sábado, 19 de março de 2011

A Natureza como Fonte de Saúde - 19/03/2011 a 19/03/2011

A NATUREZA COMO FONTE DE SAÚDE
Resumo Semanal - 13/03/2011 a 19/03/2011


Noel José Dias da Costa

Objetivo deste estudo:
Compreender que Deus planejou os recursos ideais para nossa saúde na natureza e que, apesar da corrupção do pecado, ela reserva ainda preciosas lições sobre o amor divino.

Verdade central:
O mundo natural foi criado por Deus para ser o ambiente ideal para Suas criaturas e para manifestar Seu caráter. Devemos aprender da natureza as lições do cuidado e do amor de Deus, mas também devemos preservá-la, lembrando que ela não deve ser adorada, mas compreendida como criação de Deus para o bem de todos os seres vivos.

Introdução:
Deus nos permite conhecê-Lo através da natureza, que é definida como Sua revelação geral. A princípio criada em total perfeição, devido ao pecado ela hoje possui elementos estranhos ao plano original. A morte e a violência estão presentes onde antes estavam somente a vida e a completa paz. Mesmo assim, ela oferece lições preciosas aos aprendizes atentos. É nela que encontramos, também, os recursos para nossa sobrevivência. As marcas de Deus podem ser nela vistas, como declara Romanos 1:20:

“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas [...].”

O bem-estar físico, emocional, social e espiritual do ser humano depende também de sua interação com o meio. Por isso, Deus foi tão cuidadoso em prover-lhe o ambiente mais agradável para morar.

Para refletir:
- Como seu humor e disposição mental respondem a ambientes em que a natureza é preservada e a vida está em harmonia?

I. O ambiente antes da queda

A Bíblia descreve o ambiente no Éden como perfeito, agradável e adaptado ao homem e aos demais seres vivos. Deus mesmo havia plantado o Jardim para colocar nele o homem (Gn 2:8). Uma das necessidades humanas muito essenciais à saúde mental e social é o pertencer (ou sentimento de pertencer). Quando ela é satisfeita, a pessoa se sente adaptada, aceita e parte do ambiente social e físico em que vive. Deus programou o homem assim, por isso, tomou providências para a melhor adaptação dele, com tudo de muito bom que lhe podia oferecer (Gn 1:31). Sobre esse cuidado de Deus, Ellen G. White afirma o seguinte:

O Criador escolheu para nossos primeiros pais o ambiente que mais convinha à sua saúde e felicidade. Não os colocou num palácio, nem os rodeou dos adornos e luxos artificiais que tantos lutam hoje em dia por obter. Colocou-os em íntimo contato com a natureza, em estrita comunhão com os santos seres celestiais (A Ciência do Bom Viver, p. 261).

II. O ambiente e o homem após a queda

O pecado trouxe mudanças imediatas, e o homem sofreu suas terríveis consequências. Apesar das advertências divinas para não comer do fruto (Gn 2:17), Adão e Eva desobedeceram. Eles se separaram de Deus e de Sua proteção. Como consequência, colheram mais separação ainda:
- Separação de si mesmos – tendo dentro de si o bem e o mal (Rm 7:15-17)
- Separação de Deus – fugindo dEle (Gn 3:9-10)
- Separação do cônjuge, seu semelhante mais querido –esquivando-se dele e acusando-o, em vez de protegê-lo (Gn 3:7, 12)
- Separação da natureza – ela não mais lhe seria somente favorável, mas produziria cardos e abrolhos, frio e calor, causando dores e sofrimento, e o próprio nascimento seria também carregado de dores para a mulher (Gn 3:16-19 e 21)

Para refletir:
- Que consequências do pecado são perceptíveis na natureza em nossos dias?
- Que pequenas ações podem contribuir para evitar que elas aumentem?

III. Deus e a natureza


A natureza revela a existência de Deus (Sl 19:1-6 e Sl 104) e dá uma visão parcial de Seu poder, fidelidade e amor, entre outros de Seus atributos. Essa revelação limitada precisa ser ampliada através de Sua revelação especial na Bíblia e na pessoa de Jesus Cristo. Só através da compreensão do grande conflito cósmico entre o bem e o mal e suas implicações na morte e ressurreição de Jesus é que teremos condições de apreender da natureza suas preciosas lições.

A falta do conhecimento correto de Deus na Bíblia leva as pessoas a adorar a criação no lugar do Criador (Rm 1:19-25). Ou, ainda, pode também levar a conclusões errôneas, como a aparente passividade de Deus ante o sofrimento de Suas criaturas devido às calamidades naturais, como terremotos, tsunamis, chuva ou sequidão em excesso, vulcões, etc. Essa ideia de um deus distante, que não se envolve com a criação é chamada deísmo. Ao contrário dela, a Bíblia apresenta Deus presente e atuante na vida de Seus filhos (Sl 104 e At 17:24-28).

A natureza apresenta valiosas lições do cuidado de Deus, exemplificadas por Jesus em Mateus 6:25-34. Ali, Ele ilustra a maneira solícita de Deus prover o necessário para nossas necessidades. Certamente, nas horas tranquilas em que passava observando os lírios do campo e as aves, Jesus pôde refletir sobre isso. Seu exemplo serve de encorajamento para que dediquemos regularmente momentos à comunhão com Deus em meio à natureza, e recebamos dEle as bênçãos da paz e equilíbrio resultantes dessa experiência.

A mensagem ao mundo para este tempo inclui a verdade de um Deus criador de toda a natureza, presente na vida de Seus filhos e desejoso de levá-los à correta adoração e ao urgente preparo para o juízo (Ap 14:6-7). Todos esses elementos se completam, devendo, portanto, ser apresentados com sabedoria, precisão e reverência.

Para refletir:
- Você tem se beneficiado dos dons de Deus na natureza?
- O que você pode fazer para aproveitá-la melhor?

Conclusão

A natureza possui recursos preciosos para nossa saúde física. Nela também se encontram lições preciosas do cuidado e amor divinos. Através da comunhão com Deus na natureza podemos receber bênçãos preciosas que, aliadas ao conhecimento da Bíblia, proporcionam crescimento espiritual e saúde mental.


Noel José Dias da Costa é psicólogo e pastor, mestre e doutor em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Teologia pelo SALT-UNASP-EC. Atua como professor, psicólogo e auxiliar da Associação Ministerial no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP). É casado com a pedagoga Erenita M. S. da Costa, e pai de Tiago e Ana Cristina.

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sexta-feira, 19 de março de 2010

Verdade - 19/03/2010 a 20/03/2010

Sexta, 19 de março

Opinião
Você é um cristão secreto?

Você já se surpreendeu dizendo uma assim chamada “mentira branca”? Talvez para tentar causar uma boa impressão ou evitar uma punição, pareceu mais importante naquele momento. E que dizer daquele querido amigo ou parente que consistentemente fabrica mentiras para satisfazer seus delírios de grandeza? Como isso é desapontador e prejudicial, à medida que, diariamente, mentira após mentira continua a se revelar. É prejudicial porque as mentiras têm o poder de destruir um relacionamento. É desapontador porque a condição espiritual dessa pessoa é revelada.

Enquanto pondero sobre a palavra “verdade”, compreendo que conhecer a verdade não é benéfico, a menos que a verdade seja aplicada de maneira pessoal. No Jardim do Éden, Deus disse ao primeiro casal a verdade quanto a comer do fruto proibido. Contudo, eles escolheram acreditar nas mentiras de Satanás, e conhecemos o resultado – dor, destruição e morte que continuarão até o fim dos tempos.

Em Sua sabedoria, e em Seu amor por nós, Deus planejou uma forma de transmitir a verdade de geração para geração. Como cristãos que estão se preparando para a eternidade, aplicar a verdade em nossa vida diária é tão importante quanto conhecer a verdade. A fim de sermos verazes, precisamos ter Jesus no coração. Ele nos dará a capacidade de sermos verazes. “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (Jo 8:32). “Toda pessoa que se recusa a entregar-se a Deus, acha-se sob o domínio de outro poder. ... Não lhe é permitido ver a beleza da verdade, pois sua mente se encontra sob o poder de Satanás” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 466).

Quão importante é, então, estabelecer e manter um relacionamento pessoal com Deus que inclui a entrega total e diária a Ele. Nosso andar, nosso falar, nosso vestuário, nossa atitude, e todas as fibras de nosso ser irão assim refletir a Cristo.

Jesus disse a Seus discípulos: “Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto; porque sem Mim vocês não podem fazer nada” (Jo 15:5). Quando o fluxo de nutrição de Deus for contínuo e desobstruído, ceifaremos uma colheita plena de verdade.

Mãos à obra


1. Examine e compare uma flor natural com uma flor artificial da mesma espécie. O que torna a flor real diferente da flor artificial ou superior a ela? Faça uma relação disso com a diferença entre pessoas que exibem integridade e aquelas que nem sempre o fazem. Qual você deseja como amigo? Por quê?
2. Faça as seguintes perguntas a alguns de seus amigos: O que você acha que significa integridade? Como isso se aplica a você? Por que você desejaria que seu melhor amigo fosse uma pessoa íntegra?
3. Reflita sobre a semana que passou, fazendo a si mesmo estas perguntas: Sempre fui completamente veraz? Por que sim, ou por que não? Esse é um problema com o qual preciso que Jesus me ajude?

Kathleen Nelson | Altamonte Springs, EUA

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quinta-feira, 19 de março de 2009

Bençãos do Dom Profético - 19/03/2009 a 21/03/2009

Quinta, 19 de março

Aplicação
Produtos da reforma


Produtos da reforma8. O que ensina o Antigo Testamento sobre a origem da vida humana? Gn 1:1-3; Êx 20:8-11; Sl 33:6; Is 42:5

De acordo com o Antigo Testamento, o Senhor criou a vida na Terra em seis dias literais, de 24 horas cada. Também nesse aspecto as palavras da Sra. White estão de acordo com o relato do Gênesis: “Fui, então, levada aos dias da criação e me foi mostrado que a primeira semana, em que Deus executou a obra de criação em seis dias e descansou no sétimo dia, teve sua duração exatamente semelhante à de qualquer outra semana” (Spiritual Gifts, v. 3, p. 90).

Compreender os comentários e princípios de Ellen White sobre saúde é crucial para nossa vida como adventistas, pois a reforma de saúde é uma das áreas-chave que dão ao adventismo sua missão especial. Portanto, devemos procurar saber através da orientação do Espírito Santo como podemos compreender melhor os princípios referentes a questões de saúde. A própria Ellen White escreveu: “Proíbe-se ao homem conferir a qualquer outro objeto o primeiro lugar nas suas afeições ou serviço. O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou se incompatibilize com o culto a Ele devido, disso fazemos um deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 305). É por isso que é importante recapitular a questão da reforma de saúde e descobrir como podemos melhor compreendê-la.

1. Aprenda sobre o contexto social dos escritos de Ellen White. Há alguns lugares no mundo onde os escritos dela são interpretados num contexto diferente do contexto em que foram escritos. Contudo, devemos entender o contexto original da questão da qual ela está tratando, pois quando seus escritos são retirados desse contexto, todo o seu significado muda, e interpretamos mal as palavras dela.

2. Aprenda sobre o tempo e lugar de seus escritos. Ao aplicar os princípios da reforma de saúde, os aspectos da questão relacionados a tempo e lugar devem ser considerados em relação ao assunto que está sendo discutido. O que era um problema em uma parte do mundo pode não ser em outra. Além disso, o tempo muda muitos aspectos da vida. Portanto, um conselho escrito em determinada época, pode não ser aplicável em outra.

3. Compreenda o conselho geral sobre um dado assunto. É fundamental que os conselhos de Ellen White sobre saúde sejam considerados em sua totalidade. Devem ser levadas em conta as declarações absolutas que ela faz, e as declarações variáveis. Suas declarações absolutas se referem ao que pode parecer declarações regulamentares que deixam pouco ou nenhum espaço para uma transigência barateadora. Suas declarações variáveis, por outro lado, são aquelas baseadas em princípios fundamentais que podem ser usados para interpretar o significado ou orientar o comportamento considerando-se o tempo, lugar e circunstâncias aos quais ela se refere.

Gerald K. Jangu | Karungu Bay, Quênia

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