sábado, 5 de março de 2011

Ciúme e inveja - Resumo Semanal - 05/03/2011 a 05/02/2011

CIÚME E INVEJA
Resumo Semanal - 27/02/2011 a 05/02/2011

 


¹ Noel José Dias da Costa

Objetivo deste estudo:

Compreender que a submissão a Deus e aos Seus planos é a única salvaguarda contra o perigo de condescender com a inveja.

Verdade Central:
A inveja destrói a paz e a alegria características da vida cristã e cega a pessoa, tornando-a refém de seus impulsos. A submissão ao Pai, seguindo a humildade de Jesus representa a vitória sobre esse grande mal.


Introdução
A inveja é o tipo mais antigo de pecado (Is 14:14) e afeta a saúde física, social e espiritual (Pv 14:30). A pessoa que permite que ela se instale no coração desenvolve uma compreensão equivocada de si e dos outros e nutre um sentimento de crítica, ódio e perseguição. Este estudo permite compreender como a inveja se desenvolve e os recursos divinos à nossa disposição para evitá-la e vencê-la.


I. Os fundamentos da inveja

A primeira pessoa que experimentou e nutriu inveja foi Lúcifer, quando desejou receber no Céu a mesma honra devida a Jesus (E. G. White, Primeiros Escritos, p. 145). Isso fez com que o orgulho e egoísmo dominassem seus pensamentos e ações, e logo o seu desejo foi o de ocupar o lugar de Deus (Is 14:14). A inveja é definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de outra pessoa. A psicologia a considera uma das manifestações do mecanismo de defesa conhecido como formação reativa, que é uma forma equivocada de lidar com a própria condição quando comparada com a condição do outro, desejando ser como ele, apesar de negar isso para si e para os demais. É, portanto, doentia.


Ellen G. White nos lembra que “a inveja causou a primeira morte em nosso mundo. ... Todo egoísmo vem de Satanás” (Exaltai-O [MM 1992], p. 293). Precisamos vencer esses maus sentimentos e nutrir o coração com o verdadeiro amor que vem de Deus. Ellen G. White afirma: “Os que amam a Deus não podem abrigar ódio nem inveja. Quando o princípio celestial do eterno amor enche o coração, ele flui para outros, não meramente porque favores são recebidos deles, mas porque o amor é o princípio da ação e modifica o caráter, governa os impulsos, controla as paixões, subjuga inimizades, eleva e enobrece as afeições.”

Para refletir:

Alguma vez você já se sentiu prejudicado (a) pela inveja de alguém?


II. A inveja nas relações familiares

Desde a entrada do pecado, convivemos com o sério problema da rivalidade entre os membros da família. Grande parte desse problema poderia ser resolvida se a inveja fosse controlada, e em seu lugar estivessem o amor e o respeito. Os irmãos de José vivenciaram esse conflito. Permitindo que a inveja dominasse suas ações, cometeram a insensatez de fazer mal ao seu irmão, desconsiderando o impacto de suas decisões sobre o pai deles. O remorso os perseguiu depois, até que viram a atitude perdoadora de José, que lhes disse: “Não tenham medo. Estaria eu no lugar de Deus?” (Êx 50:19).


Em certo sentido, José representou Jesus que, mesmo sendo vendido por seus irmãos, não os condenou, mas deu-lhes a oportunidade de recomeçar sua trajetória, buscando o caminho da justiça e do amor que vem de Deus.


Para refletir:

O que é possível fazer para que a rivalidade dê lugar ao amor fraterno em nosso lar?

III. A inveja de Saul

Embora tivesse, a princípio, uma disposição favorável a Davi, Saul se demonstrou depois muito hostil a ele, perseguindo-o com o propósito de o matar. Essa mudança não se deu de uma hora para outra, mas gradualmente, na proporção em que Saul nutria a inveja no coração. Aparentemente, o problema começou quando o aplauso popular desviou-se dele para Davi. Era-lhe muito pesaroso ver o nome de Davi em evidência, e o dele em aparente esquecimento. Por isso, passou a tê-lo como rival e inimigo. Esse problema sempre estará presente onde existirem pessoas com inveja.


O invejoso espalha veneno aonde quer que vá, separando amigos e suscitando ódio e rebelião contra Deus e as pessoas. Procura ser considerado o melhor e o maior, não mediante heróicos e abnegados esforços por alcançar o alvo da excelência, mas sim ficando onde está e diminuindo o mérito dos outros (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 56).

De Saul podemos compreender que a inveja produz uma série de sentimentos ruins como: autoestima baixa, ódio, suspeita, medo, culpa e ira. Mas a pior consequência é o afastamento de Deus, que Saul infelizmente experimentou. Ellen G. White afirma que “o ciúme leva o homem a desconfiar do outro procurando privá-lo de vantagens e posição. Saul possuía ambos, ciúme e inveja” (Signs of the Times, 2 de novembro de 1888).


Para refletir:

O que você sente quando um amigo lhe fala de suas conquistas pessoais, profissionais ou materiais? Você é capaz de se alegrar com o sucesso dos outros?


IV. A inveja contra Jesus

Jesus também foi alvo da inveja dos líderes religiosos de Seus dias (Mt 27:18). A visão inovadora que Ele apresentava da vida religiosa e de Deus era muito diferente da religião fria e legalista que eles adotavam. Ele era admirado e respeitado pelo povo, ao contrário deles, que eram temidos. A grande influência de Jesus sobre o povo e Seu caráter justo os incomodava muito.


Em sua origem, a palavra inveja significa “não ver” (do latim “invedere”). Por isso, retrata bem o que ocorre com a pessoa invejosa, que não consegue ver as pessoas, nem a si mesma, de maneira correta. Os líderes judaicos estavam tão possuídos por esse terrível sentimento que não conseguiam ver Jesus como Filho de Deus, o Salvador, nem Seus ensinos como verdadeiros. Perderam a chance da salvação, morrendo na perdição.


A este grau a inveja e o preconceito amargo levam seus escravos. Ao rejeitar Cristo, os fariseus se colocaram onde trevas e superstição se fecharam em torno deles, aumentando continuamente o ódio e a incredulidade. Estavam prontos para manchar as mãos de sangue a fim de cumprir seus objetivos profanos, e tirariam mesmo a vida de quem tinha poder infinito para Se erguer da sepultura. Eles se colocaram onde nenhum poder, humano ou divino, poderia alcançá-los. Pecaram contra o Espírito Santo, e Deus não tinha reservado poder para resolver seu caso. Sua rebelião contra Cristo era decidida. Eles não teriam este homem, Jesus, para reinar sobre eles (Signs of the Times, 9 de outubro de 1879).


Conclusão

O amor de Deus em nosso coração é a salvaguarda de que necessitamos para que não sejamos apanhados na armadilha da inveja. Só ao pé da cruz podemos encontrar nosso real valor e o de nosso semelhante, sendo capazes de considerá-lo e a nós mesmos pelo preço que foi pago pelo nosso Pai eterno: o sangue de Cristo.




~-~-~-~~-~~-~~-~~-~~~-~~-~~-~~-~~-~~-~~-~~-~~-~~-~~-~~-~~-~~-~~-~~-~~-~~-~~-~
¹Noel José Dias da Costa é psicólogo e pastor, mestre e doutor em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Teologia pelo SALT-UNASP-EC. Atua como professor, psicólogo e auxiliar da Associação Ministerial no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP). É casado com a pedagoga Erenita M. S. da Costa, e pai de Tiago e Ana Cristina.

Marcadores: , , , ,

sexta-feira, 5 de março de 2010

Domínio Próprio - 05/03/2010 a 06/03/2010

Sexta, 5 de março
Opinião
Cuidado!

Muitos cristãos não estão cientes dos perigos para nós que vêm através dos diversos tipos de mídia. A televisão, o rádio, as revistas e muitos sites da internet têm o objetivo de controlar nossa mente sem nem mesmo termos consciência disso. “Qualquer informação programada subliminarmente para seu subconsciente não encontra resistência. Essa informação subliminar é armazenada em seu cérebro com uma identificação que acionará uma reação retardada capaz de influenciar seu comportamento.”1 Essas mensagens são apresentadas a nós tão rapidamente na forma de palavras impressas, figuras ou vozes, que não nos conscientizamos delas. Saber sobre informações que estão programadas para nos alcançar de forma subliminar dá um significado adicional ao Salmo 101:3. É quase como se o salmista entendesse plenamente que o subconsciente pode absorver muitas coisas das quais a pessoa não está nem mesmo ciente.

A mídia procura definir a realidade para nós. Grande parte dela apresenta o pecado de maneiras excitantes. É como se os que estão trabalhando em vários setores da mídia fizessem esforço especial para degradar nossas faculdades mentais e espirituais. O perigo para nós é que os valores do mundo pecaminoso gradualmente moldam nossa maneira de pensar, e, então, acabam moldando nossa maneira de viver. É aí que ocorre a luta pelo domínio próprio. A mídia também pode amortecer nosso interesse pela meditação na Palavra de Deus e nossa capacidade para tal. Aqui está o que um escritor e ávido leitor tem a dizer sobre sua experiência pessoal: “O que a internet parece estar fazendo é cortando minha capacidade de concentração e contemplação. Minha mente agora espera captar informações da maneira como a web a proporciona: numa corrente de partículas que se move rapidamente.”2

1. Steven Jacobson, Mind Control in the United States.
2. The Atlantic. “Is Google making us stupid?”, Nicolas Carr. http://www.theatlantic.com/doc/200807/google (acessado em 12 de dezembro de 2008).

Mãos à obra

Estude o poema “Se” de Rudyard Kipling (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u92310.shtml), e considere como o conselho dele, e o de Paulo em Gálatas e Colossenses, podem ajudar você a viver uma vida de domínio próprio.
Prepare uma lista das coisas que você fez em seu tempo de folga na semana passada. Avalie se cada atividade foi saudável ou não. Faça uma lista de alternativas positivas para cada item negativo. Pratique suas alternativas positivas.
Convide um(a) amigo(a) que ajude você a começar um novo hábito bom. Corram juntos(as), partilhem dicas de alimentação, músicas, livros, atividades missionárias, pratiquem juntos(as) o controle da ira ou estratégias para enfrentar um vício. Comprometa-se com seu(sua) amigo(a) a praticar esse novo hábito por 40 dias seguidos.
Peça a um(a) amigo(a) chegado(a) que mencione uma coisa que você faz habitualmente que esteja prejudicando a você mesmo(a) ou a outros. Discutam maneiras de você mudar esse comportamento, e criem um plano para isso.

Xhantilomzi Perseverance Mlamleli East London, África do Sul

Marcadores: , , ,

quinta-feira, 5 de março de 2009

A Mensagem dos Profetas - 05/03/2009 a 07/03/2009

Quinta, 05 de março

A segunda vinda


A Mensagem dos ProfetasDesde o início da década de 1970, o livro A Agonia do Grande Planeta Terra, de Hal Lindsey, vendeu mais de quinze milhões de cópias. Mais recentemente, a série Deixados Para Trás, de Tim LaHaye e ]erry B. Jenkins, também rendeu mi­lhões. Estes fatos indicam que existe uma consciência geral entre muitos cristãos de que estamos vivendo no tempo do fim.

A palavra adventista no nome de nossa igreja significa que cremos na segunda vinda de Cristo a tal ponto que faz parte de nossa identidade. Mas nossa compre­ensão da segunda vinda é muito diferente da defendida na série Deixados Para Trás por Hal Lindsey.

7. O que a Bíblia ensina sobre a forma da vinda de Cristo, e por que é de im­portância vital conhecer esse assunto? De que enganos ~esus nos advertiu com respeito à maneira de Sua vinda? Mt 24:5, 24-31; Ap 1:7

Introduzido primeiramente por John N. Darby no século 19, o conceito de que a vinda de Cristo consiste em duas fases capturou o pensamento de muitos pro­testantes hoje. A primeira fase supostamente envolve um arrebatamento secreto, em que todos os verdadeiros cristãos serão arrebatados com Cristo, e a segunda fase seria o aparecimento de Cristo, sete anos mais tarde, para governar a Terra por mil anos.

Os adventistas do sétimo dia não encontram apoio bíblico para dividir o segundo advento em um arrebatamento e um aparecimento. De acordo com o Novo Testamento, a volta de Jesus será um evento indivisível, único, literal, audível e visível (1Ts 4:16, 17; Ap 19:11-21). E, igualmente importante, Jesus nos advertiu contra falsas interpretações sobre a maneira de Sua vinda. Obviamente, Jesus sabia que o engano seria excessivo (Mt 24:24), e por isso a Palavra de Deus é tão clara sobre a maneira de Sua vinda.

Embora o transcurso de cada dia nos leve um dia mais perto da volta de Cristo, o transcurso de cada dia também faz Seu retorno parecer cada vez mais distante.

Como podemos encontrar o equilíbrio entre viver na expectativa do retorno de Cristo e embarcar simplesmente na rotina da vida?

Marcadores: , , ,