terça-feira, 26 de outubro de 2010

Abigail - 26/10/2010 a 30/10/2010

Terça, 26 de outubro

Testemunho
Uma mulher de paz


“‘Todo o homem que se achava em aperto, e todo o homem endividado, e todo o homem de espírito desgostoso’, recorreu a Davi, ‘e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens.’ 1 Sam. 22:2. Ali tinha Davi um pequeno reino, que lhe era próprio, e neste prevaleciam a ordem e a disciplina. Mas, mesmo em seu retiro nas montanhas, estava longe de se sentir livre de perigo; pois que recebia prova contínua de que o rei não havia abandonado seus propósitos homicidas” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 658).

“Com seu grupo de fugitivos estava a adquirir preparo para assumir a obra que Saul, por causa de sua paixão assassina e cega indiscrição, estava se tornando inteiramente inapto a fazer” (Ibid.)

“Davi e seus homens tinham sido como uma muralha protetora aos pastores e rebanhos de Nabal; e agora pedia-se àquele homem rico que fornecesse de sua abundância algum recurso à necessidade daqueles que lhe haviam prestado tão valioso serviço. Davi e seus homens poderiam ter-se servido dos rebanhos e gado; mas não o fizeram. Portaram-se honestamente. Sua bondade, entretanto, nada valera junto a Nabal. A resposta que este enviou a Davi indicava o seu caráter: ‘Quem é Davi, e quem o filho de Jessé? muitos servos há hoje, e cada um foge a seu senhor. Tomaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores, e o daria a homens que eu não sei donde vêm?’ 1 Sam. 25:10 e 11. ...

“Nada tendo de ostentação ou orgulho, antes cheia da sabedoria e amor de Deus, Abigail revelou a força de sua devoção para com sua casa, e esclareceu a Davi que o procedimento indelicado de seu marido de nenhuma maneira fora premeditado contra ele como uma afronta pessoal, mas que simplesmente tinha sido a explosão de uma natureza infeliz e egoísta. ...

“Abigail não tomou para si o crédito deste raciocínio a fim de demover a Davi de seu precipitado propósito, mas deu a Deus a honra e o louvor. Ofereceu então sua rica provisão como oferta pacífica aos homens de Davi” (Idem, p. 665, 666).

Mãos à Bíblia

5. Leia cuidadosamente o discurso de Abigail em 1 Samuel 25:23-31. Contraste com a resposta de Nabal (v. 10, 11). Qual é a diferença entre as duas?

6. Como foram as palavras de Abigail a Davi? O que ela tentava fazer? Êx 32:32; Et 7:2-4; Is 53:12; Dn 9:15-19; Rm 8:34

Abigail poderia ter visto a ameaça à vida de Nabal como um meio de se livrar de seu marido tolo e recuperar a liberdade. Em vez disso, escolheu se identificar com ele e implorar por sua vida indigna. Aquele que intercede deve estar disposto a pôr de lado seus próprios interesses e pedir o que seja melhor para a outra pessoa.

Ann Stewart | Silver Spring, EUA

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Das Reclamações à Apostasia - 26/10/2009 a 31/10/2009

Segunda, 26 de outubro

Exposição
Um povo em rebelião


Os israelitas haviam levantado acampamento no Sinai e haviam começado sua viagem de 11 dias até Cades, que não estava longe das fronteiras de Canaã. No Sinai, haviam entrado num relacionamento de aliança com Deus, prometendo obedecer aos Dez Mandamentos (Êx 19:8). Contudo, Números 11 a 14 relata como o povo fez exatamente o oposto. Esses capítulos mostram um povo em rebelião contra o Deus onipotente.

Insatisfação no acampamento (Nm 11). Os israelitas haviam marchado apenas três dias quando começaram a reclamar. Estavam infelizes com a rota tomada e o desconforto físico ao longo do caminho, apesar de saberem que estavam sendo guiados por Deus, que era representado pela nuvem acima deles. Haviam se esquecido rapidamente de que tinha chegado ali por Sua providência e misericórdia.

Também começaram a murmurar sobre o maná, o alimento que Deus estava fornecendo. “O Senhor ficou muito irado” (Nm 11:10), pois o povo deixou de aceitar a provisão diária de alimento que Ele fizera para eles. “Estivessem eles dispostos a vencer o apetite, em obediência às Suas sábias restrições, e teriam sido desconhecidas entre eles a fraqueza e a moléstia. Seus descendentes teriam possuído força tanto física como mental. Teriam revelado clara percepção da verdade e do dever, discernimento penetrante e são juízo. Mas sua falta de vontade para se sujeitarem às restrições e reclamos de Deus, os impediu em grande parte de alcançar a elevada norma que o Senhor desejava que atingissem, bem como de receber as bênçãos que Ele estava pronto a lhes conceder”(Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 378).

Rivalidade entre irmãos? (Nm 12). Em Números 11, Deus havia permitido a designação de 70 anciãos para partilhar o fardo da responsabilidade quando Moisés clamou em angústia. Os irmãos mais velhos de Moisés, Míriam e Arão, não faziam parte desse grupo. Haviam desempenhado papel importante na formação da nação e durante o Êxodo e, no caso de Arão, este continuava a desempenhar papel importante no ministério sacerdotal. Contudo, Deus havia colocado Moisés numa posição de autoridade sobre eles, e ele tinha um relacionamento especial com Deus. Moisés, diferentemente dos outros no acampamento, tinha o privilégio de falar com o Senhor face a face (Nm 12:8).

Míriam e Arão invejaram Moisés e foram suficientemente presunçosos para se compararem com ele. Em sua inveja, atacaram sua esposa cusita, falando com desprezo sobre a ascendência dela. Contudo, isso era mais do que mera rivalidade entre irmãos. Míriam e Arão estavam se rebelando contra Deus ao escolher falar contra o líder que Ele apontara. Entregaram-se a um espírito de exaltação própria e se consideraram melhores do que aquele através de quem Deus escolhera atuar.

Nossa força, nosso poder (Nm 13). Os israelitas finalmente estavam na fronteira de Canaã. O que Deus prometera estava ao alcance da vista. Uma vez mais, porém, foram acometidos de uma moléstia observada anteriormente – amnésia coletiva. Esqueceram-se dos assombrosos milagres que Deus efetuara para livrá-los das garras do Egito. Esqueceram-se de sua experiência do Mar Vermelho. Esqueceram-se de como Deus os havia cuidado e sustentado através de sua experiência no deserto; e se esqueceram de que Deus era quem iria realizar o que prometera.

Foi ideia do povo enviar espias para sondar a terra, não ideia de Deus (Ibid, p. 387). Isso é um claro indicativo de que duvidaram de Suas promessas. A nação a quem Deus havia especialmente Se revelado e com quem havia feito uma aliança, não compreendeu o que Balaão, um profeta pagão, havia profetizado: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que Se arrependa. Acaso Ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir?” (Nm 23:19, NVI).

A primeira parte do relatório dos espias sobre a abundância da terra era verdadeira; mas foi eclipsada pelo medo que tiveram do povo poderoso que viram ali. Escolheram olhar com olhos temerosos e sem fé, em vez de olhos cheios de esperança e fé, fortalecidos pela maneira como Deus os estava guiando. Só Josué e Calebe deram um relatório inspirado pela fé em Deus. Canaã foi um presente de Deus, e falando mal dela, o povo estava falando contra Deus e rejeitando o que Ele graciosamente estava lhes oferecendo. Se tão-somente houvessem se lembrado de que o braço do Senhor nunca está encolhido (Nm 11:23)! Quando a força e o poder humano falham, é a ocasião perfeita para que Deus amorosamente demonstre Sua incomparável onipotência.

Nossa força, nosso poder (Nm 14). Calebe e Josué suplicaram ao povo que não se rebelasse contra Deus (Nm 14:9); mas suas súplicas caíram em ouvidos moucos. O povo se preparou para apedrejá-los. A atitude foi de desprezo para com Deus. Continuaram a duvidar dEle e de Seu poder (Nm 14:11).

A contínua rebelião contra Deus resultou na sentença de terem que vaguear durante mais 40 anos no deserto, um ano para cada dia que os espias haviam passado reconhecendo a terra. O povo lamentou esse decreto. Ellen White declara que eles lamentaram mais o juízo do que seus pecados. A ordem para que se retirassem foi para que Deus testasse a submissão deles à Sua vontade (Ibid, p. 391). Contudo, os israelitas permaneceram firmes em sua rebelião. Quando Deus lhes pediu que tomassem a terra, recusaram-se, e quando lhes ordenou que se retirassem, fizeram exatamente o oposto. O exército de Israel foi derrotado porque deixou de compreender que Deus realizaria o que prometeu, não pela força e poder deles, mas por sua estrita obediência a Suas ordens.

Mãos à Bíblia

Quando Israel voltou tão cedo para a idolatria e adoração ao bezerro de ouro, Moisés implorou a Deus para que o perdoasse, mas “se não”, ele orou, “risca-me, peço-Te, do livro que escreveste” (Êx 32:32).

2. Quando Moisés ouviu e viu o povo “chorando” à porta de suas tendas e clamando “quem nos dará carne a comer?” (Nm 11:4), como ele reagiu? Por que a atitude de Moisés não se justificava? Onde vemos a humanidade imperfeita desse grande homem de Deus? V. 10-15.

3. Em que outra ocasião a humanidade de Moisés se manifestou? Nm 11:21-23

Rockella Smith | Savannah, Ilhas Cayman

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domingo, 26 de outubro de 2008

O Anúncio da Expiação - 26/10/2008 a 01/11/2008

O Anúncio da Expiação

“Porém Ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que Ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que Ele recebeu” (Is 53:5).

Prévia da semana: Embora possamos ser transgressores da aliança, Deus nos atrai continuamente de volta a Seu Reparador da aliança, Jesus.

Leitura adicional: Romanos 5 e 6; O Desejado de Todas as Nações, capítulos 3 e 4 (p. 31-49)

Domingo, 26 de outubro


Introdução
A moderna criança da paz


1. Leia a história da queda em Gênesis 3:1-15, prestando maior atenção ao verso 15. Que esperança existe para nós nesse texto?

Os cristãos encontraram corretamente em Gênesis 3:15 uma profecia sobre o Messias. A “semente” da mulher é Jesus.

Don Richardson foi um missionário enviado a Papua-Nova Guiné para pregar o cristianismo para a tribo Sawi, um grupo canibal que estimava muito o engano. Quando Richardson partilhou Jesus com eles, só um incidente lhes despertou o interesse: a história da traição de Judas! Para os Sawi, Judas era um herói, pois havia astutamente penetrado no círculo íntimo de confiança dos discípulos antes de se voltar contra Jesus.

Depois de testemunhar repetidos incidentes de guerra sangrenta entre os Sawi e seus inimigos, os Haenam, Richardson estava pronto a desistir. Como esforço final para convencer o missionário a ficar, as duas tribos encenaram uma elaborada cerimônia. Todo mundo estava em silêncio exceto a esposa do chefe Sawi. Ela gritava enquanto o chefe arrancava dos braços dela o próprio filho deles de seis meses de idade e o entregava ao chefe inimigo. Um dos membros da tribo explicou a Richardson que os membros da tribo inimiga iriam dar outro nome ao bebê e criá-lo como seu.

Richardson sabia que não se podia confiar plenamente em nenhum Sawi. Mas naquele dia memorável, ele conheceu uma grande exceção: a criança da paz; um chefe dando seu próprio filho a seus inimigos. Aquele ato profundo e doloroso venceria todas as suspeitas. Por acordo mútuo, enquanto a criança vivesse, nenhuma guerra seria travada entre as tribos.

Richardson havia, finalmente, encontrado um paralelo na cultura Sawi que ele podia usar para transmitir a mensagem de um Deus perdoador. Ele reuniu todo o povo e leu para eles do livro do profeta Isaías: “Pois já nasceu uma criança, Deus nos mandou um menino que será o nosso rei. Ele será chamado de ‘Conselheiro Maravilhoso’, ‘Deus Poderoso’, ‘Pai Eterno’, ‘Príncipe da Paz’” (Is 9:6).

Pela primeira vez o povo Sawi começou a compreender o cristianismo. Deus também tinha enviado Seu Filho para viver entre o inimigo a fim de trazer a paz e dar fim à guerra contra o pecado e a morte.

As tribos Sawi e Haeman precisaram de uma criança da paz para encontrar a paz. Como elas, nossa “criança da paz” veio a nós como um bebê e cresceu para ser o Messias, o Senhor da vida. Ele era o Filho do Deus Todo-Poderoso, que veio para oferecer-nos a paz que está além da compreensão humana. Essa paz pode ser nossa somente se vivermos e amarmos como Ele nos chamou a fazer. Viver como Ele e amá-Lo não vai simplesmente nos trazer paz interior. Também trará paz entre nós e outros, dentro de nosso lar, dentro de nossa comunidade, e mesmo entre as nações. A chave é a criança da paz enviada por Deus, nosso Senhor Jesus Cristo.

Maripaz T. Adriano | Muntinlupa, Filipinas

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