domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ciúme e inveja - 27/02/2011 a 05/02/2011

Ciúme e inveja


"O rancor é cruel e a fúria é destruidora, mas quem consegue suportar a inveja?” (Pv 27:4).

Prévia da semana: A inveja e o ciúme foram a porta de entrada do pecado no Universo, e ainda causa muitos problemas à humanidade. Para ser felizes, precisamos aprender a viver contentes com o que temos e somos.

Leitura adicional: Is 14:12-14; Tg 3:16, 17; Êx 20:17; Gn 37; 1Sm 18; Mt 12:14.

Domingo, 27 de fevereiro

Introdução

Livres dos ciúmes?


“Antes eu achava que ele fazia essas coisas porque me amava. Mas agora não acho mais isso. Sinto-me sufocada. Sinto-me como se ele não confiasse em mim. Isso está realmente afetando nosso relacionamento, e acho que está afetando até nossos filhos”. Alícia estava relatando alguns episódios que confirmavam que seu marido tinha ciúmes dela. Ele telefonava para ela várias vezes durante o dia para saber o que ela estava fazendo. Ficava nervoso se ela chegasse tarde em casa e sempre ouvia as conversas dela ao telefone. “Não aguento mais” – Alícia confidenciou a sua amiga – “quero o divórcio.”

A jovem Kaden cresceu num lar cristão e entregou sua vida ao Senhor. Ela era talentosa, extrovertida, “a menina dos olhos” de todo mundo. Fazia parte da maioria das comissões de sua igreja e sempre era chamada a participar dos programas. Um dia, Christen começou a frequentar a igreja, batizou-se e foi chamada para fazer muitas das coisas que as pessoas antes pediam que Kaden fizesse. Kaden se ressentiu com Christen por “tomar seu lugar” e logo começou a não gostar de outros membros da igreja também. Parou de frequentar aquela igreja e se mudou para outra.

O ciúme pode despertar uma série de outras emoções e comportamentos, incluindo raiva, cobiça, ressentimento, suspeita, desconfiança e calúnia (Cl 3:5, 8) – hábitos que não devem ser cultivados por ninguém que deseje edificar um caráter semelhante ao de Cristo.

A Bíblia declara que Deus é “zeloso” (ciumento) (Êx 20:5; 34:14; Dt 4:24; 5:9; 6:15; Js 24:19), e alguns podem usar esse verso para justificar seu ciúme. Contudo, o ciúme de Deus significa que Ele “Se recusa a partilhar Sua glória com os ídolos”1 e que “não aceita a adoração e o serviço de um coração dividido”.2

O ciúme tem muitos efeitos negativos sobre nós e sobre outros, inclusive a má saúde e o dano dos relacionamentos. Como cristãos, não estamos imunes a esses sentimentos. Portanto, nesta semana olharemos para a inveja e o ciúme e veremos como podemos vencer essas emoções perigosas.

1. The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 602.
2.
Ibid.


Mãos à Bíblia

1. Qual foi a causa da expulsão de Satanás do Céu? O que isso diz sobre a possibilidade de surgir essa característica terrível mesmo em um ambiente perfeito? Is 14:12-14
2. O que nos diz Tiago a respeito dos males provocados pela inveja? Tg 3:16, 17

Julia Campbell –
Weschester, EUA

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Mansidão - Resumo Semanal - 27/02/2010 a 27/02/2010

MANSIDÃO

por Emilson dos Reis

Entre as virtudes que o Espírito Santo faz brotar e crescer na vida de um filho de Deus encontra-se a mansidão. Em Gálatas 5:23, a expressão utilizada é praútes, a qual aparece onze vezes no Novo Testamento (Exemplos: 1Co 4:21; 2Co 10:1). Também foi traduzida como brandura (Gl 6:1) e cortesia (Tt 3:2). O termo manso é praús, empregado apenas quatro vezes (Mt 5:5; 11:29; 21:5 e 1Pe 3:4).2

No hebraico, a língua utilizada pelos escritores do Antigo Testamento, há três palavras relacionadas à mansidão: (1) anaw – aparece vinte vezes – e é traduzida por mansos (Sl 25:9; 37:11), humildes (Sl 76:9; 147:6) e pobres (Jó 24:4). (2) Anavah – apenas quatro vezes – significando gentileza, humildade (Pv 15:33; 18:12; 22:4) e mansidão (Sf 2:3). (3) Anvah – duas vezes – mansidão, suavidade e brandura (Sl 45:4; 18:35)3, sendo que a tradução Almeida Revista e Atualizada, 2ª edição, traz, respectivamente, verdade e clemência4).

Mansidão e humildade

No texto bíblico, algumas vezes a mansidão está vinculada à humildade, sendo, como já vimos, identificada com ela (Pv 15:33; 18:12; 22:4) ou colocada ao seu lado (Sl 25:9; Mt 11:29; Ef 4:2). Como tal, ela é um importante componente em nossas relações, quer com Deus, quer com os homens. Observe alguns pensamentos que tratam de humildade e orgulho e que, em poucas palavras, às vezes bem humoradas, nos ajudam a melhor compreender a questão:

* “Na próxima vez que formos tentados a nos tornar ‘inchados’ com nossa própria importância, vamos simplesmente olhar para o buraco de onde fomos arrancados. Isso acaba facilmente com nosso orgulho.” – Charles Swindoll
* “Um homem cheio de si é sempre vazio.” – Edward Abbey
* “O pavão de hoje é o espanador de amanhã.” – Autor desconhecido
* Ele era tão orgulhoso que mal podia esperar para levantar-se de manhã a fim olhar-se no espelho. – Adaptado de Jere D. Patzer
* “O orgulho não é grandeza e sim inchaço; e o que está inchado parece grande, mas não é saudável.” – Santo Agostinho
* “Não confunda humildade com pobreza, ignorância ou timidez. Estas podem favorecer àquela, mas não são idênticas. Pior que um rico orgulhoso, é um pobre orgulhoso. Pior que um doutor orgulhoso, é um ignorante orgulhoso. Pior que um sujeito extrovertido e carismático orgulhoso, é um tímido orgulhoso.” – Emilson dos Reis
* “O poder só sobe à cabeça quando encontra o local vazio.” – Ciro Pellicano
* “Tudo que tenho recebi de Deus; de que queres que me envaideça?” – Zálkind Piatigórsky
* “A perfeição é impossível sem humildade. ‘Por que haveria eu de lutar pela perfeição, se já sou suficientemente bom?'” – Leon Tolstoi

No trato com os homens, por um lado, a mansidão nos leva a reconhecer o valor que eles têm e, por isso, nos recusamos a nos considerar superiores. Por outro lado, essa mansidão não envolve autodepreciação, que é uma imitação barata dessa qualidade. Já em nosso relacionamento com Deus, ela nos leva a reconhecer que Ele é a grande fonte dessa graça, e que Jesus Cristo é seu supremo exemplo, como pode ser visto em Sua encarnação e em Sua maneira de tratar os homens.5 Ela ainda nos mantém humildes enquanto trabalhamos para Deus. Como disse um escritor cristão:

“Deus... faze-me ver que o rio do Teu Reino precisa correr livremente, sem que cada cristão precise construir uma represa com Teu nome, para que todos saibam: ‘Esta obra de Deus passou primeiro pelas minhas mãos!’.

Se algo de bom foi produzido por Deus, que diferença faz por quais mãos passou?...

A humildade se tornará nossa paixão quando percebermos que, quanto mais tirarmos nosso ego do caminho, mais a vida, o poder e os propósitos de Deus podem fluir através de nós. Quando isso ocorre, algo glorioso acontece: começamos a experimentar a qualidade de vida eterna sem a corrupção de nosso controle humano e das pequenas demandas de nosso ego.”6

Quando refletimos a respeito da mansidão, geralmente temos a ideia de uma virtude que se manifesta no relacionamento com nossos semelhantes. Todavia, nas Escrituras, mansidão é mais do que isso. É um componente indispensável também em nosso relacionamento com Deus (Sl 25:9; Sf 2:3; Tg 1:21). Analisando os diversos textos bíblicos que tratam da mansidão, bem como as narrativas que evidenciam essa virtude na vida dos personagens bíblicos, podemos dizer: Mansidão é uma atitude que envolve humildade, submissão e confiança. O manso é aquele que, reconhecendo sua pequenez e necessidade, se abandona aos cuidados de Deus e permite que Ele o guie como melhor Lhe parecer. Tendo aprendido a morrer para o eu e a confiar no Senhor, ele desfruta mais e mais do descanso e da paz que Deus prometeu para Seus filhos.

A mansidão é aprendida de Jesus

É interessante notar que, embora outras virtudes cristãs sejam apontadas nas Escrituras, também como atributos de Deus, o mesmo não ocorre com a mansidão e a humildade. Desse modo, encontramos declarações de que Deus é amor e de que Ele é longânimo, bondoso, benigno e fiel. Todavia, não é dito ser Ele manso ou humilde. Talvez, porque tais expressões impliquem em “necessidade e submissão” e, portanto, não sejam adequadas, de modo nenhum, para retratar aquele que de nada necessita e que a todos é superior. Entretanto, Cristo – que voluntariamente Se tornou um de nós, submetendo-Se ao Pai e dependendo de Sua ajuda – pode dizer “sou manso e humilde de coração”(Mt 11:29).

Dentre os muitos ensinos de Jesus, um dos mais conhecidos é: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve” (Mt 11:28-30). Esta passagem bíblica é conhecida como o convite de Jesus, mas, em verdade, Jesus está fazendo não apenas um, e sim três convites, o que pode ser visto pelo uso dos verbos no imperativo afirmativo. São eles: Vinde... tomai... e aprendei. Eles nos indicam três passos que precisamos dar e que nos mostram o que significa aceitar Cristo em nosso coração.

O primeiro convite é “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei”. Com estas palavras Cristo Se dirige a todos os seres humanos, porque todos eles, quer saibam, quer não, estão cansados e oprimidos, e o fardo mais pesado que temos levado é o do pecado. Estamos cansados de lutar em nossas próprias forças contra nosso eu pecador, contra as atrações do mundo e contra Satanás; cansados de lutar contra vícios, maus hábitos e tentações demasiadamente fortes. “Vinde a Mim!” Podemos ir a Jesus através da oração, e assim depositar diante dEle todos os nossos fardos. Aprecio muito um conselho que o apóstolo Paulo deu aos cristãos de Filipos: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4:6). Não importa qual seja nosso problema, somos convidados a apresentá-lo ao Senhor. Em vez de ficar ansioso, ore!

O segundo convite é: “Tomai sobre vós o Meu jugo”. O jugo é um instrumento de madeira colocado sobre o pescoço dos animais para que possam realizar determinada tarefa. Em nosso país é mais conhecido como canga, e geralmente é colocado sobre o pescoço de dois bois em posição paralela, para que puxem um arado, uma carreta ou outra carga qualquer. Quando um animal coloca o pescoço debaixo de um jugo, torna-se submisso ao condutor ou carreiro. Daí em diante, é comandado e faz o que seu dominador deseja. Jesus nos oferece Seu jugo, que são Seus ensinos, Suas leis, enfim, Sua vontade para nossa vida. Quando colocamos o pescoço debaixo deste jugo, estamos submetendo nossa vontade à vontade de Deus; estamos entregando a Ele o comando de nossa vida, estamos aceitando o estilo de vida que Ele tem para nós. Deste modo, a expressão “tomai sobre vós o Meu jugo” significa “aceitem Minha vontade para sua vida”. Aceitar o jugo de Cristo equivale a fazer-Lhe uma entrega completa da vida.

O terceiro convite é: “Aprendei de Mim”. Com frequência, a Bíblia apresenta coisas da natureza para ilustrar verdades espirituais. O próprio Filho de Deus é comparado a animais. Assim, no evangelho de João, Ele é chamado de “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29), porque, apesar de inocente, Ele haveria de morrer sobre a cruz, como os inocentes cordeiros morriam sobre o altar. Já no Apocalipse Ele é retratado como “o Leão da tribo de Judá” (Ap 5:5), porque, como o leão, lutou bravamente – isto Ele fez contra o pecado e as forças do mal – e saiu vitorioso.

Agora, neste texto do evangelho de Mateus, embora não seja mencionado o nome de um animal, a referência é feita ao boi, o animal que, naqueles dias e ainda hoje, é o que mais usa um jugo. Naqueles tempos, quando queriam treinar um boi novo para o serviço, eles o colocavam debaixo de um jugo e, ao seu lado, um boi mais velho e experiente. Durante dias e semanas, eles andavam juntos. O boi mais velho conhecia bem o boieiro e suas vontades, conhecia bem os caminhos, porque já havia passado por eles tantas vezes, e quando chegavam a um atoleiro ou a uma subida íngreme, era ele o que fazia mais força e arcava com o maior peso. Assim, dia a dia, o novilho ia aprendendo com o boi mais velho e era por ele ajudado.

Ao nos convidar “aprendei de Mim”, Jesus está dizendo: “Eu sou o boi mais velho e você é o boi novo; fique ao Meu lado e Me acompanhe. Eu conheço o Senhor e Sua vontade, Eu conheço o caminho, pois já vivi aqui na Terra e passei por lutas e aflições. Tenho todo o poder e vou ajudar você nos momentos difíceis” (Mt 11:27; Hb 4:14, 15; 2:17, 18).

Depois de irmos a Jesus e aceitarmos Sua vontade para nossa vida, é nosso privilégio desfrutar diariamente de Sua companhia e dEle aprender. Isso ocorre quando oramos, quando estudamos a Bíblia, quando participamos dos cultos. “... aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração”. O mundo presente pertence aos violentos e aos orgulhosos, mas Jesus nos convida a ser como Ele é: mansos e humildes. Se aceitarmos Seu convite e caminharmos continuamente com Ele, Jesus nos transformará, e nosso caráter será semelhante ao dEle. Portanto, a mansidão que Cristo deseja que aprendamos se encontra em um contexto de relacionamento com Deus, que envolve a humildade, o senso de nossa necessidade e a disposição de O buscarmos e em confiança nos submetermos a Ele. É somente atendendo a esses três convites que desfrutaremos de Seu descanso e gozaremos de Sua paz. Vamos aceitá-los?7

A mansidão é o melhor adorno

Em sua primeira carta, o apóstolo Pedro, entre outros assuntos, dedicou um parágrafo com instrução especialmente endereçada às mulheres (1Pe 3:1-6), a qual, todavia, pode ser de valor para todos. Ele está tratando de algo muito importante para as mulheres – a beleza – e a palavra chave que ele emprega é adorno (kosmos – de onde deriva a palavra “cosmético”). Já naqueles dias, havia uma tendência à supervalorização da aparência e do vestuário, uma preocupação exagerada com a beleza exterior – o que despendia muito trabalho, tempo e dinheiro.

A questão parece ser: qual é o melhor adorno? Em sua resposta, ele contrasta os diferentes adornos exteriores com um adorno interior. (1) O melhor adorno não está relacionado ao cabelo, nem aos penteados que se podem fazer, por mais caros, vistosos e apreciados que possam parecer. (2) O melhor adorno não são os brilhantes e chamativos adereços pendurados no corpo. (3) O melhor adorno não é o vestuário que cobre nosso corpo, por mais belo, luxuoso ou atual que seja (1Pe 3:3). (4) O melhor adorno, a verdadeira beleza, está no interior da pessoa: seu caráter, aquilo que ela realmente é, e que o apóstolo chama de “incorruptível trajo” (v. 4), porque todas as coisas anteriormente mencionadas são corruptíveis, fadadas a desaparecer (ver 1Pe 1:24; Pv 31:30); são de pouca duração, enquanto este, que ele recomenda, é permanente.

Este traje consiste em “um espírito manso e tranquilo”. Na avaliação de Deus, este é o melhor adorno, esta é a beleza que possui grande valor, a qual permanece. Isso não significa que não devamos nos preocupar com nossa aparência e vestuário. O condenável é o orgulho, a vaidade, a extravagância, a inversão de prioridades. Comentando este texto, Ellen White escreveu:

A mansidão é o adorno interior que Deus julga de grande preço. O apóstolo fala dela como sendo mais excelente e valiosa do que o ouro, ou as pérolas, ou vestidos preciosos. Enquanto o adorno exterior embeleza somente o corpo mortal, a virtude da mansidão adorna o coração e põe o homem finito em conexão com o Deus infinito. Este é o ornamento da própria escolha de Deus. Aquele que ornamentou os céus com as esferas de luz, prometeu que, pelo mesmo Espírito, ‘adornará os mansos com a salvação’ (Sl 149:4). Os anjos do Céu registrarão como mais bem adornados aqueles que se revestem do Senhor Jesus Cristo e andam com Ele em mansidão e humildade de espírito.8

Portanto, façamos da mansidão uma prioridade em nossa vida. Peçamos a Deus que no-la conceda, por meio de Seu Espírito, enquanto olharmos constantemente para Seu Filho, o Modelo a quem devemos imitar.

Emilson dos Reis atuou como pastor distrital em diversas igrejas no Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Foi pastor e professor no Instituto Adventista Cruzeiro do Sul e no Centro Universitário Adventista de São Paulo. É doutor em Teologia Pastoral e diretor da Faculdade Adventista de Teologia no UNASP, onde também leciona as disciplinas de Introdução Geral à Bíblia e Homilética. É autor dos livros: Introdução geral à Bíblia; Aprenda a liderar; Como preparar e apresentar sermões e O dom de profecia no púlpito.

Referências bibliográficas

2. Russell Norman Champlin e João Marques Bentes, eds., “Mansidão”, Enciclopédia de Bíblia, teologia e filosofia, 6 vols., 3ª ed. (São Paulo: Candeia, 1995), 4:60.
3. Ibid. Ver também Leonard J. Coppes, “‘anâ”, Dicionario internacional de teologia do Antigo Testamento, org. R. Laird Harris, traduzido por Márcio Loureiro Redondo e outros (São Paulo: Vida Nova, 1998), 1143-1146.
4. Ver Derek Kidner, Salmos 1-72: Introdução e comentário, 2ª ed. (São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1981), 113, 192.
5. Ver Champlin, 4:60.
6. Gary L. Thomas, As virtudes cristãs (Rio de Janeiro: Textus, 2003), 71.
7. Emilson dos Reis, “O convite de Jesus”, Revista Adventista, Março de 1999, 8-10.
8. Ellen White, Santificação, 16.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A Integridade do Dom Profético - 27/02/2009 a 28/02/2009

Sexta, 27 de fevereiro

Opinião
O que fazer com Ellen White


Desde cedo, em meus anos escolares, desenvolvi apreciação pelos escritos de Ellen White. Antes disso eu sabia quem ela era, mas não tinha lido nenhum de seus livros, que ficavam na estante em nossa sala. De vez em quando, eu tinha o impulso de escolher um para ler. Seus escritos me mostraram o amor de Cristo e o tornaram mais tangível para mim.

Em outras ocasiões, quando minha vida ocupada não me deixava tempo, senão uns poucos minutos para as coisas espirituais, eu notava que minha força e apetite espirituais decresciam. Em minha agitação, eu parava de ler a Bíblia regularmente. Para mim, então, ler o livro Caminho a Cristo reacendia aquela fome de uma conexão com Deus e com a Bíblia. Isso sempre me ajudava a voltar a uma agradável caminhada diária com Deus.

Creio que os escritos da Sra. White são também importantes para a igreja como um todo. Ao lermos a Bíblia, vemos que Deus proveu direção e instrução através de pessoas, desde o próprio princípio do pecado. Moisés foi usado para ajudar os israelitas a saírem do Egito. Noé devia construir um barco e fazer com que as pessoas entrassem nele. João Batista preparou a todos para que o Rei do Universo andasse entre nós. Então, Deus não usaria também pessoas para fazer a proclamação final do fim do mundo? Vendo como Ele atuou no passado, podemos estar certos de que Ele está igualmente envolvido no futuro. Os textos de Apocalipse 12:17 e 19:10 nos mostram que essa cruzada final será acompanhada pelo dom de profecia dado pelo Espírito de Deus. Creio que Ellen White recebeu esse dom.

Cada um de nós precisa decidir o que fazer com Ellen White. Ocasionalmente, converso com pessoas que não creem que ela tenha sido uma profetisa verdadeira, ou que não dão muita atenção aos seus escritos. Com frequência, descubro que elas cresceram e foram ensinadas de maneira imperativa a respeito de Ellen White, ou lhes foi dito que os escritos dela eram uma lista de coisas que os bons cristãos não deviam fazer.

Se, porém, os escritos dela são de Deus, não devemos tratá-los como tal? Deus teria enviado as mensagens por alguma razão, certo? E para aqueles que não estão certos de que ela seja uma profetisa legítima, será que não poderíamos descobrir? Se ela é verdadeiramente mensageira de Deus, precisaremos e desejaremos saber o que Ele lhe revelou para que dissesse a nós, certo? Ele é Deus – quer tenha falado a nós diretamente ou através do dom de profecia. Portanto, sempre devemos estar prontos e dispostos a aceitar Sua mensagem.

Dicas


1. Com base na Bíblia, escreva uma lista de características para um profeta, e veja se algum profeta e/ou tele-evangelista moderno passa nesse exame.
2. Pesquise na internet para ver quantas religiões ou seitas têm um profeta ou profetisa e descubra se eles satisfazem aos requisitos bíblicos.
3. Ore com um amigo ou vizinho sobre um problema importante que ele esteja enfrentando, e, algum tempo depois, verifique junto a ele como a situação se resolveu.

Chandler Riley | Laurel, EUA

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