pode mudar o rumo da história.

Verdade central: A mulher que mudou o rumo da história.

Introdução

Abigail, a pérola do Carmelo
O nome Abigail tem no hebraico o significado de “Fonte de alegria”, ou “Alegria de seu pai”. A Enciclopédia Judaica diz que “Abigail foi uma das mulheres mais notáveis na história judaica. Ela foi uma das quatro grandes belezas, as outras três são Sara, Raabe, e Ester” (Enciclopédia Judaica, Charles, Foster, Meg. 15 a). A Bíblia afirma que “a mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba”(Pv 14:1). E mais: “No coração do prudente, repousa a sabedoria, mas o que há no interior dos insensatos vem a lume” (Pv 14:33). Abigail aparece como uma mulher de destaque por ter muitas características e tão diversificadas como: “inteligente, bonita, pacificadora, corajosa, paciente, sábia, ponderada, humilde, bondosa, dotada de muito tato, generosa e com destaque de sua fé em Deus”. É claro que não há espaço neste comentário para falar de todas as qualidades dessa extraordinária mulher. Mas vamos comentar algumas. Da vida de Abigail, ao juntar todas estas peças, cheguei à conclusão de que Abigail mudou o rumo da história de Davi. E se isso aconteceu, ela mudou o rumo da história da humanidade, porque de Davi nasceu o Messias, o Salvador do mundo. Vejamos alguns desses traços a seguir.

I. Abigail, uma mulher disposta a ouvir

Davi estava acuado no deserto. Perseguido por Saul, sem casa, sem direito a uma vida familiar plena e, sem dúvida, vivendo com escassez de alimento. Mesmo nessa vida de sofrimento, ele foi capaz de respeitar a propriedade alheia e ainda dedicar tempo para proteger os rebanhos e os pastores de Nabal.

Sabendo que Nabal estava tosquiando as ovelhas, fazendo festa e se alegrando, viu nesse quadro uma oportunidade para pedir uma recompensa pelos seus esforços e pelo trabalho de ter protegido seus bens. Enviou seus servos com uma saudação amável e acrescentou: “Dê-me qualquer coisa que alcançar sua mão.”

Entretanto, recebeu como resposta um tratamento desprezível. Nabal o comparou a servo fugitivo. Perguntou em tom zombeteiro: Quem é Davi? Suas palavras refletem insultos e humilhação. Para ele, Davi não valia nada, não era ninguém. Era um insignificante querendo ser alguém. Mas ele bem que conhecia Davi. Com certeza, conhecia sua história como guerreiro e defensor de Israel. Ellen White diz que “quando os moços voltaram com as mãos vazias, e relataram o acontecido a Davi, ele ficou cheio de indignação... Essa reação impetuosa estava mais em harmonia com o caráter de Saul do que com o de Davi, o filho de Jessé. Porém, Davi tinha ainda que aprender lições de paciência na escola da aflição” (Patriarcas e Profetas, p. 715).

Então, entra em cena esta mulher extraordinária – Abigail. Um de seus moços, que ouvira Nabal despachar os servos de Davi, de mãos vazias e humilhados, correu e relatou a ela tudo o que havia acontecido. Abigail estava ocupada atendendo servos e servas. Estava ocupada em seu trabalho. Mas, ao receber o aviso de que Davi iria atacar sua casa, ela ouviu atentamente o portador da terrível notícia (1Sm 25:14-17), pois ela era uma boa ouvinte. Ela parou para ouvir. Os servos de Nabal reconheceram que seu senhor era “um homem tão mau que ninguém [conse-guia] conversar com ele” (1Sm 25:17, NVI). Então, procuraram alguém que os ouvisse – Abigail. Esse ato de Abigail em ter parado para ouvir mudou o curso da história.


II. Abigail, mulher de ação

Ellen White diz que “Abigail viu que algo devia ser feito para evitar o resultado da falta de Nabal”. Pronta estava ela para ouvir, disposta estava ela para agir. “Ela fez mais que ouvir; ela agiu.” Enquanto Nabal, o tolo, estava ocupado com bebidas, comidas e festejos, essa valente mulher saiu para enfrentar um exército irado. “Então, Abigail se apressou, e tomou duzentos pães, e dois odres de vinho, e cinco ovelhas guisadas, e cinco medidas de trigo tostado, e cem cachos de passas, e duzentas pastas de figos passados, e os pôs sobre jumentos.” Isso é ação.

E então, Abigail se encontrou com Davi. Veja como ela aliou a ação à sabedoria. Ellen White diz que “Abigail se dirigiu a Davi com tanta reverência como se falasse a um rei coroado. Nabal tinha escarnecedoramente exclamado: "Quem é Davi?" (1Sm 25:10), mas Abigail o chamou de “senhor meu”(Patriarcas e Profetas, p. 715). Ali estava um contraste: O homem que deveria ser o rei de Israel, numa atitude precipitada, precisando aprender a governar primeiramente a si mesmo. Alguém poderia perguntar: “Como Davi poderia governar sobre Israel se não podia reinar sobre si mesmo?” Ele tinha que aprender a ser um homem de Deus. É aqui que entra Abigail. Uma mulher de ações racionais, que aprendeu a lidar com um esposo denominado “Filho de Belial”. Tinha anos de experiência como esposa de Nabal. Ellen White declara que “Abigail tinha sabedoria para reprovar e aconselhar. A paixão de Davi se esvaiu sob o poder de sua influência e raciocínio” (Patriarcas e Profetas, p. 717).

Medite com sua classe:
1- Emerson disse: “Seus atos falam tão alto que eu não consigo ouvir o que você está dizendo.” E o autor da lição escreveu: “Nossos atos confirmam ou contradizem o que dizemos.” O que isso diz sobre nossa vida como cristãos?

III. Abigail, a intercessora

As palavras de Abigail a Davi expressam a nobre e exaltada virtude da intercessão. O autor da lição reconhece que “a melhor forma de intercessão é a oração intercessora.” E acrescenta: “A intercessão é marcada por um denominador comum: aquele que intercede deve se identificar muito de perto com aquele por quem está intercedendo, quer o intercessor obtenha proveito na transação, quer não.” Foi exatamente isso que aconteceu. Abigail, não tinha culpa de nada. Ela não estava envolvida no processo de desprezo e recusa de atender Davi e seus servos. Mas, ao interceder, ela tomou para si a falha do seu esposo, e pediu perdão.

Por certo, Abigail conhecia Deuteronômio 32:35 que diz: “A mim pertence a vingança e a retribuição” (NVI). Isso foi escrito em 1.400 aC, cerca de 500 anos antes de Abigail. Mas, certamente ela conhecia muito bem essa passagem. Ellen White retrata o quadro com estas palavras: “‘Agora, pois, meu senhor, vive o Senhor, e vive a tua alma, que o Senhor te impediu de vires com sangue, e de que a tua mão te salvasse...’ E ainda pleiteou como se ela mesma fora quem tivesse provocado o ressentimento do chefe” (Patriarcas e Profetas, p. 716).Ellen White acrescenta que“Abigail intercedeu com eloquência e com sucesso diante de Davi”(Manuscript Releases, v. 21, p. 214).

Em 2001 foi apresentado o resultado de um estudo feito na Coreia do Sul com 219 mulheres com idades entre 26 e 46 anos. A pesquisa mostra o resultado positivo da oração intercessora em favor dessas mulheres que foram fertilizadas in vitro e na transferência de embriões. Os nomes dessas mulheres foram entregues a grupos de oração intercessora. As mulheres não sabiam do fato e nem os que oravam conheciam as mulheres (Jornal Médico de 1998).

Resultados:


Passaram por tratamento de fertilização

219
mulheres

Idade: 26-46

Sucesso obtido: 50%

Resultado Normal na Coreia: 26%

Receberam implantação de embrião no útero

219
mulheres

Idade: 26-46

Sucesso obtido: 16.3%

Resultado normal na Coreia: 8%



Veja no quadro acima o resultado da ORAÇÃO INTERCESSORA. Agora, anime seu aluno e você mesmo a começar a orar por alguém.


IV. Abigail, mulher corajosa

Você acha que foi fácil para Abigail ter feito o que ela fez? Dentre suas nobres qualidades, a coragem era o resultado de conservar seu “senso de valor próprio”. Urgentemente, passou a tomar as providências necessárias a fim de evitar o ataque, pois era uma mulher destemida (1Sm 25;18, 23, 42).

Você pode imaginar a coragem dessa mulher? Ela, com uns jumentos carregados de alimentos e alguns servos, indo enfrentar 400 homens armados e zangados! Observe que Abigail não disse nada ao seu esposo. Ela foi corajosa e, ao mesmo tempo, sensível ao que seus criados lhe falaram e resolveu agir por conta própria. Ellen White deixa bem claro que Abigail conhecia Davi. Conhecia suas lutas em favor do seu povo. Por isso, ela faz um comparativo sensato entre a guerra que Davi estava prestes a começar contra sua casa e as guerras que ele devia travar pelo Senhor. Veja as palavras dela nos escritos de Ellen White: “...porque meu senhor guerreia as guerras do Senhor, e não se tem achado mal em ti por todos os teus dias” (1Sm 25:26-28). Abigail apresentou por inferência a conduta que Davi deveria adotar. Ele faria as guerras do Senhor. “Não deveria procurar vingança de ofensas pessoais, embora estivesse sendo perseguido como um traidor” (Patriarcas e Profetas, p. 716). Resultado: “...Davi tremeu ao pensar quais poderiam ser as consequências de seu intuito precipitado” (Patriarcas e Profetas, p. 717).

Com estas palavras,Abigail foi capaz de promover nobreza em Davi. O autor da lição afirma que a observação de Abigail: “não se ache mal” em Davi (1Sm 25:28) era tanto uma declaração como uma advertência para que Davi não se desqualificasse para o grande ofício para o qual havia sido ungido – o de ser rei. Para que ele não carregasse um peso em sua consciência quando chegasse ao trono de Israel, por ter se vingado com suas próprias mãos. A coragem de Abigail fez Davi refletir e mudar de ideia.

Medite com sua classe:
Se Abigail pôde usar palavras calmas e acertadas para aplacar a ira de Davi, qual seria o resultado dessa técnica se fosse usada em nossos relacionamentos? Peça sugestões aos seus alunos.

Conclusão: A história que restou...

À semelhança da história de Jônatas, o que seria natural esperar neste final de história? O natural seria ver Abigail sendo a esposa do rei Davi, cuidando dos filhos, sendo uma rainha influente no reino por sua inteligência e sabedoria, etc. Mas, a história termina em silêncio… Tudo o que sabemos além disso é que ela teve um filho chamado Daniel (1Cr 3:1) ou Quileabe (2Sm 3:3), que era o segundo na linha do trono em ordem de nascimento. Porém, tanto Abigail como seu filho desaparecem da cena depois do incidente de Ziclague. Essa mulher de caráter firme, bonita, inteligente, corajosa, sensível, boa ouvinte e líder, apareceu no cenário para mudar a história. As circunstâncias não lhe eram favoráveis. Mas ela não se deixou vencer. Isso nos ensina que quase nada é impossível quando uma mulher está determinada a fazer a coisa certa. Ore a Deus agradecendo o legado de Abigail. E não se esqueça de orar por sua esposa, suas filhas e sua mãe. Talvez você esteja vivendo com uma Abigail e ainda não descobriu… Seja grato a Deus pela esposa sábia e prudente que tem ajudado você, seus filhos e sua Igreja…


Ivanaudo Barbosa Oliveira, nascido em Jacobina/BA e casado com Magali Barbosa de Oliveira, tem dois filhos: Audrey e Edrey. Na União Sul-Brasileira foi pastor distrital, departamental, secretário, presidente de associação e secretário da União. Em 2004, passou a ser Secretário e Ministerial da União Nordeste-Brasileira, onde atua até o presente.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Das Reclamações à Apostasia - 30/10/09 a 31/10/09

Sexta, 30 de outubro

Opinião
A síndrome da palavra com "E"


Após terem estado em escravidão por 400 anos (Gn 15:13), a murmuração e a reclamação se tornaram um modo de vida para os israelitas. Estava no passado a época em que era uma alegria refletir as características de Deus para os não-crentes do Egito. Os ensinos sobre um Messias vindouro haviam se tornado remotos na mente tanto de jovens quanto de idosos. Contudo, era desejo de Deus chamar a atenção deles de volta para Si. Através de Seu servo Moisés, um tipo de Cristo, e do santuário, que era um modelo do santuário celestial, Deus desejava que Seu povo soubesse que havia só um caminho, e que esse caminho era através do Messias.

A síndrome da palavra com “E” (egoísmo) havia feito com que os israelitas se tornassem ambiciosos e perigosamente auto-suficientes. Haviam se tornado independentes de Deus, voltando as costas às Suas leis. Ironicamente, achavam que era Deus que os havia abandonado.

O arquienganador murmurou e reclamou a respeito da posição de direito que Jesus ocupava no Céu; como resultado, instigou rebelião e apostasia entre um terço dos anjos (Ver Ellen G. White, História da Redenção, p. 13-17). A murclamação (um misto de murmuração com reclamação) exige mais esforço do que simplesmente ouvir a Deus. É como fazer carranca quando poderíamos estar sorrindo. Deus sentia tanto a falta de seu povo que tudo o que Ele desejava era reconciliá-lo consigo através de Jesus. A murclamação deles era um indicativo de que rejeitariam a Jesus em Sua primeira vinda.

Só acuse alguém aquele que nunca murclamou.... Eu achei que não poderia fazê-lo. Achamos que é nosso dever “massacrar” os israelitas, mas será que somos diferentes? Pense nisso. Murclamamos se uma pessoa canta desafinado ou se a lição da escola sabatina não foi explanada da maneira como achamos que deveria. A murclamação faz com que nos tornemos escravos do diabo. Provérbios 6:16 diz: “Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta” (NVI). Cinco delas são causa de murclamação (veja os versos 17 a 19). O inimigo havia conseguido fazer que os israelitas achassem que tinham direitos. Assim, chegaram a acreditar que podiam existir sem as leis de Deus, esquecendo-se de que a murclamação contra Ele leva ao caos e à anarquia. A síndrome da palavra com “E” é uma via de mão única. Satanás diz: “Eu”; Deus diz: “Nós”. São necessárias duas pessoas para fazer as coisas ao modo de Deus – Jesus e eu.

Mãos à obra

1. Coloque-se no acampamento israelita com Moisés e o restante de seus parentes. Faça anotações de diário para os seguintes dias: Êx 14:5-31; 15:22-25; 17:1-7; 32:1-35 (presumindo que você tenha sobrevivido).
2. Adapte o Cântido de Livramento de Êxodo 15 à obra de Deus em sua vida.
3. Conte para um amigo de confiança uma ocasião em que você recentemente se rebelou contra Deus e como Ele mostrou Seu amor por você a despeito disso.

Donna Dennis | Grand Cayman, Ilhas Cayman

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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O Anúncio da Expiação - 30/10/2008 a 01/11/2008

Quinta, 30 de outubro

Aplicação
Como retribuir o amor

8. Em sua oração, como Daniel descreveu a condição do povo? Dn 9:7-11

Mesmo pecadores perdoados devem reconhecer constantemente, como Daniel, que precisam diariamente da graça perdoadora de Deus.

9. Qual foi o pedido específico de Daniel ao Senhor? Em que base Daniel fez esse pedido? Dn 9:16-19

O amor de Deus por nós está sempre acessível. “Foi para nos remir que Jesus viveu, sofreu e morreu. Tornou-Se um Varão de dores, para que pudéssemos tornar-nos participantes das alegrias eternas. Deus permitiu que Seu Filho amado, cheio de graça e verdade, viesse de um mundo de indescritível glória para outro mareado e corrupto pelo pecado e obscurecido pela sombra da morte e da maldição” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 13). Esse foi o maior dom que Deus podia nos dar para provar Seu amor por nós. Mas você já pensou nas coisas que podemos fazer para partilhar todo o amor que Deus tem derramado sobre nós? Eis aqui algumas idéias:

1. Obedeça aos mandamentos de Deus. João 14:23 diz: “Se alguém Me ama, obedecerá à Minha palavra” (NVI). João 14:15 também declara: “Se vocês Me amam, obedecerão aos Meus mandamentos” (Ibid.). Deus nos deu Seus mandamentos para que os seguíssemos; e ao fazê-lo, mostramos a Ele que O amamos. Devemos amar a Deus com todo o nosso coração, mente e alma.

2. Lembre-se de que Cristo morreu por nós. Quando internalizarmos esse pensamento em nossa vida diária, seremos capazes de fazer coisas de acordo com a vontade de Deus sem qualquer hesitação, porque sabemos que Ele deu Seu Filho por nós para salvar-nos de nossas transgressões.

3. Ame a Deus acima de todas as coisas. Leia Êxodo 20:3, 5. Como filhos de Deus, devemos amar a Deus acima de todas as outras pessoas e posses materiais. Segui-Lo em tudo o que fazemos mostra que O amamos sinceramente.

4. Arrependa-se e confesse todos os seus pecados. Devemos nos arrepender de todos os nossos pecados – nosso ódio, nossos ciúmes, nossa ira e quaisquer atos maus contra outros. Naturalmente cometemos pecados, mas se verdadeiramente amarmos a Deus, o Espírito Santo nos ajudará a ter uma mudança de mente e coração. Devemos olhar para a cruz em que Jesus morreu para salvar-nos. “A confissão verdadeira tem sempre caráter específico e faz distinção de pecados. Estes podem ser de natureza que devam ser apresentados a Deus unicamente; podem ser faltas que devam ser confessadas a pessoas que por elas foram ofendidas; ou podem ser de caráter público, devendo, então, ser confessados com a mesma publicidade. Toda confissão, porém, deve ser definida e sem rodeios, reconhecendo justamente os pecados dos quais somos culpados” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 38).

Renelyn F. Fornoles | Muntinlupa, Filipinas

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