terça-feira, 6 de julho de 2010

Judeu e gentio - 06/07/2010 a 10/07/2010

Terça, 6 de julho

Exposição
A lei mosaica e a adoção de Deus


A circuncisão faz parte do conjunto de leis mosaicas, embora a prática tenha sido estabelecida a partir do nascimento de Isaque, filho de Abraão (Gn 17:1-14). Nos escritos de Moisés, a nação israelita também foi instruída a circuncidar as crianças do sexo masculino para demonstrar que representavam o verdadeiro Deus. Como todas as outras leis mosaicas, a circuncisão era observada em cada geração sucessiva dos hebreus, e ainda é.

A lei mosaica e os gentios convertidos (At 15:1-29). Certos líderes da igreja (talvez fariseus, veja verso 5) acreditavam que, a fim de se salvarem, os conversos gentios ao cristianismo precisavam ser circuncidados: “Se vocês não forem circuncidados conforme o costume ensinado por Moisés, não poderão ser salvos” (At 15:1). Paulo, Barnabé e até Pedro discordavam totalmente. Leia o discurso de Pedro nos versos 7 a 11. Então eles, juntamente com alguns outros crentes, buscaram o conselho dos apóstolos e anciãos na igreja de Jerusalém. Após alguma discussão concluiu-se que Paulo e Barnabé, juntamente com alguns membros da igreja de Jerusalém, voltariam a Antioquia com uma carta que delineava uma curta lista de exigências que os crentes gentios deviam observar. Esses requisitos incluíam “abster-se de comida sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual” (verso 29). A circuncisão não estava na lista.

A mesma questão surgiu quando Paulo levou Tito consigo a Jerusalém. Tito era um cristão grego; alguns cristãos judeus dali acharam que ele devia ser circuncidado. Uma vez mais, porém, Paulo se manteve firme à crença de que a circuncisão não era necessária para a salvação (Gl 2:1-5).

A defesa de Paulo contra a mensagem pervertida (Gl 1:1-12). Após sua primeira viagem missionária, Paulo foi para a Galácia. Até ali o seguiram muitos cristãos judeus que acreditavam que um converso gentio deveria obedecer a certas leis do Antigo Testamento (como a circuncisão), a fim de salvar-se. A aberta oposição deles à salvação pela fé confundiu os gálatas, e como resultado muitos estavam se tornando bastante legalistas em suas crenças. Assim, Paulo escreveu uma carta para eles à qual agora nos referimos como a Espístola aos Gálatas.

Em [p[, “Paulo novamente apresenta a grande verdade de que Jesus, através de Seu sacrifício expiatório, proveu uma forma de escape para todos os que desejarem aceitá-Lo. Qualquer tentativa de obter essa vitória sobre o mal do mundo através dos próprios esforços não está de acordo com a vontade de Deus. Se os gálatas persistissem no legalismo, não poderiam esperar nem o livramento do pecado nem a admissão no futuro mundo sem pecado.”1

Mestre que salva (Mt 19:16-22; Hb 8:6). O jovem rico em Mateus 19:16-22 achava que podia ser salvo com base em suas boas obras. Contudo, quando Deus lhe disse que vendesse tudo o que tinha e o desse aos pobres, ele não quis fazer isso. Essa atitude demonstrou sua natureza egoísta e que ele adorava sua riqueza e não a Deus.

Se somos salvos pela graça por meio da fé, por que Jesus disse a esse jovem que guardasse os mandamentos (verso 17)? “É a vontade de Deus que o homem reflita Seu caráter, e Seu caráter pode ser resumido numa única palavra: ‘amor’ (1Jo 4:7-12). Para refletir o caráter, ou ‘amor’ de Deus, nós O amaremos supremamente e amaremos nosso próximo como a nós mesmos. ... Se perguntarmos como devemos expressar nosso amor a Deus e ao nosso próximo, Deus nos dá a resposta nos Dez Mandamentos (ver Êx 20:13-17). ... O jovem professava amar a Deus, mas o verdadeiro teste desse amor, disse Jesus, se encontra na maneira de tratar o próximo. ... ‘Se vocês Me amam’, Jesus diz, ‘obedecerão aos Meus mandamentos’ (Jo 14:15).”2

Quanto a Hebreus 8:6, está escrito que “Deus quer que contemplemos Seu amor, Suas promessas dadas tão livremente aos que não têm qualquer mérito em si mesmos. Ele quer que dependamos da justiça provida para nós em Cristo. A todos os que vêm a Deus da maneira por Ele apontada, Ele ouve prontamente.”2

1. The SDA Bible Commentary, v. 6, p. 938.
2. Ibid., v. 5, p. 457.


Mãos à Bíblia


3.
Por que alguns criam que a circuncisão não se aplicava só à nação judaica? At 15:1; Gn 17:10

Enquanto os apóstolos se uniam com os membros da igreja de Antioquia no esforço sério de conquistar muitas pessoas para Cristo, certos crentes da Judeia, “da seita dos fariseus” começaram a afirmar que, a fim de ser salva, a pessoa precisava ser circuncidada e devia guardar toda a lei cerimonial.

4.
Como essa disputa foi resolvida? At 15:2-12

Paulo, que falava frequentemente sobre seu chamado profético e como Jesus o chamara e lhe dera sua missão, estava plenamente disposto a trabalhar com o corpo da igreja maior. E percebia que era parte da igreja como um todo, e que precisava trabalhar com ela tanto quanto possível. Da mesma forma nós hoje, não devemos ter um conceito individualista de igreja e de missão. Não estamos sozinhos, todos os membros e todas as igrejas locais do mundo devem trabalhar lembrando que fazem parte de uma igreja mundial.

Job G. Minasalvas – Bacolod, Filipinas

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domingo, 6 de julho de 2008

"Tudo Para Com Todos": Paulo Prega ao Mundo - 06/07/2008 a 11/07/2008

"Tudo Para Com Todos": Paulo Prega ao Mundo

Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns” (1Co 9:22, NVI).

Prévia da semana: Se as pessoas não entenderem o que está sendo dito, não ouvirão. Paulo é um exemplo de como comunicar o cristianismo em diferentes ambientes e nos dá boas idéias de como tornar compreensível a mensagem do advento.

Leitura adicional: Atos dos Apóstolos, cap. 23, especialmente as páginas 236-242.

Domingo, 6 de julho

Introdução
Relevância cultural

Depois da experiência de Paulo na estrada de Damasco, alguns dos apóstolos não estavam convencidos de que ele era um verdadeiro discípulo (veja At 9:26). Naquela ocasião, Barnabé se ergueu para defender Paulo (vs. 27, 28). Barnabé era “homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé” (At 11:24), e foi de tremenda ajuda para Paulo no início de seu ministério.

1. Como a igreja começou em Antioquia? Qual foi o resultado dos esforços missionários? At 11:19-24

2. Por que Barnabé escolheu Paulo para ajudá-lo? At 11:25, 26

Em sua cultura, como se cumprimenta um amigo? Com um abraço caloroso? Com um beijo em ambas as faces? Com um aperto de mão casual? Com um aceno de cabeça? Com uma piscadinha de olho? Práticas como essas variam de cultura para cultura. O mesmo poderia ser dito de muitas outras áreas da cultura. Considere, por exemplo, cerimônias de casamento, escolhas alimentares, passatempos e entretenimentos.

Diferenças culturais precisam ser levadas em conta ao se pregar o evangelho a todo o mundo. O que poderia ser uma forma relevante de se apresentar o evangelho na Ásia poderia não funcionar em partes da Europa ou da África. Quando fui voluntário no Timor Leste, aprendi que era melhor pregar o evangelho para grupos do que para pessoas individualmente. Contudo, na Austrália, tenho muitos interessados que não gostam de estudos bíblicos em grupo. Tenho um amigo nos Estados Unidos que dá alguns de seus estudos bíblicos por telefone. E me contaram que em algumas culturas na África as mulheres e os homens não desejam estudar a Bíblia juntos.

Para partilhar o evangelho de maneira eficaz, é importante compreender preferências culturais e maneiras de pensar. Tem que ficar claro, porém, que não precisamos ser bêbados para ganhar os bêbados, nem criminosos para evangelizar ladrões e assassinos. Nem temos que ser Imãs para ganhar os muçulmanos. Em outras palavras, não temos que ser o que não devemos ser a fim de partilhar o evangelho de formas culturalmente relevantes.

Não podemos ficar esperando que as pessoas venham para a igreja e aceitem a Cristo como seu Salvador. Temos que levar Cristo às ruas e aos campos. Temos que levá-Lo para que Se sente debaixo dos coqueiros ou seringueiras, junto à praia e no deserto. Devemos levá-Lo a todas as pessoas, a despeito de sua formação cultural.

O apóstolo Paulo não só pregou aos gentios, mas também aos judeus. Pregou também aos romanos, aos efésios, aos coríntios, e às pessoas em muitos outros lugares. Certamente, ele teve que achar várias maneiras de apresentar a mesma mensagem relevante a diferentes culturas e circunstâncias. Talvez fosse isso o que ele tinha em mente quando escreveu que era “tudo para com todos” (1Co 9:22, NVI). Nesta semana, exploraremos como Paulo fez isso e aprenderemos como podemos adaptar seus métodos ao nosso tempo.

Mebzar Quinto | Melbourne, Austrália

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