segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Paz - 18/01/10 a 23/01/10

Segunda, 18 de janeiro

Exposição

Paz que protege e transforma


Nosso Senhor é o “Príncipe da Paz” (Is 9:6), e Sua presença em nossa vida cria um estado de tranquilidade espiritual. Muitas vezes, essa presença nos ajuda em situações difíceis, e esse é o principal enfoque de nosso estudo desta semana.

A bonança vem após a tempestade (Mt 8:23-27; Mc 4:35-41). Algumas experiências da vida criam medo em nossa mente. Tome por exemplo o que aconteceu com os discípulos de Jesus quando estavam atravessando o Mar da Galileia. Quando o barco se encheu de água por causa das ondas, tiveram medo de se afogar. Reconhecendo o poder destruidor da natureza, clamaram a Jesus, Aquele que criou tudo o que existe (Cl 1:16).

“Seus gritos despertam Jesus. Ao vê-Lo à luz do relâmpago, notam-Lhe no rosto uma celeste paz; leem-Lhe no olhar o esquecimento de Si mesmo, um terno amor e, corações voltados para Ele, exclamam: ‘Senhor, salva-nos, que perecemos’” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 335). Jesus estava calmo, como sempre, e ordenou ao mar que se acalmasse. O Senhor, que tinha chamado Seus discípulos para irem com Ele no barco, também nos chama para estar com Ele; e aceita Sua responsabilidade de nos levar em segurança até a praia. Portanto, não percamos a fé como os discípulos, porque Ele pode acalmar qualquer tempestade que possamos encontrar (Sl 107:29). Saber que Ele nos guiará em segurança a um lugar de descanso nos dá paz (Sl 107:30).

Descanso para os sobrecarregados (Mt 11:28, 29). Jesus estende um convite a todos nós para que vamos a Ele a fim de receber descanso. Em Mateus 11:28 e 29, Cristo não está falando sobre descanso físico, mas sobre descanso para a alma e a mente.1 Esse convite teve um efeito especial sobre aqueles que O ouviram, porque a religião israelita se havia degenerado numa rotina sem sentido de esforço para guardar as regras e regulamentos dos fariseus na tentativa de obter salvação pelas obras.2

O pecado é nosso fardo mais pesado, e só o jugo que Cristo nos oferece pode aliviar essa carga. Com a expressão “meu jugo”, Cristo queria dizer Seu modo de vida, ao qual devemos nos submeter. Seu modo de vida é resumido na Lei de Deus.3 Quando, por meio da habitação do Espírito Santo, guardamos a Lei de Deus, encontramos descanso para a alma e paz mental que nos alivia de nossos fardos.

Paz com Deus por meio de Jesus (Rm 5:1-11). Paulo inicia Romanos 5 afirmando que, “tendo sido... justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1, NVI). Quando temos tal paz, não há nada que se interponha entre nós e nosso relacionamento com Deus. Descansamos em Sua graça, à qual temos acesso por meio da fé em Cristo. Isso não significa que os problemas ou o sofrimento terão fim. Significa que, embora enfrentemos dificuldades, podemos achar paz no fato de que Jesus permanece ao nosso lado. Enquanto ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós. Que amor! Quando aceitamos esse amor, somos justificados por Seu sangue e salvos da morte eterna. Somos reconciliados com Deus. Então, podemos nos regozijar confiantemente, porque temos paz com Ele por meio de Jesus Cristo (Rm 5:9-11).

Paz com os outros (Hb 12:14; Rm 12:9-21; Sl 34:12-16). O fato de termos paz com Deus por meio de Jesus Cristo é refletido em nosso relacionamento com os outros. Assim, Paulo nos admoesta a nos esforçarmos “para viver em paz com todos” (Hb 12:14, NVI). Quando nos esforçarmos para ter paz sob a direção do Espírito Santo, nosso amor será sem hipocrisia; daremos preferência uns aos outros; serviremos prontamente ao Senhor; e satisfaremos as necessidades dos outros (Rm 12:9-13).

Depois de estarmos reconciliados com Deus, parece que temos mais provações; e em nossa fraqueza humana podemos ter a tendência de amaldiçoar aqueles que nos causam problemas. Contudo, Paulo nos admoesta a abençoar aqueles que nos perseguem (Rm 12:14). Também precisamos nos alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (Rm 12:15). Devemos ter consideração pelas coisas boas (verso 17); e, o mais importante: devemos viver em paz com todas as pessoas, buscando verdadeiramente a paz (Rm 12:14-17, 21; Sl 34:14).

1. The SDA Bible Commentary, v. 5, p. 389.
2. Ibid.
3. Ibid., v. 7, p. 213.

Mãos à Bíblia


2. Leia Mateus 11:28 e 29. O que Jesus está nos dizendo aqui? Como podemos experimentar por nós mesmos a realidade dessa promessa maravilhosa?

“É o amor de si mesmo que traz desassossego. [...] Os que se apegam à palavra de Cristo, e se entregam à Sua guarda e a Seu dispor, encontram paz e sossego. Coisa alguma no mundo os pode entristecer, quando Jesus os alegra com Sua presença. Na perfeita conformidade há descanso perfeito. O Senhor diz: ‘Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em Ti; porque ele confia em Ti’” (Is 26:3; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 330, 331).

Joy Kuttappan | Pune, Índia

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domingo, 18 de janeiro de 2009

O Dom de Profecia e a Igreja Remanescente - 18/01/2009 a 24/01/2009

O Dom de Profecia e a Igreja Remanescente

Jesus - O Sumo Sacerdote

“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17).

Prévia da semana: O testemunho de Jesus e o Espírito de Profecia são uma continuação da revelação de Deus por meio dos profetas do Antigo Testamento, culminando em Jesus e sendo transmitido por meio dos apóstolos, profetas e mártires da primeira igreja. O povo de Deus no tempo do fim é descrito por preservar e restaurar essa mensagem profética. Pelo poder do Espírito Santo e por suas palavras e ações, eles anunciam Jesus nos últimos dias.

Domingo, 18 de janeiro

Introdução
O grande fazedor de acolchoados


1. Quem são alguns dos personagens do grande conflito? Ap 12:1-6

João vê um sinal deslumbrante – uma mulher grávida, “vestida do sol com a lua debaixo dos pés”, e usando uma coroa de doze estrelas. Essa é mais que uma simples mulher. Ela é o símbolo da igreja, ou do povo fiel de Deus (veja Is 54:5, 6; 2Co 11:2).

2. De acordo com Apocalipse 12:6, a mulher foge do dragão e vai para o deserto, onde é colocada aos cuidados de Deus por 1.260 dias. Sobre que assunto esse texto está falando, e o que simbolizam os 1.260 dias? Dn 7:25; Ap 12:14; 13:5

Os adventistas do sétimo dia (em contraste com a maioria dos cristãos de hoje) interpretam os 1.260 dias como sendo 1.260 anos, e veem isso como uma referência ao período da supremacia papal do sexto século até o fim do século 18.

O acolchoado está sobre a cama, como lembrança de uma geração de mulheres que os costuravam para manter sua família aquecida no inverno. Minha avó pacientemente unia, um a um, os pequenos triângulos de tecido. Eram feitos de retalhos, em sua maior parte de roupas velhas que estavam sendo recicladas muito antes de isso ser considerado certo para com o meio ambiente.

Quando aqueles pedaços remanescentes de tecido eram cortados, adequadamente posicionados e depois costurados, emergia um novo item – um acolchoado sob o qual eu podia me aninhar nas frias noites de inverno. Os remanescentes eram tirados de algo que precisava ser transformado e refeito numa nova criação.

Ao longo da história da Terra, Deus tem preparado um povo remanescente. Assim como aqueles pequenos triângulos tão carinhosamente recortados por minha avó, Deus tem estado a moldar um povo com um caráter que O reflita. Do grande grupo daqueles que afirmam segui-Lo, sairá o remanescente. Esses seguidores guardarão os mandamentos de Deus e terão o testemunho de Jesus.

Ele trabalha em nossa vida cortando fora as coisas que, se afirmamos ser Seus seguidores, não devem estar lá. Ele ajusta nossas atitudes e desejos, à medida que permitimos que o faça. Como o Grande Fazedor de Acolchoados, Ele une os elementos de Seu remanescente, e emerge um novo tecido que beneficiará a Noiva de Cristo.

Como podemos falar que fazemos parte do remanescente sem parecer exclusivistas? Quais são realmente os sinais de um povo remanescente? Quais são os exemplos bíblicos específicos do remanescente e de como eles contam a história de Jesus?

Durante esta semana, examinaremos essas perguntas. Ao fazê-lo, será necessário perguntarmos de que forma nós, como igreja, preenchemos o papel do remanescente.

Deena Bartel-Wagner | Spencerport, EUA

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