terça-feira, 19 de outubro de 2010

Jônatas - 19/10/2010 a 23/10/2010

Terça, 19 de outubro

Testemunho
Melhores amigos e piores inimigos


DNA (1Sm 14:6-13, 24-26). Jônatas era filho do rei Saul. A despeito de seu DNA, Jônatas se demonstrou um herói. Em 1 Samuel 14:6-13, 24-26, encontramos este jovem príncipe ansioso por defender a terra dos hebreus e pronto a lutar em favor de seu pai. Vez após vez, Jônatas demonstrou sua lealdade a seu pai, o rei de Israel. Seguiu devidamente seu pai na batalha, nunca questionando seus motivos ou direção. Era um bom filho e um homem honesto.

É só quando o jovem príncipe Jônatas faz amizade com Davi que começamos a testemunhar a luta pelo poder em sua alma. Os que menos tinham probabilidade de ser amigos ficaram instantaneamente unidos, como amigos de infância. Impulsionados pela mesma paixão pelo Senhor e entusiasmo pela batalha, os dois jovens se tornaram inseparáveis. Imagine a angústia do rei Saul ao descobrir que o melhor amigo de seu filho era o arqui-inimigo de Sua Majestade? É claro que Saul tinha pouco tempo para Davi, e que muito provavelmente desejasse usar Jônatas como um instrumento para derrubar Davi. Questões de lealdade começaram a ficar evidentes na vida de Jônatas e nas decisões que ele enfrentava. Será que ele deveria defender seu amigo ou ajudar seu pai?

Por linhagem, Jônatas deveria assumir o trono na dinastia de Saul. Mas, por causa da desobediência de seu pai (1 Samuel 13), isso nunca aconteceria. A dinastia seria dada a Davi, a linhagem através da qual viria o Messias.

Perigo (1Sm 14:24-29; 18-20). Jônatas sabia sobre as tendências perigosas de seu pai. Em 1 Samuel 14:24-29, lemos que Jônatas, embora respeitasse a posição de seu pai e a ligação genética que tinha com ele, escolheu decidir seu próprio modo de vida. Não mostrou aberta censura ou desdém; escolheu fazer as coisas a seu próprio modo e enfrentar as críticas quando suas escolhas tinham consequências desagradáveis.

A cabeça e o coração de Jônatas estavam no lugar certo. Ele parecia estar ciente de que seu pai não estava fazendo o melhor trabalho como rei. Jônatas era leal, mas individualista – o que é incrivelmente perigoso para um jovem em sua posição. Em 1 Samuel 18 lemos sobre a imerecida raiva e ódio que Saul tinha por Davi, bem como a ligação de Jônatas com Davi. Parece que Jônatas tinha razões suficientes para fazer seus próprios planos.

O jogo de poder entre o pai e o filho aumentava proporcionalmente ao nível de perigo para Davi. Jônatas mostrou suas verdadeiras cores como um herói da Bíblia ao honrar a Davi como o rei ungido de Israel. “Assim Jônatas fez uma aliança com a família de Davi, dizendo: ‘Que o Senhor chame os inimigos de Davi para prestarem contas’” (1Sm 20:16).

Destino (1 Samuel 23; 31:1-7; 2 Samuel 1). A morte de Jônatas foi trágica. Contudo, por causa de sua amizade com Davi e de uma promessa feita entre esses dois amigos, seu herdeiro, Mefibosete, viveu na casa de Davi.

A lembrança de Jônatas é vista em duas partes. Primeiramente, através do lamento de Davi por Jônatas após este haver morrido (2 Samuel 1). “Como caíram os guerreiros!” Davi chorou com o coração partido pela perda de seu amigo na batalha.

Segundo, é vista de maneira mais profunda, na história de Mefibosete. Após se tornar rei, Davi desejava mostrar honra e gratidão a Jônatas – uma antiga tradição usada quando alguém perdia um amigo. Ele ouve falar de Mefibosete, um filho de Jônatas. Mefibosete tinha cinco anos quando a notícia da morte de seu pai e seu avô abalaram o palácio. Ao correr para um local seguro com a criança, a ama caiu sobre ele e aleijou suas pernas. Este foi o estado em que Davi o encontrou.

Imagine o medo de Mefibosete quando ouviu falar que o rei Davi estava procurando por ele, que era da casa de Saul. Depois imagine sua surpresa quando Davi o convidou para ir ao palácio e comer da mesa do rei. Esta pequena história bíblica tem enormes implicações. Jônatas se fora, mas seu filho permaneceu para que Davi o honrasse em seu palácio.

Mãos à Bíblia


4. Como você descreveria a relação entre Jônatas e Saul? Que conflito Jônatas enfrentava entre a lealdade a seu pai e a lealdade a um amigo? 1Sm 19:1-7

Não sabemos que tipo de pai foi Saul quando Jônatas era criança, mas na vida posterior Saul não foi digno de admiração. Jônatas, porém, em sua vida e seu relacionamento com o pai, deu testemunho de uma prática do mandamento de Êxodo 20:12, que nos manda honrar os pais.

5. Se quisesse, Jônatas poderia usar esse incidente relatado em 1Sm 14:24-46 como desculpa para deixar de honrar seu pai? O que este fato nos diz sobre o tipo de pessoa que era Jônatas?

Jônatas respeitava seu pai apesar do que ele queria lhe fazer. Honrar os pais não significa suspender nosso próprio julgamento ou defender os erros dos pais, segui-los cegamente nem tolerar o mal. Significa, porém, que temos obrigações especiais para com eles, não importando o tipo de pessoa que sejam.

Julene Duerksen-Kapao – Palmerston North, Nova Zelândia

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Trombeta, Sangue, Nuvem e Fogo - 19/10/09 a 24/10/09

Segunda, 19 de outubro

Evidência

Direção celestial para a viagem


“Números é o livro do teste. Números (em latim numeri, em grego arithmoi) tem esse nome porque os israelitas foram contados duas vezes (capítulos 1 e 26); a primeira vez no início da viagem, a segunda vez no fim de 38 anos de vagueações no deserto. Números é um livro sobre o período no deserto, cobrindo o tempo desde o segundo mês do segundo ano após o êxodo do Egito até o décimo mês do quadragésimo ano.”1

Nesta semana, estamos estudando Números 9 e 10. Esses capítulos falam sobre o preparo dos israelitas para sua viagem até a Terra Prometida. Em Números, Deus deu diretrizes estritas para os israelitas. “Ele desejava que tivessem um estilo de vida diferente das nações ao seu redor. Desejava que fossem pessoas santas. Deus estava preparando o povo, tanto espiritual quanto fisicamente, para receber a herança.”2

Também estamos nos preparando para entrar na terra prometida do Céu. Deus também nos dá diretrizes estritas para que tenhamos uma vida pura na igreja. Esta é nosso “acampamento”. Deus está nos preparando ao purificar e santificar nossa vida para podermos receber a herança celestial.

Números 9:15 e 16 retrata como Deus protegeu os israelitas em sua viagem à Terra Prometida. “Uma coluna de nuvem de dia e uma coluna de fogo à noite guiava e protegia os israelitas enquanto viajavam pelo deserto. A nuvem e o fogo não eram meramente fenômenos naturais; eram o veículo da presença de Deus e a evidência visível de que Ele acompanhava e dirigia Seu povo.”3

Deus também deu as trombetas de prata para orientar a direção. A coluna de nuvem e de fogo eram visíveis, enquanto as trombetas tornavam conhecida a intenção do Senhor de forma audível.

Antes de entrarmos no Céu, precisamos seguir a direção de Deus para conhecer Sua vontade em nossa vida. Pela direção do Espírito Santo de dia e à noite, Ele revelará Sua vontade em nossa vida ao nos dirigirmos para nossa terra prometida.

1. Merrill F. Unger, Unger’s Bible Handbook: An Essential Guide to Understanding the Bible, 1st edition (Chicago: Moody Press, 1967), p. 121.
2. New Living Translation: Life Application Study Bible (Wheaton, Ill.: Tyndale House Publishers, Inc., 1996), p. 196, 197.
3. Ibid., p. 211.


Mãos à Bíblia

3. Como a manifestação da presença de Deus revelava ao povo a vontade de Deus, pelo menos no que se refere ao movimento? Nm 9:15-23

A existência da nuvem durante o dia e da coluna de fogo à noite também era um lembrete muito poderoso para eles da presença permanente de Deus. De acordo com Números 9:16, “assim era de contínuo: a nuvem os cobria, e, de noite, havia aparência de fogo”. Não importava onde eles estivessem, que provas eles enfrentassem, com que inimigos eles se encontrassem, lá – pairando no céu – estava um marcador visível da presença de Deus entre eles.

Fritz e Joice Manurung | Jakarta, Indonésia

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sábado, 18 de outubro de 2008

A Expiação e a Iniciativa Divina - 19/10/2008 a 25/10/2008

A Expiação e a Iniciativa Divina



“E nos revelou o mistério de Sua vontade, de acordo com o Seu bom propósito que Ele estabeleceu e, Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos” (Ef 1:9, 10, NVI).
Prévia da semana: Não precisamos entender perfeitamente a escolha de Deus de nos salvar. Ele só quer que aceitemos e creiamos que Ele proveu uma saída. Simplesmente precisamos decidir aceitá-Lo.

Domingo

Introdução Morrer para o eu

1. O que levou Deus a preparar a salvação para nós por meio de Jesus? Rm 5:6-8

2. Como Paulo diz que somos salvos? Que papel tem a lei na solução do problema do pecado? Rm 3:19-22

Por causa do pecado, é impossível aos seres humanos, pela obediência à lei, restaurar sua relação original com Deus (veja Rm 8:3; Gl 3:21). A lei não poderia nos salvar, assim como seria impossível devolver a vida a um cadáver empanturrando-o de alimento. Se algo fosse acontecer, o próprio Deus teria que tomar a iniciativa. E Ele o fez – pela revelação de Sua justiça, revelada em Jesus na cruz.

Você já morreu para o eu? Cristo em Seu ministério fez o sacrifício supremo. Ele deu o exemplo que devíamos estar dispostos a seguir. Na seguinte história, vemos um homem que escolheu demonstrar seu amor pelas pessoas ao seu redor.

Na década de 1990, um sacerdote católico se mudou para uma nova paróquia na parte sul das Filipinas. Antes de chegar lá, o padre Giancarlo Bossi foi advertido de que estaria em grave perigo, porque havia vários muçulmanos que desaprovavam todas as religiões cristãs.

Contudo, o sacerdote de 57 anos fez o que achava que Jesus teria feito. Apesar do perigo, mudou-se para aquela região e partilhou as dificuldades da vida com seus paroquianos, bem como com seus vizinhos muçulmanos.

Parecia ao sacerdote que, no geral, os cristãos e muçulmanos daquela área estivessem convivendo bem. Então, em 10 de junho de 2007, o padre Bossi foi seqüestrado por alguns dos extremistas. Durante semanas, ninguém soube quem o havia capturado. Finalmente, o grupo militante MILF (Frente Moura de Libertação Islâmica) liberou fotos do missionário desaparecido.

Foi com sentimentos mistos que os paroquianos e o restante do país viram as fotos de Bossi no jornal. Por um lado, as pessoas sabiam que seu sacerdote estava, pelo menos, vivo. Por outro lado, conheciam a reputação brutal do MILF.

Finalmente, o governo decidiu enviar soldados do exército ao interior da selva para encontrar o cativo e libertá-lo. Portanto, um mês após seu seqüestro, a marinha filipina tomou de assalto a floresta onde achavam que ele estava sendo mantido cativo. Na altercação que se seguiu, um rebelde do MILF foi morto. Mas 14 soldados da marinha também foram mortos, dez deles decapitados.

O que aconteceria ao sacerdote agora? Duas semanas se passaram. Então, finalmente, cerca de um mês e meio após seu seqüestro, um ex-prefeito da província de Basilan negociou com o MILF a libertação do prisioneiro. O prisioneiro foi libertado, até sem resgate.

O que levou Bossi a se arriscar tanto foi o amor por suas “ovelhas”. Agora pense no que o amor de Jesus O motivou a fazer. E corresponda a esse amor.

Ron Reese | Canton, EUA

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