quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ana - 13/10/2010 a 16/10/2010

Quarta, 13 de outubro

Evidência

Pecado e louvor


A história de Ana ocorreu algum tempo depois do livro de Juízes, quando “não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo” (Jz 21:25). A sociedade naquele tempo considerava a poligamia aceitável – especialmente quando o homem era suficientemente rico para ter várias esposas. Israel também adotou essa prática. Chegou ao ponto em que até Elcana, um levita, tinha duas mulheres. Embora Ana não pudesse ter filhos, era a esposa favorita. Assim, era ridicularizada por Penina, a segunda esposa. Quando Elcana mostrou a Ana mais consideração e afeição, a zombaria se tornou pior, até que um dia estragou até a festa da Páscoa da família.

Embora Elcana não tenha seguido a instrução ideal de Deus em relação ao casamento, era um levita fiel e um homem espiritual. Num clima de maldade e corrupção, levava sua posição a sério e vivia para interceder em favor das pessoas. O mesmo não podia ser dito de Hofni e Finéias. Esses filhos do sumo sacerdote Eli eram reconhecidamente corruptos. Enganavam o povo e praticavam imoralidade sexual dentro do tabernáculo (1Sm 2:11-25). Hofni e Finéias não eram adequados para ser intercessores de Israel.

“Desde a infância haviam se acostumado ao santuário e aos seus serviços; mas, em vez de se tornarem mais reverentes, perderam toda a intuição da santidade e significação do mesmo” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 575, 576).

Diferentemente dos filhos maldosos de Eli, Ana mantinha uma atitude de louvor ao Deus do céu. Quando recebeu a bênção, não esqueceu de agradecer e cumprir o que tinha votado em seu coração.

Mãos à Bíblia

Você é alguém que canta quando está feliz? A Bíblia registra frequentemente pessoas irrompendo em cânticos em momentos-chave de sua vida.

7. Qual é o tema principal da canção de Ana? 1Sm 2:1-11

Em sua canção, Ana faz surpreendentes contrastes para destacar o fato de que as circunstâncias da vida nem sempre são como parecem. O arco dos fortes é quebrado, enquanto os fracos são “cingidos de força” (1Sm 2:4). As coisas a que damos valor frequentemente não são assim tão permanentes quanto parecem. Ana acreditava que a verdadeira segurança não depende de circunstâncias, mas de conhecer a Deus. É Ele Quem nos dá valor.

Geddes Stewart – Pickering, Canadá

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Adoração e Dedicação - 13/10/09 a 17/10/09

Terça, 13 de outubro

Testemunho
Amar, honrar e apreciar


“Era desígnio do Senhor que, pela fiel observância do mandamento do sábado, Israel fosse continuamente lembrado de sua responsabilidade perante Ele como Seu Criador e seu Redentor. Enquanto guardassem o sábado no devido espírito, a idolatria não poderia existir; mas fossem as exigências deste preceito do decálogo postas de lado como não mais vigentes, o Criador seria esquecido, e os homens adorariam a outros deuses” (Ellen G. White, Exaltai-O, p. 138). A verdadeira adoração é seguida por uma dedicação a Deus incondicional e não dividida. Ao criar o sábado, Deus tinha esperado garantir uma aliança inquebrantável. Idealmente, fomos criados para ser um povo de profunda espiritualidade e indômita devoção.

“Os israelitas, em sua adoração ao bezerro de ouro, professavam estar adorando a Deus. Assim, Arão, dando início ao culto ao ídolo, proclamou: ‘Amanhã será festa ao Senhor’(Êx 32:5). Eles se propunham adorar a Deus, como os egípcios adoravam Osíris, na semelhança da imagem. Deus não poderia, porém, aceitar esse culto. Embora oferecido em Seu nome, o objeto real de sua adoração era o deus-sol, e não Jeová” (Patriarcas e Profetas, p. 360 [explicação adicional sobre a p. 316]).

“Os israelitas sabiam bem que seus ídolos eram impotentes para salvar ou destruir. Sabiam que a adoração pagã era contrária à razão e ao são juízo. Mas haviam gradualmente se afastado de Deus, e haviam condescendido com o pecado até que suas percepções morais se obscureceram e eles foram enganados por Satanás” (Ellen G. White, The Signs of the Times, 18 de agosto de 1881).

A verdadeira atitude de amar, honrar e apreciar o tempo com Deus é revelada pela qualidade e quantidade de tempo passados na “adoração” de nossos “ídolos”, ou nas circunstâncias seculares que consomem nossa vida. A genuína adoração leva nossa atenção a Jesus e a desvia de nosso próprio ser desamparado. Temos tanta coisa mais para esperar quando nossos olhos são treinados a se dirigir para a frente!

Mãos à Bíblia

4. Que ideia nos dão os textos seguintes sobre o significado do menorah? Zc 4:1-6, 11-14; Ap 4:2, 5; 11:4

A visão de Zacarias sugere que o óleo que escorria para as lâmpadas do menorah, capacitando-as a queimar, é o Espírito de Deus (v. 5, 6). A palavra hebraica “amêndoa” (Jr 1:11, 12) significa “vigiar” ou “despertar”. A amendoeira era chamada literalmente de “árvore despertadora” ou “árvore vigia” porque era a primeira árvore a “acordar” e florescer. João viu na representação celestial do santuário um menorah de sete lâmpadas ardendo diante do trono, que são identificadas como “os sete Espíritos de Deus” – a maneira de João se referir ao Espírito Santo em Suas múltiplas operações.

Tamar Paul | Hiroshima, Japão

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domingo, 12 de outubro de 2008

A Queda em Pecado - 13/10/2008 a 18/10/2008

Segunda

Exposição
Seres humanos caídos

3. De acordo com 2 Pedro 2:19 e Romanos 6:16, o que o pecado faz aos pecadores?

Na busca de autonomia, Adão e Eva trocaram o senhorio de Deus pelo senhorio escravizante e corruptor de Satanás. O pecado se tornou um poder universal, do qual não poderiam escapar sem ajuda (Rm 5:12).

4. De acordo com Romanos 3:9-18, qual é a verdadeira situação da humanidade sob o reinado do pecado?

A natureza, como também os seres humanos, existe em uma condição corrompida por causa do pecado. Foi necessária a manifestação de um poder externo à existência humana e à própria natureza, com a capacidade de redimir o mundo caído. Isso aconteceu por meio de Cristo.

Desligando-se de Deus (Gn 1–3). Quando Adão e Eva escolheram desobedecer a Deus, caíram de seu elevado status para uma posição de degradação e corrupção. Sua desobediência teve o mesmo efeito que tentar desafiar a lei da gravidade. Qualquer tentativa de violar essa lei ao pular de um edifício alto está fadada a resultar em graves ferimentos. Ao pecar, portanto, Adão e Eva feriram gravemente a si mesmos e a toda a humanidade.

Sendo o criador da vida, Deus nos deu leis que regulam essa vida. Essas leis, quando obedecidas, criam harmonia e bem-estar. Ele criou os seres humanos para que tivessem íntima comunhão com Ele. Portanto, Deus é uma realidade da qual a vida não pode ser desconectada.

O pecado tem a ver com tentativas de desconectar-se da realidade de Deus. O pecado pode ser definido de várias formas: (1) transgressão da lei de Deus ou iniqüidade (1Jo 3:4); (2) errar o alvo (Rm 3:23); e (3) qualquer “desvio da vontade conhecida de Deus, quer por negligência em fazer o que Ele ordenou especificamente, quer por fazer o que Ele especificamente proibiu”.* Mas, a despeito da maneira como definimos o pecado, ele degrada os seres humanos e os priva de sua dignidade, liberdade e valor dados por Deus. Daí a “queda” em pecado. A Bíblia mostra que os seres humanos estão numa situação sem remédio e que a única saída dessa situação é a expiação de Cristo.

Em Gênesis 1, lemos como Deus criou os céus e a Terra. É significativo que o relato da Criação tenha sido muitas vezes pontuado pela partícula modificadora “bom” (Gn 1:4, 10, 12, 18, 21, 25). Isso nos diz que não havia nada de errado com o que Deus criou.

Além disso, Deus coroou Sua obra ao criar os seres humanos à Sua própria imagem (Gn 1:26, 27). Após criar os seres humanos, Deus declarou que tudo que Ele fez era “muito bom” (Gn 1:31). Os seres humanos são especiais porque são criados à imagem de Deus. Ellen White descreve o ser criado à imagem de Deus como ter individualidade e a “faculdade... de pensar e agir” (Educação, p. 17). Os seres humanos devem refletir essa imagem de Deus vivendo de acordo com Sua lei, que é o transcrito de Seu caráter e “a norma pela qual o caráter e vida dos homens serão aferidos no juízo” (O Grande Conflito, p. 482).

Em Gênesis 2, vemos como Deus criou os seres humanos e fez provisão para eles. Foi para eles que Deus estabeleceu o sábado (Gn 2:1-3), o casamento e a família (Gn 2:18-25). A intrusão do pecado prejudicou tudo isso. De maneiras mais complexas, o pecado continua a deformar, distorcer e deturpar a vida humana, e não sem efeitos devastadores sobre a criação de Deus como um todo.

Gênesis 3 trata da queda em si, com suas trágicas conseqüências. A imagem de Deus está agora deformada e maculada. O relacionamento rompido com Deus causa relacionamentos rompidos dos seres humanos entre si e dos seres humanos para com o resto da criação. Por toda parte pode ser vista a devastação e miséria que vem com tudo isso.

O poder de curar os rompimentos (Rm 3:9-18; 5:10-21; 6:16; 2Pe 2:19). Paulo deixa claro que o pecado de Adão é também o pecado de sua posteridade. Assim, sofremos as conseqüências do pecado de Adão e de nosso próprio pecado (Rm 5:12). Ninguém pode escapar. Ninguém é livre. Ninguém entende. E ninguém tem qualquer vestígio de capacidade para fazer o que é correto. Todos são inclinados para o mal (Rm 3:9-18).

Além disso, Paulo salienta que os seres humanos são completamente impotentes para se libertarem da penalidade, do poder e da presença do pecado. Eles precisam de um poder fora de si mesmos. Deus proveu esse poder, e é dessa provisão que o evangelho trata. Os efeitos do pecado só são revertidos por Cristo através de Seu sofrimento (Rm 5:15-21). Essa é a natureza essencial da fé cristã: Deus, contra quem todos pecaram, tomou a iniciativa de reconciliar os seres humanos pecadores consigo mediante um incrível custo para Si mesmo.

Tanto Paulo quanto Pedro têm uma forma de mostrar como o pecado domina todos os seres humanos que não estão ligados a Cristo. Fora de Cristo, os seres humanos são escravos do pecado e totalmente depravados (Rm 6:16; 2Pe 2:19). Em Romanos 7:24 Paulo exclama: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” E qual é a resposta? Cristo. Ele sofreu ao máximo para efetuar a reconciliação e a reparação entre Deus e os seres humanos. Ele nos ama o suficiente para ser o próprio sacrifício pelo pecado. Atua para reverter e finalmente erradicar o pecado, não apenas daqueles que O aceitam, mas de todo o Universo. A promessa inicialmente feita em Gênesis 3:15 se cumpre nEle.

Pense nisto
1. Por que tantas pessoas que professam fé em Cristo parecem viciadas em coisas que tornam a vida difícil para elas próprias e para outros?
2. Você acha que é um agente moral livre? Explique sua resposta.

* Seventh-day Adventist Bible Dictionary, ed. rev., 1979, p. 1.042.

Zacceaus Mathema | Nairóbi, Quênia

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