quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Jônatas - 21/10/2010 a 23/10/2010

Quinta, 21 de outubro

Aplicação
Jesus em Jônatas


Em sua vida, Jônatas mostrou o que é uma verdadeira amizade, unida por Deus. A fim de criamos uma amizade uns com os outros que seja centralizada em Cristo e reflita as características que Jesus exemplificou em sua vida, precisamos:

Deixar de lado a posição. 1 Samuel 18:1-4 repete a ideia de que Jônatas amava Davi como a si mesmo. Isto levou a uma aliança entre eles. Porém, mais do que isso, levou Jônatas a dar a Davi seu manto, sua espada, arco e cinturão. Jônatas era o legítimo sucessor ao trono de seu pai, mas ao dar seu manto e armas a Davi, indicou simbolicamente que estava disposto a renunciar a esse direito para que Davi fosse coroado. Jesus teve de deixar Sua posição à mão direita de Deus para que pudéssemos ser elevados a cidadãos do reino de Deus.

Interceder uns pelos outros. Vemos um lado diferente da amizade de Jônatas em 1 Samuel 19:1-6. Saul está novamente tramando a morte de Davi, mas Jônatas vem em auxílio de Davi, intercedendo por ele e suplicando que sua vida fosse poupada. Mesmo em Seu ministério terrestre vemos a intercessão de Jesus por outros, e hoje Ele intercede por nós no Céu.

Encorajar os que estão no deserto. Havendo escapado para o deserto de Zife, Davi fica sabendo que Saul ainda o está procurando para matá-lo. Você já se sentiu como se estivesse passando por uma experiência de deserto? Que Deus está em silêncio e as provações nesta vida parecem grandes demais para serem suportadas? O quadro que temos em 1 Samuel 23:15-18 é o de Jônatas indo ao deserto para encontrar e encorajar Davi. Que belo quadro temos aqui de Cristo e do encorajamento que Ele nos dá através do Espírito Santo em tempos de provação.

Como Jônatas, devemos lembrar aos que estão no deserto o caráter fiel de Deus em cumprir as promessas que Ele nos fez através de Sua Palavra. Jônatas intercedeu por seu amigo, encorajou-o e renunciou a seus direitos por ele. Jesus faz todas essas coisas por nós, e somos chamados a mostrar a mesma amizade a outros que precisam de nós.

Mãos à Bíblia

7. Qual foi o fim de Jônatas? Como entender isso? 1Sm 31:1-7; 2Sm 1:5-12

Embora saibamos que o bem vencerá o mal no fim, quando Jesus voltar, a realidade é que os bons nem sempre ficam bem nesta vida e os maus nem sempre ficam mal. Muitas vezes, Deus interfere e salva miraculosamente e protege Seus filhos, mas nem sempre é assim.

8. Que personagens da Bíblia, embora tenham sido fiéis, não receberam o que mereciam? Gn 39:10-20; Jó 1:1,2, 13-21

Tamar Paul – Palmerston North, Nova Zelândia

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Trombeta, sangue, nuvem e fogo - 21/10/09 a 24/10/09

Quarta, 21 de outubro

Testemunho
"Eis o Cordeiro de Deus"

“A Páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representava ‘o Cordeiro de Deus’, em quem se acha nossa única esperança de salvação. Diz o apóstolo: ‘Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós’ (1Co 5:7). Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto, seu sangue devia ser aspergido nas ombreiras; assim os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados à pessoa. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas que morreu por nós, individualmente. Devemos tomar para nosso proveito a virtude do sacrifício expiatório” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 277).

“A salvação dos homens depende de uma contínua aplicação do sangue purificador de Cristo em seu coração. Portanto, a Ceia do Senhor não devia ser observada só ocasionalmente ou anualmente, mas com mais frequência que a Páscoa anual.... Esta solene ordenança comemora um evento muito maior do que o livramento dos filhos de Israel do Egito. Esse livramento era um tipo da grande expiação que Cristo efetuou pelo sacrifício de Sua própria vida para o livramento final de Seu povo” (Ellen G. White, Spirit of Prophecy, v. 3, p. 228).

“O exemplo de Cristo proíbe exclusão da ceia do Senhor” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 658). Por quê? Porque (a) “por Seu Santo Espírito, Cristo ali está para pôr o selo à Sua ordenança. Está ali para convencer e abrandar o coração.... Todo discípulo é chamado a participar publicamente, e dar assim testemunho de que aceita Cristo como seu Salvador pessoal... Todos quantos ali chegam com a fé baseada nEle, serão grandemente abençoados” (Ibid.); (b) “A santa ceia aponta à segunda vinda de Cristo. Foi destinada a conservar viva essa esperança na mente dos discípulos... Nas tribulações, encontravam conforto na esperança da volta de seu Senhor” (Ibid., p. 659); (c) “Receberemos vigor espiritual de cada comunhão. O serviço forma uma viva conexão pela qual o crente é ligado a Cristo, e assim ao Pai” (Ibid., p. 661).

Mãos à Bíblia


5. Que pedido Moisés fez a Hobabe, filho de Jetro? Qual foi a resposta dele? Nm 10:29-32

Aqui vemos a humanidade de Moisés fraquejando diante do desafio de guiar o povo. O mesmo Deus que abrira o Mar Vermelho também poderia abrir o caminho através dos desertos e prover alimento e água.

6. Que evidências temos da humanidade de Jesus? Como se referiam essas evidências às necessidades físicas do Mestre? Mt 26:36-43
Até o Salvador sentia, às vezes, necessidade de simpatia e apoio humanos. Embora amasse todos os discípulos, Ele estava mais próximo especialmente de Pedro, Tiago e João. No Getsêmani, Ele pediu que orassem com Ele. No Monte da Transfiguração, os mesmos três dormiram em vez de orar. Mas o Céu enviou Moisés e Elias para encorajar Cristo a avançar com o plano de Sua morte redentora (Lc 9:28–31).

Roy Maju Hutasoit | Bandung, Indonésia

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

A Expiação e a Iniciativa Divina - 21/10/2008 a 25/10/2008

Terça

Exposição
O plano de Deus


4. Quando foi instituído o plano de nos salvar? Ef 1:4; Cl 1:26, 27; 2Tm 1:8, 9; Tt 1:2

O Novo Testamento revela várias coisas sobre o mistério de Deus. Primeira, foi formulado “antes da fundação do mundo” (Ef 1:4). Isso significa que, muito antes de os seres humanos caírem em pecado, a Divindade elaborou um plano para lidar com essa calamidade. Segunda, esse mistério divino foi mantido “oculto dos séculos e das gerações” (Cl 1:26). Não só foi o plano detalhado antecipadamente, mas também foi determinado que seria posto em execução em um momento particular. Então, por muito tempo, ele permaneceu oculto dentro da Divindade. Terceira, o mistério está especificamente identificado com Cristo (Cl 1:27). Isso se refere ao mistério da pessoa de Cristo, Seu ministério, Sua morte, ressurreição e mediação em favor de uma raça humana pecadora. É fundamentalmente as boas-novas de salvação por meio de Cristo, o evangelho cristão (Ef 6:19). Quarta, esse mistério é definido mais adequadamente como o propósito de Deus de “unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que existe no Céu e na Terra” (Ef 1:10, NTLH). O plano era restaurar, na pessoa de Cristo, a harmonia cósmica que fora arruinada pelo pecado. Quinta, o mistério secretamente formulado dentro da Divindade antes da criação do mundo agora se tornou conhecido na vinda de Cristo à história humana.

A esperança da vida eterna (2Tm 1:8-11; Tt 1:1-4). Houve guerra no Céu. Lúcifer havia proclamado seu descontentamento. Quando lhe foi dada uma escolha, um terço dos anjos do Céu tomou o lado dele, e foi expulso do Céu. Mesmo antes disso, a Divindade havia preparado um plano para salvar a humanidade. Essa expiação, essa forma de trazer a humanidade de volta à unidade com Deus, é também conhecida como o plano da salvação.

Tito nos diz que essa esperança de vida eterna já existia antes do início do mundo. Devia ser uma forma de dar aos seres humanos uma segunda chance. Foi um presente que Deus nos deu antes de nascermos (Tt 1:2).

Escolhidos antes da criação (Ef 1:4, 5). “Antes de serem lançados os fundamentos da Terra, foi feito o concerto de que todos os que fossem obedientes, todos os que, por meio da abundante graça provida, se tornassem santos no caráter e sem culpa diante de Deus, apropriando-se dessa graça, seriam filhos de Deus” (Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 403).

O plano era que Cristo faria uma expiação, um sacrifício, se a humanidade fosse desleal. Isso uniria com Deus aqueles que cressem. Os seres humanos tinham um lugar muito especial no coração de Deus, e “visto ser a lei de Jeová o fundamento de Seu governo no Céu assim como na Terra, mesmo a vida de um anjo não poderia ser aceita como sacrifício por sua transgressão” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 66). Portanto, Cristo Se tornou esse sacrifício.

O pecado reinou, mas agora reina a graça (Rm 5:20, 21). Uma definição de graça é “favor imerecido”. É receber uma reação amável quando você sabe que merece punição. É uma palavra tranqüilizadora quando você acabou de receber uma multa por excesso de velocidade. Satanás tem nossa “multa por excesso de velocidade”, e a está segurando como evidência de seu domínio sobre nós. Mas Jesus cobre essa multa com Sua expiação e Sua graça, de forma que é como se essa infração nunca tivesse existido.

“A graça é freqüentemente definida como favor imerecido – boa vontade que não merecemos. A graça é uma combinação do amor de Deus com Seu poder para salvar.”1

O mistério oculto, Cristo em vocês (Cl 1:25-27). É um mistério de Deus o fato de podermos ter Cristo em nós. É isso que Satanás não deseja que compreendamos. Esse plano de salvação foi revelado progressivamente, de forma que agora temos uma compreensão mais plena dele e do amor de Deus por nós. Esse plano, essa expiação, é para todos. É oferecida a todos, a despeito de idade, status sócio-econômico, educação ou situação financeira.

Pecadores por quem Cristo morreu (Rm 5:6-8). “O sacrifício de Cristo como expiação pelo pecado, é a grande verdade em torno da qual se agrupam as outras” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 315).

No santuário, os rituais, os móveis e as ofertas apontavam para Cristo. O pão sobre a mesa da proposição representava Cristo, o Pão da Vida. Ele sacia nossa fome, tanto física quanto espiritualmente. O candelabro representava Cristo, a Luz do Mundo. O cordeiro, no altar de sacrifício, representava Cristo, o Cordeiro que foi morto.

Enquanto os israelitas participavam diariamente do ritual do santuário, deviam aprender que Jesus Cristo é o centro do plano da salvação. Ele deve ser nosso exemplo e nossa razão para mudar. Ele é nossa esperança e conforto. É nosso Salvador, e morreu para nos salvar quando ainda éramos pecadores.

“Jeová não considerou completo o plano da salvação enquanto este estava investido apenas com Seu próprio amor. Colocou em Seu altar um Advogado vestido... cuja função é apresentar-nos a Deus como Seus filhos e filhas. Cristo intercede em favor de todos os que O recebem. Ele lhes dá poder de se tornarem filhos de Deus. E o Pai demonstra Seu amor por Cristo recebendo e acolhendo os amigos de Cristo como Seus amigos. Ele está satisfeito com a expiação feita. Ele é glorificado pela mediação de Seu Filho. Somos aceitos no Amado” (Ellen G. White, The Signs of the Times, 13 de agosto de 1902).

A justiça pela fé em Jesus (Rm 3:19-22). Embora muitas pessoas possam ter dificuldades a respeito do assunto da justiça pela fé, faríamos bem em lembrar que, a fim de praticarmos atos verdadeiramente cristãos, precisamos ter um coração verdadeiramente cristão, porque é do coração que vêm nossos pensamentos e atos. Precisamos, primeiro, pela fé, entregar o coração a Deus, deixar que Deus o transforme, e Ele produzirá Sua obra em nossa vida.

“Todas as energias humanas precisam ser exercidas no sentido de fazer a vontade de Deus. Não há salvação no esforço humano, mas toda pessoa cujo coração foi transformado pelo Espírito Santo alistará todos os seus poderes do lado de Deus, decide se colocar nas mãos de Deus para obter purificação e vitória, e atua plenamente com o Espírito para realizar Seus propósitos.”2 Um quadro perfeito disso no Antigo Testamento se encontra em Deuteronômio 5:15. Deus salientou para os israelitas que primeiro Ele os salvou, e depois lhes deu a lei.

Ao seguirmos os passos de Deus e nos aproximarmos mais dEle, descobrimos que “‘expiação’ é o programa completo de Deus para satisfazer nossas necessidades e nos reconciliar consigo mesmo”.3

1. Christian Beliefs, p. 231.
2. Ibid., p. 241.
3. God Cares, v. 1, p. 236.


Karen Pires | Ooltewah, EUA

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