terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Resiliência - 15/02/2010 a 19/02/2010

Terça, 15 de fevereiro

Exposição
O poder da resiliência

Deus – sempre presente e capaz (Sl 46:1-3). Resiliência é a capacidade de encontrar forças e a determinação de vencer a adversidade, o trauma, a tragédia, as situações infelizes e a dor de ser magoado, sem ser negativamente afetado. Uma pessoa resiliente muitas vezes sai de uma situação ruim mais forte do que quando entra nela. Com Deus podemos enfrentar os momentos difíceis e permanecer “inteiros”, apesar das emoções negativas. “Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade” (Sl 46:1) – esse é o lema do cristão resiliente.

Fatores estressantes, dor e desapontamento (Jó 19:25; 2Co 11:23-28). Seria incorreto dar a impressão de que as pessoas resilientes são imunes a estresse, dor, desapontamentos e tribulações. Jó é citado como alguém que tinha tudo que um homem pudesse desejar: boa família, riqueza suficiente para satisfazer suas necessidades, servos, casas e terras. Além do mais, ele servia ao Senhor.

Quem imaginava que Jó poderia chegar à depressão emocional à qual chegou quando perdeu tudo? E pior: como ele manteria sua fé em meio àquela terrível situação, se seus amigos e sua esposa o repreendiam? Entretanto, ele compreendia que seu Redentor estava vivo e o livraria. Apesar de sua reação inicial, sua resposta durante aqueles momentos difíceis deram autenticidade a sua força espiritual e total dependência de Deus.

O apóstolo Paulo sofreu perseguições, espancamentos e provações, mas permaneceu firme ao Deus que aprendeu a servir, até o ponto de tornar-se um mártir por Ele.

Mulheres que mostraram resiliência (Rt 1; Et 2; Mc 5:25-29). A determinação de Rute ficou evidente quando ela decidiu voltar para casa com sua sogra e depois realizar um trabalho servil (coletar restos de trigo nos campos), a fim de que ambas pudessem sobreviver. Ester salvou toda a sua nação porque foi resoluta em ir até o rei para pleitear sua causa, decidindo: “Se perecer, pereci”. A mulher com fluxo de sangue deve ter precisado de muita coragem para se aproximar de Jesus em busca de cura após ter gasto as economias de toda uma vida com médicos que não a ajudaram. A mesma força espiritual está à disposição hoje para aqueles que estão enfrentando dificuldades e estão doentes e desanimados.

As emoções de Jesus (Jo 11:35). Nosso maior exemplo de resiliência é Cristo. Seus sentimentos e emoções foram registrados em várias circunstâncias. Quando Ele curou o homem com a mão ressequida, alguns quiseram acusá-Lo de pecado, mas Ele olhou para Eles “profundamente entristecido” e perguntou: “O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar a vida ou matar?” (Mc 3:4-6). Quando Seu amigo Lázaro morreu, Jesus chorou, ou, como foi eloquentemente declarado por um nervoso garotinho ao repetir João 11:35 num programa de 13o sábado: “Deus chorou”.

Ao longo de Sua traição, abandono pelos discípulos e julgamento injusto, Jesus sentiu a dor da solidão, rejeição e sofrimento físico, mas conservou Sua compostura porque sabia que podia enfrentar qualquer situação enquanto permanecesse ligado a Seu Pai. Ele sempre estava no controle de Suas emoções, pois confiava no Pai celestial. Isaías 53:3 diz que Ele era um homem de dores e familiarizado com o sofrimento. Nós também enfrentaremos desafios. Algumas dessas situações evocarão várias emoções dentro de nós. O que podemos aprender de Jesus, contudo, é que mesmo em meio a circunstâncias desagradáveis, também podemos permanecer no controle de nós mesmos.

Resiliência – disponível a todos (Êx 2:11-13; 2Sm 11; Sl 51; Mt 26:69-75; Dn 3). Há muitos personagens bíblicos que venceram emoções que destruíram a vida de outras pessoas. Moisés venceu a ira e a repulsa pelo fato de seu povo ser maltratado. Sua ira o levou a cometer um assassinato, mas ele se tornou um grande líder em Israel. Davi cometeu adultério e, quando soube que a mulher estava grávida dele, mandou matar seu marido. Apesar disso, ele foi a Deus em busca de perdão e escreveu as famosas palavras do Salmo 51. Pedro negou a Jesus. Sadraque, Mesaque e Abedenego foram punidos por sua obediência a Deus. O endemoninhado compreendeu que Jesus era a resposta (Mc 5:1-9).

“Neste mundo vocês terão aflições” (Jo 16:33), mas podemos vencer. Podemos ser resilientes por causa de nossa confiança em Deus e dependência dEle. “Aguardar pacientemente com esperança quando nos achamos rodeados de nuvens e tudo parece escuro requer fé e submissão que fazem com que nossa vontade seja absorvida pela vontade de Deus. Ficamos muito facilmente desanimados, e clamamos ansiosamente para que seja removida de nós a provação, quando, na verdade, devemos pedir paciência para resistir e graça para vencer” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 310).

Pense nisto


1. Se você estivesse na posição de Moisés, tendo assassinado outro ser humano e encoberto isso, você estaria disposto a permitir que Deus o(a) usasse? Se sim, explique por que.
2. Imagine as emoções de Jesus quando Ele estava sendo julgado pelos pecados do mundo. Pense sobre Suas emoções e coloque-se no lugar dEle. Como você teria reagido?
3. O que você pode aprender sobre resiliência com a lição desta semana que possa ajudá-lo no trabalho, na escola ou na vida em geral?
4. Como podemos ter a resolução de lidar com o que acontece e não ser emocionalmente destruídos no processo? Esteja disposto a partilhar com sua classe uma experiência que demonstre sua resiliência.

Mãos à Bíblia

4. Quais foram algumas das desgraças pelas quais Noemi passou? Rute 1

Deixar o próprio país por causa da fome e viver em um ambiente pagão já deve ter sido difícil. Poucos dias depois de a família ter se estabelecido, o marido de Noemi morreu. Mais tarde, seus filhos, Malom e Quiliom, cujos nomes significavam “doença” e “devastação”, casaram-se com mulheres moabitas. Ambos os filhos de Noemi faleceram pouco depois. É difícil imaginar uma situação mais trágica.

5. Qual foi o ponto de virada na vida do Noemi? Como Deus agiu em meio às graves adversidades sofridas por ela? Rt 1:16-18; 4:13-17

T. Basil Sturrup – Mandeville, Jamaica

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Fidelidade - 15/02/2010 a 20/02/2010

Segunda, 15 de fevereiro

Evidência

Fé + obras = fidelidade


A Bíblia compara a fé sem ação a um corpo sem espírito (fôlego). Um corpo sem espírito está, é claro, morto (Tg 2:26). Essas ações, ou obras, são resultado de um sistema de crenças. São prova da fé que a pessoa tem. Por exemplo, quando oramos sem fidelidade, nossas petições não produzirão resultados positivos. Contudo, quando tivermos fé e crermos que Deus responderá às nossas orações, Ele nos ouvirá e nos dará a resposta que for melhor para nós. “Ao ascenderem ao trono de Deus as orações sinceras, humildes do pecador, Cristo mistura com elas os méritos de Sua própria vida de obediência perfeita” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 22). Nossas orações são tornadas perfeitas por esse incenso.

A Bíblia registra muitos exemplos de pessoas que expressaram fidelidade contra todas as probabilidades, e saíram vitoriosas. Uma dessas pessoas foi Enoque, que “andou com Deus” (Gn 5:24). Seus pequenos atos de fidelidade o qualificaram para isso. “O andar de Enoque com Deus não foi em arrebatamento de sentidos ou visão, mas em todos os deveres da vida diária. ... Na família e em suas relações com os homens, como esposo e como pai, como amigo, cidadão, ele foi um servo do Senhor, constante, inabalável” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 85).

Até os demônios creem (Tg 2:19). Assim é que nossas ações, também, mostram se nossa fé e genuína ou não. Antes de Elias poder ser bem-sucedido contra Baal no Monte Carmelo (1Rs 18), teve que aprender a depender inteiramente de Deus. Precisou demonstrar por meio de seus atos em que consistia seu sistema de crenças. E, como Elias, todos os outros campeões da fé na Bíblia tiveram que empregar a virtude da fidelidade em sua vida a fim de vencer os momentos probantes.

“Anda pela fé no caminho que Ele traçar. Sobrevirão provas; mas prossegue avante. Isso fortalecerá tua fé e te preparará para o serviço. Os registros da História Sacra são escritos, não meramente para que possamos ler e nos maravilhar, mas para que a mesma fé que operou nos servos de Deus no passado possa operar em nós. De maneira não menos acentuada o Senhor operará agora, onde quer que haja corações de fé para servirem de canais de Seu poder” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 175).

Mãos à Bíblia


2. Qual era a convicção de Jesus, expressa em Sua pergunta de Lucas 18:8?

3. Qual é a primeira característica dos últimos tempos? 2Tm 3:1-5. Onde encontramos essa característica tão publicamente exposta hoje?

“Procure ser o número um”, “primeiramente, ame a si mesmo”, é o lema popular. O egoísmo resultou em outro fenômeno: a irresponsabilidade. Esta geração bem poderia ser a descrita em Provérbios: “Há daqueles que amaldiçoam a seu pai e que não bendizem a sua mãe. Há daqueles que são puros aos próprios olhos e que jamais foram lavados da sua imundícia” (Pv 30:11, 12).

Beatrice Akinyi | Ndhiwa, Quênia

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

A Autoridade dos Profetas - 15/02/2009 a 21/02/2009

A AUTORIDADE DOS PROFETAS
A Autoridade dos Profetas
“Não desprezem as profecias. Examinem tudo, fiquem com o que é bom” (1Ts 5:20).

Prévia da semana:
A autoridade profética deriva da fonte, do conteúdo e do âmbito da mensagem. Poder pessoal, influência ou carisma não devem ser confundidos com autoridade profética. As Escrituras são a autoridade máxima.
Domingo, 15 de fevereiro

Introdução
Às vezes, você precisa de um profeta

1. No diálogo entre Deus e Moisés, que podemos aprender sobre a maneira de Deus Se comunicar com Seus profetas? Êx 4:10-16

Conforme o acordo que Deus fez com Moisés, este deveria literalmente “se tornar Deus” para Arão (veja Êx 4:16) e Arão deveria se tornar o porta-voz ou “profeta” de Moisés (Êx 7:1). Isso define com precisão a íntima relação entre Deus e todos os Seus profetas; eles eram Seus porta-vozes. Mas, às vezes, eles relutavam em aceitar o chamado de Deus.

De acordo com seu próprio testemunho, Ellen White também relutou quando o Senhor a chamou pela primeira vez: “Por vários dias e até altas horas da noite, orei para que esse fardo me fosse removido e colocado sobre alguém que fosse mais capaz de levá-lo. Mas a luz do dever não mudou, e as palavras do anjo soavam continuamente em meus ouvidos: ‘Torne conhecido aos outros o que Eu lhe revelei’” (Life Sketches of Ellen G. White, p. 69).

Nos tempos bíblicos, Deus usava Seus profetas como porta-vozes para fazer Seu povo saber o que precisava ser feito e qual seria o resultado se eles não dessem ouvidos àquelas profecias. Contudo, algumas pessoas desconsideravam as palavras dos profetas, e eram horríveis as consequências (Gn 7, 8). Ainda outras, que deviam ter agido de acordo com o que sabiam, procuraram a feitiçaria (1Sm 28) para descobrir a vontade de Deus.

Em épocas recentes, tem havido um aumento de desastres naturais, como tempestades, inundações, tsunamis, fomes e terremotos. Esse aumento traz à mente, de maneira forçosa, as profecias bíblicas que falam de guerras e rumores de guerras, juntamente com pestes e calamidades como nunca vimos.

Mudei-me para Biloxi, Mississipi, duas semanas antes de o furacão Katrina chegar à Louisiana e ao Mississipi. Lembro-me quando foram feitas através da mídia as advertências para a fuga. Diziam mais ou menos o seguinte: “O furacão é grande e causará devastação e perda de vidas se a população não deixar a área; parece que estará na categoria 5 da Escala Saffir-Simpson – com ventos de mais de 240 km por hora, chuvas torrenciais e ondas tempestuosas de mais de 9m de altura.” A ordem era imperativa: “Façam as malas e deixem o local. Preparem-se para a crise, não se arrisquem! Deixem a cidade, encontrem algum lugar para estar em segurança!” Algumas pessoas zombaram e disseram que não poderia ser tão ruim como estavam dizendo. Já fazia alguns anos que os “profetas” não advertiam sobre alguma devastação. Alguns não se mudaram, e os símbolos nas casas contam a história do que aconteceu. Em alguns casos, não restou nada nem ninguém para contar a história.

Qual é sua reação à profecia? Você acha que ela não se aplica a você? Não vai acontecer em seus dias? Você examina sua situação e coloca a casa em ordem, ou agenda um compromisso com “a feiticeira de En-Dor” para que ela lhe diga o que realmente vai acontecer?

Carl Henry Biloxi, EUA

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