terça-feira, 16 de novembro de 2010

Joabe - 16/11/2010 a 20/11/2010

Terça, 16 de novembro

Exposição
O arco-íris desagradável


Hostilidades familiares (2 Samuel 2). No quadro mais amplo do reinado de Davi e de suas tentativas de unificar um país já em ruínas, encontramos Joabe, o comandante de todas as forças armadas de Davi. Encarregado da tarefa de organizar o exército do rei e cuidar dele, Joabe usou seu poder e posição para alcançar objetivos completamente contrários às instruções de seu senhor.

Hoje em dia, Joabe provavelmente seria julgado numa corte marcial por tal abuso de autoridade. Ele se envolveu em assassinato premeditado, inveja, política de poder e lealdade mal orientada. Em 2 Samuel 2, o encontramos à frente da guerra entre as casas de Davi e Saul. O clímax dessa guerra envolveu a morte de Asael, seu irmão. Essa morte plantou uma semente de vingança no coração de Joabe – semente que germinou e se tornou em um ódio mortal contra Abner (2Sm 3:23-27).

Quantas vezes em nossos dias os cristãos se envolvem em intrigas desse tipo? A semente da vingança que criou raízes no coração de Joabe ainda pode penetrar em nosso coração hoje. É a mesma semente que levou à hostilidade no Céu, quando Satanás começou a travar o grande conflito ali (Is 14:12-14). Como cristãos, nossa ética – quer esteja ou não relacionada às dimensões social, política ou econômica da vida – deve sempre estar baseada diretamente em princípios bíblicos.

Cristo é nosso exemplo em todas as coisas. A maneira como Ele serviu a outros enquanto esteve na Terra é como nós devemos agir. O plano da salvação está baseado no amor altruísta, o tipo de amor que devemos desenvolver à medida que o Espírito Santo transforma nossa vida. Devemos nos ajudar mutuamente a levar nossos fardos, assim como Cristo levou os fardos de todos aqui na Terra.

Política de poder (1 Reis 1). A Bíblia deixa claro que Joabe estava envolvido numa política de poder divisiva – assim como os políticos fazem hoje. Ele apoia o plano secreto de Adonias para suceder seu pai Davi no trono, indo assim contra os desejos do próprio Davi. Essa política também era comum nos tempos apostólicos, como Paulo testemunhou na igreja de Corinto (1Co 1:10).

Mesmo nas igrejas de hoje, esse comportamento prevalece. É desonroso para Deus que os membros da igreja façam arranjos secretos que culminem em políticas de poder divisivas. Tudo remonta ao grande conflito entre Cristo e Satanás. “Muitos, mesmo dos professos seguidores de Cristo, estão a pensar, projetar e agir com tanta avidez pela exaltação própria que, para o fim de alcançar a simpatia e o apoio do povo, estão prontos a perverter a verdade, atraiçoando e caluniando os servos do Senhor, e mesmo acusando-os dos motivos vis e egoístas que lhes inspira o próprio coração” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 404).

Lealdade mal orientada (2Sm 11:1-25). É do conhecimento comum que os soldados devem ser leais a seus líderes e que os líderes devem ser leais a seus soldados. Urias, um dos 30 guerreiros líderes sob o comando de Davi, era um homem obediente e leal; tanto assim que não quis nem ir para casa dormir com sua esposa Bate-Seba enquanto se preparava para a batalha. Ele colocava o dever antes do conforto e do prazer. Com tamanha lealdade, nenhum rei em sã consciência desejaria dispensar um soldado assim. Contudo, esse foi o homem que o rei Davi decidiu matar, e usou Joabe para ajudá-lo. Joabe, por meio de sua lealdade mal orientada, deu ouvidos às instruções de Davi e acabou fazendo com que o inocente Urias fosse morto.

A lealdade mal orientada é uma das áreas nas quais Satanás se deleita em nos tentar. Quantas vezes as pessoas hoje em dia, e até os cristãos, são pegos na mesma teia de inveja, teimosia e de um tipo de “sobrevivência do mais apto”, e nessa teia tomamos decisões egoístas que têm efeitos desastrosos?

Cristo, nosso exemplo, viveu uma vida sem mancha na Terra. Hoje, Ele admoesta Seus seguidores a viverem de acordo com Seu exemplo. Quando isso acontece, herdamos o reino dos Céus. Quando isso acontece, “Jesus consola a vida e ilumina a senda de todo aquele que verdadeiramente O busca. Seu amor, recebido no coração, vai se expandir em boas obras para vida eterna. E não somente abençoa a alma em que ele se expande, mas a torrente viva fluirá em palavras e ações de justiça, para refrigerar os sedentos em redor daquela alma” (Idem, p. 412).

Mãos à Bíblia

2 Samuel 13 conta como Absalão assassinou premeditadamente seu meio-irmão Amnom. Absalão fugiu do país e esperou algum tempo. Uma vez mais, Davi estava em situação difícil. Amnom era culpado de estuprar sua meia-irmã Tamar, irmã de Absalão. Em meio a tudo isso, Joabe decidiu se envolver. Ele recorreu a uma mulher sábia de Tecoa.

5. Que mensagem sobre o amor e perdão de Deus traz a história contada pela mulher sábia de Tecoa? Ao mesmo tempo, o que essa passagem também nos diz sobre Joabe? 2Sm 14

A história que Joabe pôs na boca da mulher sugere que Joabe sabia sobre o grande amor de Deus para com o pecador. Sua teologia era correta. Infelizmente, para Joabe este era um conhecimento unicamente intelectual. Para ele, até mesmo a religião teve um objetivo político. Joabe reconhecia o potencial de Absalão e queria começar a conquistar o favor do futuro rei.

Saline Khavesta | Nairóbi, Quênia

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sacerdotes e Levitas - 16/11/09 a 21/11/09

Segunda, 16 de novembro

Evidência

Pessoas especiais


Os levitas foram formalmente consagrados ao sacerdócio após muitos israelitas no deserto terem se voltado para a adoração de ídolos enquanto Moisés estava se comunicando com Deus no Monte Sinai (Êx 32). Os levitas permaneceram firmes e não tomaram parte nessa idolatria. Até mataram três mil daqueles que estavam descontrolados, seguindo a ordem de Moisés (versos 25-29). Consequentemente, Moisés lhes disse: “Hoje vocês mataram os seus filhos e os seus irmãos e assim se consagraram como sacerdotes para o serviço de Deus, o Senhor. E, porque vocês fizeram isso, Deus lhes deu hoje uma bênção” (verso 29).

Levi teve três filhos – Gérson, Coate e Merari. Desses ramos da família, os levitas foram organizados em três níveis de serviço: “O primeiro nível era composto de Arão e sua posteridade, que eram descendentes de Coate. Eles formaram o sacerdócio. O segundo nível consistia dos descendentes de Coate que não eram descendentes de Arão. Eles ficaram encarregados das partes mais sagradas do tabernáculo (Nm 3:27-31; 4:4-15; 7:9). O terceiro nível consistia de todos os descendentes de Gérson e Merari, a quem foram confiados deveres menores (Nm 3:21-26, 33-37).”*

Enquanto as pessoas estavam do lado de fora do santuário, os levitas ficavam muito ocupados lá dentro. A um deles, o chefe da tribo e sumo sacerdote perante o Senhor para todas as tribos, era permitido e ordenado que entrasse no Lugar Santíssimo. Sabemos que os lugares santos feitos por mãos eram figuras do verdadeiro santuário no Céu (Hb 9:23, 24).

Da mesma forma, há pessoas na Terra a quem Deus escolheu para se aproximar dEle. Deus declarou através de Pedro: “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas dAquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9, NVI). Esse verso nos diz que não devemos nos contentar com o fato de sermos especiais diante de Deus, nem nos encher de justiça própria por causa disso. Devemos, sim, declarar Sua glória e falar sobre a maneira pela qual Ele nos tirou das trevas.

*Priests and Levites. Wayne Blank. www.keyway.ca/htm2002/20020205.htm (extraído em 14 de outubro de 2008).

Mãos à Bíblia


Em Números 18:1-7, o Senhor deixou claro que era Ele quem designava pessoas para determinadas posições. Talvez essa ênfase tenha sido dada por causa dos problemas anteriores, não só com Corá e seus asseclas, mas também com Miriã e Arão. E não deveria haver dúvidas sobre por que essas pessoas desempenhavam aquelas funções. Elas estavam lá porque Deus as pusera lá – e ponto final.

3. Que palavra é usada para descrever o que os levitas significavam para o sacerdócio, e o que o sacerdócio significava para a família de Arão? Que lições devemos tirar daqui? Nm 18:7

Jeimpea T. Rodriguez | Muntinlupa, Filipinas

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domingo, 16 de novembro de 2008

Expiação e a Encarnação - 16/11/2008 a 22/11/2008

Nascido de Mulher – Expiação e a Encarnação


“Vocês já sabem que Cristo veio para tirar os pecados e que Ele não tem nenhum pecado” (1Jo 3:5).

Prévia da semana: Embora não possamos entender completamente a encarnação de Cristo, podemos nos identificar com Seu exemplo de batismo e vitória sobre a tentação. Cristo nos deu exemplos a serem seguidos em nossa própria vida.

Leitura adicional: Jo 1:14; 10:9; Rm. 5:9, 10; 10:9


Domingo, 16 de novembro

Introdução
Reconciliação

Leia Lucas 1:34, 35 e Mateus 1:18. A vinda de Jesus à humanidade fala justamente da união do divino com o humano. Cristo é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.

1. De acordo com Paulo, quem era Jesus, realmente? Cl 2:9

A lição é que Jesus era completamente Deus! Ele “tinha a natureza de Deus” (Fp 2:6, NTLH), igual a Deus, mas, na encarnação, Ele “tomou a natureza de servo, tornando-Se assim igual aos seres humanos” (v. 7, NTLH).
Uma tocante história que circula por e-mail já passou pela tela do meu computador algumas vezes, mas nunca deixa de mexer comigo: um homem que não cria em Deus estava em casa sozinho na noite de Natal. A família tinha ido à igreja. Ele não via sentido num Deus que Se rebaixou para vir à Terra como homem, portanto se recusava a participar da celebração. Enquanto estava sentado sozinho, começou a cair uma tempestade de neve. Não havia passado muito tempo quando ele ouviu batidas na janela de vidro. Era um bando de gansos selvagens procurando aconchego e segurança.

Teve pena deles, desejou ajudá-los. Foi lá fora durante uma estiada da tempestade e abriu as portas do celeiro. Tentou tocá-los para o abrigo, mas eles só ficaram alarmados e confusos. Tentou tática após tática, e de repente pensou: “Ah! Se eu fosse um ganso, eles iriam me entender e me seguiriam.” Enquanto ele ponderava sobre esse pensamento, entendeu a realidade da necessidade da Encarnação.

Os seres humanos têm estado a vagar na tempestade do pecado por milhares de anos, cegos, confusos e frustrados. Precisávamos de Alguém como nós, que conhecesse o caminho, para mostrar-nos onde procurar segurança – Alguém de quem não tivéssemos medo. Cristo foi esse Alguém. Ele veio à Terra em humildade, como um ser humano, para Se identificar conosco. Leia Hebreus 2:16-18.

Cristo veio à Terra para que pudéssemos ser reconciliados com Deus. É através de Sua vida e morte que temos o caminho para entrar em eterna comunhão com o Divino. Por meio do exemplo de Cristo, temos a certeza de que é possível desenvolver um caráter semelhante ao dEle quando nos mantemos conectados a Deus.

Nesta semana, vamos explorar as implicações da encarnação de Cristo. Vamos examinar Sua concepção miraculosa, Sua vida, o teste pelo qual passou, Seu ministério e Seu sacrifício por nossa causa. Oro para que seu coração esteja aberto a esta poderosa mensagem. Isso pode mudar sua vida!

Abigail Blake Parchment | Grand Cayman, Ilhas Cayman

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