segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Rispa - 22/11/2010 a 27/11/2010

Segunda, 22 de novembro

Exposição
Fidelidade inspira fidelidade


“Agora escolham a vida” (Dt 30:19). Todas as decisões que tomamos têm consequências que afetam a outros. Todas as decisões fiéis não só trazem bênçãos para os fiéis e seus descendentes, mas também inspiram fidelidade em seus descendentes. Isso é o que Deuteronômio 30:19 revela ao nos exortar a escolher a vida.

A História nos ensina que futuras gerações muitas vezes colhem os frutos cultivados por seus ancestrais. Se um povo tem sido corrupto e imoral, as consequências de seus atos não só os afetam, mas também aos que virão depois deles. Se um povo tem sido firme e fiel, suas futuras gerações também serão abençoadas pela fidelidade. Este é muitas vezes o caso, mesmo no que diz respeito à influência dos pais sobre seus filhos. Falando de divórcio, o Dr. Kenneth Bateman escreve que “as crianças também podem ser muito prejudicadas pelo mau casamento de seus pais; seu rendimento na escola pode ser afetado, bem como sua autoestima, aumento de ira, depressão, autocondenação, conflitos com a autoridade e sua própria capacidade de ter um bom casamento (modelos de papéis e sistemas familiares)”.1 Por outro lado, quando “escolhemos a vida” e tomamos decisões certas, encorajamos aqueles que estão dentro de nossa esfera de influência a serem fiéis também.

Não é de admirar que Jesus tenha vindo a este mundo não apenas para morrer por nossos pecados, mas para viver entre nós a fim de revelar de maneiras práticas o que significa ser fiel. Sem diminuir a importância da morte de Jesus para nossa salvação, notemos que esta parte do plano divino de salvação ocorreu durante um período de três dias. Por outro lado, Jesus investiu 33 anos vivendo entre pessoas comuns para que elas aspirassem à fidelidade. Portanto, nossa fidelidade a Deus não tem apenas a ver conosco. Tem a ver com outras pessoas também, algumas das quais talvez nem conheçamos.

A fidelidade atrai a atenção (2Sm 3:6-11; 21:1-14). Rispa, cujo nome significa “uma brasa ou uma pedra quente”,2 vivia à altura do significado de seu nome de maneira extraordinária. Como resposta às exigências do gibeonitas e também provavelmente por suas próprias razões políticas, Davi lhes entregou sete filhos da casa de Saul para serem mortos como retaliação por Saul ter matado a maioria dos gibeonitas. Entre esses homens estavam dois filhos de Rispa. Esses filhos eram possíveis herdeiros do reinado de Saul, uma vez que seus três irmãos mais velhos haviam sido mortos em combate e o jovem Is-Bosete havia sido assassinado (1 Samuel 14; 2 Samuel 4).3

Que trágico dia deve ter sido aquele para Rispa. Ela poderia ter-se vingado. Em vez disso, ficou vigiando o corpo suspenso de seus filhos (2Sm 21:9), para evitar que fossem devorados por animais e aves de rapina. “Então, Rispa, filha de Aiá, tomou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma penha, desde o princípio da ceifa até que sobre eles caiu água do céu; e não deixou que as aves do céu se aproximassem deles de dia, nem os animais do campo, de noite” (2Sm 21:10). Isso indica “que a devotada vigilância de Rispa foi de longa duração”.4

Quando Davi ouviu falar da devoção de Rispa, foi até a rocha, desceu os corpos e mandou enterrá-los.

A fidelidade é custosa (Mc 13:13). A fidelidade nem sempre traz experiências agradáveis. A verdadeira fidelidade muitas vezes tem um custo. Em Marcos 13:13 Jesus dá um claro relato de como os que estão do lado de Deus serão odiados por todos. Muito embora o contexto deste verso diga respeito aos eventos finais, muitos verdadeiros cristãos já experimentaram esse ódio. As pessoas muitas vezes são rápidas para acusar aqueles que seguem a Cristo, porque sabem em seu coração o que está certo, mas preferem não mudar. Nossa fidelidade, portanto, as deixa desconfortáveis.

Paulo compreendeu isso quando disse: “Para estes somos cheiro de morte; para aqueles fragrância de vida” (2Co 2:16). Portanto, não fiquemos desanimados em nossas tentativas de ser fiéis em meio à indiferença de outras pessoas. Em vez disso, usemos a indiferença delas como uma confirmação de que Deus “realmente” está entre nós! (1Co 14:25).

1. Dr. Kenneth Bateman. Amber University. http://www.alicebaland.com/ALSCResources/REMADivorceFacts.htm (acessado em 4 de junho de 2009).
2. Eastons Bible Dictionary. http://www.bible-history.com/eastons/R/Rizpah (acessado em 8 de junho de 2009).
3. Diana Edelman. Jewish Women: A Comprehensive Encyclopedia
http://jwa.org/encyclopedia/article/rizpah-bible (acessado em 19 de agosto de 2009).
4. The SDA Bible Commentary, v. 2, p. 697.

Mãos à Bíblia

Como vimos (2Sm 3:7-10), Isbosete, que significa “homem de vergonha”, acusou seu general, Abner, de ter dormido com a concubina de seu pai, Saul. A julgar pela forte reação de Abner, essa foi uma ofensa muito séria.

3. Leia os versos seguintes e explique o que significava dormir com a esposa ou concubina de um homem poderoso nos tempos do Antigo Testamento. 2Sm 16:21, 22; 20:3; 1Rs 2:21, 22

O texto bíblico não esclarece se Abner realmente dormiu com Rispa a fim de tentar usurpar o trono. O fato de que ele mudou tão depressa de lado sugere que esse tenha sido só um boato que circulou na improvisada corte real em Manaém.

Obed Soire | Okinawa, Japão

Marcadores: , , ,

domingo, 22 de novembro de 2009

O Pecado de Moisés e Arão - 22/11/09 a 28/11/09

O PECADO DE MOISÉS E ARÃO


Domingo, 22 de novembro

Introdução
Quando os gigantes caem


Quando a água deixou de fluir no acampamento de Israel em Cades-Barneia, apresentou-se a Israel uma grande oportunidade de olhar para Deus esperando ajuda. Ele sempre lhes havia provido as necessidades no passado, então, por que seria diferente naquela ocasião? Porém, eles depressa esqueceram o passado e se voltaram contra Moisés e Arão com suas antigas reclamações.

1. O que ordenou Deus que Moisés fizesse, e, em lugar disso, o que ele fez? Nm 20:1-13. Por que esse servo submisso, fiel e dedicado a Deus mostrou tanta falta de fé e confiança?

Sob certo ponto de vista, é fácil entender a frustração de Moisés. Primeiramente, ele acabava de sepultar a irmã, e sem dúvida sentia muita dor por causa disso. Então, teria que ouvir o povo exprimir basicamente as mesmas reclamações de seus antepassados, anos antes? Ainda assim, aos olhos do Senhor, nenhuma dessas desculpas justificava seu comportamento.

“A água jorrou em abundância, satisfazendo a multidão. Mas uma grande falta fora cometida. Moisés falara com sentimento de irritação. ... Quando acusou os israelitas, agravou o Espírito de Deus e apenas fez mal ao povo. Sua falta de paciência e domínio próprio eram evidentes. Assim, foi dada ao povo ocasião para pôr em dúvida que sua atuação passada fora sob a direção de Deus, e desculpar seus próprios pecados. Moisés, bem como eles, havia ofendido a Deus. Sua conduta, disseram, fora desde o princípio passível de crítica e censura. Tinham achado agora o pretexto que desejavam para rejeitar todas as reprovações que Deus lhes enviara mediante Seu servo” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 417).

Até o mais fiel e diligente servo do Senhor precisa ser cuidadoso. O que tornava esse pecado ainda pior era que fora cometido por alguém a quem foram concedidos grandes privilégios. Pense em tudo o que Moisés viu sobre o poder de Deus; pense em todas as incríveis revelações do Senhor que, vez após outra, ele havia testemunhado. E ainda, mesmo com tudo aquilo, ele se permitiu exaltar-se e dominar? Que advertência isso deve representar para todos nós!

Pense em alguma ocasião em que se sentiu pressionado ao extremo e fez algo precipitado e pecaminoso. Com que frequência você desejaria ter voltado o relógio e desfeito o dano? Que lições você aprendeu desse incidente para evitar a mesma coisa no futuro?

Marcadores: , , ,