quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Paz - 20/01/10 a 23/01/10

Quarta, 20 de janeiro

Evidência
Reconcilação e paz


Na conclusão da Criação, Deus viu que tudo era “muito bom” (Gn 1:31). Havia absoluta paz por toda parte. Os seres humanos estavam em constante comunhão com Deus. Mas a paz não durou. Quando a serpente deu seu golpe, o antagonismo e a alienação substituíram a paz (Is 59:2).

O Deus da paz, a quem adoramos, não foi pego de surpresa nem estava despreparado. Já havia elaborado um plano desde a fundação do mundo (Ef 1:3, 4; 1Pe 1:17-20; Ap 13:8). A obra de nos fazer voltar ao relacionamento original de paz consigo mesmo era Sua prioridade máxima. Assim, “Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado” (Rm 5:8). Ao morrer na cruz, Ele não apenas nos redimiu, mas também nos reconciliou com Deus.

Quando Deus nos reconcilia consigo, espera que nos reconciliemos uns com os outros (Rm 2:10). Não é possível que estejamos reconciliados apenas com Deus e ainda produzamos o fruto da paz quando há animosidade entre nós e outras pessoas. Leia João 4:11, 20, 21. Eis aqui uma poderosa ordem de Deus. Hebreus 12:14 apresenta o conceito de maneira clara e direta: “Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor” (NVI). Quando existe reconciliação entre Deus e os seres humanos, e entre os seres humanos entre si, então o fruto da paz é manifesto em nossa vida.

Jesus revelou outro aspecto da paz, que completa a descrição do fruto da paz. Leia João 14:27. A paz vem de Deus. A paz pertence a Deus. É um dom que Deus nos dá. Ela se mostra em nossa vida somente quando estamos na presença e na santidade de Deus (Mt 11:28).

Mãos à Bíblia

4. Da vida e do exemplo de Jesus, o que podemos aprender para que essas advertências se apliquem à nossa vida? Existe alguma coisa que torna difícil, senão impossível, atender a essas advertências?

Por mais estranho que pareça, o lugar mais difícil de ser cristão é em casa. Que tragédia, pois o lar deveria ser o lugar em que todos tivessem paz!

5. Que recomendações de Paulo, se cumpridas, podem ajudar a trazer paz ao lar? (Rm 12:9-21). Faça uma aplicação prática desses conselhos.

Lamm B. Fanwar | Pune, Índia

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O Dom de Profecia e a Igreja Remanescente - 20/01/2009 a 24/01/2009

Terça, 20 de janeiro

Exposição

O remanescente redimido


Jesus - Igreja remanescenteO segundo marco identificador da igreja remanescente é “o testemunho de Jesus”. Essa expressão aparece seis vezes no livro de Apocalipse (Ap 1:2, 9; 12:17; 19:10; 20:4).

5. O que significa a expressão “o testemunho de Jesus” nos textos seguintes? Ap 1:2, 9; 19:10; 20:4

Um estudo das passagens onde a expressão “o testemunho de Jesus” aparece no livro de Apocalipse mostra que ela deve ser entendida como testemunho de Jesus sobre Si mesmo.

Certeza profética (Ap 12:7-9). Em Apocalipse 12, João registra uma sinopse do grande conflito. Repleta de símbolos e citações literárias, as imagens que ele usa são suficientemente ricas para documentar uma guerra, e ao mesmo tempo transmitem a essência do evangelho eterno. Em duas traduções justapostas, o conflito dos séculos é documentado de forma quase auto-interpretativa.

O relato começa com uma guerra irrompendo no Céu. O dragão, identificado como Satanás, assume o papel de antagonista, e arregimenta um terço dos anjos. Eles são expulsos para a Terra, onde o dragão busca vingar-se da mulher, noiva de seu oponente. A noiva é abrigada nas regiões remotas da Terra ao longo de um dos grandes períodos de tempo proféticos, os 1.260 dias nos quais o dragão exerce autoridade. As multidões reunidas para eliminar a noiva são dissipadas e tornadas ineficazes pelo deserto onde ela é abrigada.

Do exílio, João escreveu aos que já estavam experimentando a perseguição inicial do dragão. Perseguição e morte eram infligidas ao crescente grupo de crentes. Nessa profecia é comunicada a esperança de que Deus ainda está no controle. Sua vontade ainda está sendo executada, e, embora o diabo tenha descido à Terra com grande ira, seu tempo é curto.

O remanescente (Ap 12:17). Duas vezes enraivecido pelo fracasso, o dragão persegue os filhos da mulher. Os restantes (o remanescente) são marcados com características peculiares. Esses atributos servem para distingui-los dos impostores enviados pelo dragão para afogar as vozes deles. A primeira dessas características é a fidelidade em guardar os mandamentos de Deus. Onde o dragão procura enviar água para diluir e varrer o conhecimento da lei de Deus, o remanescente busca preservar essas verdades.

A segunda característica do remanescente é o testemunho de Jesus. Superficialmente, isso poderia ser interpretado como ter os ensinos e pronunciamentos de Jesus. Contudo, Apocalipse 19:10 identifica o “testemunho de Jesus” com o “Espírito de Profecia”. Assim, no relato de João, a linhagem do remanescente irá alcançar seu destino final num grupo que tanto guarda os mandamentos como tem o Espírito de Profecia.

O remanescente é a descendência profética da mulher, a noiva de Cristo. Essa noiva profética é a igreja em sua forma estendida. A noiva não é uma denominação específica. Sua semente remanescente tem a obrigação não só de preservar, mas de propagar as verdades essenciais que tem. Ao proclamar as três mensagens angélicas, o remanescente reivindica o Espírito de Profecia que João menciona.

Os redimidos (Ap 12:11). Os traços característicos do remanescente são apenas marcas identificadoras, e não instrumentos de salvação. João é bem claro sobre esse ponto. “Eles, pois, o venceram [Satanás] por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram” (Ap 12:11). A parábola da ceia das bodas, em Mateus 22, sugere que a justiça oferecida através do sangue do Cordeiro é condicionada a nossa disposição de vesti-la, de confessá-la através da palavra de nosso testemunho.

O espírito de profecia provê um fundamento para a confiança de que os revezes de hoje terão no máximo um efeito temporário. Para o remanescente, a profecia tem provido a certeza que os capacita a se alçar acima do medo da morte. Eles têm confiança no resultado final, porque a credibilidade foi obtida através da verdade que observaram no testemunho profético.

Através do sangue do Cordeiro, nasce um novo cântico, cantado apenas por aqueles que experimentaram seu poder redentor. É a culminação do evangelho eterno:

É o cântico dos salvos redimidos
Subindo das planícies africanas.
É o cântico dos santos perdoados,
Maior que a correnteza do Amazonas.
Dos crentes asiáticos também vem o canto
Que chega até Deus como fogo santo.
Vem de toda tribo, e de toda língua e nação
Um cântico de amor cheio de gratidão.
São todos os filhos de Deus entoando:
Glória, glória, aleluia,
Ele está reinando...
*

“Eis aqui um chamado para a perseverança dos santos, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e se mantêm firmes à fé de Jesus” (Ap 14:12, New Revised Standard Version).

*Peter Furler and Steve Taylor, “He Reigns” (Ariose Music/Soylent Tunes, 2003).

Steven J. Dovich | Andover, EUA

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