quarta-feira, 7 de julho de 2010

Judeu e gentio - 07/07/2010 a 10/07/2010

Quarta, 7 de julho

Testemunho
O teste

Um casal não adventista certa vez perguntou a um leigo a respeito da verdade sobre a salvação conforme é apresentada na Bíblia. Seu interesse pelas Escrituras surgiu como resultado de sua busca contínua pela verdade. Após uma série de estudos bíblicos, ficaram felizes ao compreender a verdade bíblica sobre a graça salvadora de Deus. Deixaram suas crenças e estilo de vida anteriores e aceitaram completamente a mensagem como ela é em Jesus Cristo. Ansiavam que seus familiares e amigos também aceitassem a Palavra. Mas seus queridos não só rejeitaram a mensagem como rejeitaram também o casal.

Ellen White declara, a respeito de situações como essas que “Deus não encobre Sua verdade aos homens. Por seu próprio procedimento obscurecem-na eles mesmos. Cristo deu aos judeus prova abundante de que era o Messias; mas Seus ensinamentos exigiam deles uma reforma radical de vida. Viram que, se recebessem a Cristo, precisariam renunciar a seus acariciados conceitos e tradições, suas práticas egoístas e ímpias” (Parábolas de Jesus, p. 105).

Alguns cristãos ainda hoje estão lutando com suas crenças sobre a salvação pela graça através da fé. Ficam em dúvida a respeito de onde sua obediência se encaixa. Obedecemos para ser salvos ou obedecemos porque estamos salvos? “Boas obras não adquirem o amor de Deus, porém revelam que possuímos esse amor. Se rendermos a vontade a Deus, não trabalharemos com o fim de merecer Seu amor. Seu amor, como dádiva livre, será acolhido no coração e, impelidos pelo mesmo, nos deleitaremos em obedecer aos Seus mandamentos. ... “Cristo nos dá a prova pela qual demonstramos nossa lealdade ou deslealdade. Diz Ele: ‘Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos’” (Parábolas de Jesus, p. 283).

Mãos à Bíblia


5. Qual foi a decisão do conselho e qual foi seu raciocínio? At 15:5-29

6. Que regras foram colocadas sobre os crentes gentios (At 15:20, 29), e por que especificamente essas?

Embora os cristãos judeus não devessem impor suas regras e tradições sobre os gentios, o concílio quis certificar-se de que os gentios não fizessem coisas que teriam sido consideradas ofensivas para os judeus que estavam unidos com eles em Jesus. Portanto, os apóstolos e anciãos concordaram em instruir os gentios por carta sobre a necessidade de se privar das carnes oferecidas aos ídolos, das relações sexuais ilícitas, das carnes sufocadas e do sangue.

Stewart Van Loriezo – Bacolod, Filipinas

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terça-feira, 7 de julho de 2009

Experimentando a Palavra da Vida - 07/07/2009 a 11/07/2009

Terça, 7 de julho

Exposição

Experimentando a Palavra da vida


A obediência cria a vida (Dt 4:1-4). O tema da Bíblia, desde o princípio, é o chamado de Deus para que os seres humanos ouçam Sua voz e palavra, e obedeçam a elas (Gn 2:15-17). O segredo de Deus para a verdadeira vida, prosperidade, saúde e felicidade se encontra na obediência a Suas leis e cooperação com elas (Dt 28). Até as leis da natureza na Terra e no espaço revelam a importância da coesão sob o governo de Deus para que tenham estabilidade e funcionem. Deus falou e o Universo veio à existência, e Ele estabeleceu leis para manter a ordem (Gn 1:1-31; Jô 38:1-42:6).

Obediência é a essência dos relacionamentos. Como desenvolvemos relacionamentos, temos que aprender a respeitar uns aos outros.

A ressurreição de Cristo não perdeu hoje sua vitalidade espiritual doadora de vida (1Co 15:1-8). Quando Cristo veio a este planeta perdido, demonstrou que era a Palavra de Deus (Jo 1:1-16). Tudo que Seu Pai falava, Cristo fazia (Jo 4:33-35; 6:38, 39). Nós também podemos experimentar Cristo como a Palavra da vida, assim como Ele a experimentou em relação a Seu Pai celestial. Seu Pai é nosso Pai, e somos chamados a encontrar intimidade e unidade – a obediência do amor e da adoração – com nosso Pai celestial (Jo 17).

Paulo achava que Cristo era tão real para ele como tinha sido para Seus discípulos, muito embora Paulo não tivesse visto a Cristo na carne da mesma forma que eles. A demonstração e poder da ressurreição de Cristo deram a Paulo confiança para que ele também experimentasse o poder transformador da presença de Cristo (1Co 15:3-8; 9:1). Quando Paulo obedecia às Escrituras, ele estava em essência experimentando a Palavra da vida (Jo 17:6; 1Jo 2:5). Essa pode ser nossa experiência também.

A Palavra da vida Se encarna em nós (1Jo 1:1-5). A maior lei da vida e da felicidade é a lei do dar (Jo 3:16). Quando recebemos motivação, inspiração e instrução da Palavra de Deus, nós a assimilamos crendo e agindo com base nessa crença. Isso é o que chamamos fé. Contemplando a Jesus em Sua Palavra nos tornamos semelhantes a Ele em pensamento, palavra e ação. É somente quando obedecemos pela fé que experimentamos a semelhança de Cristo em nós (Rm 16:25, 26). Quando desobedecemos, tornamo-nos espiritualmente desiludidos e desorientados (Tg 1:8; 4:8).

Experimentar a Palavra da vida é conhecer a Jesus experimentalmente (Jo 17:3). E quando Cristo encontra lugar no coração, a Palavra de Deus se torna uma poderosa influência na vida do crente (1Ts 2:13; Ef 2:1-7). Então essa influência se torna contagiante e atraente para os outros (2Co 2:14-17; 3:3).

Cristo, a Palavra de Deus, é a fonte da vida espiritual (Ap 19:13).
Cristo é o poder de Deus para a salvação (Rm 1:16; 1Co 1:24).
Cristo é o coração do evangelho eterno (Ap 14:6).
Cristo é o tesouro e o conhecimento de Deus (Cl 2:1-3).
Cristo é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14:6).

Em essência, a vida, morte e ressurreição de Cristo pavimentaram o caminho para que experimentássemos Sua plenitude (Ef 1:18-20). Seu amor abnegado é a fonte de nossa motivação para obedecer e amar abnegadamente (Gl 2:20). Lemos a Palavra. Obedecemos à Palavra. Vivemos a Palavra. Comunicamos a Palavra; e aguardamos a vinda da Palavra uma segunda vez (At 17:28). Isso é experimentar a Cristo – a Palavra da vida – ao máximo (Jo 10:10). O ato de darmos Cristo aos outros cada dia por meio de nossas palavras e atos amáveis os ajuda a ter uma amostra da alegria que podem ter neste mundo e na eternidade.

“O reino de Deus não vem com aparência exterior. Vem mediante a suavidade da inspiração de Sua Palavra, pela operação interior de Seu Espírito, a comunhão da alma com Ele que é sua vida. A maior manifestação de Seu poder se observa na natureza humana levada à perfeição do caráter de Cristo” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 36).

Mãos à Bíblia


5. Que significa a expressão “Palavra da vida”? Por que ela é tão apropriada para Jesus?

1 João 1:1 menciona o “Verbo da vida”. O “Verbo” também é encontrado em João 1:1-3, e se refere especificamente a Jesus. Em Apocalipse 19, o cavaleiro no cavalo branco é chamado “O Verbo de Deus” (Ap 19:13), e também se refere a Jesus. Nos escritos de João, a palavra verbo, em certos contextos, pode se referir a Jesus. O mesmo acontece com a palavra vida. Jesus é “o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo 14:6). Assim, vida, em 1 João 1:2, seguramente se refere a Cristo.

6. Que outra evidência mostra que, nesses versos, João estava se referindo a Jesus, quando usou a expressão “Palavra da vida”?

Alguns acham que a expressão “Palavra da vida” significa a proclamação do evangelho. É possível ouvir o evangelho de Jesus com os “próprios ouvidos”, contudo é mais difícil vê-lo “com os próprios olhos”. Ouvir, ver e tocar uma pessoa faz mais sentido que ouvir, ver e tocar o evangelho.

7. O que significa aceitar Jesus como a “Palavra da vida”? Examine cada parte da frase: palavra e vida. Como os textos seguintes nos ajudam a entender melhor essa expressão? Gn 1:14; Dn 5:23; Mt 8:8; João 1-4; At 17:28

Robert Stankovic | Cooranbong, Austrália

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segunda-feira, 7 de julho de 2008

"Tudo para com Todos": Paulo Prega ao Mundo - 07/07/2008 a 11/07/2008

Segunda, 7 de julho

Evidência
Perspectivas filosóficas

3. Faça uma rápida leitura de Atos 13:16-42. Em seu sermão, onde Paulo começou e onde terminou a breve recapitulação da história bíblica? A que autoridade ele apelou para provar que Jesus era o Messias?

4. Agora, leia Atos 14:8-18. Diferentemente de seu discurso aos judeus, que enfoque diferente Paulo usou para falar aos pagãos – que não acreditavam no Antigo Testamento?

Ao falar aos pagãos, Paulo não apelou às Escrituras como autoridade (ele mencionou o Antigo Testamento no verso 15, assim como poderia ter citado um poeta, e não como autoridade). Ao contrário, ele apelou para o mundo natural e a evidência que a natureza dá sobre um Deus Criador e assinalou a futilidade de adorar ídolos.

Atenas era o eixo cultural do mundo antigo. Famosa por seus filósofos e pensadores, a Grécia havia trazido sua civilização, seu saber e seus muitos deuses ao mundo romano. Quando Paulo entrou nesse clima de curiosidade intelectual, os filósofos estóicos e epicureus o desafiaram a defender sua teologia.

O pensamento estóico está baseado no conceito de que os seres humanos podem alcançar a felicidade e a perfeição alinhando-se com a razão e a lei natural. Através do autocontrole, da firmeza moral e do desprendimento emocional, os estóicos podem pensar claramente e viver sem ser afetados pelas correntes naturais da vida. O estoicismo era popular durante o tempo de Paulo entre as pessoas cultas do império greco-romano. Na filosofia estóica, Deus era a razão universal, o legislador natural e o provedor da ordem.

Em contraste, Deus era de pouco uso para os epicureus. Eles propunham que o mundo e tudo que ele contém aconteceu como resultado de movimentos fortuitos e de combinações específicas de átomos. Pelo fato de os epicureus acharem que o contentamento e a felicidade pessoal eram a coisa mais importante da vida, procuravam evitar a dor e o medo, promovendo ao mesmo tempo a virtude e o autocontrole. A amizade, o conhecimento e os prazeres simples assegurariam a satisfação, mas a condescendência exagerada poderia levar à insatisfação. Também não criam na vida após a morte. Provavelmente, foi por isso que os ouvintes de Paulo começaram a zombar quando ele descreveu a ressurreição de Cristo (At 17:32).

Como podia Paulo apresentar o evangelho de maneira relevante e atrativa para esses dois grupos de pessoas?

Ele fez o que muitos grandes oradores fazem. Falou-lhes primeiro a partir de seu próprio conhecimento e compreensão e então relacionou isso com o que ele queria que ouvissem. Paulo lhes falou no Areópago. Ele obviamente havia estado nos templos e sabia sobre o “deus desconhecido” e a profunda fascinação dos gregos pelo divino. Citou as palavras de seus poetas. Para os estóicos, ele começou com uma explicação da lei natural e do papel essencial de Deus na criação do Universo. O que ele disse tem sentido, e houve três reações: (1) os que zombaram, (2) os que ficaram intrigados, mas não fizeram nada, e (3) os que creram. Paulo pregou a todos para que alguns pudessem ser salvos – e assim foi.

Jarrod Stackelroth | Warburton, Austrália

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