quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Luta Pelo Poder - 23/09/09 a 26/09/09

Quarta, 23 de setembro

Evidência

Borbulhando acusações


Por que Diótrefes estava tão agitado? Não sabemos exatamente qual era a questão doutrinária, mas será que o fato de que Diótrefes se opunha ao apóstolo do amor não nos diz nada? Os atos de Diótrefes também revelam sua falta de compreensão sobre o corpo de Cristo, a igreja e o ministério e, assim, sobre o meio da graça e até sobre a verdadeira fé.

Diótrefes estava proferindo contra os membros da igreja “palavras maliciosas” (verso 10). A palavra grega traduzida como “proferir” significa “borbulhar”, subentendendo muita espuma e ar quente, e que Diótrefes estava acusando João sem qualquer base na verdade. Além disso, interferia com aqueles que desejavam ajudar os irmãos, e os expulsava da igreja. A falsa natureza do ministério de Diótrefes é que ele vê o cargo público como o de um chefe. A congregação, para ele, não é manifestação visível da santa igreja cristã, mas meramente uma organização – seus subordinados.

De que forma João podia lidar com essa situação? Provérbios 26:4 diz: “Não responda ao insensato com igual insensatez, do contrário você se igualará a ele” (NVI). João não podia se rebaixar ao nível de Diótrefes e acusá-lo, pois isso daria credibilidade ao mexerico de Diótrefes. Contudo, Provérbios 26:5 diz: “Responda ao insensato como a sua insensatez merece, do contrário ele pensará que é mesmo um sábio” (NVI). João não podia deixar Diótrefes continuar livremente em sua rebelião, porque isso destruiria a igreja nascente. Responder ou não responder? Essa era a questão!

João declarou: “Se eu for, chamarei a atenção dele para o que está fazendo.” João não iria lutar com Diótrefes pela supremacia. Em vez disso, iria apresentar os atos de Diótrefes e deixá-los falar por si mesmos. Toda vez que surgem falsas acusações e falsos mestres, a melhor defesa contra eles é a verdade.

Às vezes, podemos com segurança escolher não responder. Contudo, muitas vezes teremos que nos levantar e enfrentar a oposição. Porém, mesmo nesse caso, não precisamos descer ao nível de contra-acusações e ataques pessoais, e não temos de dar credibilidade à especulação viciosa (ou alimentá-la) tentando explicar situações. Quando confrontados com uma luta pelo poder, sempre devemos permanecer em alto nível, não importa quão grande a tentação de descer o nível.

Mãos à Bíblia

7. Que conselho deu João a Gaio e aos outros membros da igreja? 3Jo 11. Que advertência temos sobre um líder da igreja que age contrariamente aos princípios de Cristo?

8. O que sabemos sobre Demétrio? 3Jo 12

Demétrio foi um cristão gentio. Ele sustentou o apóstolo João e pode ter sido um de seus associados e um dos missionários itinerantes. Talvez o princípio mais importante que podemos tirar desse verso sobre Demétrio seja o poder da influência. Leia novamente o verso. Quem podia testemunhar sobre a “fidelidade” de Demétrio? Esse testemunho vinha de muitas direções. A lição é que, se vivermos de maneira cristã, se formos fiéis, os outros saberão. A pergunta é: Que tipo de testemunho estamos dando?

Geoffrey Marshall | Kingston, Jamaica

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terça-feira, 23 de setembro de 2008

O Profeta Isaías - 23/09/2008 a 27/09/2008

Terça

Testemunho
Maiores resultados


Quando Isaías ouviu o chamado de Deus, respondeu imediatamente: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6:8). Note que Isaías respondeu ao chamado antes de saber os detalhes da tarefa (veja também Hb 11:8). Isaías respondeu porque sabia que, embora fosse indigno, Deus é digno. Embora fosse impotente, Deus é todo-poderoso.

Se estivermos dispostos, Deus nos dará o poder de que precisamos para cumprir a missão que nos dá. Ele purificou os lábios impuros de Isaías (Is 6:7); deu a Maria o Espírito Santo e “o poder do Altíssimo” (Lc 1:35); Jesus orou por Pedro (Lc 22:32); ungiu Saulo com o Espírito Santo (At 9:17, 18); pôs palavras na boca de Jeremias (Jr 1:9). Devemos esperar algo menos para nós mesmos, agora, neste tempo decisivo da história da Terra?

“É necessário pôr-se em íntimo contato com o povo mediante esforço pessoal. Se se empregasse menos tempo a pregar sermões, e mais fosse dedicado a serviço pessoal, maiores seriam os resultados que se veriam. Os pobres devem ser socorridos, cuidados os doentes, os aflitos e os que sofreram perdas confortados, instruídos os ignorantes e os inexperientes aconselhados. Cumpre-nos chorar com os que choram, e alegrar-nos com os que se alegram. Aliado ao poder de persuasão, ao poder da oração e ao poder do amor de Deus, esta obra jamais ficará sem frutos” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 143, 144).

“Há, por toda parte, a tendência de substituir pela obra de organizações o esforço individual. A sabedoria humana tende à consolidação, à centralização, à edificação de grandes igrejas e instituições. Muitos deixam às instituições e organizações a obra da beneficência; eximem-se do contato com o mundo, e seu coração torna-se frio. Ficam absorvidos consigo mesmos e insensíveis à impressão. Extingue-se-lhes no coração o amor para com Deus e o homem” (Ibid., p. 147).

“Cristo confia a Seus seguidores uma obra individual – uma obra que não pode ser feita por procuração. O serviço aos pobres e enfermos, o anunciar o evangelho aos perdidos, não deve ser deixado a comissões ou caridade organizada. Responsabilidade individual, individual esforço e sacrifício pessoal são exigências evangélicas” (Ibid.).

“A todos quantos se tornam participantes de Sua graça, o Senhor indica uma obra em benefício de outros. Cumpre-nos estar, individualmente, em nosso posto, dizendo: ‘Eis-me aqui, envia-me a mim’ (Is 6:8). ... É nossa obra revelar aos homens o evangelho de sua salvação. Toda empresa em que nos empenhemos deve ser um meio para esse fim” (Ibid., p. 148).
“São missionários de coração, os que são necessários. Aquele cujo coração é tocado por Deus é cheio de um grande anseio por aqueles que nunca Lhe conheceram o amor. Sua condição os impressiona com um senso de infortúnio pessoal. Expondo a própria vida, vai como mensageiro enviado pelo Céu e por ele inspirado para efetuar uma obra em que os anjos podem cooperar” (Ibid., p. 150).

Santhosh Jackson Kensington, EUA

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