sábado, 19 de fevereiro de 2011

Resiliência - Resumo Semanal - 19/02/2010 a 19/02/2010

PODER DE RECUPERAÇÃO
Resumo Semanal - 13/02/2011 a 19/02/2011




Objetivo deste estudo: Compreender que Deus transforma as situações amargas da vida em oportunidades de crescimento.

Verdade central: A resiliência emocional, mental e espiritual pode ser adquirida pelo exercício da fé em Deus e da comunhão constante com Ele.


Introdução

O estudo desta semana trata de um dom maravilhoso que Deus deu ao ser humano: a resiliência. Trata-se da capacidade de adaptação após uma experiência de adversidade, podendo crescer positivamente frente a essa situação. É o caso de Jó, José, Noemi, Ester e Paulo. Eles viveram situações de grande provação e adversidade, mas conseguiram adaptar-se e superar os problemas, confiando na graça de Deus e alimentando suas esperanças nEle. Cada um deles tem muito a nos ensinar sobre fé e superação. Vejamos as principais lições.

I. Jó – paciência no fogo das provações

A Bíblia apresenta as qualidades de Jó, que o tornaram digno de ser imitado, principalmente quando passamos por provações:

– Integridade: Jó 1:1

– Retidão: Jó 1:1

– Temor a Deus: Jó 1:1

– Desviar-se do mal: Jó 1:1

– Fervor: Jó 19:25

Tiago se refere a Jó como exemplo de paciência no sofrimento, e apresenta a recompensa da vida eterna como o resultado da sua vida, “porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo” (Tg 5:11). Jó declarou que sabia que o seu Redentor vive, e por fim seria visto com seus próprios olhos.

Para refletir:

– Você já passou por alguma situação terrível?

– Que palavras foram úteis para erguer você naquela ocasião?

– O que você aprendeu para ajudar melhor quem experimenta algo semelhante?


II. José – fidelidade, “ainda que caiam os céus”

José esteve no fundo do poço, literalmente. Ele viu a morte diante de si e sentiu desespero. Mas, depois de tudo o que passou, sendo vendido para os ismaelitas e sofrendo as provações no Egito, ele pôde contemplar os planos superiores que Deus tinha, de Se revelar àquele reino pagão através dele.

E. White afirmou que “José considerou o ser vendido para o Egito a maior calamidade que lhe poderia haver sobrevindo; viu, porém, a necessidade de confiar em Deus como nunca o fizera quando estava protegido pelo amor de seu pai. José levou Deus consigo para o Egito, e isso se tornou patente pela sua atitude animosa em meio à aflição” (Ellen G. White, E Recebereis Poder [MM 1999], p. 256).

“Deus nunca dirige Seus filhos de maneira diversa daquela por que eles próprios haveriam de preferir ser guiados, se pudessem ver o fim desde o princípio, e perscrutar a glória do desígnio que estão realizando como colaboradores Seus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 224).

Para refletir:

– Você já passou por algo terrível, mas que ao fim lhe trouxe algum benefício?

III. Noemi – da tristeza para a alegria

Noemi experimentou a alegria de ser esposa e mãe. Certamente, ela teve um lar feliz, mas sua vida foi marcada por desafios e adversidades:

– Fome e peregrinação (Rt 1:1-2): Devido à grande fome, ela e sua família tiveram que se mudar para Moabe, uma nação agrícola, mas idólatra. Ela teve que se adaptar diante dessa crise.

– Morte do esposo (v. 3): Ser mulher já era desvantajoso naqueles dias, mas ser viúva era duplamente desvantajoso. Restava-lhe, contudo o amparo dos filhos.

– Morte dos filhos (v. 4-5): Sua única segurança naquela sociedade machista era a proteção dos filhos homens, mas eles também morreram. Novamente, o desespero apareceu. No momento em que todas as expectativas se foram, surgiu para Noemi uma esperança. Sua nora Rute lhe deu demonstração de amor, apoio emocional e compaixão. Certamente, Noemi era daquelas sogras que chamamos carinhosamente de segunda mãe. Ela havia inspirado tantas coisas boas que sua nora decidiu-se pela adoração do Deus de Israel e, mais ainda, propôs-se a acompanhá-la e cuidar dela até o fim de sua vida. Noemi viu sua vida mudar e testemunhou o casamento de Rute e Boaz, e o nascimento de seu neto Obede, pai de Jessé, pai de Davi.

PARA DISCUTIR COM A CLASSE:

– Como a experiência de Noemi e Rute demonstra a relação entre o apoio humano e a confiança em Deus?

– Você já precisou muito da ajuda de alguém em momentos semelhantes? Compartilhe sua experiência com a classe.

IV. Ester - A restauração da esperança


Ester é um exemplo notável de caráter, fé, oração, amor e coragem. Muito cedo ela aprendeu a confiar em Deus e a praticar Seus ensinos. Mas sua vida também foi marcada por adversidades e provas, como as listadas abaixo:

– Perda dos pais (Et 2:6-7): Tornou-se órfã e foi criada pelo tio.

– Exílio (Et 2:10): Os exilados não possuíam direitos e ainda eram perseguidos e abusados.

– A conspiração contra o rei (Et 2:21-22): Quando seu tio Mordecai lhe contou sobre a conspiração para matar o rei, ela prontamente comunicou-lhe o fato, salvando a vida dele.

– A intercessão pelo povo de Israel (Et 4:4-17): Diante da trama de Hamã e o risco de extermínio de todo o povo de Israel, Ester decidiu interceder junto ao rei em favor de seu povo, arriscando a própria vida. Ela convocou um jejum e orações de todos e afirmou corajosamente: “Se perecer, pereci” (v. 17).

– A denúncia de Hamã (Et 7:3-4 e 8:3): Ester declarou ao rei o que Hamã tramara para aniquilar seu povo. Foi preciso coragem, muita determinação e fé para fazê-lo, mas, confiante em Deus, ela o fez.

Ellen White afirma que “por intermédio da rainha Ester, o Senhor efetuou um poderoso livramento em favor de Seu povo. Numa ocasião em que parecia que nenhum poder seria capaz de salvar os israelitas, Ester e as mulheres associadas a ela, por meio de jejum, oração e ação imediata, enfrentaram a questão, trazendo salvação a seu povo” (Ellen G. White, E Recebereis Poder [MM 1999], p. 270).

V. Paulo – sempre contente

Paulo era o tipo de pessoa virtuosa e admirada. Era de família nobre e possuía a cidadania romana. Fazia parte da elite religiosa judaica. Praticava com sinceridade os ensinos de sua fé, até que se encontrou com Jesus em Damasco e percebeu seus equívocos. A partir daí, sua jornada foi marcada por lutas e perseguições, mas também por muitas vitórias. Dentre as adversidades enfrentadas por ele por causa da fé em Cristo destacam-se: prisões, açoites, perigos de morte na cidade, no mar e no deserto, flagelação com vara, apedrejamento, naufrágio, perseguição, fome, nudez etc. Apesar de tudo isso, Paulo manteve uma disposição positiva pela qual compreendia a vida.

O segredo de Paulo foi a base de sua esperança e disposição: Jesus e Sua salvação. Ele afirmou: “Tudo posso, naquele que me fortalece” (Fl 4:13). Assim como Paulo, ao sermos confrontados com as adversidades, podemos contar com o mesmo poder. Podemos crer no que Deus faz por nós, em face às múltiplas demonstrações de amor manifestadas ao longo de nossa vida, e antes dela, pelo sacrifício de Jesus.

Conclusão

A recuperação após as experiências adversas só é possível na proporção em que alimentamos nossa esperança e fé em Deus e na habilitação que Ele nos confere para superá-las. Como Paulo, então seremos capazes de declarar que podemos tudo em Cristo, que nos fortalece.


Noel José Dias da Costa é psicólogo e pastor, mestre e doutor em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Teologia pelo SALT-UNASP-EC. Atua como professor, psicólogo e auxiliar da Associação Ministerial no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP). É casado com a pedagoga Erenita M. S. da Costa, e pai de Tiago e Ana Cristina.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Fidelidade - 19/02/2010 a 20/02/2010

Sexta, 19 de fevereiro

Opinião
Uma vida cheia de fé


Uma das histórias bíblicas que mais me ensina sobre a fidelidade é a de Moisés. Levita de nascimento, a vida de Moisés foi cheia de fé e fidelidade desde o princípio. Ele nasceu num momento em que estava em pleno vigor o decreto de faraó para que se matassem as crianças do sexo masculino. Durante esse tempo, a situação certamente era difícil para as mulheres hebreias; mas a fé em Deus lhes fortalecia o coração e elas “não tiveram medo de desobedecer à ordem do rei” (Hb 11:23). Ocorreu então que Moisés sobreviveu para libertar o povo de Deus do cativeiro.

Graças à fidelidade de seus pais, Moisés nasceu – e sobreviveu! Graças à fidelidade, ele foi adotado pela filha do rei. Quando cresceu, recusou pela fé ser chamado filho da filha de faraó. Por fidelidade, ele escolheu sofrer com o povo de Deus em vez de desfrutar os prazeres transitórios do pecado. Fielmente, considerou o desprezo por causa de Cristo como de maior valor que os tesouros do Egito. Pela fé, ele tentou o que não havia sido tentado, avançando sem recuar até que o povo de Israel estivesse finalmente livre de seu cativeiro.

Em fé e fidelidade, Moisés venceu probabilidades desanimadoras. E quanto a nós? Os eventos que cercaram a vida de Moisés não são essencialmente diferentes dos nossos. Combatemos o mal em várias áreas de nossa vida: família, educação, finanças, emprego, etc. Até na igreja de vez em quando batalhamos contra Satanás. Precisamos da fé e da fidelidade de Moisés para nos ajudar a cruzar nossos “mares vermelhos” até chegarmos à Terra Prometida do Céu.

Mãos à obra

1. Escreva sobre experiências de sua vida quando você duvidou do Senhor, e como Ele ajudou você. Concentre-se em suas emoções e reações durante todas as fases das experiências.
2. Discuta com um amigo chegado ocasiões em que vocês veem sua fé enfraquecer. Partilhem ideias sobre a maneira de manter a fé forte quando vocês forem tentados a duvidar do plano do Senhor.
3. Compute os resultados lógicos de certas experiências de vida, depois reflita na maneira como o Senhor realizou as coisas de modo diferente do que era lógico. Passe algum tempo pensando sobre suas reações a esses eventos e como você acha que sua fé atuou.
4. Leia o livro de . Faça uma lista de ocasiões em que a fidelidade de Jó podia ter enfraquecido, mas não enfraqueceu. Faça outra lista de ocasiões em que você foi provado. Compare suas experiências e reações com as de Jó.

Samson Oguttu | Nairóbi, Quênia

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A Autoridade dos Profetas - 19/02/2009 a 21/02/2009

Quinta, 19 de fevereiro

Aplicação
Autenticando um profeta


Autoridade dos profetas5. Além dos profetas canônicos, como Isaías e Amós, achamos nas Escrituras vários profetas cujos livros não fizeram parte do cânon. O que dizem os textos seguintes sobre esses profetas e seus escritos? 1Cr 29:29; 2Cr 9:29; 12:15

6. Que autoridade tinham os profetas extracanônicos? 2Sm 12:1-4; 1Rs 11:29-39; 14:2-18; Lc 7:28

Nos tempos de Davi, as Escrituras eram os livros de Moisés, mas nem por um momento Davi questionou a autoridade de Natã. Ele sabia que Natã era profeta, e que sua palavra era autorizada, embora Natã não tivesse nenhum livro que fosse parte da Bíblia.

A autoridade de Ellen White pode ser comparada à autoridade dos profetas extracanônicos. As mensagens inspiradas que ela recebeu para a igreja não são um acréscimo ao cânon. Seus escritos não são outra Bíblia, nem levam o tipo de autoridade encontrada na Bíblia. No fim, a Bíblia, e a Bíblia só, é nossa autoridade máxima.

O plano de Deus para alcançar a mente de homens e mulheres através das mensagens de Seus profetas tem sido contrafeito por Satanás na forma de falsos profetas. Então, como podemos avaliar a autenticidade de tais profetas?

Teste nº 1: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8:20). A lei e o testemunho são claras referências às instruções divinamente inspiradas dadas pelos profetas. Se qualquer ensino ou ato desvia do padrão revelado da verdade, deve ser reconhecido como vindo do reino das trevas.1

Teste nº 2: “Pelos seus frutos vocês os reconhecerão” (Mt 7:20, NVI). Aqui, Jesus apresenta outro teste a ser aplicado aos profetas. O pretenso profeta apresenta o fruto do Espírito? Que influência o ensino do profeta tem sobre outros?2

Teste nº 3: “Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus” (1Jo 4:2). Esse teste é mais amplo do que simplesmente afirmar crer que Jesus Cristo viveu. É o reconhecimento de que a Palavra Se fez carne e habitou entre nós.3

Teste nº 4: “O profeta que profetiza a paz só pode ser aceito como profeta mandado por Deus quando as palavras dele se cumprem” (Jr 28:9). A predição de eventos não é a principal obra do profeta; mas em muitos casos o profeta afirmou que tinha recebido conhecimento do futuro por inspiração divina. Parte do teste de um profeta é observar se suas predições se cumprem ou não.

A Bíblia diz que, no fim dos tempos, surgirão muitos falsos profetas. Esse fim está se aproximando rapidamente, e muitos estão reivindicando o dom de profecia. Como cristãos, precisamos seguir os padrões da Bíblia e permitir que as palavras de Deus nos dirijam.

1. T. Housel Jemison, A Prophet Among You, p. 100, 101.
2. Ibid., p. 104, 105.
3. Ibid., p. 110.


Vincent Peterkin e Keneice Lawson | Mandeville, Jamaica

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