sábado, 12 de fevereiro de 2011

Esperança contra a depressão - Resumo Semanal - 12/02/2011 a 12/02/2011

ESPERANÇA CONTRA A DEPRESSÃO
Resumo Semanal - 06/02/2011 a 12/02/2011


Noel José Dias da Costa

Objetivo deste estudo: Conhecer os recursos divinos para prevenir os problemas emocionais e para o auxílio no tratamento deles quando se manifestarem.

Verdade central: A depressão gera perda de esperança e outros sérios desconfortos. Por isso, ao enfrentá-la, devemos usar os recursos divinos para fortalecer nossa comunhão espiritual com o Pai.

Introdução

A depressão é um grave problema que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020 será a maior causa de morbidade depois das doenças do coração.

Os sintomas depressivos mais frequentes são: autoestima baixa, apatia e desinteresse pela vida, choro e falta de coragem. O paciente ainda apresenta aumento da irritabilidade, ataques de ira, sentimento de frustração, alterações do peso e do apetite, alterações do sono, dificuldades de concentração, de pensar e de tomar decisões, de fazer planos; intenções de suicídio ou morte, perda de prazer em atividades antes consideradas prazerosas, incluindo relações sexuais. Isoladamente, esses sintomas não indicam depressão, mas quando estão presentes em quantidade e intensidade alta, muito provavelmente a indicam. Estima-se que 70% dos suicídios se devam à depressão.

Muitos confundem tristeza ou “baixo astral” com depressão. Mas ela pode se apresentar mascarada com outros sintomas, que necessitam da experiência clínica para que sejam investigados. Ela pode ser do tipo leve, moderada ou grave. Mas, independentemente de qual seja, ou mesmo que a pessoa esteja passando por outro desconforto emocional, como uma tristeza episódica, pontual, é preciso dar-lhe auxílio. O apoio de pessoas queridas, interessadas no seu bem-estar é muito importante. Mas também é importante considerar os aspectos espirituais que podem estar presentes. Deus Se interessa em oferecer ajuda a todos, principalmente àqueles que estão em sofrimento.

O estudo da lição pode ser esquematizado em quatro partes:

– As imagens mentais distorcidas e a depressão

– As enfermidades físicas e a depressão

– O alívio divino para a depressão

– A restauração da esperança

I. As imagens mentais distorcidas e a depressão


Antes de continuar, procure ouvir e discutir as respostas dos membros de sua classe sobre o seguinte:

COMENTE COM A CLASSE:

– Alguma vez você ficou muito decepcionado(a) com você mesmo(a) por algo que tenha feito ou deixado de fazer e sentiu profunda tristeza, a ponto de continuar pensando no assunto por muito tempo?

– Você se recorda de como foi possível resolver o problema?

Davi também passou por algo assim. As perseguições injustas que ele sofreu e os pecados que cometeu pareciam não sair de sua mente. Era como se um filme estivesse diante dele, tirando sua paz, lembrando-lhe a cada momento sua culpa. Isso é denominado pela Psicologia Cognitivo-comportamental de pensamento automático negativo. Uma forma de lidar com ele é utilizar um pensamento alternativo, desviando o foco do problema para a sua solução. Foi fazendo isso que Davi conseguiu superar seus conflitos.

Veja no Salmo 42 a experiência de Davi e como podemos tirar dela orientações para produzir novas imagens mentais, nutrindo a fé com as promessas de Deus:

– Reconhecer a real condição (v. 2-4): Só conseguiremos reagir e superar a depressão quando admitirmos o problema.

– Abrir o coração e expressar a Deus o seu sentimento (v. 5, 7): Davi disse a Deus os seus sentimentos. Podemos ir a Deus, pois Ele prometeu que estará sempre com aqueles que O invocam (2Cr 20:17; Mt 28:20).

– Declarar a si mesmo e aos outros as promessas de Deus (v. 5b, 8, 11): Davi parecia conversar consigo mesmo, reafirmando sua esperança. Quando surgem pensamentos de derrota e fracasso, a pessoa com depressão precisa fazer o mesmo. Davi declarou: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a Ele, meu auxílio e Deus meu” (v. 6 e 11).

II. As enfermidades físicas e a depressão

As pesquisas apresentam que cerca de 70% das enfermidades incluem sintomas depressivos. Ezequias passou por essa experiência, como relatado em Isaías 38. Ele chegou a exclamar: “Ó Senhor, estou sofrendo! Salva-me!” (v.14). O auxílio espiritual é fundamental para que a pessoa enferma supere a depressão.

COMENTE COM A CLASSE:

Você já passou por uma situação em que parecia não haver esperança? Que encorajamento você pode obter ao se lembrar das promessas de Deus?

III. O alívio divino para a depressão

No Salmo 39 e no Salmo 55:17, vemos mais uma vez a importância de declarar a Deus nossas aflições, confiando em Seu cuidado por nós. Ellen G. White afirma que “somos privilegiados em poder ir a Jesus assim como estamos e nos lançar sobre Seu amor! Não temos nenhuma esperança a não ser em Jesus. Só Ele nos pode alcançar com Sua mão para nos erguer das profundezas do desânimo e da desesperança e colocar nossos pés sobre a Rocha” (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 80).

COMENTE COM A CLASSE:

O que você poderia fazer por alguém que se encontrasse necessitado dessa espécie de alívio?

IV. A restauração da esperança

Cada situação é única e particular, mas a depressão, às vezes, é determinada ou agravada por falhas e erros cometidos. A recordação dos seus pecados fez Davi sofrer muito até o momento em que ele os confessou (Sl 32:5-7). A certeza do perdão divino deve ter base na Palavra de Deus e não nos sentimentos. Quando a pessoa está deprimida, é comum que ela não se sinta perdoada, mesmo tendo confessado os pecados a Deus. Então, é necessário crer que “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9).

Conclusão

Nas situações angustiantes da vida, é preciso lembrar sempre que Deus nos oferece a esperança de um livramento completo. Se não o obtivermos neste mundo, certamente o teremos no porvir. Miqueias declarou: “Eu, porém, olharei para o Senhor e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá” (Mq 7:7).

Noel José Dias da Costa é psicólogo e pastor, mestre e doutor em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Teologia pelo SALT-UNASP-EC. Atua como professor, psicólogo e auxiliar da Associação Ministerial no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP). É casado com a pedagoga Erenita M. S. da Costa, e pai de Tiago e Ana Cristina.

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Bondade - 12/02/2010 a 13/10/2010

Sexta, 12 de fevereiro

Opinião
Uma dupla missão


Muitas pessoas neste mundo escolhem não ter nada que ver com religião. Questionam até mesmo a efetividade das várias religiões e das pessoas que as seguem. E frequentemente apontam para os horríveis atos perpetrados durante eventos como a Inquisição e as Cruzadas. “Como”, perguntam, “um Deus de amor pode permitir tais atrocidades?”

Isso me faz pensar no Salmo 14:3: “Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (NVI). Como é que eles falharam totalmente em representar o verdadeiro caráter e natureza de Deus? Precisamos nos lembrar pelo menos de duas coisas:

1. “O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 470). Não será nossa retórica nem nossa teologia, mas nossa vida que atrairá outros a Deus. A verdadeira religião nos ajuda a ser semelhantes a Cristo. A verdadeira religião é a religião que Jesus viveu e ensinou; uma religião em que “ser bom” é muito mais importante do que “se comportar bem”; uma religião em que somos embaixadores de Cristo e cartas abertas para testificar de Sua graça e amor.

2. É verdade, não devemos nos esquecer das atrocidades cometidas em nome de Deus. Precisamos nos lembrar delas para que elas nunca mais sejam repetidas. Tal violência lança descrédito sobre o que cremos e sobre a missão e obra de Jesus, que “Se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para Si mesmo um povo particularmente Seu, dedicado à prática de boas obras” (Tt 2:14, NVI).

A missão de sermos bons é dupla. Sermos bons positivamente causa impacto num mundo que precisa desesperadamente de bondade e torna conhecida a verdadeira natureza de Deus, que acima de tudo é amor. É por meio da habitação do Espírito do Santo no coração que seremos transformados num povo verdadeiramente bom. Como o salmista escreveu tão eloquentemente: “Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável. Não me expulses da Tua presença, nem tires de mim o Teu Santo Espírito” (Sl 51:10, 11, NVI).
Você não acha que é hora de abalarmos o mundo com nossa bondade?

Mãos à obra

1. Ore para que Deus desenvolva em você as virtudes mencionadas em 2 Pedro 1. Ore especificamente por uma virtude cada dia da próxima semana até que você tenha se concentrado em todas elas.
2. Dê uma volta pela natureza no sábado à tarde durante a qual você deve alistar as maneiras pelas quais Deus expressa Seu amor por nosso mundo através de Sua criação. Considere como você pode refletir esses atributos divinos ao se preocupar com o pedacinho de mundo em que você vive.
3. Entreviste um líder de igreja conhecido por sua bondade e descubra o que motiva essa pessoa a praticar bons atos.
4. Escreva anonimamente uma série de bilhetes encorajadores a pessoas cujos atos de bondade inspiraram você a fazer o mesmo.

Miguel A Lopez | Arlington, EUA

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Trabalho dos Profetas - 12/02/2009 a 14/02/2009

Quinta, 12 de fevereiro
Aplicação
O teste da profecia


O trabalho dos profetas7. Quais são algumas das profecias da Bíblia que se cumpriram? Is 44:28; Jr 25:11; Dn 9:24-27

Cerca de 150 anos antes do tempo de Ciro, Isaías profetizou que um rei chamado Ciro faria retornar de Babilônia os judeus e permitiria a reconstrução do templo de Jerusalém. O cumprimento dessa profecia se encontra em Esdras 1:1-4. Jeremias predisse a duração do cativeiro babilônico; e Daniel predisse o tempo do aparecimento do Messias, quase seiscentos anos antes de Jesus nascer. E com relação à Ellen White, também podemos encontrar muitas de suas predições cumpridas. Por exemplo, em 12 de janeiro de 1861, três meses antes da erupção da Guerra Civil americana, a Sra. White recebeu uma visão. Ao sair dela, relatou o que vira e disse aos ouvintes: “Nesta casa, há homens que perderão seus filhos nessa guerra.” Pelo menos cinco famílias que estavam presentes naquele dia perderam os filhos na Guerra Civil. Em 1885, Ellen White predisse que o protestantismo estenderia os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra, ao espiritismo. Quando ela escreveu essas palavras, os protestantes e católicos viviam em guerra uns com os outros. Hoje a situação é bem diferente.

Como com qualquer outro profeta de Deus, devemos pôr a prova seus escritos de acordo com as seguintes diretrizes:

1. Consistência com a Palavra de Deus. Nenhuma mensagem profética pode satisfazer os padrões de Deus se não for consistente com Sua Palara. “As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 7).

2. A quantidade de verdade na mensagem. Leia 1 João 4:1. A diferença entre os profetas falsos e os verdadeiros é reconhecida pela quantidade de verdade no conteúdo de suas mensagens.

3. Uma visão tridimensional do tempo. A verdadeira profecia deve abarcar o tempo em três dimensões: o passado, o presente e o futuro. Ellen White escreveu: “À medida que o Espírito de Deus me ia revelando à mente as grandes verdades de Sua Palavra, e as cenas do passado e do futuro, era-me ordenado tornar conhecido a outros o que assim fora revelado” (Ibid.).

Rose Anyango |
Nairóbi, Quênia

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