segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Esperança contra a depressão - 07/02/2011 a 12/02/2011

Segunda, 7 de fevereiro

Exposição
Paredes e portas de saída

A alegria do perdão (Sl 31:10; 32:1-5). Desde o início deste mundo, o pecado tem trazido dor, tristeza, fraqueza, culpa e depressão. Esta verdade é claramente manifesta no Salmo 31:10 e 32:1-5. Davi provavelmente escreveu o Salmo 31 como resultado de sua experiência no Deserto de Maom (1Sm 23:19-26). Ele escreveu o Salmo 32 após seu caso com Bate-Seba e ter matado o marido dela em batalha: “Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer” (verso 3).

A cura veio quando ele reconheceu sua dependência de Deus e confessou seu pecado. Quando Deus o livrou e perdoou, ele experimentou a alegria de um relacionamento restaurado com seu Redentor.

Você já se viu numa situação angustiosa da qual aparentemente não havia nenhuma saída? Você já pecou contra Deus e contra o próximo? No Salmo 31:2-5, Davi reconhece que Deus é seu refúgio na situação angustiosa. Primeira João 1:9 nos assegura que, se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo não só para nos perdoar, mas para nos purificar de toda injustiça.

Vivendo com esperança (Sl 39:1-7; 42:11). A vida na Terra é muito curta em comparação com a eternidade. No Salmo 39:1-7, o salmista usou metáforas para mostrar que a vida é passageira. Ele orou: “Deste aos meus dias o comprimento de um palmo; a duração da minha vida é nada diante de Ti. De fato, o homem não passa de um sopro.” Nosso tempo de vida comparado com nosso Deus eterno não é nada. Como o salmista, peçamos a Deus que nos mostre o número de nossos dias, para sabermos quão frágeis somos e para compreendermos que nossos breves anos na Terra são em vão quando os passamos adquirindo riquezas terrenas, em vez das riquezas celestiais. Porque nossa vida é breve, demorar-se nas provas, tristezas e dor é uma perda de tempo. O salmista pergunta: “Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; Ele é o meu Salvador e o meu Deus.” (Sl 42:11). Portanto, viva com esperança. Nossa vida curta se torna significativa quando a passamos com Deus. Ore com o salmista: “Minha esperança está em Ti” (Sl 39:7).

A miséria se transforma em esperança (Mq 7:1-7). Em Miquéias 7:1-7, o profeta fala sobre as condições miseráveis em que ele estava. Quando procurou se manter, não encontrou nada para comer ou para satisfazer a fome. Quando se voltou para seu povo, eles se demonstraram infiéis. Faziam armadilhas para assassinar até seus próprios irmãos. Quando se voltou para o governo, viu a corrupção e as injustiças dos oficiais e juízes. Provavelmente ele encontraria esperança em seus amigos e familiares. Contudo, até ali deixou de encontrá-la. “Pois o filho despreza o pai, a filha se rebela contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os seus próprios familiares. Mas, quanto a mim, ficarei atento ao Senhor, esperando em Deus, o meu Salvador, pois o meu Deus me ouvirá.” (Mq 7:5, 6).

Para onde Miquéias poderia se voltar? Ele concluiu que somente Deus lhe poderia dar esperança (verso 7).

Vivendo com o Deus da esperança (Ap 21:1-4). Louvado seja Deus, pois logo chegará o tempo em que Jesus estabelecerá Seu reino. João viu a Cidade Santa descendo do Céu da parte de Deus. Deus morará com Seu povo e será o seu Deus. Se percebemos Sua direção, proteção, bênção, conforto, amor, encorajamento e compaixão enquanto vivemos na Terra, quanto mais alegria experimentaremos quando Deus finalmente morar conosco. Ele enxugará toda lágrima de nossos olhos. Banirá a morte, a tristeza e a dor para sempre.

“Não importa o que você está passando, isso não é a última palavra. Deus já escreveu o último capítulo, e Ele trata da verdadeira realização e a eterna alegria daqueles que O amam. Não sabemos tanto quanto gostaríamos, mas é suficiente sabermos que a eternidade com Deus será mais maravilhosa do que jamais poderíamos imaginar”.*

*Life Application Study Bible, NIV (Wheaton, Ill.: Tyndale House, 1991), p. 2331.

Pense nisto

1. Há algo em sua vida para que você precisa de perdão? O que está impedindo você de experimentar a alegria que vem do perdão?
2. Há alguma situação em sua vida que parece sem esperança? Entregue-a a Deus, para que Ele possa resolvê-la.
3. Qual é seu maior desejo em relação ao viver com Deus por toda a eternidade? Como isso dá forças para você viver na Terra agora?
4. Tire alguns minutos para pensar numa provação pela qual você está passando agora. Depois pare para pensar que ela não é “a última palavra”, e que “Deus já escreveu o último capítulo”. Como esses dois fatos fazem você se sentir?

Mãos à Bíblia

“Gritei como um andorinhão, como um tordo; gemi como uma pomba chorosa. Olhando para os céus, enfraqueceram-se os meus olhos. Estou aflito, ó Senhor! Vem em meu auxílio! (Is 38:14). Essa descrição bíblica revela a forte dor manifestada pelo pranto de Ezequias. Ele estava sofrendo de uma enfermidade que prenunciava a morte e experimentou um período de depressão.

2. Que sintomas de depressão são encontrados nos textos a seguir? Sl 31:10; 77:4; 102:4, 5; 1Rs 19:4

A depressão traz diversas manifestações dolorosas: (a) tristeza profunda, (b) falta de motivação, (c) mudança de apetite, (d) distúrbios do sono, (e) sentimentos de baixa autoestima, (f) raciocínio e memória fracos e (g) pensamentos de morte e suicídio. O fardo da depressão é enorme e deve ser aliviado por meio de intervenção médica e espiritual.

Petronio Genebago | Malabon City, Filipinas

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Bondade - 07/02/2010 a 13/10/2010

BONDADE


“Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos” (Ef 2:10, NVI).

Prévia da semana: As boas obras demonstram uma vida cristã. Quando são praticadas com abnegação, elas abençoam o praticante e o beneficiário. Atos de bondade podem ser aparentemente pequenos aos olhos do mundo, mas grandes aos olhos de Deus, quando praticados para Sua honra e glória.

Leitura adicional: Caminho a Cristo, capítulo 9 (p. 77-84)

Domingo, 7 de fevereiro

Introdução
Os outros sabem?


São oito da manhã. Tomo o desjejum, pego minha Bíblia e ligo o carro. É sábado, e estamos a caminho da igreja. Antes de entrar no carro, noto o vizinho olhando para nós num misto de curiosidade e surpresa. Fico cogitando o que ele pensa de nós. Quem somos nós para ele? Na verdade, não lhe causamos problemas. E na semana passada devolvi para ele um pacote que ele havia esquecido no estacionamento do nosso prédio.

Mas a questão vai além disso. Será que ele compreende que estamos indo para a igreja? Será que ele sabe que somos cristãos? É claro que ele sabe, digo a mim mesmo. Mas se ele sabe mesmo que somos cristãos, como é que ele sabe? Por causa de nossos atos? Por que sou um “bom sujeito” ou uma “boa pessoa”? Quem define o que faz de alguém uma boa pessoa? Porque, na verdade, ele é um vizinho muito bom, talvez o melhor da vizinhança; mas, tanto quanto eu saiba, não vai à igreja.

Enquanto me afasto com o carro, aceno com a mão para cumprimentá-lo, e pergunto a mim mesmo: Será que ele sabe que estou verdadeiramente procurando ter um relacionamento especial com Deus?

Parece óbvio que exista uma relação íntima entre bondade e comportamento externo. Contudo, devemos questionar se temos o conceito correto. Do que depende o ato de “ser bom”? Qual é a fonte disso? Qual é a motivação por trás do fato de ser bom? Será que nossa motivação se baseia em conceitos mundanos? Ou será que se aproxima da bondade de Jesus? Isso é especialmente importante, porque a bondade de Jesus sempre mostrou Seu íntimo relacionamento com o Pai.

Em resumo, devemos perguntar a nós mesmos se nossa “bondade” fala a nossos atos, nossa religião, ou nosso verdadeiro relacionamento com Deus. “Não é somente pregando a verdade, ou distribuindo literatura, que seremos testemunhas de Deus. Lembremo-nos de que uma vida semelhante à de Cristo é o mais poderoso argumento que pode ser apresentado em favor do cristianismo, e que o cristão que não é fiel à sua profissão causa mais dano ao mundo do que um mundano” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 21).

Mãos à Bíblia

Na Bíblia, o sentido mais profundo e absoluto de “bom” é um predicado exclusivo de Deus. Assim, embora a palavra bom seja usada livremente em muitas circunstâncias, apesar de haver indivíduos bom e maus (Mt 5:45), embora seja possível os cristãos praticarem boas obras (Ef 2:10), e Deus haja declarado que tudo o que criou era “muito bom” (Gn 1:31), Jesus afirma que só Deus é “bom” (Mc 10:18). Só Deus é absoluto. Todos os outros têm graus de bondade quando comparados a esse padrão absoluto.

1. Como a bondade de Deus se revela em nossa vida? Êx 33:19; Sl 25:8; 86:5; 107:21; Na 1:7; Rm 8:28

2. Qual é a maior revelação da bondade de Deus à humanidade? Jo 14:9; Hb 1:2, 3

Patty Lopez | Arlington, EUA

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Resumo Semanal - Testando os Profetas - 07/02/2009 a 07/02/2009

PROVAR OS PROFETAS
Resumo Semanal - 01/02/2009 a 07/02/2009

Testando os profetasDaniel Oscar Plenc
Diretor do Centro de Investigação White

Universidad Adventista del Plata
Argentina

I. Profetas verdadeiros e falsos

O Novo Testamento reconhece a existência presente e futura do dom de profecia, ao mesmo tempo em que indica a necessidade de distinguir entre os verdadeiros e os falsos profetas. Dizia Jesus no sermão do monte: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7:15). Não descarta o fato de que virão profetas, mas adverte contra os que não dão evidências de autenticidade. Continua dizendo, um pouco mais adiante: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-Me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em Teu nome [...]? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mt 7:22-23). No sermão profético, há duas advertências significativas no mesmo sentido: “Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mt 24:11). “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24).

Os apóstolos falaram com clareza sobre a responsabilidade de provar os pretensos profetas. Em 1 Tessalonicenses 5:20-21 diz Paulo: “Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom”. Pedro assegura que os enganos do passado voltariam a se repetir: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição” (2Pe 2:1). Talvez a exortação mais contundente provenha da primeira epístola de João: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora”(1Jo 4:1).

Esses ensinos das Escrituras colocam os crentes em uma posição complexa, mas inegável. Não se trata de opor-se a toda possível manifestação do dom de profecia; nem se trata de aceitar indiscriminadamente os que pretendem ser profetas. A opção não consiste em rejeitar toda a crença, mas se refere ao dever de examinar tudo e provar tudo. Neste sentido, o dever se aplica a cada crente. Por outro lado, é sensato crer que, se Deus pede que os profetas sejam provados, é porque Sua Palavra oferece evidências suficientes para que possamos fazê-lo. Se a ordem é provar, essas provas devem ser claras a cada filho de Deus.

II. Evidências e provas bíblicas

Um dos primeiros estudos adventistas para selecionar as provas do profeta verdadeiro foi o de T. Housel Jemison em seu livro A Prophet Among You (Mountain View, Califórnia: Pacific Press Publishing Association, 1955), p. 100-112. Ali são propostas quatro passagens fundamentais das Escrituras como provas da autenticidade de um profeta. São elas:

(1) Isaías 8:20. “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva”.

(2) Mateus 7:20. “Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis”.

(3) Jeremias 28:9. “O profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra, será conhecido como profeta, de fato, enviado do Senhor”.

(4) 1 João 4:2. “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus”.

O mesmo Jemison sugeriu evidências adicionais. São as seguintes: (1) Manifestações físicas. (2) Oportunidade. (3) Certeza e ousadia com que o profeta dá seu testemunho. (4) Nível espiritual elevado. (5) Natureza prática de sua mensagem.

O importante livro de Herbert E. Douglass, Mensageira do Senhor: O ministério profético de Ellen G. White, segue esta sugestão e desenvolve o que denomina “Características dos profetas” (veja as p. 26-42):

(1) A prova das predições cumpridas.
(2) Harmonia com a Bíblia.
(3) A prova do “pomar”.
(4) Testemunho inequívoco sobre a natureza divino-humana de Jesus Cristo.

Um antigo trabalho preparado pelo Patrimônio White da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia intitulado Notas e escritos de Ellen G. White e o Espírito de Profecia o organiza de maneira quase idêntica. As provas bíblicas ali são: (a) à lei e ao testemunho (Is 8:20), (b) cumprimento das predições (Jr 28:9; Dt 18:22), (c) fidelidade à verdades da fé cristã (1Jo 4:2), (d) por seus frutos os conhecereis (Mt 7:16, 20). Como evidências adicionais, apresenta: (a) oportunidade da mensagem, (b) caráter prático das mensagens, (c) elevado tom espiritual das mensagens: nem triviais nem comuns, (d) forma de serem as mensagens transmitidas ao profeta: fenômenos físicos, (e) as visões são uma experiência definida, não meras impressões, (f) relação do profeta com influências exteriores, (g) reconhecimento ou aceitação por parte dos contemporâneos.

D.A. Delafield, ex-secretário associado da Junta de Depositários dos Escritos de Ellen G. White, sintetiza tudo em um só parágrafo: “Nosso Senhor nos advertiu a provar a voz profética, porque se ergueriam muitos falsos profetas (Mt 7:15, 20; 24:11, 24). Mas a obra de falsificação só prova a presença do verdadeiro. O verdadeiro profeta (1) exalta as Escrituras, (2) adverte as pessoas a voltar aos princípios de justiça ensinados na Bíblia, (3) corrige os que se afastam da verdade bíblica, (4) adverte os desgarrados e pecadores, (5) oferece esperança aos humildes e aos que são suscetíveis de ensino, (6) exalta a Cristo como Filho de Deus e como Senhor e Salvador, cujo sacrifício é suficiente, (7) ensina uma doutrina que se ajuste firmemente à verdade bíblica” (Elena G. de White e la Iglesia Adventista do Séptimo Día [Mountain View, Califórnia: Publicaciones Interamericanas, 1976], p. 14). Os textos bíblicos nos quais o autor se apoia são semelhantes aos de outras listas: Deuterônomio 13:1-4; Mateus 7:20; Isaías 8:20; 1 João 4:2 (veja as p. 54-55).

O interessante livro de René Noorbergen, Elena G. de White profeta del destino (Coral Gables, Flórida: Asociación Publicadora Interamericana, 1988), p. 34-35, oferece uma lista um pouco mais extensa de dez provas bíblicas para se reconhecer um verdadeiro profeta:

(1) O verdadeiro profeta não mente. Suas predições se cumprem (Jr 28:9).
(2) O verdadeiro profeta profetiza em nome do Senhor, não no próprio (2Pe 1:21).
(3) O verdadeiro profeta não dá sua interpretação particular da profecia (2Pe 1:20).
(4) O verdadeiro profeta assinala os pecados do povo cometidos contra Deus (Is 58:1).
(5) O verdadeiro profeta deve admoestar o povo acerca dos juízos iminentes de Deus (Is 24:20: Ap 14:6, 7).
(6) O verdadeiro profeta edifica a igreja e a aconselha com respeito a assuntos religiosos (1Co 13:3, 4).
(7) As palavras de um profeta verdadeiro estarão em absoluta harmonia com as dos profetas que o precederam (Is 8:20).
(8) Reconhece a encarnação de Jesus Cristo (1Jo 4:1-3).
(9) Pode ser reconhecido pelos resultados de sua obra (Mt 7:16-20).
(10) O verdadeiro profeta deve satisfazer os requisitos enumerados em Deuteronômio 18:9-12: atua de acordo com a vontade e a aprovação de Deus.

Os pioneiros do adventismo levaram muito a sério essas provas do dom de profecia e as aplicaram à vida e ao ministério de Ellen G. White. Uma mostra da convicção que os adventistas têm acerca do chamado divino da senhora White se pode ler no livro de Francis McLellan Wilcox, O Testemunho de Jesus. Quais são essas evidências?

(a) A perfeita harmonia que existe entre os ensinos da Sra. White com a grande norma de toda verdade e doutrina, as Sagradas Escrituras.
(b) Seus escritos não foram apresentados como um acréscimo ao Cânon Sagrado.
(c) Em muitas ocasiões notáveis e de maneira maravilhosa, Deus usou Sua mensageira para salvar Sua igreja de graves crises, de sérios equívocos e divisões, e para salvaguardar Seu povo de erros sutis na doutrina ou nas práticas cristãs.
(d) Através de toda a sua experiência, demonstrou profunda visão espiritual e grande firmeza de caráter na parte ativa que desempenhou no desenvolvimento de cada uma das fases do movimento adventista.
(e) Suas mensagens são dirigidas diretamente ao coração, e dão testemunho, em milhares de vidas, de seu poder transformador e inspiração para o serviço cristão.
(f) Sua vida e sua experiência cristã concordam com os princípios puros, simples e elevados do Evangelho de Cristo.
(g) As manifestações físicas de muitas de suas visões correspondiam à experiência dos profetas da antiguidade.

III. A orientações de Ellen G. White


“Que atitude devemos assumir perante as pessoas que pretendem ter revelações de Deus?” Essa pergunta foi respondida na secção “Quero Saber” da Revista Adventista em espanhol (veja: Daniel Oscar Plenc, “Una evidencia amplia, clara e convincente”, Revista Adventista, maio 2006, p. 15), artigo que se transcreve abaixo:

Ao longo da história do adventismo, surgiram movimentos erráticos, às vezes apoiados em interpretações peculiares das Escrituras ou em supostas revelações de Deus. Ergueram-se pretensos profetas que traziam uma “nova luz” acerca de cumprimentos proféticos ou da condição da igreja. Acerca desse tema, o Patrimônio White recomenda a leitura da segunda parte do livro Mensagens Escolhidas, volume 2, especialmente os capítulos 7 a 11 (p. 72-115). Ali estão registradas orientações de Ellen White diante dos casos destacados de pretenso dom profético de Ana Garmire e Ana Phillips. Os depositários entendem que a tese principal da Sra. White é que “a manifestação genuína do dom profético levaria suas próprias credenciais e estaria acompanhada por una evidência ampla, clara e convincente” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 71). Apresentamos a seguir algumas das idéias formuladas na seção mencionada.

1. Ellen White assinala que o povo deve pesar a evidência. “Quando o Senhor dá uma mensagem a um homem, dá-lhe com ela alguma coisa pela qual Seu povo conheça que a mensagem é dEle. Deus não pede a Seu povo que acredite a todo o que vai a eles com uma mensagem” (Ibíd., v. 2, p. 71). Agrega: “Mas quando Deus dá a um homem uma mensagem, esse homem, por sua humildade e mansidão, dará evidência de que Deus está operando por meio dele. Deus vive e reina, e deseja que andemos diante dEle em humildade” (Ibíd.). Destaca, por exemplo, que os mensageiros de Deus não interromperão reuniões nem se introduzirão à força em algum lugar a fim de apresentar uma mensagem; não agirão por conta própria nem criarão confusão (Ibíd., p. 71, 72). “Haverá pessoas que pretenderão ter visões. Quando Deus lhes der claro testemunho de que a visão é dEle, vocês podem aceitá-la, mas não a aceitem sob nenhum outro testemunho; pois o povo vai ser mais e mais desencaminhado em países estrangeiros e nos Estados Unidos” (Ibíd., v. 2, p. 72).

2. A igreja deve rejeitar especulações a respeito de datas referentes ao fim do tempo da graça e à vinda de Cristo. Foi mostrado à Sra. White que “não haveria nenhum tempo definido na mensagem dada por Deus desde 1844” (Ibíd., v. 2, p. 83).

3. Devemos comparar as pretensas mensagens com o testemunho das Escrituras. Ellen White cita mais de uma vez o texto de Isaías 8:20. “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva”. Outras importantes passagens são mencionadas (Mt 7:15-19; 24:11; Lc 8:18; Mc 4:24; 1Ts 5:21; 1Jo 4:1). Então, acrescenta: “Este é o conselho de Deus; daremos atenção a ele?” (Ibíd., v. 2, p. 90).

4. Mediante falsas visões, Satanás desperta oposição contra o verdadeiro dom de profecia. “Assim seriam rejeitados juntamente o falso e o verdadeiro. E os mesmos que se encontravam empenhados no engano, quando se cansavam disso, inclinavam-se a duvidar de todas as visões” (Ibíd., v. 2, p. 77). O resultado é que “não havendo profecia, o povo se corrompe” (Pv 29:18).

5. Algumas “visões” são produto da imaginação. “Várias coisas aparecerão pretendendo ser revelações de Deus, mas que emanam da imaginação de alguma mente presunçosa e iludida” (Ibíd., v. 2, p. 90). Além disso, fala-se de pessoas controladas por impulsos, impressões, pensamentos e sentimentos que se confundem com a obra do Espírito Santo. “Ao passo, porém, que pensam ser guiados pelo Espírito de Deus, estão na verdade seguindo uma imaginação trabalhada por Satanás” (Ibíd., v. 2, p. 98, 99).

6. Somos convidados a ser cuidadosos. “O máximo cuidado deve ser exercido com relação aos que pretendem receber revelações de Deus. Importa que haja atenta vigilância e muita oração” (Ibíd., v. 2, p. 91). “Chegam-me cartas de muitas pessoas a respeito de visões que tiveram e que sentem ser dever seu relatar. Que o Senhor ajude Seus servos a ser cautelosos” (Ibíd., v. 2, p. 98).

7. A ausência de graves erros ou a operação de milagres não são provas de autenticidade. Ellen White afirma que pode haver uma mescla sutil de elementos verdadeiros e falsos. “O que me causa grande admiração é que nossos irmãos aceitassem escritos porque neles não podiam ver nada de objetável” (Ibíd., v. 2, p. 94). A ênfase está na fidelidade à Bíblia acima da observação de milagres. “Não acaricie ninguém a ideia de que providências especiais ou manifestações miraculosas devam ser a prova da genuinidade de sua obra ou das ideias que defende [...]Apegue-se à Palavra, receba a Palavra enxertada, que fará o homem sábio para a salvação” (Ibíd., v. 2, p. 100).

Conclusão

As Escrituras falam de profetas verdadeiros e de profetas falsos. Os primeiros constituem enorme bênção para o povo de Deus; os últimos representam ameaça permanente. O povo de Deus não pode renunciar à responsabilidade de prová-los, com os melhores elementos extraídos da revelação. Se um profeta é verdadeiro, (1) sua mensagem é de Deus, cheia de verdade e de autenticidade, (2) seu testemunho representa adequadamente a natureza, o caráter e a missão de Cristo, (3) seu testemunho leva o selo do Céu pela dignidade do instrumento e o efeito perdurável de sua missão, (4) sua mensagem está em harmonia e em correspondência com todas as revelações de Deus.

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