sábado, 13 de novembro de 2010

Abiatar - Resumo Semanal - 13/11/2010 a 13/11/2010

ABIATAR, O SACERDOTE
Resumo Semanal - 07/11/2010 a 13/11/2010


Ivanaudo Barbosa

Objetivo deste estudo: Mostrar que nosso destino é decidido pelas nossas escolhas.
Verdade Central: Nossas escolhas determinam nosso futuro nesta vida e na vida futura.

Introdução
Nesta semana estudaremos a vida do sacerdote Abiatar. Em nosso estudo, algumas perguntas interessantes são levantadas. As principais são: As pessoas estão destinadas a cumprir tarefas pré-estabelecidas por Deus, ou elas têm direito à escolha? Por que alguns vão bem a vida toda e, de repente, tem um fim tão triste no ocaso da vida? Abiatar se tornou um exemplo do que não fazer. Por toda a vida ele foi leal a Deus e a Davi. Mas, no fim, escolheu um caminho diferente.

Esse caminho o levou a perder sua posição como sacerdote e ele teve uma aposentadoria compulsória. Não foi morto porque Salomão disse que o pouparia por ter ele sido leal ao seu pai Davi. Vamos conhecer Abiatar, o sacerdote, e tirar de sua história lições preciosas para nossa vida.

I. Uma apresentação de Abiatar
Era filho do sumo sacerdote Aimeleque, da tribo de Levi e da linhagem de Eli (1Sm 14:3; 22:11; 23:6). Seu nome significa “Pai de Excelência” ou “Pai de Mais do Que o Suficiente” indicando superabundância. Ele viveu durante os reinados de Saul, Davi e Salomão e, durante o reinado de Davi, se tornou sumo sacerdote. Tinha dois filhos, Jonatã e Aimeleque (o mesmo nome do pai de Abiatar; 2Sm 15:27, 36; 8:17). Abiatar foi criado em Nobe, “a cidade dos sacerdotes”, a curta distância de Jerusalém, quando o rei Saul mandou que Doegue, o edomita, matasse seu pai, o sumo sacerdote Aimeleque, e outros 85 sacerdotes.

No dia do massacre, não sabemos como, mas Abiatar conseguiu escapar e fugiu para Davi, que também estava fugindo de Saul. Ao fugir, levou consigo o “Efode” que continha o Urim e o Tumim. Provavelmente, esse Efode fizesse parte das vestimentas de seu pai Aimeleque (1Sm 23: 9 a 12). Abiatar atuou ao lado de Davi por cerca de 40 anos. Mas, nos anos finais de sua vida, ele foi na contramão do plano de Deus. Davi indicou por vontade divina Salomão para ser seu sucessor, mas Abiatar contrabandeou para o lado de Adonias, o irmão mais velho de Salomão, com Joabe, o general do exército de Davi. Após a entronização de Salomão, este baniu Abiatar para Anatote, onde viveu seus últimos anos destituído do sacerdócio.

Comente com seus alunos sobre tradições:
Abiatar estava certo quando considerou a tradição. Quem deveria ser o sucessor de Davi, seria Adonias. Mas Deus foi claro em dizer que seria Salomão. A tradição deve ter seu lugar em nossa igreja. Mas quando ela deixa de ser relevante?

II. Uma vida dedicada ao sacerdócio ao lado de Davi
Abiatar foi um sacerdote leal a Davi por cerca de 40 anos. Seus primeiros anos ao lado de Davi foram vividos no deserto fugindo de Saul. Viveu a crise da tentativa de Absalão em fazer guerra contra Davi e se tornou um dos conselheiros de Davi. Vejamos alguns marcos importantes na vida de Abiatar:
1. Salvou o Efode sagrado ao fugir do massacre de Saul. (O Efode era uma vestimenta sagrada que continha as duas pedras Urim e Tumim, pelas quais o sacerdote consultava a Deus sobre negócios e decisões importantes).
2. Abiatar participou com outros sacerdotes do privilégio de levar a arca de Jeová da casa de Obede-Edom para Jerusalém (2Sm 6:12; 1Cr 15:11, 12).
3. Além de ter sido sumo sacerdote, ele estava incluído no grupo de conselheiros de Davi (1Cr 27:33, 34).
4. Participou da reorganização das festividades anuais de Israel.
5. Na conspiração de Absalão, Abiatar novamente apoiou Davi quando as circunstâncias obrigaram o rei a fugir de Jerusalém. Ele permaneceu leal a Davi em meio aos perigos.
6. Depois da morte de Absalão, Abiatar e Zadoque serviram como intermediários para providenciar a volta de Davi à capital (2Sm 19:11-14).
7. Abiatar, como sacerdote, permaneceu em Jerusalém como intercessor, enquanto Davi e os que permaneceram leais a ele fugiam de Absalão. Abiatar compreendia muito bem as lutas pelas quais Davi passou, uma vez que viveu os mesmos dramas nos desertos como fugitivo. É um quadro perfeito de Jesus que, viveu nossas lutas e nossos dramas. Isso O qualifica para ser perfeito intercessor.

Medite com sua classe:
1- Por que a humanidade de Jesus é tão importante sendo Ele nosso intercessor?

III. Escolha pessoal ou predestinação?
Este tópico talvez seja um dos mais difíceis de ser entendido no assunto desta semana, porque, APARENTEMENTE, dá uma ideia de predestinação. Vamos aos fatos: Abiatar serviu a Deus nas atividades sacerdotais por cerca de 40 anos. Desde os dias de Saul, Davi, passando pela rebelião de Absalão e terminando seus dias frustrado na terra de Anatote, aposentado compulsoriamente por Salomão. A primeira pergunta que nasce é: Tinha que ser assim, ou poderia ter sido diferente?

Vamos relembrar a história: Nos dias de Samuel, Deus pronunciou a seguinte profecia a respeito do sacerdócio na linhagem de Eli: Portanto, diz o Senhor Deus de Israel: Na verdade tinha falado Eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de Mim perpetuamente; porém agora diz o Senhor: Longe de Mim tal coisa, porque aos que Me honram honrarei, porém os que Me desprezam serão desprezados. Eis que vêm dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa de teu pai, para que não haja mais ancião algum em tua casa… E isto te será por sinal, a saber: o que acontecerá a teus dois filhos, a Hofni e a Fineias; ambos morrerão no mesmo dia. E Eu suscitarei para Mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o Meu coração e a Minha alma, e Eu lhe edificarei uma casa firme, e andará sempre diante do Meu ungido. E será que todo aquele que restar da tua casa virá a inclinar-se diante dele por uma moeda de prata e por um bocado de pão…” (1Sm 2:30-36 ).

É verdade que a profecia apontava o dia em que a linhagem de Eli seria extirpada do sacerdócio. Mas não diz que seria com Abiatar. A profecia não foi dada por um capricho pessoal, nem por uma determinação arbitrária da parte de Deus. Veja a parte grifada no verso 30 onde diz claramente que Deus desejava que o sacerdócio de Eli fosse contínuo. Mas seriam extirpados e substituídos pela infidelidade deles mesmos. (Aos que Me honram honrarei, porém, os que Me desprezam, serão desprezados.) Então, vem a última pergunta: Por que foi acontecer com Abiatar? Resposta: Porque ele se tornou infiel. Agora vem a consideração final sobre este ponto: Deus sabia que Abiatar cumpriria a profecia? Sem dúvida. Deus é soberano e onisciente. Ele sabia que seria com Abiatar, mas a escolha de ser Abiatar foi dele mesmo. Então, qual foi mesmo o problema de Abiatar?

1- Ignorância – ele não sabia. Então, foi somente um erro de estratégia. Nesse caso ele foi vítima de uma escolha errada.
2- Teimosia – ele sabia, mas queria fazer de seu jeito. A escolha de Adonias era um capricho dele (talvez interesse político).
3- Desrespeito – Davi já estava velho, então Abiatar decidiu que não mais o respeitaria.
4- Autossuficiência – Ele já não dependia tanto de Deus. Ele mesmo sabia qual era a melhor escolha. E para ele a melhor escolha era Adonias e não Salomão.

Pelo exposto acima, podemos saber o que aconteceu. Todas as respostas estão certas, menos a primeira. Ele não era ignorante do assunto. Deus já havia determinado que Salomão seria o sucessor de Davi com palavras inequívocas: “Eis que o filho que te nascer será homem de repouso; porque repouso lhe hei de dar de todos os seus inimigos ao redor; portanto, Salomão será o seu nome, e paz e descanso darei a Israel nos seus dias. Ele edificará uma casa ao Meu nome, e Me será por filho, e Eu lhe serei por Pai, e confirmarei o trono de seu reino sobre Israel, para sempre” (1Cr 22: 9 e 10). Então, Abiatar foi teimoso, desrespeitou o que Deus já havia dito, e foi autossuficiente aliando-se a Joabe para confirmar Adonias como rei de Israel.

Concluindo: Ao cumprir a profecia de Samuel, ele o fez por decisão e escolha pessoal e não por predestinação arbitrária da parte de Deus.

Converse com os alunos:
1. E então, usando este raciocínio, Deus sabe quem vai se salvar e quem vai se perder?

(Resposta para ajudar o professor) – Claro que sim! Deus é onisciente. Entretanto, pelo fato de Ele saber quem vai ser salvo ou perdido, isso não determina os fatos. A decisão final continua sendo uma questão de escolha pessoal de cada um.
2. A história de Abiatar mostra que Deus pode escolher quem Ele quer? Ele escolheu por exemplo que o sacerdócio com a casa de Eli seria exterminado?

(Resposta para ajudar o professor) – Em primeiro lugar é certo e verdadeiro que Deus escolhe algumas pessoas ou famílias para deveres ou tarefas específicas. Nesse caso, vale a soberania de Deus. O que a Bíblia ensina é que Ele escolhe pessoas específicas para tarefas específicas. Mas não há escolhas de pessoas específicas para serem salvas ou perdidas. Em segundo lugar, mesmo as pessoas específicas que Deus escolheu ou rejeitou para tarefas específicas, Ele o fez com base em Seu conhecimento do que a pessoa escolheria ser posteriormente.

Conclusão – Nossa missão como igreja é pessoal
A Bíblia nos chama de reis e sacerdotes (1Pe 2:9). Se Abiatar foi um sacerdote a serviço de Deus, ele nos legou um exemplo do que devemos fazer.Vejamos o que aconteceu em sua vida:

Como sacerdote, ele vivia na presença de Deus. Somos desafiados a isso hoje também.2- Abiatar era um intercessor. Somos chamados a interceder por aqueles que ainda não conhecem Jesus como seu Salvador pessoal. Nossa intercessão consiste em orar e encaminhar as pessoas a Jesus, o Cordeiro de Deus.3- Ao estar dentro de Jerusalém por ocasião da rebelião de Absalão, Abiatar levou, pelos mensageiros, boas-novas a Davi, que estava fugindo. Hoje, somos chamados a levar as boas-novas do evangelho aos que estão em trevas. Então, nossa tarefa como sacerdotes do Deus altíssimo está bem definida no Novo Testamento.

Ivanaudo Barbosa Oliveira é Secretário e Ministerial da União Nordeste-Brasileira

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Luta Pelo Poder - 13/11/09 a 14/11/09

Sexta, 13 de novembro

Opinião

Atravessando as ondas bravias


É fascinante observar as ondas do oceano. Elas podem ser tão bravias, e ao mesmo tempo tão calmas. A princípio, elas podem parecer estar um pouco dormentes. Na verdade, porém, há muitas correntes por baixo que estão esperando para aflorar à superfície.

Esse mesmo padrão se assemelha à jornada cristã individual e coletivamente. Assim que alguém “atinge” o topo de sua jornada cristã, a luta se torna parte inerente da descida. As lutas não levam em conta a origem, idade, ocupação, credo ou sexo da pessoa. O povo de Deus sempre passou por lutas, e como resultado, muitos deles se tornaram cristãos mais fortes.

Lutas internas dentro da igreja também podem ser muito desanimadoras. O rei Davi experimentou isso em primeira mão. Leia o Salmo 55:12-14. Ainda hoje há lutas semelhantes. Samanta é uma pessoa recém-convertida. Ela é zelosa por Deus e a única coisa que deseja é servi-Lo. A liderança da igreja notou seu entusiasmo, e dentro de pouco tempo, com treinamento adequado, ela começou a ocupar posições de destaque dentro de sua congregação. Foi desafiador, especialmente para uma aluna de faculdade, mas ela confiou em Deus e se saiu muito bem. Seus colegas, contudo, pensavam diferente. Faziam comentários e observações maliciosas sobre ela. Até zombavam dela dizendo que estava tentando chegar ao Reino por meio de boas obras. Samanta ficou desanimada e começou a questionar a Deus.

Ellen White aconselhou: “Sempre que a mensagem de verdade se apresenta às almas com especial poder, Satanás suscita seus instrumentos para disputar sobre qualquer ponto de somenos. ... Quando quer que se comece uma boa obra, há pessoas prontas a suscitar discussões sobre formas e detalhes de técnica, para desviar as mentes das realidades vivas. Quando parece que Deus está prestes a operar de maneira especial em benefício de Seu povo, não se empenhe este em disputas que só trarão ruína das pessoas” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 396).

Não devemos ficar surpresos quando as lutas partirem de dentro da igreja. As respostas à vida muitas vezes se encontram dentro das ondas bravias. Quando o mar da vida volta a ficar calmo, compreendemos que adquirimos novas perspectivas.

Mãos à obra

1. Tenha um diário para anotar textos bíblicos, conversas e experiências por meio das quais Deus parece estar guiando você ou fornecendo a resposta que você estava procurando.
2. Entreviste membros respeitados de sua igreja que impressionam você por serem humildes, apesar de talentosos. Peça-lhes que lhe contem o segredo de permanecerem assim humildes. Anote as respostas para futura referência.
3. Faça a oração “Sonda-me, ó Deus...”, encontrada no Salmo 139:23 e 24, e peça a Ele que lhe mostre se há áreas de rebelião ou orgulho em sua vida que você precisa entregar a Ele.
4. Observe na natureza a ordem em que atuam as criaturas de Deus e o mundo natural. Também note o que acontece quando eventos ou circunstâncias quebram essa ordem.

Dora Desamour | Lawrenceville, EUA

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A Expiação em Símbolos (parte 2) - 14/11/2008 a 15/11/2008

Sexta, 14 de novembro

Opinião
O imenso poder do sangue


Satanás pode sussurrar: “Você é pecador demais para que Cristo o salve.” Conquanto você reconheça que é realmente pecador e indigno, pode enfrentar o tentador com esta declaração: “Pela virtude da expiação, eu reclamo Cristo como meu Salvador. Não confio em meus próprios méritos, mas no precioso sangue de Jesus, o qual me limpa” (Ellen G. White, Santificação, p. 90).

A expiação de Cristo inclui toda a família humana. “Ninguém, elevado ou humilde, rico ou pobre, livre ou servo, foi deixado fora do plano de redenção. ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito.’... Esta é a grande lição prática que deve ser completa e inteligentemente aprendida” (Ellen G. White, Battle Creek Letters, p. 39).
Estamos vivendo no grande Dia da Expiação, e agora é tempo de que todos se arrependam diante de Deus, confessem seus pecados e, por fé viva, descansem sobre o mérito de um Salvador crucificado e vivo.

Jesus fez, em nosso favor, uma oferta pelo pecado. Quanta beleza essa ilustração revela no antigo serviço do santuário! A vítima era levada para ser morta. Então, o sangue era aspergido no propiciatório. O propiciatório não era nada mais do que a tampa sagrada da arca que continha as tábuas da lei e outros memoriais sagrados das antigas misericórdias de Deus. Ali estavam elas no Lugar Santíssimo, onde somente o sumo sacerdote podia entrar. E entrava uma vez por ano, no grande Dia da Expiação. Nesse dia memorável, os rituais sagrados do santuário culminavam na mais alta solenidade. Sacrificando um novilho por seus próprios pecados, o sumo sacerdote iniciava os serviços. Dois bodes eram levados à frente. Um bode era levado ao deserto para ilustrar que Deus remove nossos pecados quanto o oriente dista do ocidente. O outro bode era morto, e seu sangue era levado pelo sumo sacerdote ao Lugar Santíssimo e espargido sobre o propiciatório. Enquanto isso, a vasta congregação ficava do lado de fora, esperando receber o perdão através do sangue que simbolizava o sangue derramado do Redentor vindouro.

Era como se o mundo todo estivesse ao pé do Calvário, confessando seus pecados, enquanto Jesus levava a cruz até o topo, para ser pendurado nela, sangrar e morrer por nossos pecados.

Pense nisto
Defenda esta afirmativa: Se todo mundo na Terra tivesse rejeitado a expiação, ela ainda seria de infinito valor para o Universo como a mais gloriosa revelação do amor de Deus já feita.

Dicas

1. Faça um modelo do santuário descrito no Antigo Testamento, juntamente com os elementos especiais envolvidos no ritual do Dia da Expiação.
2. Crie uma lista de símbolos da expiação mencionados nesta lição e as coisas que eles simbolizam.
3. Separe um tempo para introspecção e exame de coração, assim como os israelitas faziam antes do Dia da Expiação (Nm 29:1-7). Peça a Deus perdão dos seus pecados e uma transformação de vida.

Shimna Benji | Puno, Índia

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A Expiação em Símbolos (parte 2) - 13/11/2008 a 15/11/2008

Quinta, 13 de novembro

Aplicação

A expiação e você


6. Que idéias estão associadas com o verbo “fazer expiação” nas passagens seguintes? Lv 4:31; 16:18, 19, 30; 17:11

Em Levítico, embora os sacerdotes oficiassem nas cerimônias de expiação como mediadores, não eram eles que expiavam o pecado. Depois que a cerimônia era executada, Deus concedia o perdão (Lv 4:26). Expiação (limpeza ou purificação do pecado) é algo que Deus executa por Seu povo. É Ele quem faz “expiação pela terra do Seu povo” (Dt 32:43; veja também Sl 65:3; 79:9). Pela expiação, Deus permite que Seu amor flua para os pecadores.

Como podemos experimentar um Dia da Expiação milhares de anos após os antigos hebreus o terem vivenciado? Eis aqui algumas sugestões:

1. Tire tempo para introspecção. Exatamente antes do Dia da Expiação, os judeus tinham dez dias para intenso auto-exame e arrependimento, a partir da Festa das Trombetas. Esses dias eram conhecidos como “Dias de Reverência” ou “Dias de Arrependimento”. Eram dias santos, uma temporada em que as pessoas avaliavam cuidadosamente sua vida, a fim de verificar se os pecados que haviam sido confessados e expiados durante o ano anterior haviam também sido abandonados. Se não, Deus concedia esses dez dias como última oportunidade para confessar e abandonar qualquer pecado que restasse. Da mesma forma, também precisamos examinar nossa vida antes do término do tempo da graça.

2. Suplique misericórdia pelo sangue de Jesus. O pecado desqualificava a congregação para se aproximar do Lugar Santíssimo, exceto por meio de um intermediário, o sumo sacerdote, que tipificava Jesus Cristo, nosso Sumo Sacerdote. O único requisito do sacerdote à santidade estava no sangue da vítima inocente que devia ser aplicado ao propiciatório. Da mesma forma, o sangue de Jesus é nosso único requisito para o perdão (Hb 9:22). Séculos mais tarde, ainda podemos experimentar o poder purificador de Seu sangue e misericórdia.

3. Fique constantemente alerta contra o maligno. Nosso Sumo Sacerdote Jesus é também a vítima sacrifical. Ele foi morto desde a fundação do mundo, e Se ofereceu por nossos pecados uma vez por todas (Hb 4:14; 7:27; 8:1; 9:12-15, 25, 26, 28; 10:10), tornando assim obsoleta a sombra – o sacrifício cerimonial anual – e dando-nos “confiança para entrar no santo dos santos ... por meio do véu, isto é, do Seu corpo” (Hb 10:19-22, NVI).

Um dos aspectos mais interessantes do Yom Kippur era o lançamento de sortes que selecionava dois bodes – um simbolizando o Senhor e o outro simbolizando Satanás, que, por ser a raiz de todo mal, carregava toda a culpa do povo. Esse bode era levado ao deserto, onde era abandonado. Da mesma forma, precisamos estar constantemente alerta contra o maligno, afastar-nos dele e abandoná-lo completamente.

T. I. Varghese | Puno, Índia

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