quarta-feira, 26 de maio de 2010

Temperança - 26/05/2010 a 29/05/2010

Quarta, 26 de maio

Evidência
Obras e salvação


No Antigo Testamento, a palavra graça é traduzida da palavra hebraica chen. Chen geralmente descreve o ato de uma pessoa ou ser superior que está mostrando favor imerecido a um inferior. Em Efésios, Paulo usou charis para descrever a graça de Deus. Sua carta é muito provavelmente uma circular endereçada aos crentes de todas as igrejas de Éfeso. Nela, ele se concentra em dois temas: os privilégios espirituais da igreja e as responsabilidades da igreja. Entre os privilégios, Paulo fala sobre receber a graça de Deus.

Em Efésios 2:8 e 9, Paulo salienta que somos salvos pela graça por meio da fé. É o favor imerecido de Deus para conosco que perdoa nossos pecados e nos concede a salvação. É nossa fé que crê isso e, assim, nos capacita a aceitar a graça de Deus. No verso 10, Paulo deixa claro que é também o favor imerecido de Deus para conosco que nos capacita a romper com hábitos pecaminosos e a viver de forma a honrar a Deus.

Contudo, não é suficiente reconhecer Jesus Cristo como o Messias. Até os demônios creem nisso; mas esse reconhecimento não os salva (Tg 2:19). Ter acesso à graça de Deus exige fé por parte do pecador.

Essa fé não é meramente uma crença abstrata. Também envolve obediência.

Somos salvos pela graça de Deus por meio da fé que temos nEle. E é a graça de Deus que nos motiva a fazer boas obras. Precisamos nos lembrar de que as boas obras são resultado da salvação, não sua causa. A crença que aceita a graça de Deus sem boas obras correspondentes é inútil (Tg 2:26). A fé e as obras trabalham juntas, de forma que nossa fé é aperfeiçoada pelas obras.

Somente praticar uma vida diligentemente temperante não salvará ninguém. A base de nossa salvação é a graça de Deus. É a força de Seu amor por Suas criaturas caídas que transpõe o abismo entre o Criador e Seus filhos perdidos. É a graça de Deus que também nos fortalece para fazermos boas obras. O único tipo de fé que salva é a que responde em obediência e dá muito fruto. Jesus deixa claro que os que deixam de produzir bons frutos não serão salvos (Mt 7:19).

Mãos à Bíblia

4. Leia 2 Pedro 1:5-9. Como essas palavras devem ser aplicadas a todas as áreas de nossa vida, particularmente quando se referem aos hábitos de saúde? Como podemos tornar essa admoestação bíblica uma realidade para nós?

Temperança é muito mais que não fumar, não usar drogas ilegais, não beber álcool, ou até mesmo chá, café e refrigerantes. Isso é porque até as boas coisas, quando levadas a excesso, podem causar problemas. Quais são seus hábitos de trabalho? Existe tempo para Deus, para a família, recreação, preparo físico e serviço aos outros? Quanto tempo você passa dormindo? Ou trabalha o tempo todo? Ou, por outro lado, você dorme demais? Que dizer de sua alimentação? Talvez você não coma carne de porco e nem mesmo frango, mas enche o prato com tanta comida que mal pode se levantar da mesa quando termina a refeição!

Roboam Kakap | Kokopo, Papua-Nova Guiné

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terça-feira, 26 de maio de 2009

A Jornada Cristã ''CÉU" - 26/05/2009 a 30/05/2009

Terça, 26 de maio

Testemunho
No Céu, indo para o Céu!


4. Como Jesus expressou a realidade da cidadania do reino para Seus seguidores, mesmo neste mundo? Lc 17:21; Jo 14:27

5. Que confirmação dessa verdade encontramos nas palavras de Paulo? Rm 14:17, Cl 1:10-14

O plano original de Deus para os seres humanos teve que ser reajustado para se adaptar a sua condição caída. Os israelitas dos tempos bíblicos deviam cumprir parcialmente esse ajuste como agentes através dos quais o relacionamento de Deus com os seres humanos pudesse ser mantido (Gn 12:3). O fracasso de Israel em cumprir plenamente o plano de Deus não significa que o plano tenha falhado. O que o antigo Israel deixou de realizar, por causa da desobediência, será finalmente cumprido por meio do Israel espiritual.

Isaías ministrou num momento de declínio espiritual e trouxe mensagens que apontavam a um futuro muito triste para o povo de Deus. Com a ameaça de Senaqueribe e dos assírios, e também dos anos de exílio no cativeiro babilônico, Isaías e alguns dos fiéis de Judá devem ter ansiado por uma mensagem de esperança, do Céu, pois Isaías apontou a um tempo quando os novos céus e nova Terra poderiam se concretizar (Is 65:17-25).

O cumprimento dessa profecia em seu contexto imediato dependia em grande parte da atitude e atos dos hebreus. Contudo, os princípios e condições podem ser aplicados a todos os que aceitaram a Cristo. A mensagem de Isaías sugere que, em certo sentido, o Céu poderia ser uma Terra moralmente transformada, habitada por uma população de crentes fisicamente melhorados. Essa posição não precisa ser falsificada a fim de apreciarmos a certeza da segunda vinda de Cristo e a chegada de uma Nova Jerusalém que desce do Céu.

Os escritores do Novo Testamento corretamente aplicaram essas profecias à volta de Cristo e ao milênio que se segue (Ap 20:2-7).

Isaías concebeu para Israel um Céu no qual haveria um baixo índice de mortalidade infantil, uma longa média de vida, e uma nova Jerusalém. O novo Israel de Deus, a igreja cristã, pode desfrutar todas essas bênçãos. O baixo índice de mortalidade infantil seria elevado para inexistente, e a longa média de vida seria atualizada para eternidade.

O cristão hoje certamente tem boa razão para estar animado. Nem que seja apenas pelos benefícios temporais e, é claro, o peso da eternidade avultando no horizonte, o Céu precisa estar em nossa mente. Para muitos descrentes, o Céu e o inferno são aqui e agora, e ocorrem em vida. Contudo, os crentes podem ser duplamente otimistas, porque podemos estar no Céu mesmo enquanto estamos a caminho do Céu.*

* Esta lição se baseou no material do SDA Bible Commentary, v. 4, p. 329-339.


Wrondell Timothy | Champ Fleur, Trinidad, Antilhas

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