sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Luta Pelo Poder - 25/09/09 a 26/09/09

Sexta, 25 de setembro
Opinião
Tem que ser do meu jeito!


Questions on Doctrine (Questões Sobre Doutrina, lançado em março em língua portuguesa pela CPB) foi um livro publicado pela Igreja Adventista em 1957. Ele apresenta respostas de líderes da igreja a perguntas feitas por certos escritores cristãos. O livro foi aclamado como um importante passo para apresentar o adventismo numa luz mais “positiva”, e foi o catalisador que ajudou o adventismo a se tornar mais aceitável na comunidade cristã mais ampla.1 Alguém pensaria que essa seria uma ocasião para regozijo. Infelizmente, esse não foi o caso.

O teólogo adventista M. L. Andreasen discordou da posição do Questions on Doctrine sobre a natureza de Cristo e Sua expiação, e começou uma campanha contra o livro e contra o adventismo por promover uma “visão errônea”. Isso promoveu divisões na igreja, e os efeitos dessa divisão continuam até hoje, quando vários ministérios independentes competem com o ramo oficial da igreja adventista.

Desejo olhar para três áreas com as quais creio que se poderia ter lidado de maneira diferente:

1. A liderança errou em não ter convidado o Dr. Andreasen para fazer parte do processo de revisão do livro. Não quiseram ter nada que ver com ele e o deixaram à margem, quando ele teria muita contribuição a dar. Mesmo com suas discordâncias, um convite aberto teria promovido a boa vontade.

2. O Dr. Andreasen errou em buscar fazer as coisas a seu próprio modo, não importando o preço. Suas convicções eram fortes, e lhe foi doloroso ver sua igreja tomar uma direção que ele considerava errada. Contudo, o que mais lhe importava era a maneira como via as coisas. Conquanto alguns possam dizer que sua raiva era justificada por ter sido desconsiderado, seus métodos divisivos não beneficiaram ninguém.

3. Em vez de facilitarem a discussão, alguns membros traçaram linhas de batalha. Embora, antes de sua morte, o Dr. Andreasen tenha se reconciliado com a igreja com respeito a seus métodos, a luta entre seus seguidores e a igreja continua até hoje.

João falou sobre o desejo de Diótrefes de ser o “primeiro”. Foi esse desejo que levou Lúcifer à rebelião; e ele está por trás de quase todas as divisões. Contudo, essa também pode ser a razão da queda daqueles que talvez estejam no lado correto, por se apegarem a seus métodos incorretos. Toda vez que surge uma luta pelo poder, precisamos nos lembrar de que “o poder não faz com que o indivíduo esteja certo”3 e de que “a resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira” (Pv 15:1).
Mãos à obra

1. Ore pelos líderes da igreja, quer você concorde ou não com eles o tempo todo.
2. Faça uma lista de pessoas que o prejudicaram; depois faça duas coisas – perdoe-as e ore para que Deus as abençoe.
3. Faça alguma coisa boa para as pessoas que você alistou no item anterior.
4. Decore todo o trecho do Salmo 37:27-40, ou partes dele. Ao recapitular essa passagem, pense sobre a maneira de aplicá-la a sua própria experiência cristã.
Stuart Marshall | Kingston, Jamaica

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O Profeta Isaías - 25/09/2008 a 27/09/2008

Quinta

Aplicação
Estratégias de vitória

7. Como nós, adventistas, entendemos nosso papel como luzes para o mundo? Veja Ap 14:6.

8. Que papel Deus chamou Judá para exercer? Como nos vemos nesse papel hoje? Is 42:6, 7

9. Como esse papel se relaciona conosco, adventistas do sétimo dia? Is 49:6

Deus nos chama a nos unirmos a Sua equipe internacional para lutarmos contra o mal. Ele deseja que desfrutemos a vitória e sejamos campeões com Ele. Mas nem todo pedido é na verdade um chamado de Cristo. Muitas vezes a igreja pede às pessoas que façam coisas para beneficiar a igreja, conservar a máquina em movimento, mas têm pouco a ver com a missão de Cristo no mundo. Portanto, pergunte ao Senhor: “Será que esse é realmente meu chamado? Será que esse é o melhor lugar para eu usar os dons e recursos que o Senhor me confiou?” E se você começar a sentir cada vez mais que o chamado é de Jesus, então ore por sabedoria e força.

Eis aqui algumas maneiras práticas de edificarmos o reino:

1. Estude as necessidades. Qual é o “grupo-alvo” de sua missão, e quais são as necessidades dele? A missão cristã autêntica demonstra a compaixão de Cristo quando satisfazemos as necessidades práticas não-religiosas das pessoas. Sigamos Seu exemplo, não tradições evangelísticas.

2. Encontre uma equipe. Cristo quase nunca nos pede para sairmos numa missão sozinhos. A missão autêntica está sempre fundamentada no Corpo.

3. Misture-se. Passe tempo com aqueles a quem Cristo está chamando a ministrar. Ouça suas canções e suas histórias. Aprenda a cultura e aprenda a ver a cultura deles com os olhos de Deus – com tristeza e amor, não com atitude julgadora.

4. Faça amizade. O evangelho é melhor partilhado de amigo para amigo, porque a união vem antes da crença. A menos que você faça amizade com as pessoas a quem Deus o enviou para servir, não vai acontecer nenhum evangelismo. Você vai saber quando eles estão prontos a ouvir a mensagem, porque você se tornou amigo deles e aprendeu a ouvi-los. Você identificará o vazio em forma de Deus que existe no coração deles quando ele for revelado.

5. Faça discípulos. Convide-os a seguir a Jesus antes de convidá-los a se unirem à igreja. A igreja é um grupo de apoio para pessoas que decidiram seguir a Cristo.

6. Abra as Escrituras. Ensine os outros a aprenderem por si mesmos. Se você der às pessoas um texto-chave, você vai responder à pergunta de hoje e elas estarão famintas novamente amanhã. Se você ensinar as pessoas a estudarem a Bíblia, elas poderão se alimentar do Pão da Vida todos os dias.

Gianluca Bruno | Mason, EUA

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