sexta-feira, 9 de julho de 2010

Judeu e gentio - 09/07/2010 a 10/07/2010

Sexta, 9 de julho

Opinião
Óculos coloridos


Embora adoremos um só Deus, tenhamos comunhão uns com os outros e testemunhemos juntos ao mundo sob o nome de “adventistas do sétimo dia”, somos provenientes de diversas formações familiares, diversos países, culturas, denominações e até de outras religiões. Somos uma igreja composta de “judeus” e “gentios”.

Elogiamos a nós mesmos por sermos uma igreja diversificada. Contudo, essa diversidade pode causar problemas. Em meu país natal, as Filipinas, os pastores candidatos à ordenação tradicionalmente usam um terno escuro com gravata borboleta, mesmo quando o serviço de ordenação é realizado no verão quente e úmido. Enquanto que os membros da igreja nos Estados Unidos muitas vezes expressem apreciação batendo palmas, os membros da igreja no México acenam. Enquanto que abraços e beijos são uma forma de saudação entre os membros da igreja no México, tanto por parte de homens como de mulheres, os mesmos atos são inaceitáveis nas Filipinas.

É tentador vermos os adventistas de outras culturas através dos óculos coloridos por nossas próprias normas e tradições culturais, e então rotular esses membros de igreja, como mais permissivos, ou como mais conservadores que nós. Pior ainda: muitas vezes a visão através desses óculos nos faz querer forçar esses membros a se conformar à nossa maneira de ser, e nos faz até considerar certos costumes como um teste de comunhão ou um meio de salvação.

Contudo, avaliar e julgar os outros com base unicamente em nossos padrões culturais é uma atitude anticristã. Se estamos lutando entre nós mesmos por certas tradições culturais serem ou não apropriadas, pessoas vão perecer enquanto isso. Evitar atitudes santarronas em relação a outros é estar conscientes de nossos próprios óculos religiosos coloridos. Pelo estudo diligente da Palavra de Deus e por meio da oração humilde podemos receber novos óculos que nos deem uma visão mais clara da verdadeira natureza de Sua graça e salvação.

Mãos à obra


1. Faça um prato salgado, seguindo uma receita. Por que às vezes é bom seguirmos regras (2Co 3:2, 3)?

2. Calcule o número aproximado de gerações que se passaram desde o tempo em que Paulo escreveu à igreja de Roma. De que forma nossa atitude para com a salvação legalista mudou no decorrer dos séculos? De que forma permaneceu a mesma?

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Experimentando a Palavra da Vida - 09/07/2009 a 11/07/2009

Quinta, 9 de julho

Aplicação
Conservando-a real


É óbvio, a partir de 1 João 1:1-5, que João deseja que seus leitores partilhem da alegria que ele sente por conhecer Jesus de maneira real. Como podemos vencer as barreiras do tempo, do idioma, da cultura e de já ter ouvido tudo isso antes, a fim de partilhar da alegria de João e conservá-la real?

Compare. Voltar atrás para ver como uma tradução mais antiga expressou determinada idéia pode acrescentar um ângulo diferente. As traduções mais novas podem ajudar porque usam palavras conhecidas, tornando a mensagem mais relevante. Isso também pode nos ajudar a usar linguagem “normal” quando estamos falando de Cristo a outros.

Contextualize. Aprenda o que você pode fazer sobre o contexto de uma passagem bíblica. Comparar os diferentes relatos da ressurreição de Jesus pode criar um quadro mais amplo de como os eventos ocorreram. Outras fontes podem ajudar a completar o quadro, podem proporcionar verificação independente, ou acrescentar significado às ideias que estão sendo discutidas. Por exemplo, compreender como eram as cidades que Paulo visitou pode nos ajudar a entender melhor seus escritos.

Desafie. Clichês podem ser uma forma de taquigrafia útil. Mas também podem nos impedir de pensar de maneiras novas ou de maneira mais profunda. Também podem ser uma barreira aos nos comunicarmos com outros. Pergunte: “Como eu explicaria isso a alguém que nunca ouviu falar disso antes?” Alguns músicos e outros artistas são capazes de expressar sua fé de maneira não tradicional e, como resultado, conseguir uma audiência maior com seu trabalho. Temos algo em comum com a maioria das outras denominações. Achar esse terreno comum pode ser uma ótima forma de iniciar uma conversa da qual todos os envolvidos possam se beneficiar.

Crie. Repensar as histórias, personagens ou ideias bíblicas de maneira a encaixá-las no mundo em que você vive pode fazer com que elas criem vida. Que pessoa no mundo de hoje pode ser comparada ao rei Davi? Quem são “os órfãos e as viúvas” de nossos dias? (Tg 1:27). Expressar isso numa forma diferente de arte pode ser um ato de adoração, e talvez até uma inspiração para mais alguém. Adicione expressões práticas a nossas crenças, encontrando maneiras criativas e significativas de servir a outros em nossas igrejas e comunidades.

Mãos à Bíblia

A experiência cristã não é hereditária. Precisamos, pessoalmente, tomar a decisão de seguir Jesus. Outra pessoa não pode fazer isso por nós, assim como ninguém pode respirar em nosso lugar.

9. De acordo com 1 João 1:3, quais são as dimensões dessa comunhão?

A proclamação de Jesus e do evangelho leva as pessoas à comunhão não só com a Divindade, mas também com os outros crentes.

10. Como o Novo Testamento descreve a comunhão cristã em sua forma ideal? Veja At 2:42-47; Rm 12:3-17.

Daniel Brown | Brisbane, Austrália

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

"Tudo para com Todos": Paulo Prega ao Mundo - 09/07/2008 a 11/07/2008

Quarta, 9 de julho

Testemunho
Tato nascido do divino amor

6. Examine o discurso de Paulo em Atos 17:18-34. Onde você encontra essas doutrinas básicas: criação, redenção e juízo? Como essa mensagem se assemelha à mensagem adventista?

Paulo não só conhecia a literatura pagã; ele citou partes dela de memória. Primeiramente, citou o poeta cretense Epimênides que escreveu: “Nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (v. 28). Em seguida, referiu-se ao pagão Cleanto, cujo poema de amor ao deus Zeus continha a linha “...porque dele também somos geração” (v. 28) (expressão similar é também encontrada nos escritos do poeta grego Arato). Em cada caso, Paulo tomou algo da cultura dos ouvintes e o relacionou com a verdade que desejava ensinar.

“Ao seu redor [de Paulo] reuniram-se poetas, artistas, e filósofos – intelectuais e sábios de Atenas, que a ele assim se dirigiram: ‘Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?...’

“Nesta hora de solene responsabilidade o apóstolo estava calmo e confiante. Tinha o coração possuído de importante mensagem, e as palavras que lhe caíram dos lábios convenceram seus ouvintes de que ele não era nenhum paroleiro. ... Com a mão estendida em direção ao templo apinhado de ídolos, Paulo esvaziou sua alma e expôs a falácia da religião dos atenienses. Os mais sábios dentre seus ouvintes ficaram admirados ao atentarem para a sua argumentação. Mostrou estar familiarizado com suas obras de arte, literatura e religião” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos,p. 236, 237).

“As palavras de Paulo contêm um tesouro de conhecimento para a igreja. Estava ele numa posição em que facilmente poderia ter dito qualquer coisa que teria irritado seus orgulhosos ouvintes, colocando-se a si mesmo em dificuldade. ... Mas, com o tato nascido do divino amor, cuidadosamente ele afastou-lhes a mente de suas divindades pagãs, revelando-lhes o verdadeiro Deus, para eles desconhecido” (Ibid., p. 241).

“Em cada esforço para alcançar as mais altas classes, o obreiro de Deus necessita de forte fé. As aparências podem parecer desoladoras, mas na hora mais escura, há luz do alto. A força dos que amam a Deus e a Ele servem será renovada cada dia. A mente do infinito está posta a seu serviço para que, ao executarem Seu propósito, não cometam erro. Mantenham esses obreiros firme até o fim o princípio de sua confiança, lembrando-se de que a luz da verdade de Deus deve brilhar em meio às trevas que envolvem nosso mundo. Não deve haver nenhum desalento em relação com o trabalho de Deus. A fé do consagrado obreiro deve resistir a cada prova que o alcance. Deus pode e está disposto a outorgar a Seus servos toda a fortaleza de que precisem e a dar-lhes a sabedoria que suas variadas necessidades imponham” (Ibid., p. 242).

Nathan Brown | Warburton, Austrália

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