segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Redenção para judeus e gentios - 30/08/2010 a 04/09/2010

Segunda, 30 de agosto

Evidência
Judeus e gentios


Muitos países passam pelo trauma das guerras. Os países africanos, especialmente, devido a diferenças étnicas, como é o caso de Ruanda (1994) e do Quênia (2008). Milhões de pessoas foram mutiladas, estupradas e humilhadas de outras formas. Propriedades foram destruídas em grande escala. Tudo por ter nascido num grupo étnico e não em outro.

A identidade étnica não é uma escolha. Adquirimos a condição de membros de uma comunidade étnica por nascimento. Infelizmente, esta membresia vem com uma bagagem – preconceitos, estereótipos e outros interesses partidários que fazem oposição entre grupos e ameaçam a integridade e bem-estar da sociedade. Esses males estão arraigados de tal maneira que nem mesmo a educação, os programas políticos ou práticas religiosas superficiais podem remediá-los. Os males vêm por nascimento natural. Desafiam, portanto, qualquer meio natural de erradicação. É preciso é um nascimento divino. João 1:12, 13 distingue entre os ser nascido naturalmente e o ser nascido do Espírito. A redenção, para judeus e gentios, tem que ver com esse nascimento divino.

Esse nascimento divino é realizado pelo próprio Deus no momento em que a pessoa aceita Jesus como Salvador e Senhor. O novo nascimento define a membresia na família de Deus e marca uma mudança permanente de interesses e direitos humanos para preocupações e deveres divinos. Quando a pessoa é nascida de Deus, vê as pessoas como Deus as vê. A cidadania divina e os privilégios e obrigações que a acompanham superam a cidadania terrena com seus direitos e deveres. Os convertidos são um no Senhor apesar de suas diversas formações culturais. O que conta é a “nova criação” (Gl 6:15).

O novo nascimento é concedido por Deus como um presente. É alcançado por fé ativa em Cristo. Precisa fazer uma diferença em nossa vida, mesmo em meio à crise. Deve prevalecer sobre o nascimento natural. Finalmente, nos compromete a concentrar-nos em tornar todas as pessoas filhos e filhas de Deus.

Mãos à Bíblia

2. No contexto do que lemos, como devemos entender que Deus tem misericórdia e Se compadece de quem quer? Rm 9:14, 15

Paulo não está falando de salvação individual, mas sobre o fato de Deus poder escolher as nações para desempenhar uma função, e embora elas possam se recusar a fazer isso, não podem evitar a escolha de Deus.

Francis G. Wokabi – Ruiru, Quênia

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domingo, 30 de agosto de 2009

Confiança - 30/08/2009 a 05/09/2009

CONFIANÇA


“Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a vontade de Deus, Ele nos ouvirá” (1Jo 5:14, NVI).

Prévia da semana:
João menciona cinco áreas em que podemos ter confiança em Deus. A única coisa que pode tirar nossa salvação são nossas próprias escolhas negativas.

Leitura adicional: Caminho a Cristo, cap. 6, p. 49-56

Domingo, 30 de agosto

Introdução

Enterrando sua vontade

Era uma radiante manhã que trazia grandes expectativas. Quem seria nosso novo professor? Estaria ele disposto a responder todas as perguntas que lhe fizéssemos? Essas eram algumas das indagações que passavam pela mente da maioria dos alunos do primeiro ano do ensino médio. Quando o professor anunciou que o fundamento da classe seria liberdade de expressão, a classe toda gritou: “Viva!” como expectadores comemorando um gol. “Contudo”, continuou o professor, “quaisquer perguntas que vocês fizerem precisam ser relevantes para a matéria que eu ensino.”

“E isso é liberdade?”, alguns dos estudantes cogitaram em voz alta.

Vestígios de uma propensão semelhante podem ser encontrados em nós quando lemos 1 João 5:14: “Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa... Ele nos ouvirá” (NVI). Inclinamo-nos a deixar de fora a condição “de acordo com a Sua vontade”.

Sim, nosso amoroso Pai do Céu ouve e atende qualquer súplica que Lhe façamos, mas somente se for “de acordo com a Sua vontade”. A palavra grega parresia, traduzida como “confiança”, pode ser interpretada como “a liberdade de acesso para falar”. Você considera a condição “de acordo com a Sua vontade” uma limitação dessa liberdade de expressão aos olhos de Deus? Ou você a vê como a chave do andar superior do Céu? Como os alunos, muitas vezes vamos a Deus em oração com noções preconcebidas e desejos egocêntricos, sem procurar conhecer Sua vontade. Com que frequência você termina suas orações com “Seja feita a Tua vontade”?

Um escritor se expressa desta forma: “Faça a vontade dEle como se fosse a sua, para que Ele possa fazer a sua vontade como se fosse a dEle.” A vontade geral de Deus é manifesta na Bíblia, mas Sua vontade suprema é exemplificada no propósito geral de nos salvar do pecado. Assim, podemos estar seguros de que se fizermos qualquer petição relacionada a nossa salvação, o Salvador está mais do que pronto a ouvir. Ele estará esperando para realizar esse pedido. Será que, como Karl Barth, podemos dizer o seguinte: “Portanto, a Ti entregamos nossa existência – a Ti que nos convidaste e nos ordenaste que orássemos, que vivêssemos para Teus caminhos. Aqui estamos. Agora, cabe a Ti Te preocupares com nossa causa humana”?

Mãos à Bíblia

Primeira João 5:14 contém a palavra confiança, que também significa certeza, coragem, ou, em outros contextos, intrepidez (At 4:29, 31) e franqueza (Jo 16:25, 29). De acordo com Hebreus 4:16 e 10:19, os cristãos podem, de maneira confiante, se aproximar do trono de Deus. Por quê? Primeiramente, porque Jesus derramou Seu sangue por eles na cruz. E, segundo, porque Jesus ascendeu ao Céu para servir como Sumo Sacerdote em seu favor. O mesmo termo é usado em 1 João 4:17 falando sobre “confiança” ou “coragem” no dia do juízo. Os cristãos não têm medo do juízo, pois contam com o que Jesus fez por eles.

1. De acordo com os textos a seguir, que razões temos para confiar? 1Jo 5:13; 1Jo 5:15; 1Jo 5:18; 1Jo 5:19; 1Jo 5:20

Felix Opoku Gyamfi | Kumasi, Gana

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sábado, 30 de agosto de 2008

Coluna da Missão: O Apóstolo Pedro - 30/08/2008 a 30/08/2008

RESUMO SEMANAL

UMA COLUNA DA MISSÃO: O APÓSTOLO PEDRO - II

Pr. Antonio G. Pires
Diretor de Escola Sabatina e Ministério Pessoal
Associação Mineira Central

Introdução

No primeiro encontro de Pedro com Jesus, o Senhor viu o passado daquele discípulo, viu um homem a ser moldado através da contemplação do Seu amor e viu o futuro daquele homem que colocaria a vida inteiramente em Suas mãos.

“Simão não esperou segundo convite. Também ele ouvira a pregação de João Batista, e apressou-se em ir ter com o Salvador. Os olhos de Jesus pousaram nele, lendo-lhe o caráter e a história. Sua natureza impulsiva, o coração amorável e compassivo, a ambição e confiança próprias, a história de sua queda e arrependimento, seus labores e a morte de mártir – o Salvador leu tudo, e disse: ‘Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)’”. (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 139).

O impulsivo e instável Pedro se tornaria uma coluna da igreja de Cristo. Um homem não pode por si mesmo transformar seu caráter, mas Jesus transformou Pedro completamente, tirando-o da “rota de colisão” que, sem dúvida, o levaria ao fracasso e perdição.

I - A comissão de Pedro: um olhar mais próximo

Depois de andar algum tempo com Seus discípulos, Jesus Se retirou com eles para um local distante das multidões, na região pagã de Cesaréia de Filipe, onde poderia ter uma conversa direta e muito importante com eles. Jesus queria dizer-lhes abertamente que Ele era o Messias. Queria avaliar o que eles haviam aprendido até então, para dar prosseguimento ao discipulado do seu núcleo de fé.

“Jesus queria dizer aos discípulos abertamente que Ele era o Messias e lhes falar mais claramente a respeito da missão universal. Não era conveniente fazê-lo na Galiléia nem na Judéia. Nesses territórios eles não conseguiam estar sozinhos. A multidão nunca os abandonava e os escribas os espreitavam todo o tempo, na expectativa de encontrar algo que pudessem distorcer para condená-Lo”(Mário Veloso, Mateus – Comentário Bíblico Homilético, p. 215).

Jesus fez uma pergunta, preparando os discípulos para confessarem por si mesmos a sua fé. “Quem diz o povo ser o Filho do Homem?”

Com essa pergunta, Jesus preparou os discípulos para responderem à seguinte, que mais Lhe interessava naquele momento. Para cumprir a missão de Cristo, é importante saber o que as pessoas pensam de Jesus. Não podemos pregar a elas fora do contexto em que vivem e do que acreditam. Os discípulos faziam parte do povo e ouviam constantemente o que as pessoas falavam a respeito de Jesus. Muitas vezes, os comentários feitos pelas pessoas caíam em seus ouvidos e faziam com que eles mesmos pensassem sobre o que estava acontecendo.

Jesus, no entanto, não os havia levado até aquele lugar para saber o que estava na boca do povo. Isso eles admitiam: o povo estava falando de Jesus, porém, a idéia que a multidão tinha e sobre o Mestre era parcial e restrita. A multidão não tivera o privilégio que eles haviam tido de andar com o Senhor. Jesus, então, abordou objetivamente o verdadeiro motivo de estar ali com eles. “Mas vós, continuou Ele, quem dizeis que Eu sou?” Depois de um momento, o silêncio foi cortado pela afirmação veemente de Pedro. “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Enquanto a multidão O rejeitava no momento da Sua humilhação, Jesus estava sendo reconhecido pelos discípulos como o Messias prometido. Esta declaração não foi a primeira dos discípulos em que reconheciam Jesus como o Messias. Quando os discípulos foram a Jesus pela primeira vez, André, ao fazer o convite a Pedro, disse: “Achamos o Messias” (Jo 1:41) e Natanael exclamou: “Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o rei de Israel.” (Jo 1:49). Quando Jesus acalmou a tempestade, depois de andar sobre as águas, eles disseram: “Verdadeiramente és Filho de Deus” (Mt 14:33). As palavras de Pedro eram a declaração de todos os discípulos naquele momento e, ao se levantar para falar, o Espírito Santo falou por intermédio dele. Aquelas palavras não eram fruto de sabedoria nem discernimento humano e sim fruto da suprema revelação de Deus. O fato de ter Pedro feito essa declaração não significava que eles conheciam a missão de Cristo. Depois daquele momento, Jesus passaria para outra fase do discipulado. Os discípulos estavam, então, preparados para receber esclarecimentos sobre Sua missão.

A declaração de Jesus ao Se dirigir a Pedro não o tornou o fundamento do reino de Deus. Pedro seria uma pedra movediça que faria parte importante na estrutura da igreja. Ele não expressou ali suas próprias palavras. Elas foram colocadas na sua boca pelo Espírito de Deus e expressavam a confissão de fé de toda a comunidade da qual faziam parte os discípulos. Ali, Pedro representava a igreja, assim como cada um dos filhos de Deus o fariam sempre dali para frente como verdadeiros embaixadores do reino de Cristo.

Jesus continuou:“Pois também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16:18). A palavra Pedro significa pedra - uma pedra movediça. Pedro não era a rocha sobre a qual a igreja estava fundada. As portas do inferno prevaleceram contra ele quando negou seu Senhor com imprecações e juramentos. A igreja foi edificada sobre Alguém contra quem as portas do inferno não podiam prevalecer” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 412, 413).

Quem é o verdadeiro fundamento e a rocha da salvação?

  • Moisés apontara à Rocha da Salvação de Israel (Dt 32:4).
  • O salmista cantara à “Rocha da minha fortaleza” (Sl 62:7).
  • Isaías escrevera: “Assim diz o Senhor Jeová: Eis que Eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada” (Is 28:16).
  • O próprio Pedro aplicou essa profecia a Jesus. Diz ele: “Chegando-vos para Ele a pedra que vive, rejeitada, sim pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual” (1Pe 2:4, 5). “Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa, e quem nela crer não será de modo algum envergonhado” (1Pe 2:6). Na sua pregação no sinédrio, ele reconheceu Jesus como a Pedra rejeitada por todos “a qual se tornou a pedra angular” (At 4:10, 11).
  • “Ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3:11).

“Na presença de Deus e de todos os entes celestiais, em presença do invisível exército do inferno, Cristo fundou Sua igreja sobre a Rocha viva. A Rocha é Ele próprio - Seu próprio corpo, quebrantado e ferido por nós. Contra a igreja edificada sobre este fundamento, não prevalecerão as portas do inferno (Ibid. p. 413).

II - A Sombra de Pedro

Os discípulos estavam sozinhos. Jesus havia subido ao Céu, Pedro ocupou, no início, o papel de líder dos discípulos. O livro de Atos nos mostra os primeiros passos da igreja e como Pedro ocupou um lugar importante na liderança do povo de Deus. Ele estava à frente na escolha do substituto de Judas (1:15); na pregação do Pentecostes, quando quase três mil pessoas se converteram (2:14); a primeira cura após a ascensão de Jesus foi realizada por ele (3:1-10); tomou a frente para falar ao povo no templo e representou, juntamente com João, perante o sinédrio, a igreja que nascia (3:12 e 4:8); Repreendeu Ananias e Safira quando tentaram ludibriar a comunidade de fé (5:3-11); desceu com João a Samaria para confirmar a fé dos novos convertidos (8:14-25); ressuscitou Dorcas (9:36-43). Pedro foi o primeiro a iniciar a pregação do evangelho aos gentios indo à casa de Cornélio (10:1-48).

Quando Pedro andava com Jesus, muitas vezes estava pronto a confiar em si mesmo. Por algumas vezes, ensoberbeceu-se diante de Jesus. Era, agora, um homem transformado. Não mais tinha medo do ridículo e escárnio ou mesmo do que os homens pudessem fazer. Com ousadia confessava o nome de Jesus e, perante aqueles que O haviam crucificado, expunha-lhes o pecado de haverem rejeitado o Cristo. Ele não se esquecia de que havia traído o Mestre e considerava um privilégio sofrer, mesmo se necessário morrer pelo seu Senhor.

Os apóstolos faziam muitos milagres e eram tantos os que necessitavam que colocavam os enfermos onde pudessem ser alcançados pela sombra de Pedro a fim de serem curados. Essa foi uma fase crítica na vida desse discípulo. Enquanto as luzes estavam sobre ele, Pedro poderia ter perdido de vista a Jesus, assim como acontecera nas águas revoltas, quando era necessário que ele continuasse olhando para Jesus e se detivera em olhar para si mesmo, desviando o olhar do Mestre. Porém, ele tinha sido vacinado contra essa vaidade. Mesmo quando Cornélio se ajoelhou perante ele para o adorar, ele não tomou os louvores para si. Portou-se como um verdadeiro embaixador dos céus.

Precisamos ter o mesmo espírito de Pedro. Quantas vezes buscamos a glória que pertence unicamente a Deus! Somos instrumentos de Deus para realizar Sua obra nesse mundo, e devemos creditar ao Senhor toda a honra, glória e louvor, para cada um dos Seus eternos atos realizados através de nós, Seus filhos.

III. Organizando a primeira Igreja

O livro de Atos revela-nos o crescimento e organização da igreja primitiva. A igreja crescia a passos largos. Partindo de aproximadamente quatrocentas pessoas, o número de crentes aumentou vertiginosamente no dia do Pentecostes, quando quase três mil pessoas foram batizadas (At 2:41). A igreja vivia em comunhão de tal maneira que todos “tinham tudo em comum” adorando o Senhor, orando em todo tempo. Assim, “acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia os que iam sendo salvos” (At 2:42-47). Ao serem, dia a dia, acrescentados novos crentes ao rebanho, o número dos fiéis cresceu ao ponto de, somente homens, serem contados quase cinco mil pessoas (At 4:4).

O número de novos convertidos trouxe consigo as dores do crescimento. A igreja, acrescida de tantas pessoas, não podia ser administrada como quando era composta por poucos. Para que ela continuasse crescendo e cumprindo sua missão no mundo, mudanças estruturais deveriam ser implementadas, porque o crescimento gera novas responsabilidades e uma estrutura mais dinâmica para continuar a crescer.

Os problemas que começaram a aparecer na igreja estavam relacionados com as prioridades da igreja. Os fatos eram importantes e requeriam cuidados sérios, mas a solução deveria ser de tal forma que não prejudicasse a missão. A exemplo dos apóstolos, não podemos permitir que as crises da igreja sejam resolvidas em detrimento da missão. Esta é prioritária no contexto da igreja de Deus, e nada pode ficar em seu lugar. Pedro e os demais apóstolos reconheceram que uma mudança deveria ser feita na estrutura organizacional para dar mobilidade à obra.

O resultado da decisão foi de grande importância, porque a igreja não mais podia crescer somente em progressão aritmética, sendo acrescentados os salvos. O autor de Atos diz que então, “se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé” (At 6:7).
A igreja estava, então, pronta agora para “esticar suas cordas”, saindo das fronteiras da Judéia para alcançar o mundo.

IV. Uma visão mais ampla

A visão dos apóstolos ainda era pequena em relação à missão. Eles ficariam pregando somente em Jerusalém e na Judéia se Deus não tivesse agido para espalhá-los. Jesus havia dito a eles que sua visão não podia ser tacanha. Começariam, sim, em Jerusalém, mas deveriam partir de lá até atingir os confins da terra (At 1:8). Eles não conseguiam ver além de suas fronteiras nacionais e, por sua própria vontade, não sairiam dessas fronteiras culturais. A missão nas suas fronteiras estava saturada e, pela perseguição em sua terra, eles tiveram que ir até Samaria. Ali, Jesus havia pregado para a mulher samaritana e através dela falara a todos os habitantes de Sicar. Pedro e João foram enviados para lá a fim de confirmar na fé os novos conversos. Deus, porém, estava preparando uma abordagem radical para abrir a mente da Sua igreja e dar uma visão significativa da missão para a qual Ele havia criado a igreja. Este era o objetivo de Jesus e deveria ser o objetivo de Seus apóstolos: O Mundo.

A quem Deus escolheu para essa importante missão? – Pedro – Deus enviou um chamado contundente a Pedro. Não havia como esquivar. Quando o ser humano não está preparado para o chamado, Deus o capacita. Quando, mesmo assim, ele não se coloca à disposição, Deus é capaz de enviar um grande peixe para dar conta do recado. Mas uma coisa é certa: Deus sempre terá quem cumpra a tarefa de salvar o perdido.

A ordem de Deus ainda é a mesma. Não podemos considerar imundo aquele que Ele purificou. O Senhor quer que tenhamos, hoje, uma visão ampla de Sua obra. Há tantos, de tantas classes sociais, de diversas etnias, ou mesmo pessoas dentro do nosso espaço cultural, mas que formam subculturas. Também estas devem ser atingidas pela pregação do evangelho. Cristo Jesus morreu por todos. De fato, Ele veio salvar o mundo e o mundo é o alvo do Céu. Infelizmente, trata-se de um mundo secular e sem espaço para Deus na sua agenda. Um mundo com suas preferências sociais, sexuais, religiosas, etc. Foi para esse mundo que Deus nos enviou, a afim de sermos o “sal da terra”, transformando as pessoas pelo poder do Seu amor.

V. Crescendo em graça

A história de Pedro nos ensina que não nos podemos acomodar na vida cristã. É importante que estejamos em constante crescimento. Ele ainda não era um homem perfeito. Sua perfeição e seu modelo era Cristo. Em um momento de sua vida, o experiente apóstolo, para conquistar a estima dos homens, curvou-se à pressão de cristãos judeus, contrariando suas próprias convicções (Gl 2:11-14). Paulo teve que repreender Pedro, publicamente, para que aquele mal não se alastrasse motivando uma crise na igreja.

Estranhamos, às vezes, que depois de tanto tempo andando com Jesus e, depois, sendo um dos líderes da igreja, o apóstolo ainda falhasse de maneira tão grosseira. Mas Pedro ainda estava crescendo mais e mais, cada dia da sua vida crescendo. Não importa o momento em que estamos da nossa carreira cristã. Devemos estar em constante crescimento. A meta de cada cristão é atingir o alvo da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Nosso dever é sempre prosseguir em direção ao alvo. Se estivermos ligados a Cristo, nossos fracassos não nos podem impedir de continuar avançando na vida cristã.

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