segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Resiliência - 14/02/2010 a 19/02/2010

Segunda, 14 de fevereiro

Evidência
Por favor, acorde!

Os milagres de Cristo são lembretes constantes daquele dia terrível em março de 2006. Após reclamar que não estava se sentindo bem, minha filha entrou em coma, enquanto meu marido e eu a levávamos apressadamente ao hospital. Eu sabia que Deus compreendia como eu estava me sentindo, mas isso não me impediu de derramar perante Ele meu coração.

Jesus desejava transformar a tristeza em alegria e não escondia Sua simpatia pelos sofredores. A viúva de Naim com seu filho único morto; Maria e Marta com seu irmão Lázaro morto há dias; o centurião com seu servo doente em casa – todos reconheceram que Sua presença fez a diferença. Todos eles tiveram as emoções angustiantes que eu também senti quando os médicos disseram: “Você precisa se preparar... não esperamos que ela consiga”. Às vezes nosso choro é tudo o que podemos oferecer quando vamos orar. Deus, porém, não só os ouve, mas também os entende, porque Jesus também sofreu. “A Minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal” (Mc 14:34). Assim, quando dizemos a nossos queridos: “Por favor, por favor, acorde”, Deus ouve, entende e nos conforta.

O Senhor responde às orações. Assim como fez em relação a Ester, Jó e Rute e sua sogra, fará também por nós. Sentimos paz quando nos lembrarmos de que Ele não nos permite ser provados além do que podemos suportar (1Co 10:13). Às vezes é complicado confiar nEle em momentos difíceis, mas se praticarmos a confiança nas pequenas coisas, isso se tornará um hábito muito útil em grandes momentos da vida. Todos enfrentamos circunstâncias semelhantes às que as pessoas da Bíblia enfrentaram. Podemos aprender com o exemplo delas e reconhecer que, embora em alguns casos Cristo estivesse lá “em carne” para curar e ressuscitar pessoas, hoje Ele está conosco através do Espírito Santo. Minha experiência pessoal me ensinou novamente que as promessas de Deus são certas e que, se tivermos fé como um grão de mostarda, veremos que nosso Deus é um refúgio e que sempre está conosco quando mais precisamos dEle (Sl 46:1-3).

Mãos à Bíblia

3. O que os textos a seguir nos dizem como as situações ruins podem ser transformadas em boas? Rm 5:3-5; 2Co 1:3, 4; 2Co 1:8, 9; 2Tm 1:11, 12

Avery Thompson – Mandeville, Jamaica

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Fidelidade - 14/02/2010 a 20/02/2010

FIDELIDADE


“Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita” (Gl 6:9).

Prévia da semana: O fundamento da fé é a fidelidade de Deus. Ao confiar nEle, agimos pela fé naquilo que fazemos, dizemos e cremos.

Leitura adicional: Caminho a Cristo, capítulo 6 (p. 49-56)

Domingo, 14 de fevereiro

Introdução
A fé e a fidelidade testadas


O cenário é um acampamento no deserto de Pi-Hairote, entre Migdol e o Mar Vermelho. Os israelitas estão escapando da escravidão no Egito, e seus senhores estão agitados. Faraó tem sido teimoso, e enviou o exército de seu país para perseguir os escravos fugitivos.

Os israelitas, percebendo o perigo que têm atrás de si, começam a colocar a culpa em Moisés por sua situação difícil – o Mar Vermelho diante deles, o exército de faraó atrás. Moisés tem que engolir insultos de seu próprio povo; mas se volta para Deus, em quem tem se apoiado desde o incidente da sarça ardente (Êxodo 3, 4). Em seu coração, Moisés sabe que Yahweh está no controle da situação. A fé dos israelitas se desvanece. Eles são incapazes de derrotar seus formidáveis inimigos. Moisés, contudo, embora perturbado pela inquietude deles, lhes assegura que tudo ficará bem. “Moisés ficou grandemente perturbado por seu povo manifestar tão pouca fé em Deus, apesar de terem repetidamente testemunhado a manifestação de Seu poder em favor deles. Como poderiam acusá-lo dos perigos e dificuldades de sua situação, quando ele havia seguido o mando expresso de Deus?” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 284).

Fidelidade é uma característica que torna as pessoas verdadeiras a suas promessas e compromissos. Como cristãos, entramos numa união com Cristo, e nos comprometemos a agir de acordo com Suas palavras. Embora vivamos num mundo materialista, egoísta, nossa capacidade de exercer fidelidade de maneira firme, imutável, depende de quanto confiamos em Cristo.

Nesta semana, aprenderemos sobre a fidelidade como fruto do Espírito Santo. Aprenderemos sobre o que é a fé e o que ela não é. Ao estudar a lição de cada dia, lembre-se de que “devemos, pela fé, agarrar a mão de Cristo e confiar nEle tão completamente nas trevas como à luz. ... A vida cristã deve ser de constante, viva fé. Uma confiança que não se renda e firme fé em Cristo trarão paz e certeza à alma” (Ellen G. White, Santificação, p. 90).

Mãos à Bíblia

Note alguns dos atributos da fidelidade de Deus: A fidelidade de Deus é de grande alcance em sua extensão – “Chega até os céus, até as nuvens, a Tua fidelidade” (Sl 36:5). A fidelidade de Deus é certa – “Jamais retirarei dele a Minha bondade, nem desmentirei a Minha fidelidade” (Sl 89:33). A fidelidade de Deus é grande – “Grande é a Tua fidelidade” (Lm 3:23). A fidelidade de Deus é estabelecida no Céu – “Pois disse eu: a benignidade está fundada para sempre; a Tua fidelidade, Tu a confirmarás nos Céus” (Sl 89:2).

1. Identifique as bênçãos que nos vêm como resultado da fidelidade de Deus:
a. 1Co 10:13
b. 1Ts 5:23, 24
c. 2Ts 3:3
d. Hb 10:23

Alice Adhiambo | Homa-bay, Quênia

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

O Trabalho dos Profetas - Resumo Semanal - 14/02/2009 a 14/02/2009

O TRABALHO DOS PROFETAS
Resumo Semanal - 08/02/2009 a 14/02/2009

O trabalho dos profetas
Pr. Renato Stencel
Diretor do Centro White – Brasil
UNASP - EC

I. Introdução

Muito embora Deus tenha usado diversos métodos para Se comunicar com os seres humanos, o “dom profético” se tornou, entre todos, o meio mais comum, frequente e conhecido. Como porta-voz, o profeta se destaca como o veículo mais visível do sistema divino de comunicação.

Em sua obra A prophet among you (Um profeta entre vós), T. Housel Jemison apresenta oito razões que justificam o emprego dos profetas como o recurso mais utilizado por Deus:

1. Os profetas prepararam o caminho para o primeiro advento.
2. Como representantes do Senhor, os profetas mostraram ao povo que Deus valorizava os seres humanos a ponto de escolher dentre eles homens e mulheres para representá-Lo.
3. Os profetas eram um lembrete constante da proximidade e disponibilidade quanto à instrução divina.
4. As mensagens comunicadas pelos profetas cumpriam o mesmo propósito que uma comunicação pessoal do Criador.
5. Os profetas eram uma forma de manifestação do que a comunhão com Deus e a transformadora graça do Espírito Santo pode realizar na vida humana.
6. A presença dos profetas punha o povo à prova no tocante à atitude para com Deus.
7. Os profetas tomaram parte no plano da salvação, pois Deus tem coerentemente empregado uma combinação do humano com o divino como o meio mais eficaz de alcançar a humanidade perdida.
8. O resultado mais notável da atividade dos profetas é sua contribuição à Palavra escrita.

Mesmo tendo Deus escolhido o dom profético para ser o meio de comunicação mais conhecido e eficaz, podemos levantar algumas perguntas pertinentes a este ofício. Quais foram os critérios estabelecidos por Deus para a escolha de um profeta? Deveriam ser pessoas cultas, letradas, fisicamente fortes, com nobreza de caráter e cheias de talentos? Ou Deus escolheu indivíduos desconsiderando os critérios e qualificativos humanos?

Ao analisarmos o assunto, podemos observar que “não há indicação de que Deus tenha escolhido pessoas com base em qualquer elemento ligado à cultura, personalidade, talentos ou educação. Ele escolheu a pessoa que melhor serviria para aquele momento específico, ou aquele que poderia estar mais bem preparado para o serviço futuro”.(1) De fato, Deus escolheu a pessoa certa para exercer uma tarefa determinada em dado tempo específico com o propósito de revelar Sua soberana vontade redentora a todos os Seus filhos.

O apóstolo Paulo exemplifica claramente este pensamento em 1 Coríntios 9:19-22, quando afirma: “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns.”

Tais palavras nos levam a concluir que o Evangelho de salvação a ser pregado a todos os povos, nações e línguas não se consumará de modo restrito ou limitado. Na multiplicidade de dons e talentos humanos, Deus Se valerá de muitas mentes, habilidades, personalidades em diferentes contextos para tornar a mensagem acessível a um público mais amplo e variado possível.

Ao destacar a amplitude da linguagem bíblica, o Dr. Jemison (2) afirma que “uma das mais notáveis características da Bíblia é a sua adaptabilidade às circunstâncias e necessidades de todo indivíduo em cada geração. Ninguém pode justificar que em função do ponto de vista do autor em relação aos seus dias, a mensagem não seja relevante à sua realidade ou pessoa. O verdadeiro Autor é quem a planejou assim. Cada livro revela as marcas do conhecimento, educação, personalidade e experiência de seu autor.

II. Principais funções dos profetas

Ao iniciarmos a discussão deste assunto, podemos levantar algumas importantes questões que serão respondidas ao longo desta seção: (a) De que forma Deus usou estas pessoas em sua diversidade de talentos, experiências, capacidades e educação? (b) Qual foi o alcance das atividades dos profetas ao exercerem seu ofício? (c) É a capacidade de prever os acontecimentos futuros a principal função de um profeta?

A seguir, apresentaremos de forma resumida as principais funções delegadas por Deus aos Seus porta-vozes, os profetas:

1. Falar por Deus – A função principal de um profeta não é a de predizer acontecimentos futuros, mas, se colocar como um instrumento nas mãos de Deus a fim de se tornar Seu porta-voz. Ele deve dizer aquilo que Deus diria Se estivesse entre o povo, ou seja, comunicar Sua vontade em toda e qualquer circunstância. Em face às necessidades, os profetas deveriam trazer orientações pessoais, familiares, coletivas.

2. Revelar os planos de Deus – A Palavra de Deus nos mostra em Amós 3:7 que: “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas”. A revelação antecipada por Deus dos capítulos da história humana visa a fortalecer e encorajar o povo a fim de que se preparare para o enfrentamento dos desafios e possíveis crises. Tal função confere ao profeta certo grau de credibilidade, sobretudo quando suas predições se cumprem conforme a revelação divina. Podemos aferir as palavras do profeta de acordo com o princípio estabelecido por Moisés em Deuteronômio 18:22 que diz: “Sabe que, quando esse profeta falar em nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele.”

3. Fortalecer e guiar os governantes – Em tempos de paz ou guerra, prosperidade ou adversidade, os líderes encontraram nas palavras dos profetas orientação, conforto e coragem para enfrentar os possíveis desafios. Infelizmente, muitos dos líderes não buscaram o auxílio divino, outros apenas rejeitaram os conselhos de Deus. É de se notar que os líderes sempre foram objeto do cuidado e atenção divinos e, no curso da história humana, Deus tomou todas as providências para ajudá-los em cada uma das circunstâncias vivenciadas. Sua intenção era orientá-los de tal maneira que não viessem a cometer erros, o que poderia comprometer todo o destino de uma geração de Seus filhos, proliferando assim a ação maléfica do pecado no mundo.

4. Encorajar o povo à fidelidade – Em nossa jornada cristã rumo ao Céu, Deus comunica palavras de encorajamento que nos trazem motivação para prosseguirmos com firmeza em nossa caminhada. Geralmente, palavras de encorajamento são acompanhadas de censura e reprovação; raramente são encontradas sozinhas. Em paralelo ao encorajamento, Deus estabelece novos caminhos a serem seguidos. Uma das principais tarefas dos profetas é a de encorajar o povo a permanecer firme à revelação divina e prosseguir rumo a novas conquistas.

5. Reprovar o pecado – Quer sua tarefa fosse reprovar a injustiça social, erradicar a idolatria, ou protestar contra a imoralidade, os profetas receberam poder adicional da parte de Deus para exercer esta tarefa com coragem e vigor. A voz de reprovação do profeta era a voz de reprovação de Deus a qual era pronunciada a despeito das consequências.

6. Ensinar o povo – Na essência da palavra, nem todos os profetas eram professores; no entanto, por meio de seus ensinamentos, o povo aprendia os princípios do reino de Deus. Eles tornaram esses princípios claros a toda a nação, estipulando sempre os parâmetros requeridos por Deus. Suas mensagens eram revestidas de uma linguagem didática, repleta de conselhos e instruções práticas. Além das funções acima citadas, podemos destacar ainda outras responsabilidades que eram pertinentes aos profetas. Em muitas circunstâncias, eles (a) agiram como consultores; (b) agiram como conselheiros; (c) pronunciaram juízos; (d) reprovaram o estado pecaminoso tanto em nível pessoal como coletivo; (f) operaram milagres, etc.

III. A função de Ellen G. White na IASD

O ministério de Ellen White e o surgimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia são inseparáveis. Tentar entender um sem o outro tornaria a ambos ininteligíveis e inexplicáveis.(3) Ellen White e a história da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em conceito e estrutura, são parte de uma mesma obra de arte em seus mais variados tons e matizes. Sua presença e participação se destacam em cada fase desde sua origem, crescimento e desenvolvimento da IASD durante seus setenta anos de ofício profético.

A influência que Ellen G. White exerceu e o papel que cumpriu na IASD podem ser resumidos em oito aspectos: (1) consultoria no desenvolvimento doutrinário; (2) salvar membros de fanatismo e falsos ensinos; (3) promover a organização da Igreja; (4) orientar a IASD frente aos problemas; (5) guiar os planos; (6) revelar os futuros eventos; (7) encorajar e auxiliar nos estudo das Escrituras e (8) guiar os membros no viver cristão.

Uma das declarações mais significativas que revela a importância funcional da vida e obra de Ellen G. White para a IASD, foi escrita por Uriah Smith numa das edições da Review and Herald em 1866.(4) Ao enfatizar o valor dos escritos dela, ele afirmou:

“Seus frutos revelam que a fonte da qual eles procedem é oposta ao mal. Eles tendem à mais pura moralidade. Desaprovam todo vício e exortam à prática de cada virtude. Apontam para os riscos e perigos que deveremos enfrentar em nossa caminhada para o reino eterno. Eles revelam os enganos de Satanás e nos advertem contra suas ciladas. Têm desarraigado todo tipo de fanatismo que o inimigo tem tentado inserir em nosso meio. Têm exposto perversidades secretas, tornado conhecido erros ocultos e lançado por terra os motivos nocivos dos mal intencionados. Eles têm protegido a causa da verdade contra as mãos perigosas. Eles têm nos edificado e re-edificado para mais íntima consagração a Deus, mais zelosos esforços por santidade de coração e maior diligência na causa e no serviço do nosso Mestre. Eles nos conduzem a Cristo... nos levam às Escrituras... têm trazido conforto e consolo a muitos corações, têm fortalecido o fraco, encorajado o abatido e levantado o desanimado. Eles têm trazido ordem em meio à confusão, endireitado terrenos encurvados, e lançado luz sobre o que era sombrio e obscuro.

V. Conclusão


Os profetas foram pessoas comuns como qualquer um de nós. Enfrentaram tentações, pecados, foram perseguidos, maltratados e, muitas vezes, mortos. Casaram-se, formaram famílias e educaram filhos. Foram pessoas que sofreram dores e sentimentos de tristeza pela dureza e impiedade dos seus concidadãos ao rejeitarem o registro da revelação divina comunicada por eles. Sentiram profunda mágoa e dor demonstrados por aqueles que recusaram seguir os caminhos do Senhor.

Mas, sob a liderança do Espírito Santo, os profetas fizeram todas as coisas conforme o plano estabelecido por Deus. Foram servos que ocuparam o lugar de Deus, falaram por Ele, agiram por Ele, e O representaram perante a humanidade.

Bibliografia

1. Jemison, T. H. A prophet among you, Mountain View, CA: Pacific Press Publishing Association, 1955, p. 33.
2. Idem, p. 34, 35.
3. Douglass, H. Mensageira do Senhor, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, p. 28.
4. White, E.G. Review and Herald, 12 de junho de 1866.

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