domingo, 20 de setembro de 2009

Luta pelo poder - 20/09/09 a 26/09/09

LUTA PELO PODER


“Imite o que é bom e não o que é mau. Quem faz o bem é de Deus, e quem faz o mal nunca viu Deus” (3Jo 11).

Prévia da semana: Desde o tempo de João, tem havido crises de liderança na igreja. Somos chamados a apoiar a liderança e dar bom exemplo para os que nos conhecem.

Leitura adicional: Caminho a Cristo, p. 77-83

Domingo, 20 de setembro

Introdução
Qual dos pais?

Mariah, a menina de 13 anos, estava sentada, aturdida, na sala do juiz. Tudo o que ela conseguia ouvir era a atormentadora pergunta dele: “Qual dos pais?” O casal Gregory havia estado casado por quase 15 anos. Ambos estavam empregados e proviam um estilo de vida confortável para a única filha. Iam a parques de diversões, praias e muitos outros locais de férias, o que, na mente de Mariah, solidificava seu conceito de laço familiar forte e impenetrável.

Mas, de repente, o mundo de Mariah desabou. Seus pais estavam buscando o divórcio, e os dois queriam Mariah. Os pelos de seus braços estavam arrepiados, indicando medo e desconforto. Ela então começou a voltar à realidade, e ouviu o juiz dizer: “Eu sei que isto é difícil para você. Mas preciso da sua ajuda para decidir o melhor lugar para você viver. Qual dos pais?” Ela estava no meio de uma luta por poder. Foi naquele momento que Mariah ouviu as palavras de encorajamento de sua avó: “Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em Ti” (Is 26:3). Ela sabia que sua única saída era confiar em Deus. E então orou: “Deus, eu amo meus pais e acho que é realmente injusto que eu tenha que tomar uma decisão tão difícil. Então, estou dependendo de que o Senhor me envie uma resposta.”

Nesse momento, um meirinho entrou na sala e sussurrou algo ao ouvido do juiz. A testa do juiz se franziu enquanto ele assimilava a informação fornecida. Enquanto o meirinho saía da sala, surgiu um sorriso na face do juiz. “Jovenzinha, seus pais decidiram ficar juntos e assistir a sessões de aconselhamento, mas enquanto isso você vai morar com seus avós.”

Muitos de nós já passamos por algum tipo de provação envolvendo luta pelo poder. Pode ter sido uma luta pelo poder entre você e um gerente no trabalho, ou entre você e um de seus pais, ou entre você e seu cônjuge. E todos nós estamos envolvidos na suprema luta pelo poder entre o bem e o mal, entre Cristo e Satanás. Felizmente, essa é uma luta pelo poder que é ganha para nós quando escolhemos a Cristo, pois Deus nunca nos abandonará, mesmo em meio à mais formidável luta pelo poder.

Tire tempo agora para ler 3 João. Note as lutas pelo poder sobre as quais João escreveu. Ao estudar o resto da lição desta semana, pense sobre como essas lutas são manifestas em sua vida e como Deus está ajudando você a vencê-las.

Mãos à Bíblia

1. Que informações temos sobre Gaio em 3 João 1-4?
2. Como cristãos, o que significa amar uns aos outros? Como demonstramos esse amor? Veja 1 Coríntios 13.

David Allen Jacobs |
Helena, EUA

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sábado, 20 de setembro de 2008

Resumo semanal - Dotado para o serviço: Filipe - 20/09/2008 a 20/09/2008 - Resumo Semanal

RESUMO SEMANAL - 14/09/2008 a 20/09/2008
Dotado Para o Serviço: Filipe


Pr. José Júnior
Presidente - Missão Nordeste
Pr. Emerson de Freitas
MIPES – Missão Nordeste
Pr. Rodrigo Conrado
Publicações – Missão Nordeste



INTRODUÇÃO

O desenvolvimento do ministério de Filipe é uma inspiração. A tarefa que os apóstolos não quiseram realizar, a fim de não deixarem de lado a pregação, foi confiada a ele e aos demais diáconos. Poderemos perceber, no decorrer do estudo de sua história, uma clara progressão da utilidade de Filipe e um perceptível desenvolvimento dos dons daquele que realizou essa tarefa aparentemente simples com dedicação total.

“Assim, a obra da graça no coração é pequena ao princípio. É dita uma palavra, um raio de luz projetado na mente, exercida um influência que é o início de uma nova vida; e quem pode medir os resultados?” (Ellen White, Parábolas de Jesus, p. 78).

I - Chamado para o serviço

Ao contemplarmos a vida de Filipe, vemos um homem com boa reputação, respeitável, fiel, temperante e cheio do Espírito. A igreja primitiva seguia em passos semelhantes, louvando a Deus com alegria e com desprendimento de seus bens materiais, unânime em oração e serviço. No entanto, devido ao seu rápido crescimento, havia a necessidade de delegar responsabilidades.

O chamado de Deus para o serviço envolve desprendimento dos interesses pessoais e submissão à Sua soberana vontade.

“Não deve haver negligência ou pouca valorização dos humildes deveres cotidianos. A genuína conversão a Deus agirá como fermento em cada fase do dever nos relacionamentos da vida. Então, se o Senhor nos vê fiéis no pouco, diligentes e perseverantes no uso de nossas fa­culdades físicas, fazendo com nossas mãos aquilo que alguém precisa fazer, dirá: ‘Senta-te mais para cima. Podes ser in­cumbido de maiores responsabilidades’” (Ellen White, Cristo Triunfante, MM 2002, p. 169).

Se cada cristão possuísse a convicção de que a obediência ao chamado de Deus começa no ­cumprimento fiel das pequenas responsabilidades, não restaria espaço para contendas.

II – Missionário em Samaria

As palavras de Cristo mencionadas em Atos 1:8: “Ser-Me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da Terra”, foram compreendidas mais amplamente pelos discípulos após a grande perseguição levantada contra a igreja em Jerusalém, a qual levou seus membros dispersos a pregar a Palavra em toda a parte.

Filipe e seus companheiros passaram por momentos de difi­culdade, abandonando em Jerusalém casas e conforto, para enfrentar momentos de tensão. No entanto, não deixaram de anunciar Cristo às multidões que, unânimes, atendiam às coisas que eles diziam e, assim, a mensagem da salvação não mais ficou restrita ao povo escolhido, mas foi dada ao mundo.

Sobre o trabalho de Filipe e dos demais diáconos, Ellen White comenta que “compenetraram-se da responsabilidade de sua missão. Sabiam ter nas mãos o pão da vida para um mundo faminto; e eram constrangidos pelo amor de Cristo a distribuir esse pão a todos os que estivessem em necessidade. O Senhor operava por meio deles. Aonde quer que iam, os doentes eram ­curados e aos pobres se pregava o evangelho” (Atos dos Apóstolos, p.106).
No momento em que formos conscientes da responsabilidade e missão e sairmos constrangidos pelo amor de Cristo, seremos bem-sucedidos em nossos esforços.

III – Oportunidade para o testemunho


Devemos perceber que Filipe começou seu contato missionário com o etíope devido ao seu interesse sobre as profecias messiânicas de Isaías. Estabelecer pontos de contato é um trabalho ao qual todo pregador deve se dedicar. Com muita propriedade, o servo de Deus pode ser comparado a um construtor de pontes.

Donald Mcgavran, o pai dos estudos sobre crescimento de igrejas, diz: “Toda a sociedade humana é como uma cidadezinha ao lado de um rio sobre o qual, em lugares convenientes, pontes foram construídas. Os habitantes podem atravessar o rio em outros lugares, mas é muito mais fácil atravessá-lo por sobre as pontes. As pessoas próximas às pontes estão melhor conectadas do que aquelas que estão longe delas. Idéias, alimentos, desfiles e convicções fluem melhor para lá e para cá através das pontes” (Compreendendo o Crescimento da Igreja, p. 357).

Essas pontes são verdadeiras oportunidades para a pregação do evangelho, tendo em vista que nos aproximam. Existem vários tipos de pontes: a amizade, a mensagem de saúde, o serviço social, etc. Em O Desenvolvimento Natural da Igreja, Christian Schwarz, diz que a evangelização orientada para as necessidades é uma das oito marcas de qualidade das igrejas que crescem.

As pontes que já estão erguidas não são suficientes para permitir a pregação do evangelho à totalidade das pessoas. Muitas outras pontes precisam ainda ser construídas para que a pregação do evangelho seja levada a todo o mundo.

IV – Dotado para o serviço

Por ocasião da escolha de Filipe como um dos sete diáconos, a igreja estava clamando para que os apóstolos dessem mais atenção à distribuição dos alimentos às viúvas. Os apóstolos consideraram desnecessário deixar a pregação da palavra para se dedicarem àquela tarefa. Para tal, escolheram sete homens, entre eles, Filipe.

Filipe tinha o dom do serviço. Um dom de bastidores, mas, indispensável para o avanço do evangelho. Na obra de Deus, anônimo não é sinônimo de desnecessário.

A parábola dos talentos (Mt 25:14-30) fala que o ser humano tem a tendência natural de desconsiderar tarefas aparentemente simples e de valorizar aquelas que são mais percebidas. Veja que na parábola, o que tinha um talento o menosprezou e o escondeu.

“Ninguém pode saber qual haja de ser o propósito de Deus em Sua disciplina; mas todos podem estar certos de que a fidelidade nas pequenas coisas é a evidência do preparo para maiores responsabilidades. Cada ato da vida é uma revelação do caráter, e somente aquele que nos menores deveres se mostre ´obreiro que não tem do que se envergonhar´..., será honrado por Deus com encargos de mais responsabilidades” (Educação, p. 61).

Na prática do seu dom, Filipe foi dotado por Deus de outros dons (At 8:4-8). “... À medida que cristãos vivem de acordo com seus dons espirituais, eles não trabalham pelas próprias forças, mas o Espírito de Deus trabalha neles. Assim, pessoas bem normais podem efetuar tarefas bem especiais” (Christian Schwarz, O Desenvolvimento Natural da Igreja, p. 24).

V – Filipe e Simão, o Mago
Com o rápido avanço da igreja, muitas situações novas foram surgindo. A situação de Simão, o mago, foi uma delas. Diante desses novos desafios, a igreja precisava de apoio mútuo organizado e companheirismo.

“Os ensinamentos sobre os dons espirituais enfatizam o valor e as contribuições de cada indivíduo; e, lembrando que, em nossa época, somos constantemente considerados como um a mais no meio da massa, é imperativo que mantenhamos esta ênfase.”

“...Sendo que existe uma variedade de dons espirituais, cada membro necessita do outro para o estímulo mútuo, comunhão, crescimento e serviço” (Juan Carlos Miranda, Manual de Crescimento da Igreja, p. 107).

Como na multidão de conselheiros há sabedoria, Pedro e João estavam ali para prestar auxílio indispensável a Filipe, que, apesar de ter crescido nos dons, ainda tinha suas limitações e continuava sendo parte do corpo e não sendo o próprio corpo.

Conclusão

“Não há limites à utilidade dos que põem de lado o próprio eu, dão lugar à operação do Espírito Santo em seu coração e vivem uma existência de inteira consagração a Deus” (Ellen White, Serviço Cristão, p. 254).

Devemos estar dispostos a realizar a vontade de Deus, assim como Filipe, independentemente do local geográfico e da responsabilidade que Ele confiou às nossas mãos.

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