terça-feira, 1 de junho de 2010

Integridade: Inteireza e Santidade - 01/06/2010 a 05/06/2010

Terça, 1o de junho

Exposição
Sua vida está alinhada com a dEle?


Uma definição básica de integridade é esta: quando seu modo de agir combina com suas palavras. E a integridade bíblica é quando seu modo de agir combina com a Palavra de Deus, quando sua vida está alinhada com a vontade e os caminhos dEle. Vamos considerar algumas pessoas da Bíblia que viveram conforme o coração do Pai.

Alinhando nossos papéis (Gn 36:6-12). José tinha dois papéis básicos. Ele era filho de Deus e gerente da casa de Potifar. Porque seus papéis estavam em alinhamento com sua lealdade em primeiro lugar a Deus e em segundo lugar aos seres humanos, ele foi capaz de resistir aos avanços sexuais da esposa de Potifar.

Alguns poderiam dizer: “Mas veja o que ele ganhou com sua integridade: a prisão!” Sim, a curto prazo a integridade muitas vezes leva a um caminho difícil. Contudo, a longo prazo nunca nos arrependeremos de colocar Deus em primeiro lugar. No fim, José se tornou o homem da confiança de Faraó (ver Gênesis 40 e 41). Ele se tornou uma bênção para a casa de seu pai.

Alinhando nossos ressentimentos (1Sm 24:1-10). Em Romanos, lemos: “Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: ‘Minha é a vingança; Eu retribuirei’, diz o Senhor” (Rm 12:19, NVI). Davi mostrou integridade quando se recusou a permitir que ressentimentos contra Saul, o qual estava procurando matá-lo, o levassem pelo caminho da vingança pessoal.

Quantas vezes tentamos dar o troco, só para descobrir que nos tornamos mais amargos? Admito que alguns de nós podem ter sido ameaçados, abusados, molestados ou injustamente acusados. Mas o lado escuro de nos defendermos ou vingarmos é que acabamos presos na armadilha da ira, ressentimento e falta de perdão. Em contraste, a integridade bíblica é quando amamos nossos inimigos e oramos pelos que nos perseguem, colocando-os nas mãos de Deus e permitindo que Ele seja nosso vindicador.

Alinhando nossa adoração (Dn 6:1-10). Como Davi, Daniel acreditou que Deus seria seu vindicador. Seu próprio nome diz: “Deus é meu Juiz”. E por meio de uma compreensão experimental da justiça, proteção e provisão de Deus (Daniel 1, 2, 5), Daniel chegou ao ponto de uma integridade radical na adoração. Quando teve que enfrentar a ameaça de ser jogado aos leões, continuou adorando a Deus, porque havia passado a vida toda aprendendo a confiar nEle como seu defensor.

Como adventistas, somos chamados a proclamar a mensagem: “Temam a Deus e glorifiquem-nO, pois chegou a hora do Seu juízo. Adorem Aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas” (Ap 14:7, NVI). Como Davi e Daniel, somos um povo que adora a Deus porque Ele é nosso Juiz. E a despeito do que outros possam dizer ou fazer a nós, nosso modo de vida deve se tornar nosso modo de adoração.

Alinhando nossa identidade. A adoração era certamente o modo de vida de Jesus. E a razão pela qual Ele adorava com tal integridade era porque Sua identidade estava alinhada com a Palavra de Seu Pai. Em Seu batismo, o Pai declarou: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me agrado” (Mt 3:17, NVI). E quando tentado pelo diabo a transformar as pedras em pães, Cristo declarou: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4, NVI).

Em outras palavras, Satanás disse: “Se você é Filho de Deus, prove-o transformando as pedras em pães.” Mas Cristo compreendia que nossa identidade não é definida pelo que fazemos, mas pelo que Deus fez, pelo que Deus disse. E Deus declara a nós que em Cristo somos Seus amados!

Quando o Céu foi aberto aos seres humanos, e Deus disse: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me agrado”, Ele disse isso a nós. Como resultado, suas orações, através da fé em seu Substituto, Jesus Cristo, são aceitas pelo Pai.1

Fora de alinhamento (Rm 1:26, 27). Romanos pinta o quadro de um povo que experimentou uma quebra de integridade – um povo que perdeu sua identidade e se tornou desligado de Deus, e, em resultado disso, desligados uns dos outros, trocando as relações naturais pelas não naturais. Seu fracasso em confiar na Palavra e provisão de Deus levou à perversão moral e espiritual.

Alinhando nossas orações (Ef 3:14-21). O que podemos fazer quando a integridade se rompe? A oração de Paulo em Efésios 3 é uma forma poderosa de fortalecer nossa integridade e a integridade de outros. Ao orar para que outros encontrem inteireza em nós, somos fortalecidos. Ao orar para que eles conheçam o “amor de Cristo que excede todo conhecimento”, nos vemos perdidos nas profundezas de Seu amor.

“A mais elevada glória de Cristo sobre Seu trono soberano hoje é a glória de Sua intercessão prevalecente... Não há papel mais semelhante ao de Cristo do que ser um cointercessor com Cristo pelas prioridades de Seu coração. De nenhuma outra forma o cristão pode ser de maior força e bênção para a igreja de Cristo. De nenhuma outra forma você pode fazer mais para avançar o reino de Cristo e trazer glória ao nome de Jesus.”2

1. The Ellen G. White 1888 Materials, “Sabbath Talk” (1987), c. 12, p. 124.
2. Wesley Dewel, Mighty Prevailing Prayer, p. 27.


Mãos à Bíblia


Nossa vida pode ser semelhante a um barco em que há apenas uma peça de madeira apodrecida. Podemos ser muito sólidos, muito féis, muito firmes e sem vacilar em muitos aspectos. Mas, por causa de uma única área que não entregamos ao Senhor, uma área pecaminosa que procuramos manter, podemos nos achar em profundas dificuldades morais, espirituais e até físicas.

3. Qual é a fonte de recursos para sermos vitoriosos? Ef 3:14-21. Como nossa integridade pessoal pode ser fortalecida? Como podemos experimentar essas promessas em nossa vida?

James G. Moon | La Jara, EUA

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

A Jornada Cristã "DISCIPULADO" - 01/06/2009 a 06/06/2009

Segunda, 1º de junho

Evidência
Evidências de discipulado


3. Que princípios de discipulado podemos encontrar nos textos a seguir? Mt 4:19; 9:9; Mc 8:34

4. Como Pedro reagiu quando muitos seguidores abandonaram Jesus? Jo 6:60-70

Com a exceção de Judas, os demais apóstolos provaram ser seguidores fiéis, embora tivessem momentos de sérias dúvidas e desilusão quando seu Mestre foi preso e executado. Sua experiência nos dá grande conforto. Muitos de nós tivemos momentos em que nossa decisão de ser discípulos esteve em maré baixa, mas, como no caso dos apóstolos, isso não significa que não podemos vencer nossa falta temporária.

Ser um discípulo de Cristo envolve duas coisas – permanecer nEle e dar fruto. Ao permanecermos em Cristo, daremos muito fruto. E ao darmos fruto, mostramos que somos verdadeiramente Seus discípulos.

Permanecer parece fácil. Sinônimos para a palavra “permanecer” incluem “estar” e “continuar”. Mas e quanto ao dar frutos? Será que isso é fácil? Qual é o fruto que nós, como discípulos, devemos dar ou produzir?

Gálatas 5:22 e 23 nos diz: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei” (NVI). Esses atributos são as características daqueles que estão permanecendo em Cristo. São a evidência do Espírito de Cristo na vida de um discípulo. Exploremos um desses atributos segundo é revelado na Bíblia.

O fruto do Espírito é... paz (1Sm 24). Davi estava fugindo para salvar a vida, quando ele e seus homens se refugiaram no deserto de En-Gedi. Ali encontraram uma caverna onde poderiam achar abrigo e ficar escondidos. Enquanto descansavam, um estranho inesperado entrou na caverna para atender a suas necessidades. Para surpresa deles, aquele não era estranho algum, mas o próprio homem que estava procurando matar Davi – o próprio rei Saul. Os homens de Davi viram nisso uma oportunidade para Davi se livrar de seu perseguidor. Então, insistiram com ele para que matasse Saul. Mas, pelo fato de Davi ter visto isso como uma oportunidade de fazer as pazes com seu inimigo, silenciosamente cortou a orla do manto de Saul. Quando o rei, sem suspeitar de nada, descobriu mais tarde que Davi lhe havia poupado a vida, arrependeu-se de seu ódio e de sua perseguição a Davi. Embora vejamos, no continuar da história, que este na verdade não seria o fim da desesperada determinação do rei para pôr fim à vida de Davi, Davi procurou apenas fazer as pazes com o rei até o fim – até a morte de Saul.

Em muitas situações modernas nos encontramos face a face com a mesma escolha de Davi – lutar ou nos retirar. Contudo, o fruto do Espírito é a paz. Os discípulos de Cristo devem muitas vezes escolher estar em paz em vez de retaliar ou se vingar de alguém que os tenha tratado mal. Durante esses momentos, lembremo-nos de que os discípulos de Cristo devem escolher “viver em paz com todas as pessoas” (Rm 12:18).

Tresa Beard | Silver Spring, EUA

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