sexta-feira, 7 de maio de 2010

Fé e Cura - 07/05/2010 a 09/05/2010

Sexta, 7 de maio

Opinião

Combinação de fatores


Vivi na Índia grande parte da minha infância. E muitos desses anos foram passados lutando contra algo que não podia ser explicado do ponto de vista médico. Não sabendo mais o que fazer, a médica me diagnosticou como dependente químico, embora eu nunca tivesse tocado em drogas. Então, ela começou a dizer aos outros que essa era a única explicação lógica (não médica). (Nessas alturas, o sigilo médico e o juramento de Hipócrates foram para o ralo.) Quando a fofoqueira local me encontrou na rua, insistiu que eu devia confessar meus pecados, porque eram eles que estavam me deixando doente...

Em meio a todo esse “raciocínio”, comecei a acreditar nos muitos boatos espalhados pela médica e pelos fofoqueiros. Poderia Deus estar me castigando? Teria eu feito alguma coisa errada? Minha fé não seria suficientemente forte?

Lembro-me de pedir a Deus que me deixasse ir embora, porque o remédio que estavam me dando provocava espasmos musculares, e a médica estava me dando Valium para me sedar a fim de que eu pudesse continuar tomando o remédio. Aquilo tudo era demais para mim.

Certa noite, quando vieram os espasmos e minha mãe saiu correndo para buscar meu pai, orei para que Deus me segurasse até que eles pudessem me levar ao hospital para me sedar. Agarrei a Bíblia e comecei a lê-la. Miraculosamente, os espasmos diminuíram. Meus pais voltaram e ficaram impressionados ao ver que eu estava apenas tremendo. Mas no momento em que entramos no hospital, os espasmos voltaram, e eu caí no chão como uma abóbora. E, sim, os médicos me sedaram.

Anos mais tarde, um residente descobriu que a médica estava prescrevendo uma medicação à qual meu corpo era alérgico. Não eram meus pecados. Não se tratava de dependência química. Não era falta de fé. Era simplesmente remédio errado!

Quando contei a um pastor amigo meu essa história, ele disse que a oração e a leitura da Bíblia tinham sido apenas uma coincidência. Será mesmo?

Com frequência, descartamos os milagres como coincidências! Mas milagres acontecem. Sim, temos que fazer nossa parte. E, sim, temos que orar. Mas, de alguma forma, há uma combinação que traz poder.

Quando a graça de Deus, nossa fé e o amor e cuidado das pessoas ao nosso redor se combinam, somos conectados a um poder que está além de nossa compreensão. E, então, o processo da cura começa de verdade.

Mãos à obra


1. Escreva um salmo do ponto de vista de alguém que pediu – e não recebeu – a cura física para uma doença específica.
2. Anote num diário as orações pela cura na sua própria vida, ou na vida de outra pessoa.
3. Aliste os contrastes entre o conceito integral/holístico cristão da saúde/bem-estar e o conceito da medicina tradicional moderna.
4. Entreviste um profissional da saúde sobre alguns dos conceitos da lição desta semana.

Falvo Fowler | Silver Spring, EUA

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Jornada Cristã "PECADO" - 07/05/2009 a 09/05/2009

Quinta, 7 de maio

Aplicação

Coração culpado


Não existe solução fácil ou barata para o problema do pecado. Ele não pode ser vencido por determinação e perseverança humana. Ele é maior do que nós. Portanto, a solução deve ser maior que nossas possibilidades e deve ser buscada fora de nós.

8. Qual é o claro testemunho das Escrituras a respeito do único meio ou caminho para a salvação? Jo 10:7; Jo 14:6; At 4:12

9. Por que Jesus é o único que pode salvar a humanidade caída? Fp 2:6-8; Hb 1:1-5; Ap 5:9-12

Meu conceito de pecado foi moldado pela advertência de minha mãe de que Satanás é um ser invejoso que deseja nos impedir de chegar ao Céu. É evidente que nosso inimigo, com maldosa satisfação, deseja ver nossa morte. Nossos pontos fracos se tornam seu alvo. Portanto, torna-se nossa responsabilidade buscar a ajuda do Espírito Santo para construir uma armadura de justiça e verdade em torno de nós.

Em Jeremias 18, é-nos apresentada uma impressionante ilustração do Oleiro refazendo um vaso quebrado. Quando nosso vaso fica danificado, como pode ser restaurado?

Reconheça que não podemos vencer o pecado sozinhos. Precisamos ter uma forte e consistente vida de oração, em que falar com Jesus e confiar nEle se torna nossa segunda natureza. “Devido ao pecado, nossa condição não é natural, e deve ser sobrenatural o poder que nos restaura, do contrário, não tem valor” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 428). A batalha não é nossa. É do Senhor.

Lembre-se de sua fraqueza. Em todas as batalhas, Satanás usa nossas fraquezas para nos impedir de fazer o que sabemos que é certo. Precisamos pedir ao Espírito Santo que nos ajude a cimentar esses buracos, para que possamos resistir a seus dardos inflamados.

Arrependa-se! Essa atitude envolve genuína tristeza pelo pecado e abandono dele. Nenhuma mudança duradoura em nosso pecaminoso estilo de vida será evidente até que vejamos a impureza do pecado e o eliminemos em nosso coração. A oração de Davi no Salmo 32 sugere um espírito compungido e contrito sem qualquer esforço de esconder sua culpa ou escapar-lhe às consequências. “Não suplicava unicamente o perdão, mas também um coração puro. Anelava ... ser reintegrado na harmonia e comunhão com Deus” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 25). Leia Provérbios 28:13.

Restauração. Como as crianças se sentem tímidas após terem sido apanhadas fazendo algo errado, assim também nos sentimos após termos errado contra nosso Pai. Satanás se aproveita desses sentimentos instigando-nos a nos concentrar no que fizemos, em vez de confiar no perdão de Cristo. Mas Deus não Se deleita em infligir punição a Seus filhos; ao contrário, oferece-nos restauração.

Na batalha interior, precisamos escolher quem controlará nossa vontade (Mt 6:24). Quem você escolherá: o inimigo que deseja vê-lo(a) perecer ou o imaculado Cordeiro que morreu para redimi-lo e restaurá-lo?

Kamile Baghaloo-Rose | Atlanta, EUA

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