terça-feira, 22 de setembro de 2009

Luta Pelo Poder - 22/09/09 a 26/09/09

Terça, 22 de setembro

Testemunho

Amor versus poder


É evidente que a principal causa da luta pelo poder dentro da igreja é a falta de amor em nível individual. Contudo, uma conscientização do amor de Deus por nós individualmente e uma extensão desse mesmo amor a nossos irmãos e irmãs ajuda a resolver essas lutas pelo poder.

“Depois da descida do Espírito Santo, quando os discípulos saíram para proclamar um Salvador vivo, seu único desejo era a salvação dos perdidos. Rejubilavam-se na doçura da comunhão com os santos. Eram ternos, prestativos, abnegados, voluntários em fazer qualquer sacrifício pelo amor da verdade. Em seu contato diário entre si, revelavam aquele amor que Cristo lhes ordenara” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 547).

“Mas gradualmente se operou uma mudança. Os crentes começaram a olhar os defeitos uns dos outros. Demorando-se sobre os erros, dando lugar a inamistoso criticismo, perderam de vista o Salvador e Seu amor. Tornaram-se mais estritos na observância de cerimônias exteriores, mais estritos no tocante à teoria que a prática da fé. Em seu zelo para condenar a outros, passavam por alto próprios erros. Perderam o amor fraternal que Cristo lhes ordenara, e, o que é mais triste, não tinham consciência dessa perda. Não reconheceram que a felicidade e a alegria lhes estavam abandonando a vida, e que, havendo excluído o amor de Deus do coração, estariam logo andando em trevas” (Ibid., p. 548).

“Não é a oposição do mundo o que mais ameaça a igreja de Cristo. É o mal abrigado no coração dos crentes que acarreta suas mais graves derrotas, e mais seguramente retarda o progresso da causa de Deus. Não há maneira mais certa de debilitar a espiritualidade que acariciar a inveja, a suspeita, a crítica e as vis desconfianças. Por outro lado, o mais forte testemunho de haver Deus enviado Seu Filho ao mundo é a existência de harmonia e união entre os homens de variados temperamentos que compõem Sua igreja” (Ibid., p. 549).

“Os que nunca experimentaram o amor terno e cativante de Cristo não podem guiar outros à fonte da vida. ... Para ter êxito em seus esforços devem os obreiros cristãos conhecer a Cristo; e para conhecê-Lo, precisam conhecer Seu amor” (Ibid., p. 550, 551).

Mãos à Bíblia

5. Leia Marcos 9:35. Que importante princípio cristão existe nesse verso? Mais importante, como colocá-lo em prática? 3Jo 9, 10

6. Qual era o problema com Diótrefes? Pelas poucas informações que temos, qual era a atitude dele para com a liderança da igreja? 3Jo 9, 10. Veja também Is 14:13, 14; Mt 12:37; 18:3-6; Fp 2:3.

Diótrefes procurava firmar-se como o único líder da congregação ou, pelo menos, manter o controle. Rejeitava arrogantemente a autoridade do apóstolo João e de outros. Diótrefes havia ido além e caluniado João. Essa era uma atitude perigosa, porque parece que Diótrefes queria agir de maneira independente dos líderes da igreja em âmbito maior.

Alecia Salmon | Miami, EUA

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O Profeta Isaías - 22/09/2008 a 27/09/2008

Segunda

Exposição
Deus está chamando você?


3. Por que a ênfase nos “lábios impuros” (Is 6:5)? O único pecado de Isaías e de seu povo era pelo que eles falavam? De que isso poderia ter sido um símbolo? Veja também Pv 13:3; Mt 12:37; Lc 6:45.

Assim que Isaías confessou, um serafim tomou uma brasa viva do altar divino, voou até ele e tocou-lhe os lábios com ela.

4. O que aconteceu em seguida? O que esse ato simboliza? Que mensagem podemos tirar desse episódio? Is 6:6, 7

Um senso de chamado enraizado na graça (Is 6:1, 6, 7). Antes de Deus chamá-lo para uma missão, Isaías teve uma rica experiência da majestade de Deus. Ele compreendeu quão maravilhoso e santo Deus é. Qualquer idéia de que Deus está chamando alguém para fazer ou ser alguma coisa precisa começar com esse elevando senso de Deus. É isso que Lhe dá a autoridade de enviar uma pessoa numa missão.

Contudo, Deus era não somente “alto e exaltado”, mas também compassivo e perdoador. Um dos anjos tomou “uma brasa viva... do altar” e tocou a face de Isaías, dizendo: “A sua culpa será removida, e o seu pecado será perdoado” (versos 6 e 7, NVI). Isaías estava plenamente consciente de que, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote levava brasas de fogo ao lugar santíssimo. As brasas do altar transmitem uma forte textura de graça. Um autêntico senso da missão cristã está sempre enraizado tanto na autoridade quanto na graça de Jesus Cristo. Nosso Senhor ama você o suficiente para morrer por você e, portanto, tem autoridade espiritual para enviar você ao mundo como Seu agente.

Sentindo-se livre para ir (Is 6:8). Quando Deus diz: “Quem enviarei? Quem irá...?”, Isaías, apesar de seu profundo senso de incapacidade um momento antes, sente-se livre para responder imediatamente: “Envia-me!” (verso 8, NVI). Agora, ele está inteiramente livre para ingressar no que se tornaria um chamado vitalício. É claro que ele não sabia tudo com o que estava se comprometendo naquele momento, mas não se importava. Simplesmente queria fazer o que Deus desejava que fosse feito.

Essa é a liberdade que todo crente precisa ter a fim de seguir a Cristo fielmente. A dúvida tem seu uso. O medo muitas vezes vem dos fatos. A vergonha é inevitável, uma vez que todos somos pecadores. Contudo, essas coisas não nos devem impedir de seguir a Jesus em todo o caminho. Precisamos confiar nEle tão completamente que estejamos dispostos a fazer ecoar as palavras de Isaías: “Envia-me!”

“Ir aonde Deus mandar.” Essa era minha parte favorita da Lei dos Desbravadores. Ser enviado numa viagem com um claro propósito é algo que tem sua própria excitação e poder, não importa quão simples seja o propósito ou quão curta a viagem. Melhor do que contar os pontos num jogo, o esforço de alcançar um alvo designado traz à tona o melhor do coração e da mente humana. Engloba o ser todo, dando um senso de identidade e significado à vida. A vida que tem um propósito é de grande riqueza e realização – o tipo de vida que todo mundo está procurando.

Uma visão cada vez maior do propósito de Deus (Is 49:6). Isaías provavelmente tenha começado sua viagem com uma idéia limitada do alvo que Deus tinha em mente. Ele era cativo da linguagem, cultura e teologia na qual havia sido criado desde criança. Tudo se centralizava nos filhos de Israel como um povo especial que tinha o Deus vivo todo para si. Ele via a si mesmo como enviado para “Jerusalém e Judá” (Is 3:1), “este povo”, para lhe abrir os olhos e ouvidos a fim de que pudesse se converter e ser curado (Is 6:10). Ele poderia ter dito que era alguém que pregava um reavivamento, e não um missionário.

Ele me faz lembrar muitos membros da igreja que me disseram estar mais interessados em ministérios de conservação do que em trabalho missionário. “Nosso primeiro dever é cuidar do que é nosso.” Que visão egoísta da vida e dos objetivos de Deus! Se alguém persistir como fiel seguidor de Jesus, mais cedo ou mais tarde será levado a deixar para trás essa visão tão estreita e encontrar a visão mais expansiva no coração de Deus.

Mais adiante na jornada de Isaías, ele captaria uma visão mais ampla. Era uma “coisa pequena demais” trabalhar só para “restaurar as tribos de Jacó e trazer de volta aqueles de Israel que Eu guardei”. Deus tinha para ele uma missão mais ampla. “Também farei de você uma luz para os gentios, para que você leve a Minha salvação até os confins da Terra” (Is 49:6, NVI). Deus desejava salvar toda a humanidade. Isso deve ter sido algo completamente novo e revolucionário para Isaías, na primeira vez em que ele entendeu o que Deus estava realmente dizendo.

Você está disposto a ir? (Mt 28:18-20). A comissão evangélica de Mateus 28:18-20 é de muitas maneiras paralela aos textos de Isaías que vimos na lição de hoje. Cristo começa declarando Sua autoridade recém-adquirida na cruz. Devido ao fato de Ele ter morrido para expiar os pecados da humanidade, Sua graça, agora, era suficiente para ganhar o mundo todo. “Façam discípulos”, Ele ordena a Seus seguidores. “Vão... batizando-os... ensinando-os.” Isso resume o que Ellen White chama de “métodos de Cristo”. Ela descreve como Ele “misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-Me.’ "

Pense nisto

1. Você está disposto a se misturar com pessoas perdidas, demonstrar a compaixão de Cristo, satisfazer necessidades, e convidar seus amigos descrentes simplesmente para seguir a Jesus? Essa é sua missão na vida, quer você decida assumi-la ou não.
2. Como você se equipa para construir relacionamentos que ampliarão o Reino de Jesus?

Monte Sahlin | Springboro, EUA

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