sábado, 26 de fevereiro de 2011

Autoestima - Resumo Semanal - 26/02/2011 a 26/02/2011

AUTOESTIMA
Resumo Semanal - 20/02/2011 a 26/02/2011


Noel José Dias da Costa


Objetivo deste estudo:
Compreender como o conhecimento de nossa origem divina e do sacrifício de Jesus afeta nossa autoestima e nossa perspectiva de vida.

Verdade central:
Criados de forma especial conforme a imagem de Deus e comprados por preço infinitamente valioso, somos impactados pelo amor de Deus, que equilibra nossa autoestima e fornece recursos para eliminar os excessos de uma autoavaliação equivocada.


Introdução
No contexto do pecado em que crescemos, cercados pelas constantes avaliações negativas que pais, familiares, educadores e amigos fazem de nós, é muito comum desenvolver uma autoestima baixa. Os efeitos dela são a perda da autoconfiança e da qualidade nas relações sociais; a dúvida, a tristeza e o desânimo. Quando a autoestima é preservada, a pessoa alcança melhor desempenho em suas relações familiares, sociais e até no aspecto profissional e acadêmico.

Consideraremos neste estudo três pontos básicos sobre a autoestima:

– As concepções sobre nossa origem e a autoestima

– A autopercepção e o julgamento dos outros

– Nosso valor aos olhos de Deus


I. As concepções sobre nossa origem e a autoestima

Ao aceitar a criação como um fato, a pessoa é levada a refletir sobre sua origem superior, com propósito, e não de maneira acidental. Ao conceber-se como filho de Deus, o senso de dignidade pessoal é enobrecido, e a autoestima, fortalecida. A Bíblia diz que o homem foi criado à imagem de Deus (Gn 1:26, 27) e um pouco menor do que os anjos (Sl 8:5). Somos considerados sacerdócio real, nação santa, povo escolhido de Deus (1Pe 2:9). A compreensão desse privilégio é um fator eficiente da autoestima positiva.

A implicação natural da evolução darwinista é a ausência de um referencial objetivo para a vida e conduta humanas. Os processos naturais e o próprio homem são os referenciais. Nesse vazio, o homem encontra apenas o “acaso” como seu originador. Não bastasse isso, o conceito da sobrevivência do mais apto, da raça superior (eugenia) que influenciou as desigualdades históricas, levam as pessoas a experimentar maior angústia e desamparo, ferindo frontalmente sua dignidade e autoestima.

Para refletir:

Leia João 3:16 e coloque seu nome no texto, no lugar das expressões “mundo” e “todo o que nEle crê”. Após aplicar a si mesmo, o que este verso lhe diz sobre seu valor diante do que Deus pagou pela sua salvação?


II. A autopercepção e o julgamento dos outros

A construção de nossa identidade está diretamente ligada às percepções das pessoas que são significativas para nós. Apesar de mudarem com o tempo, na maioria dos casos, desde a infância, até o fim da vida elas estão presentes, podendo ser pais, familiares, amigos ou irmãos de fé. A opinião delas a nosso respeito se torna relevante, fazendo com que nossa autopercepção e humor sejam muito afetados, às vezes, até demais. É como se elas fossem uma espécie de “caixa de ressonância”, da qual esperamos aprovação e aceitação.



Deus nos dá diretrizes seguras sobre as quais podemos construir julgamentos sobre nós e sobre os outros. Jesus disse: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:39). Isso significa que devemos nos amar, e na mesma proporção, amar o próximo – nem mais, nem menos, mas da mesma forma que amamos a nós mesmos. Com essa orientação, Jesus preveniu dois graves problemas: a subserviência, resultante da autoestima baixa, e a arrogância, fruto do orgulho (Rm 12:3). Ele colocou todos no mesmo nível ao dizer: “como a ti mesmo”. Mas isso somente seria possível ao cumprir-se o primeiro: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22:37).

Para refletir:

Você é capaz de identificar seus pontos fortes e suas fraquezas?

Que coisas são valorizadas pela nossa sociedade e qual é a opinião de Deus sobre isso?

De onde vem o preconceito? Como ele pode ser superado?

Como a contemplação do sacrifício de Cristo na cruz lhe assegura confiança e humildade?


III. Nosso valor aos olhos de Deus

Jesus apresentou, em Lucas 15, três parábolas que ilustram o valor que Deus atribui ao ser humano. Observe as expressões usadas por Ele para enfatizar como o Pai nos ama:

– A ovelha perdida (v. 3-7): O pastor “deixa... as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la.” “Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo...”

– A dracma perdida (v. 8-10): A mulher “varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la... E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido”. “...Há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.”

– O filho pródigo (v. 11-24): “Seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou... Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés... este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”

Jesus utilizou figuras muito concretas para ilustrar o amor do Pai para conosco, Seus filhos. Por mais distante que esteja um pecador, pois mais indigno que pareça aos seus próprios olhos, Deus o tem como o alvo primordial de Seu amor e cuidado. Ellen G. White afirma que “na cruz do Calvário, Ele pagou o preço do resgate de um mundo perdido. Ele amou o mundo, a ovelha perdida que traria de volta para Seu rebanho. A cruz do Calvário fala do amor maravilhoso de Deus pelo pecador. Ele o valorizou a um preço infinito, dando Seu Filho Unigênito, “para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha vida eterna” (Jo 3:16; Ez 33:11; The Messenger, 26.04.1893).

Para refletir:

– Como podemos nos revestir do novo homem?

– Que atitudes caracterizam esse novo homem?

– Como o hábito de ajudar alguém pode ser benéfico para a autoestima?


Conclusão
Deus nos convida a aceitar Sua graça e poder para que sejamos revestidos de um novo caráter, que reflita Sua imagem. Ao nos humilharmos ante o sacrifício de Jesus na cruz e contemplarmos Seu grande amor, teremos uma visão clara do alto valor que Ele nos atribui, e assim seremos libertos da escravidão da incredulidade e do pecado. A comunhão diária com Jesus assegura uma autopercepção realista e uma compreensão mais justa de Deus, de nós mesmos e dos outros.


Noel José Dias da Costa é psicólogo e pastor, mestre e doutor em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Teologia pelo SALT-UNASP-EC. Atua como professor, psicólogo e auxiliar da Associação Ministerial no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP). É casado com a pedagoga Erenita M. S. da Costa, e pai de Tiago e Ana Cristina.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Mansidão - 26/02/2010 a 27/02/2010

Sexta, 26 de fevereiro

Opinião
Paz na humildade


Muitas vezes, hesitamos em pedir conselhos a outros. E se fôssemos fazê-lo, primeiro gostaríamos de saber qual é a experiência, antecedentes, crenças, etc. da pessoa. Por que, afinal de contas, será que ela sabe do que está falando? Será que ela já passou pelo que você está passando? Será que ela realmente entende você?

É difícil simplesmente crer e seguir, deixar de lado toda a nossa experiência de vida e pensar que outra pessoa possa nos guiar em meio a uma crise ou dificuldade. Além disso, imagine se a pessoa que está dando o conselho também dissesse: “Faça o que eu digo, e carregue o meu fardo.” Isso é pedir bastante, não é? Requer que você se humilhe e creia verdadeiramente que a pessoa que está dando o conselho é completamente digna de confiança, fiel e, o mais importante, tem em mente o melhor para você.

Nosso Salvador, Mestre, Amigo e Senhor Jesus Cristo nos diz em Mateus 11:29: “Tomem sobre vocês o Meu jugo e aprendam de Mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas” (NVI). No verso 30, Jesus prossegue, dizendo que Seu fardo é leve. Imagino que Jesus tenha acrescentado isso porque Ele conhece nosso coração. Ele sabe que nossa primeira reação seria: “Tomar Seu jugo? De maneira alguma! Já tenho o suficiente sobre meus ombros!”

Jesus sabe que nosso “fardo” não é nada em comparação com o “fardo” dEle como Criador e Mantenedor. Ele também sabe que, quando você aceita o jugo dEle, seu fardo fica mais leve. DEle podemos aprender como encontrar descanso para nossa alma sendo gentis e humildes, em vez de cheios de justiça própria e críticos dos outros.

Não encontramos verdadeira paz adquirindo posses, dinheiro ou poder pessoal. Há prova disso na vida das celebridades de Hollywood. O mundo pode tirar de nós coisas materiais tão rapidamente quanto nos dá. Nossa cobiça natural é autodestrutiva e só leva a mais dor e problemas. Jesus lidera pelo exemplo e nos mostra que somente nos humilhando é que podemos herdar o reino de Deus.

Jesus é nosso exemplo de vida. A paz que Ele nos dá é um dom. Não podemos conquistá-la por boas obras ou por uma robusta conta bancária. Tudo o que podemos fazer é nos humilhar, louvá-Lo e crescer no fruto da mansidão modelados por nosso Senhor e Salvador, Rei e Amigo. Só então encontraremos paz que durará para sempre e vida que é eterna.

Andrew Gregory Stoner

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A Integridade do Dom Profético - 26/02/2009 a 28/02/2009

Quinta, 26 de fevereiro

Aplicação
Crendo no dom profético

5. Qual foi o conselho de Natã a Davi, e por que estava errado? 2Sm 7:1-7. Por que Davi não deveria construir o templo? 1Cr 22:8

Nem tudo o que um profeta diz ou faz é feito sob inspiração. Ao dar sua aprovação ao plano de Davi, Natã falou como amigo do rei, e não em seu ofício de profeta. Porém, Deus disse a Natã que o que ele dissera a Davi estava errado e que ele deveria dizer isso a Davi.

Ellen White não era infalível, e nunca alegou possuir infalibilidade. Muitas vezes, ela mudava de idéia e estava constantemente aberta para receber mais luz. Quando a casa publicadora do Sul dos Estados Unidos estava mal financeiramente, ela apoiou sua transformação em um depósito da Review and Herald, apenas. “Vão em frente”, ela disse[...] (Manuscript Releases, v. 17, p. 270). Mas, dentro de 24 horas, Ellen G. White recebeu uma visão que a fez mudar de idéia.

Embora o pecado tenha posto fim à comunicação face a face entre Deus e nós, Ele não desistiu de ter proximidade com os seres humanos. Em vez disso, criou outras maneiras para Se comunicar conosco. Enviou Suas mensagens de amor, encorajamento e advertência através dos profetas, entre os quais está Ellen White.

Como podemos crer na integridade do dom profético? A Bíblia nos dá diretrizes específicas pelas quais podemos distinguir e provar a integridade de um profeta.

1. Concordância com a Bíblia. “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8:20). Isso significa que a mensagem de um profeta verdadeiro deve estar de acordo com a Bíblia.

2. Cumprimento das predições. A exatidão das predições de um profeta precisa ser demonstrada.

3. A encarnação de Cristo. “Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus” (1Jo 4:2, 3). Um profeta verdadeiro precisa crer no nascimento virginal de Cristo, em Sua verdadeira humanidade, vida sem pecado, sacrifício expiatório, ressurreição, ascensão, ministério intercessor e segundo advento. Afinal de contas, “o testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia” (Ap 19:10).

4. Os “frutos” do profeta. Um profeta verdadeiro produz bons frutos (ver Mt 7:20). Isso não significa que os profetas precisem ser absolutamente perfeitos, mas que devem estar desenvolvendo os frutos do Espírito em sua caminhada com Cristo.

Os escritos de Ellen White não são substitutos para a Bíblia. A própria Ellen White cria e ensinava que a Bíblia é a suprema norma para a Igreja. Ela escreveu: “As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infalível revelação da... vontade [de Deus]. Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 9). Ela via sua obra como sendo a de guiar as pessoas de volta à Bíblia, ajudando-as a compreender os princípios bíblicos e aplicá-los à vida.

Mary Megan Amo-Boateng | Bangcoc, Tailândia

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