domingo, 10 de outubro de 2010

Ana - 10/10/2010 a 16/10/2010

ANA


“Então Ana orou assim: ‘Meu coração exulta no Senhor; no Senhor minha força é exaltada. Minha boca se exalta sobre os meus inimigos, pois me alegro em Tua libertação. Não há ninguém santo como o Senhor; não há outro além de Ti; não há rocha alguma como o nosso Deus’” (1Sm 2:1, 2).

Prévia da semana: Ana, mãe de Samuel, passou por uma grande experiência de fé que serve para nós como um exemplo de entrega e dedicação a Deus.

Leitura adicional: Patriarcas e Profetas, capítulo 55, p. 569-574.

Domingo, 10 de outubro

Introdução
O espelho de Deus


Até onde sua fé vai ser testada? Será que será pedido a você, como a Abraão, que sacrifique seu único filho? Será que, como Jó, terá todas as suas propriedades e filhos tirados de você? Ou você será como Ana? Ela era uma boa pessoa e acreditava no único Deus verdadeiro. Era também uma pessoa que não sentia que valia muito, porque não tinha filhos. Enquanto orava no templo por um filho, lágrimas lhe corriam pelo rosto. Ela soluçava. Embora seus lábios se movessem, não saía deles nenhuma palavra. Na verdade, o sacerdote Eli pressupôs que ela estivesse embriagada. Quando ela explicou a Eli pelo que estava orando, ele respondeu dizendo: “Vá em paz. Que o Deus de Israel lhe dê o que você pediu!” (1Sm 1:17). Imediatamente, Ana soube que Deus a tinha ouvido.

Uma coisa que torna a história de Ana diferente da de Abraão e Jó é que ela contou a Deus o sacrifício que estava disposta a fazer. No caso de Abraão, Deus lhe disse que sacrificasse seu filho. Na situação de Jó, Deus permitiu que suas posses e filhos fossem tirados. Ana, porém, se ofereceu para devolver seu filho a Deus. Outra coisa interessante sobre Ana é que, após Eli haver-lhe dito que fosse em paz, ela imediatamente se descontraiu e creu. Ela não questionou Eli, nem pediu detalhes. Simplesmente foi para casa e já não mais estava triste. Sua fé foi recompensada pelo nascimento de Samuel, e ela cumpriu a palavra que havia dado a Deus. Logo que Samuel teve idade suficiente para ficar longe dela, ela o levou ao templo. Depois de Samuel, Deus a abençoou com vários outros filhos mais.

Ao estudar a história de Ana nesta semana, reflita sobre como definir a si mesmo através do ponto de vista de Deus.

Mãos à Bíblia

1. Por que Ana estava tão impressionada por não ter filhos, embora soubesse que seu marido a amava? 1Sm 1:1-16

Os sentimentos de Ana não devem ser difíceis de entender, em uma cultura em que não ter filho homem significava não ter nenhuma segurança na velhice. Não ter nenhum filho era entendido como maldição divina. Esse fato afetava seu valor aos olhos da sociedade, sua própria autoestima e seu relacionamento com Deus.

2. Qual era o desespero que a esterilidade trazia às mulheres no mundo do Antigo Testamento? Gn 16:1, 2; 30:1

Andrea Jackson – Bishop, EUA

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sábado, 10 de outubro de 2009

Preparando um Povo - 10/10/09 a 10/10/09

Preparando um povo
Resumo Semanal - 04/10/09 a 10/10/09

Ozeas Caldas Moura – ThD

Nesta semana, estudaremos algumas das providências que o Senhor instituiu para Seu povo antigo de como lidar com as enfermidades, como a infidelidade matrimonial (ou o medo dela), como lidar com os conflitos pessoais que surgem inevitavelmente quando as pessoas vivem juntas.

I. Controle da doença


Hoje, a medicina evoluiu muito quanto aos cuidados para se evitar o contágio de certas doenças e epidemias. Mas, no passado, a situação era bem diferente. Milhares e até milhões morriam vitimados por pestes, as quais poderiam ser evitadas com medidas simples de higiene e isolamento dos doentes.

Deus, que está sempre interessado na saúde e bem-estar de Seu povo, deu ordens a Moisés no sentido de controlar a propagação de certas doenças. Assim, o leproso (qualquer doença de pele, incluindo a Hanseníase era considerada “lepra”), quem tivesse algum corrimento, ou quem tivesse tocado num cadáver deveriam ficar fora do acampamento, numa espécie de quarentena. Quando estivessem curados das doenças de pele e o corrimento cessasse poderiam retornar ao acampamento.

Veja como o povo israelita estava à frente dos demais povos ao seu redor quanto à prevenção de doenças! E isso graças às orientações divinas.

E que dizer do interesse de Deus pela saúde de Seus filhos hoje? O isolamento de alguém infectado ainda é válido nos dias atuais, mas podemos controlar e prevenir as doenças também através de um bom estilo de vida, seguindo as leis de saúde encontradas na Bíblia e no Espírito de Profecia. Tem você atentado para elas?

II. Controle social


Imagine a dificuldade de convivência entre alguns milhões de pessoas, acampadas em pleno deserto! (Só de homens, de vinte anos para cima, havia mais de 600 mil.) Era fácil começar uma briga, por motivos sérios ou não.

Deus, então, pediu que Moisés orientasse o povo quanto ao relacionamento que deveriam ter uns para com os outros. Primeiramente, deviam saber que pecar contra o próximo é pecar contra Deus (Nm 5:6). Por quê? A verdade é que quando pecamos contra outra pessoa, pecamos contra Aquele que a criou, e que, na cruz, a readquiriu com Seu próprio sangue. Não devemos nos admirar, portanto, que a Bíblia expresse essa ideia de que, ao pecar contra outros, estamos pecando contra o próprio ­Deus. Depois, deveriam confessar o pecado cometido contra o próximo e fazer “plena restituição” (5:7), ou seja, confessar e procurar reparar o dano, acrescentando um quinto do valor do objeto danificado ou roubado. Tais medidas visavam não somente desestimular a prática do mal, mas também estimular o amor ao próximo. O interessante é que o mandamento de amar o próximo já era conhecido dos israelitas desde os tempos do Antigo Testamento: “Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu Sou o Senhor” (Lv 19:18). No Novo Testamento ele seria apenas reafirmado por Jesus (Mt 22:37-39).

III. Fidelidade matrimonial


Dois preceitos do Decálogo, o sétimo e o décimo, protegem a instituição do casamento. Na teocracia, a infidelidade era punida pela morte de ambas as partes (Lv 20:10).

Mas, e se houvesse apenas suspeita de que alguma mulher havia cometido adultério? A suspeita não resolvida poderia minar a felicidade do casal, tornando a mulher vítima dos ciúmes do marido. Deus, então, orientou Moisés a tratar a situação de uma maneira bastante estranha para os dias de hoje: a ingestão por parte da mulher suspeita de adultério de certa porção de “água santa” (água + pó “santo” do chão do Santuário). Caso a mulher fosse culpada, seu ventre inchava e sua coxa descaía. Se ela fosse inocente, tal água nenhum dano lhe causaria.

Mesmo que não entendamos todos os detalhes desse ritual, nem por que ele (aparentemente) não era aplicado a um homem suspeito de adultério, a lição é clara: Deus, que instituiu o matrimônio, espera fidelidade mútua entre os cônjuges. Se isso era verdade no passado, muito mais o é agora, devido ao fato de vivermos em dias de grande descalabro moral, quando a fidelidade entre os cônjuges é vista como algo ultrapassado, arcaico e cerceador da liberdade. Face às grandes tentações na área sexual em nossos dias, a oração de cada cristão deve ser a mesma feita por Davi: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro em mim um espírito inabalável” (Sl 51:10). Uma pergunta para reflexão: Se ainda hoje existisse a “prova da água santa”, você a beberia sem nenhum receio?

IV. Cidadãos consagrados


Nazireu era uma pessoa “consagrada” que se dedicava ao Senhor por tempo determinado. Um filho poderia ser dedicado nazireu por toda a vida. Tal foi o caso de Sansão.

Além de deixar o cabelo crescer, o nazireu não devia tomar vinho nem consumir produto algum da videira. Suco, vinho e uvas representavam para a mente antiga uma terra cultivada de fazendas e domicílios. Quando o nazireu não bebia vinho, ele expressava concretamente sua convicção de que estava a caminho de uma terra melhor.

Ao se privar das coisas boas desta vida, os nazireus passavam a mensagem de que estavam aqui apenas de passagem, que fazer a vontade de Deus era coisa mais importante do que comer e beber. Pelo estilo frugal de vida e despojamento das coisas materiais, os nazireus deviam chamar a atenção para os valores e bens eternos.

Em certo sentido, devemos todos ser “nazireus” de Deus. Ou seja, buscar “em primeiro lugar o Seu reino e a Sua justiça” (Mt 6:33); estar neste mundo, mas não ser deste mundo.

V. A bênção araônica


Yahweh te abençoe e te guarde;
Yahweh brilhe Seu rosto sobre ti e te seja gracioso;
Yahweh levante Seu rosto sobre ti e te dê paz.
(Números 6:24-26 – tradução própria)

Vê-se que esse texto bíblico repete o nome divino, Yahweh (o Eterno) três vezes. Isso ocorre na escrita hebraica para dar ênfase a algum vocábulo ou ideia. Três vezes somos lembrados da eternidade e confiabilidade de Deus. Ele é sempre o mesmo, e podemos contar com Ele sempre.

Nessa bênção se encontra tudo o que alguém precisa para ser feliz e ter êxito em qualquer área da vida, material ou espiritual: bênção nos empreendimentos, proteção dos males físicos e espirituais, iluminação divina para se tomar decisões corretas, ser alcançado pela graça divina, ser tratado com aprovação por Deus e ter paz (com Deus e o semelhante).

Longe de ser um Deus sanguinário e tirânico, essa oração araônica O apresenta como Alguém terno, amoroso, misericordioso e desejoso de que Suas criaturas tenham boa qualidade de vida e vivam felizes. O desejo do apóstolo João para com Gaio é o mesmo de Deus para cada um de Seus filhos: “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (3Jo 2).

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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O Rompimento da Ordem Estabelecida por Deus - 10/10/2008 a 11/10/2008

Sexta

Opinião

A rebelição de Lúcifer


Um rompimento da ordem celestial significou rompimento da ordem terrestre. Antes da rebelião de Lúcifer, tudo no Céu e na Terra era perfeito. Na verdade, o Éden era um Céu na Terra. Isso era realmente verdade, pois Deus andava “pelo jardim quando soprava a brisa do dia” (Gn 3:8, NVI). Tudo era perfeito! Nenhum espinho furava a pele, nenhum mosquito ou mosca incomodava Adão e Eva. Se o que chamamos de roedores existiam naquela época, devem ter tido um positivo trabalho a desempenhar em todo aquele esquema de coisas.

Foi só depois do envolvimento de Satanás com os seres humanos que as mulheres passaram a sofrer tanto para dar à luz filhos (Gn 3:16). Foi só depois de Adão e Eva terem permitido que Satanás influenciasse as ações deles contra a vontade de Deus que os homens precisaram suar para obter seu alimento e o de seus dependentes (Gn 3:19). Outro triste resultado disso foi o ódio e o ciúme que surgiram entre um irmão e o outro, resultando no primeiro assassinato (Gn 4:8).

Ao examinarmos a Bíblia e nossa época atual, precisamos admitir que as coisas têm piorado progressivamente. Muitos estão vivendo em constante medo, sem saber os males que o dia seguinte, hora, ou mesmo minuto, pode trazer. Não havia doença no Éden, mas hoje em dia temos doenças sem cura. Lúcifer, com sua rebelião, promoveu guerra no Céu – o mais santo dos lugares. Hoje dia, a guerra é quase algo comum. O que parecia um pequeno começo – uma simples rebelião – levou o mundo ao caos em todos os sentidos.

Você pode imaginar como seria se Lúcifer não tivesse interferido na ordem das coisas? Você pode imaginar nosso presente mundo sem guerra, doença, sofrimento, preocupação e estresse? Sim, há esperança – bendita esperança! Jesus prometeu em João 14:1-3 que iria preparar um lugar para nós. Só isso em si já é esperança, mas essa esperança é ampliada em Apocalipse 21:4: “Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram.”

Oh, que bendita esperança! Mal posso esperar que esse glorioso dia chegue!

Dicas

1. Pense nas imagens que o mundo tem nos dado de Satanás em filmes, livros, etc. Como essa figura de Satanás é diferente da que a Bíblia nos mostra? E em que aspectos é semelhante?
2. Desenvolva um plano diário para fortalecer seu relacionamento com Jesus. Nesse plano, inclua passar tempo com Ele por meio da leitura da Palavra, falando com Ele em oração, ouvindo-O através da meditação, entregando-se a Ele, e falando cada dia sobre Ele a alguém.
3. Vá ao recanto natural mais bonito que você conhece. Deixe-se envolver pela beleza da criação de Deus. Agora, dê uma olhada mais de perto; veja onde o pecado entrou nessa cena, e imagine como o lugar seria se não tivéssemos caído.
4. Faça uma lista de cinco experiências difíceis em sua vida. Depois, anote como Deus ajudou você a passar por esses momentos difíceis. Se puder, pense na maneira pela qual você recebeu bênçãos através ou apesar dessas experiências difíceis.

Vanessa Gilbert | Pensville, Dominica, Antilhas

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