quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quarta, 22 de dezembro

Evidência
Crer em meio à apostasia

O livro de Jeremias foi escrito durante um período de apostasia nacional. Os filhos de Israel haviam endurecido o coração contra o Senhor, e o cativeiro não deveria ser aguardado como uma forma de castigo, mas como uma disciplina curativa para que Deus fosse capaz de cumprir Seus planos para Seu povo. Foi durante essa época que Jeremias foi chamado, como um jovem, para apelar a Israel em favor do Senhor (Jr 1:6-8; 7:1-11).

Durante os 40 anos em que Jeremias trabalhou com os filhos de Israel, experimentou um curto período de reavivamento espiritual entre o povo sob a liderança do rei Josias. Os quatro reis que vieram após Josias ignoraram suas advertências e levaram as pessoas ainda mais para longe de Deus. Embora a mensagem de Jeremias tenha sido recebida com resistência e apatia, seu escriba Baruque permaneceu fiel à mensagem. A tarefa de Baruque como escriba era anotar as palavras proféticas de Jeremias à medida que lhe eram ditadas pelo profeta.

Durante o quarto ano do reinado de Jeoaquim, Jeremias pediu a Baruque que escrevesse as palavras da profecia dadas a ele por Deus e que as lesse no templo de Jerusalém num dia de jejum (Jr 36:1-20). Embora a tarefa fosse difícil e perigosa, Baruque fez o que lhe foi pedido. Quando o rei pegou os pergaminhos, rasgou-os e os queimou. Jeremias e Baruque tiveram de fugir e se esconder (Jr 36:21-26). Enquanto estavam escondidos, Jeremias tornou a ditar as profecias (Jr 36:27-32). Foi durante essa difícil tarefa de reescrever que Baruque ficou desanimado e o Senhor enviou um mensageiro especial para encorajá-lo (Jeremias 45).

Durante o reinado de Zedequias, Baruque e Jeremias presenciaram a queda de Jerusalém nas mãos dos babilônios em 586 A.C. Depois disso, Baruque permaneceu com Jeremias, a quem foi concedida a liberdade. Eles viveram com os judeus remanescentes sob a liderança de Gedalias em Mispa. Mais tarde, esse remanescente foi forçado a ir para o exílio, e Jeremias e Baruque foram forçados a ir com eles para o Egito (Jr 43:1-7). Durante sua vida, Baruque experimentou rejeição, dificuldades, guerra e exílio. Contudo, permaneceu fiel à palavra de Deus e ao profeta de Deus.*

*The SDA Bible Commentary, vol. 4, pp. 343–539.


Mãos à Bíblia

O Senhor enviou uma mensagem especial para Baruque, em um momento de provação (Jeremias 45). A perspectiva de um reavivamento em meio aos líderes de Judá era improvável. O futuro de Baruque parecia sobrio. Evidentemente, sentir-se deprimido é parte natural de nossa existência. Muitos personagens bíblicos tiveram seus momentos de desespero (veja 1Rs 19:4; Jó 6:2, 3; Sl 55:4).

4. Que disposição e sentimentos são descritos a respeito do ministério de Jesus? O que significa isso para nós? Is 53:1-5

Steven Manoukian | Avon, EUA

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Cidades de Refúgio - 22/12/2009 a 26/12/2009

Terça, 22 de dezembro

Testemunho
Cristo, nossa cidade de refúgio


Porque Cristo é nossa cidade de refúgio, precisamos aprender dEle. “Precisamos aprender de Cristo. Precisamos saber o que é Ele para aqueles a quem Ele resgatou. Temos de sentir que pela fé nEle é nosso privilégio ser participantes da natureza divina, escapando assim da corrupção que pela concupiscência há no mundo. Somos então purificados de todo pecado, de todos os defeitos do caráter. Não precisamos conservar nem uma só propensão pecaminosa. ...

“Como participantes da natureza divina, hereditárias e cultivadas tendências para o mal são eliminadas do caráter, e somos feitos uma força viva para o bem. Sempre aprendendo do divino Mestre, partilhando diariamente de Sua natureza, cooperamos com Deus em vencer as tentações de Satanás. Deus trabalha, e o homem trabalha, para que este possa ser um com Cristo, como Cristo é um com Deus. Então nos assentamos juntamente com Cristo nos lugares celestiais. A mente descansa com paz e segurança em Jesus” (Ellen G. White, Maravilhosa Graça [MM 1974], p. 233.

“Temos acesso a Deus pelos méritos do nome de Cristo, e Deus nos convida a levar-Lhe nossas aflições e tentações, pois Ele as compreende todas. Não deseja que desabafemos nossos ais a ouvidos humanos. Pelo sangue de Cristo podemos chegar ao trono de Deus e encontrar graça para sermos ajudados em tempo oportuno. Podemos ir confiantes, dizendo: ‘Minha aceitação depende do Amado.’ ‘Porque, por Ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito’ (Ef 2:18). ‘No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nEle’ (Ef 3:12). Tal como um pai terrestre anima o filho a ir ter com ele a qualquer tempo, assim o Senhor nos anima a confiar-Lhe nossas necessidades e perplexidades, nossa gratidão e amor. Toda e qualquer promessa é certa. Jesus é nosso Penhor e Mediador, e colocou ao nosso dispor todos os recursos, a fim de que possamos ter um caráter perfeito. O sangue de Cristo, com sua permanente eficácia, é nossa única esperança; pois somente através de Seus méritos temos perdão e paz. Quando a eficiência do sangue de Cristo se tornar uma realidade para a alma através da fé em Cristo, o crente deixará sua luz brilhar em boas obras, na produção de frutos de justiça” (Ellen G. White, SDABC, v. 6, p. 1.116; ver Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 18).

Mãos à Bíblia

4. Qual era o objetivo das cidades de refúgio? Nm 35:6, 9-12

5. Tendo em conta o evangelho, como podemos entender a forma de justiça estipulada em Números 35:9-21?

O evangelho não ensina que o crime deve ficar impune. O assassino, mesmo arrependido, deve arcar com as consequências de seu ato. Qual sociedade pode funcionar se o crime não for castigado? O que vemos aqui é o modo de Deus certificar-Se de que um dos piores crimes, o assassinato, seja tratado com justiça.

L. J. Simms | Detroit, EUA

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A Expiação e a Harmonia Universal - 22/12/2008 a 27/12/2008

Segunda, 22 de dezembro
Exposição
A promessa cumprida

3. Que esperança temos depois de passar pelo juízo? Hb 9:27, 28; 1Co 15:51-54

O cumprimento de nossa grande esperança em Cristo consiste, primeiramente, na transformação radical da natureza humana (1Co 15:53). Também seremos libertos de nossa mortalidade miserável. Em segundo lugar, o cumprimento de nossa esperança na segunda vinda consistirá em sermos libertados da presença do mal. Seremos restaurados às condições originalmente criadas por Deus para a raça humana. Terceiro, o cumprimento da esperança cristã na volta de Cristo consistirá em um acesso permanente, desimpedido e visível ao Salvador. (1Ts 4:17).
Finalmente, a consumação da esperança adventista na segunda vinda consistirá também em uma interação social harmoniosa. Esse será um momento de reunião, um reencontro. A separação dos nossos amados, provocada pelo poder da morte, termina pelo poder restaurador do Salvador (1Co 15:54-57). A esperança individual se funde com a esperança coletiva dos que, ao longo dos séculos, morreram em Cristo abraçando as promessas de Deus.

Antes de Jesus ir para a cruz a fim de adquirir nossa salvação, prometeu a Seus discípulos (e, por extensão, a nós) que iria “preparar lugar” para eles e que, quando estivesse tudo pronto, Ele voltaria para levá-los consigo. Essa foi toda a razão de Sua primeira vinda: unir-nos a Si e ao Deus que nos ama. Sua ressurreição e ascensão e suas conseqüências para os seres humanos foram o tema de todo sermão escrito em Atos. Pelo fato de Cristo ter morrido, ressuscitado e ascendido ao Céu, temos a promessa da ressurreição e de uma nova criação. A transformação do coração e da mente de uma pessoa é apenas o início do que será o resultado final de Sua expiação – a redenção cósmica. Esse é não apenas um conceito do Novo Testamento, mas uma promessa profetizada e esperada pelo povo de Deus desde Adão até hoje.

Procurando segurança; esperando salvação (Dn 8: 13, 14; Hb 9:23). As cerimônias e dias santos do santuário estavam entrelaçados com a própria existência dos antigos hebreus. Através de todos os eventos que giravam em torno do santuário, Deus Se revelava e definia Seu relacionamento com eles. O santuário e suas cerimônias prefiguravam Cristo e a redenção cósmica que uniria um planeta pecaminoso e pródigo com o restante de Sua criação.

Era isso que Daniel e os outros exilados consideravam enquanto viviam numa terra pagã sem santuário, sem dias santos, e sem uma cultura que refletisse a presença diária de Deus ou Suas promessas. O povo de Judá estava disperso por todo o Império Babilônico, e os babilônios afirmavam que haviam capturado o Deus deles e O substituído por seus deuses.

Enquanto Daniel continuava a adorar o Senhor que está em Seu santuário celestial, ele teve uma visão que lhe deu a segurança de que Deus ainda estava no controle do que acontecia, e de que Suas promessas não estavam esquecidas. A visão de Daniel não está limitada ao tempo em que seu povo receberia permissão para voltar a sua própria terra e reconstruir suas casas e o templo. Ela abrange toda a história da Terra. À medida que a visão se desdobra, ele tomou consciência de um conflito cósmico que não é travado nem vencido por reis humanos. Ele ouviu o juízo e a vindicação enquanto um santo fez a pergunta: “Quanto tempo durarão os acontecimentos anunciados por esta visão?”, e ele ouviu outro santo responder com o número “2.300 tardes e manhãs; então o santuário será reconsagrado” (Dn 8:13, 14, NVI). O santuário referido aqui não é um santuário físico na Terra, mas o santuário de Deus que será purificado quando o mal for finalmente eliminado de Sua criação e a harmonia universal for restaurada. Então, tudo o que nos separa dEle será removido, e seremos um com Ele para sempre!

O dia de ajuste de contas (Ap 20:1-4, 11-15). O Dia da Expiação não era uma ocasião para perdão de pecados individuais, mas para que o pecado fosse banido do acampamento do povo de Deus – para afugentar Azazel, a encarnação do pecado, para o deserto. Esses versos de Apocalipse 20 são eco da visão que Daniel teve e do juízo que ele ouviu (Dn 8:13, 14). São a realização cósmica de tudo o que era representado na cerimônia judaica do Yom Kippur, quando o templo era purificado e o sumo sacerdote bania Azazel para o deserto.

Quando nosso Rei retornar, Ele vindicará a Si mesmo Seu povo, que tem sofrido e morrido por sua fé. Ele reivindicará como Seus os que perseverarem fielmente, aguardando Sua volta. Ele intimidará Satanás e o acorrentará a este planeta que retornará ao seu estado pré-criado de caos, e é aí que Satanás será lançado.

O Noivo e Sua noiva (Ap 21:3, 4; 22:3-6). Como a “noiva de Cristo”, nós, a igreja, somos unidos ao nosso Noivo, para viver eternamente em Sua presença. Quando Ele nos une a Si, somos também unidos a todos os seres não-caídos de Seu Universo. Nós, que fomos exilados do resto da criação por causa do pecado, somos agora feitos um com eles numa grande festa de casamento no Céu, onde Cristo nos apresenta como Sua noiva. Já não há qualquer necessidade de símbolos, nem rituais, nem templo, porque estaremos na presença direta de nosso Rei-Redentor. O cristianismo consiste nisso; não em frias cerimônias religiosas e em legalismo, mas em íntimo relacionamento com um gracioso Rei que nos ama e que vive para nos unir a Si, e para restaurar a harmonia universal a toda a criação!

“Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor”, lemos em Apocalipse 21:4, e é difícil encontrar palavras mais felizes. Qualquer pessoa que tenha vivido anos suficientes neste planeta – e, também infelizmente, alguns que viveram só uns poucos anos – pode entender o significado da morte, da tristeza e, certamente, do choro e da dor. A vitória de Deus no grande conflito entre Cristo e Satanás significa o fim de todas essas coisas más, e uma eternidade em que viveremos para sempre felizes e livres, finalmente livres, da maldição do pecado.

Essa esperança em Cristo alimenta nossa fé a ponto de fazer arder o coração.

Jean Kellner | Rockville, EUA

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